Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]
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Bíblia Completa (365 dias)
Nova Versão Internacional: 64 de 365 dias
| Êxodo: 15 |
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| 1. Então Moisés e os israelitas entoaram este cântico ao SENHOR: “Cantarei ao SENHOR, pois triunfou gloriosamente. Lançou ao mar o cavalo e o seu cavaleiro! |
| 2. O SENHOR é a minha força e a minha canção; ele é a minha salvação! Ele é o meu Deus, e eu o louvarei; é o Deus de meu pai, e eu o exaltarei! |
| 3. O SENHOR é guerreiro, o seu nome é SENHOR. |
| 4. Ele lançou ao mar os carros de guerra e o exército do faraó. Os seus melhores oficiais afogaram-se no mar Vermelho. |
| 5. Águas profundas os encobriram; como pedra desceram ao fundo. |
| 6. “SENHOR, a tua mão direita foi majestosa em poder. SENHOR, a tua mão direita despedaçou o inimigo. |
| 7. Em teu triunfo grandioso, derrubaste os teus adversários. Enviaste o teu furor flamejante, que os consumiu como palha. |
| 8. Pelo forte sopro das tuas narinas as águas se amontoaram. As águas turbulentas firmaram-se como muralha; as águas profundas congelaram-se no coração do mar. |
| 9. “O inimigo se gloriava: ‘Eu os perseguirei e os alcançarei, dividirei o despojo e os devorarei. Com a espada na mão, eu os destruirei’. |
| 10. Mas enviaste o teu sopro, e o mar os encobriu. Afundaram como chumbo nas águas volumosas. |
| 11. “Quem entre os deuses é semelhante a ti, SENHOR? Quem é semelhante a ti? Majestoso em santidade, terrível em feitos gloriosos, autor de maravilhas? |
| 12. Estendes a tua mão direita e a terra os engole. |
| 13. Com o teu amor conduzes o povo que resgataste; com a tua força tu o levas à tua santa habitação. |
| 14. As nações ouvem e estremecem; angústia se apodera do povo da Filístia. |
| 15. Os chefes de Edom ficam aterrorizados; os poderosos de Moabe são tomados de tremor; o povo de Canaã esmorece; |
| 16. terror e medo caem sobre eles; pelo poder do teu braço ficam paralisados como pedra, até que passe o teu povo, ó Senhor, até que passe o povo que tu compraste. |
| 17. Tu o farás entrar e o plantarás no monte da tua herança, no lugar, ó SENHOR, que fizeste para a tua habitação, no santuário, ó Senhor, que as tuas mãos estabeleceram. |
| 18. O SENHOR reinará eternamente”. |
| 19. Quando os cavalos, os carros de guerra e os cavaleiros do faraó entraram no mar, o SENHOR fez que as águas do mar se voltassem sobre eles, mas os israelitas atravessaram o mar pisando em terra seca. |
| 20. Então Miriã, a profetisa, irmã de Arão, pegou um tamborim e todas as mulheres a seguiram, tocando tamborins e dançando. |
| 21. E Miriã lhes respondia, cantando: “Cantem ao SENHOR, pois triunfou gloriosamente. Lançou ao mar o cavalo e o seu cavaleiro”. |
| 22. Depois Moisés conduziu Israel desde o mar Vermelho até o deserto de Sur. Durante três dias caminharam no deserto sem encontrar água. |
| 23. Então chegaram a Mara, mas não puderam beber das águas de lá porque eram amargas. Esta é a razão pela qual o lugar chama-se Mara. |
| 24. E o povo começou a reclamar a Moisés, dizendo: “Que beberemos?” |
| 25. Moisés clamou ao SENHOR, e este lhe indicou um arbusto. Ele o lançou na água, e esta se tornou boa. Em Mara o SENHOR lhes deu leis e ordenanças e os pôs à prova, |
| 26. dizendo-lhes: “Se vocês derem atenção ao SENHOR, o seu Deus, e fizerem o que ele aprova, se derem ouvidos aos seus mandamentos e obedecerem a todos os seus decretos, não trarei sobre vocês nenhuma das doenças que eu trouxe sobre os egípcios, pois eu sou o SENHOR que os cura”. |
| 27. Depois chegaram a Elim, onde havia doze fontes de água e setenta palmeiras; e acamparam junto àquelas águas. |
| Lucas: 19 |
| 1. Jesus entrou em Jericó e atravessava a cidade. |
| 2. Havia ali um homem rico chamado Zaqueu, chefe dos publicanos. |
| 3. Ele queria ver quem era Jesus, mas, sendo de pequena estatura, não o conseguia, por causa da multidão. |
| 4. Assim, correu adiante e subiu numa figueira brava para vê-lo, pois Jesus ia passar por ali. |
| 5. Quando Jesus chegou àquele lugar, olhou para cima e lhe disse: “Zaqueu, desça depressa. Quero ficar em sua casa hoje”. |
| 6. Então ele desceu rapidamente e o recebeu com alegria. |
| 7. Todo o povo viu isso e começou a se queixar: “Ele se hospedou na casa de um pecador”. |
| 8. Mas Zaqueu levantou-se e disse ao Senhor: “Olha, Senhor! Estou dando a metade dos meus bens aos pobres; e se de alguém extorqui alguma coisa, devolverei quatro vezes mais”. |
| 9. Jesus lhe disse: “Hoje houve salvação nesta casa! Porque este homem também é filho de Abraão. |
| 10. Pois o Filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido”. |
| 11. Estando eles a ouvi-lo, Jesus passou a contar-lhes uma parábola, porque estava perto de Jerusalém e o povo pensava que o Reino de Deus ia se manifestar de imediato. |
| 12. Ele disse: “Um homem de nobre nascimento foi para uma terra distante para ser coroado rei e depois voltar. |
| 13. Então, chamou dez dos seus servos e lhes deu dez minas. Disse ele: ‘Façam esse dinheiro render até a minha volta’. |
| 14. “Mas os seus súditos o odiavam e por isso enviaram uma delegação para lhe dizer: ‘Não queremos que este homem seja nosso rei’. |
| 15. “Contudo, ele foi feito rei e voltou. Então mandou chamar os servos a quem dera o dinheiro, a fim de saber quanto tinham lucrado. |
| 16. “O primeiro veio e disse: ‘Senhor, a tua mina rendeu outras dez’. |
| 17. “ ‘Muito bem, meu bom servo!’, respondeu o seu senhor. ‘Por ter sido confiável no pouco, governe sobre dez cidades.’ |
| 18. “O segundo veio e disse: ‘Senhor, a tua mina rendeu cinco vezes mais’. |
| 19. “O seu senhor respondeu: ‘Também você, encarregue-se de cinco cidades’. |
| 20. “Então veio outro servo e disse: ‘Senhor, aqui está a tua mina; eu a conservei guardada num pedaço de pano. |
| 21. Tive medo, porque és um homem severo. Tiras o que não puseste e colhes o que não semeaste’. |
| 22. “O seu senhor respondeu: ‘Eu o julgarei pelas suas próprias palavras, servo mau! Você sabia que sou homem severo, que tiro o que não pus e colho o que não semeei. |
| 23. Então, por que não confiou o meu dinheiro ao banco? Assim, quando eu voltasse o receberia com os juros’. |
| 24. “E disse aos que estavam ali: ‘Tomem dele a sua mina e deem-na ao que tem dez’. |
| 25. “ ‘Senhor’, disseram, ‘ele já tem dez!’ |
| 26. “Ele respondeu: ‘Eu digo a vocês que a quem tem, mais será dado, mas a quem não tem, até o que tiver lhe será tirado. |
| 27. E aqueles inimigos meus, que não queriam que eu reinasse sobre eles, tragam-nos aqui e matem-nos na minha frente!’ ” |
| 28. Depois de dizer isso, Jesus foi adiante, subindo para Jerusalém. |
| 29. Ao aproximar-se de Betfagé e de Betânia, no monte chamado das Oliveiras, enviou dois dos seus discípulos, dizendo-lhes: |
| 30. “Vão ao povoado que está adiante e, ao entrarem, encontrarão um jumentinho amarrado, no qual ninguém jamais montou. Desamarrem-no e tragam-no aqui. |
| 31. Se alguém perguntar: ‘Por que o estão desamarrando?’ digam-lhe: O Senhor precisa dele”. |
| 32. Os que tinham sido enviados foram e encontraram o animal exatamente como ele lhes tinha dito. |
| 33. Quando estavam desamarrando o jumentinho, os seus donos lhes perguntaram: “Por que vocês estão desamarrando o jumentinho?” |
| 34. Eles responderam: “O Senhor precisa dele”. |
| 35. Levaram-no a Jesus, lançaram seus mantos sobre o jumentinho e fizeram que Jesus montasse nele. |
| 36. Enquanto ele prosseguia, o povo estendia os seus mantos pelo caminho. |
| 37. Quando ele já estava perto da descida do monte das Oliveiras, toda a multidão dos discípulos começou a louvar a Deus alegremente e em alta voz, por todos os milagres que tinham visto. Exclamavam: |
| 38. “Bendito é o rei que vem em nome do Senhor!” “Paz no céu e glória nas alturas!” |
| 39. Alguns dos fariseus que estavam no meio da multidão disseram a Jesus: “Mestre, repreende os teus discípulos!” |
| 40. “Eu digo a vocês”, respondeu ele; “se eles se calarem, as pedras clamarão.” |
| 41. Quando se aproximou e viu a cidade, Jesus chorou sobre ela |
| 42. e disse: “Se você compreendesse neste dia, sim, você também, o que traz a paz! Mas agora isso está oculto aos seus olhos. |
| 43. Virão dias em que os seus inimigos construirão trincheiras contra você, a rodearão e a cercarão de todos os lados. |
| 44. Também a lançarão por terra, você e os seus filhos. Não deixarão pedra sobre pedra, porque você não reconheceu a oportunidade que Deus concedeu”. |
| 45. Então ele entrou no templo e começou a expulsar os que estavam vendendo. |
| 46. Disse-lhes: “Está escrito: ‘A minha casa será casa de oração’ ; mas vocês fizeram dela ‘um covil de ladrões’ ”. |
| 47. Todos os dias ele ensinava no templo. Mas os chefes dos sacerdotes, os mestres da lei e os líderes do povo procuravam matá-lo. |
| 48. Todavia, não conseguiam encontrar uma forma de fazê-lo, porque todo o povo estava fascinado pelas suas palavras. |
| Jó: 34 |
| 1. Eliú continuou: |
| 2. “Ouçam as minhas palavras, vocês que são sábios; escutem-me, vocês que têm conhecimento. |
| 3. Pois o ouvido prova as palavras como a língua prova o alimento. |
| 4. Tratemos de discernir juntos o que é certo e de aprender o que é bom. |
| 5. “Jó afirma: ‘Sou inocente, mas Deus me nega justiça. |
| 6. Apesar de eu estar certo, sou considerado mentiroso; apesar de estar sem culpa, sua flecha me causa ferida incurável’. |
| 7. Que homem existe como Jó, que bebe zombaria como água? |
| 8. Ele é companheiro dos que fazem o mal e anda com os ímpios. |
| 9. Pois diz: ‘Não dá lucro agradar a Deus’. |
| 10. “Por isso escutem-me, vocês que têm conhecimento. Longe de Deus esteja o fazer o mal, e do Todo-poderoso o praticar a iniquidade. |
| 11. Ele retribui ao homem conforme o que este fez, e lhe dá o que a sua conduta merece. |
| 12. Não se pode nem pensar que Deus faça o mal, que o Todo-poderoso perverta a justiça. |
| 13. Quem o nomeou para governar a terra? Quem o encarregou de cuidar do mundo inteiro? |
| 14. Se fosse intenção dele, e de fato retirasse o seu espírito e o seu sopro, |
| 15. a humanidade pereceria toda de uma vez, e o homem voltaria ao pó. |
| 16. “Portanto, se você tem entendimento, ouça-me, escute o que tenho a dizer. |
| 17. Acaso quem odeia a justiça poderá governar? Você ousará condenar aquele que é justo e poderoso? |
| 18. Não é ele que diz aos reis: ‘Vocês nada valem’, e aos nobres: ‘Vocês são ímpios’? |
| 19. Não é verdade que ele não mostra parcialidade a favor dos príncipes e não favorece o rico em detrimento do pobre, uma vez que todos são obra de suas mãos? |
| 20. Morrem num momento, em plena noite; cambaleiam e passam. Os poderosos são retirados sem a intervenção de mãos humanas. |
| 21. “Pois Deus vê o caminho dos homens; ele enxerga cada um dos seus passos. |
| 22. Não há sombra densa o bastante, onde os que fazem o mal possam esconder-se. |
| 23. Deus não precisa de maior tempo para examinar os homens e levá-los à sua presença para julgamento. |
| 24. Sem depender de investigações, ele destrói os poderosos e coloca outros em seu lugar. |
| 25. Visto que ele repara nos atos que eles praticam, derruba-os, e eles são esmagados. |
| 26. Pela impiedade deles, ele os castiga onde todos podem vê-los. |
| 27. Isso porque deixaram de segui-lo e não deram atenção aos caminhos por ele traçados. |
| 28. Fizeram chegar a ele o grito do pobre, e ele ouviu o clamor do necessitado. |
| 29. Mas, se ele permanecer calado, quem poderá condená-lo? Se esconder o rosto, quem poderá vê-lo? No entanto, ele domina igualmente sobre homens e nações, |
| 30. para evitar que o ímpio governe e prepare armadilhas para o povo. |
| 31. “Suponhamos que um homem diga a Deus: ‘Sou culpado, mas não vou mais pecar. |
| 32. Mostra-me o que não estou vendo; se agi mal, não tornarei a fazê-lo’. |
| 33. Quanto a você, deveria Deus recompensá-lo quando você nega a sua culpa? É você que deve decidir, não eu; conte-me, pois, o que você sabe. |
| 34. “Os homens de bom senso, os sábios que me ouvem, me declaram: |
| 35. ‘Jó não sabe o que diz; não há discernimento em suas palavras’. |
| 36. Ah, se Jó sofresse a mais dura prova, por sua resposta de ímpio! |
| 37. Ao seu pecado ele acrescenta a revolta; com desprezo bate palmas entre nós e multiplica suas palavras contra Deus”. |
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