Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]
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Bíblia Completa (365 dias)
Nova Versão Internacional: 65 de 365 dias
| Êxodo: 16 |
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| 1. Toda a comunidade de Israel partiu de Elim e chegou ao deserto de Sim, que fica entre Elim e o Sinai. Foi no décimo quinto dia do segundo mês, depois que saíram do Egito. |
| 2. No deserto, toda a comunidade de Israel reclamou a Moisés e Arão. |
| 3. Disseram-lhes os israelitas: “Quem dera a mão do SENHOR nos tivesse matado no Egito! Lá nos sentávamos ao redor das panelas de carne e comíamos pão à vontade, mas vocês nos trouxeram a este deserto para fazer morrer de fome toda esta multidão!” |
| 4. Disse, porém, o SENHOR a Moisés: “Eu lhes farei chover pão do céu. O povo sairá e recolherá diariamente a porção necessária para aquele dia. Com isso os porei à prova para ver se seguem ou não as minhas instruções. |
| 5. No sexto dia trarão para ser preparado o dobro do que recolhem nos outros dias”. |
| 6. Assim Moisés e Arão disseram a todos os israelitas: “Ao entardecer, vocês saberão que foi o SENHOR quem os tirou do Egito |
| 7. e amanhã cedo verão a glória do SENHOR, porque o SENHOR ouviu a queixa de vocês contra ele. Quem somos nós para que vocês reclamem a nós?” |
| 8. Disse ainda Moisés: “O SENHOR dará a vocês carne para comer ao entardecer e pão à vontade pela manhã, porque ele ouviu as suas queixas contra ele. Quem somos nós? Vocês não estão reclamando de nós, mas do SENHOR”. |
| 9. Disse Moisés a Arão: “Diga a toda a comunidade de Israel que se apresente ao SENHOR, pois ele ouviu as suas queixas”. |
| 10. Enquanto Arão falava a toda a comunidade, todos olharam em direção ao deserto, e a glória do SENHOR apareceu na nuvem. |
| 11. E o SENHOR disse a Moisés: |
| 12. “Ouvi as queixas dos israelitas. Responda-lhes que ao pôr do sol vocês comerão carne e ao amanhecer se fartarão de pão. Assim saberão que eu sou o SENHOR, o seu Deus”. |
| 13. No final da tarde, apareceram codornizes que cobriram o lugar onde estavam acampados; ao amanhecer havia uma camada de orvalho ao redor do acampamento. |
| 14. Depois que o orvalho secou, flocos finos semelhantes a geada estavam sobre a superfície do deserto. |
| 15. Quando os israelitas viram aquilo, começaram a perguntar uns aos outros: “Que é isso?”, pois não sabiam do que se tratava. Disse-lhes Moisés: “Este é o pão que o SENHOR deu a vocês para comer. |
| 16. Assim ordenou o SENHOR: ‘Cada chefe de família recolha quanto precisar: um jarro para cada pessoa da sua tenda’ ”. |
| 17. Os israelitas fizeram como lhes fora dito; alguns recolheram mais, outros menos. |
| 18. Quando mediram com o jarro, quem tinha recolhido muito não teve demais, e não faltou a quem tinha recolhido pouco. Cada um recolheu quanto precisava. |
| 19. “Ninguém deve guardar nada para a manhã seguinte”, ordenou-lhes Moisés. |
| 20. Todavia, alguns deles não deram atenção a Moisés e guardaram um pouco até a manhã seguinte, mas aquilo criou bicho e começou a cheirar mal. Por isso Moisés irou-se contra eles. |
| 21. Cada manhã todos recolhiam quanto precisavam, pois, quando o sol esquentava, aquilo se derretia. |
| 22. No sexto dia recolheram o dobro: dois jarros para cada pessoa; e os líderes da comunidade foram contar isso a Moisés, |
| 23. que lhes explicou: “Foi isto que o SENHOR ordenou: ‘Amanhã será dia de descanso, sábado consagrado ao SENHOR. Assem e cozinhem o que quiserem. Guardem o que sobrar até a manhã seguinte’ ”. |
| 24. E eles o guardaram até a manhã seguinte, como Moisés tinha ordenado, e não cheirou mal nem criou bicho. |
| 25. “Comam-no hoje”, disse Moisés, “pois hoje é o sábado do SENHOR. Hoje, vocês não o encontrarão no terreno. |
| 26. Durante seis dias vocês podem recolhê-lo, mas, no sétimo dia, o sábado, nada acharão.” |
| 27. Apesar disso, alguns deles saíram no sétimo dia para recolhê-lo, mas não encontraram nada. |
| 28. Então o SENHOR disse a Moisés: “Até quando vocês se recusarão a obedecer aos meus mandamentos e às minhas instruções? |
| 29. Vejam que o SENHOR deu o sábado a vocês; por isso, no sexto dia, ele lhes envia pão para dois dias. No sétimo dia, fiquem todos onde estiverem; ninguém deve sair”. |
| 30. Então o povo descansou no sétimo dia. |
| 31. O povo de Israel chamou maná àquele pão. Era branco como semente de coentro e tinha gosto de bolo de mel. |
| 32. Disse Moisés: “O SENHOR ordenou a vocês que recolham um jarro de maná e que o guardem para as futuras gerações, ‘para que vejam o pão que lhes dei no deserto, quando os tirei do Egito’ ”. |
| 33. Então Moisés disse a Arão: “Ponha numa vasilha a medida de um jarro de maná e coloque-a diante do SENHOR, para que seja conservado para as futuras gerações”. |
| 34. Em obediência ao que o SENHOR tinha ordenado a Moisés, Arão colocou o maná junto às tábuas da aliança, para ali ser guardado. |
| 35. Os israelitas comeram maná durante quarenta anos, até chegarem a uma terra habitável; comeram maná até chegarem às fronteiras de Canaã. |
| 36. (O jarro é a décima parte de uma arroba.) |
| Lucas: 20 |
| 1. Certo dia, quando Jesus estava ensinando o povo no templo e pregando as boas-novas, chegaram-se a ele os chefes dos sacerdotes, os mestres da lei e os líderes religiosos, |
| 2. e lhe perguntaram: “Com que autoridade estás fazendo estas coisas? Quem te deu esta autoridade?” |
| 3. Ele respondeu: “Eu também farei uma pergunta; digam-me: |
| 4. O batismo de João era do céu, ou dos homens?” |
| 5. Eles discutiam entre si, dizendo: “Se dissermos: Do céu, ele perguntará: ‘Então por que vocês não creram nele?’ |
| 6. Mas se dissermos: Dos homens, todo o povo nos apedrejará, porque convencidos estão de que João era um profeta”. |
| 7. Por isso responderam: “Não sabemos de onde era”. |
| 8. Disse então Jesus: “Tampouco direi com que autoridade estou fazendo estas coisas”. |
| 9. Então Jesus passou a contar ao povo esta parábola: “Certo homem plantou uma vinha, arrendou-a a alguns lavradores e ausentou-se por longo tempo. |
| 10. Na época da colheita, ele enviou um servo aos lavradores, para que lhe entregassem parte do fruto da vinha. Mas os lavradores o espancaram e o mandaram embora de mãos vazias. |
| 11. Ele mandou outro servo, mas a esse também espancaram e o trataram de maneira humilhante, mandando-o embora de mãos vazias. |
| 12. Enviou ainda um terceiro, e eles o feriram e o expulsaram da vinha. |
| 13. “Então o proprietário da vinha disse: ‘Que farei? Mandarei meu filho amado; quem sabe o respeitarão’. |
| 14. “Mas quando os lavradores o viram, combinaram uns com os outros dizendo: ‘Este é o herdeiro. Vamos matá-lo, e a herança será nossa’. |
| 15. Assim, lançaram-no fora da vinha e o mataram. “O que lhes fará então o dono da vinha? |
| 16. Virá, matará aqueles lavradores e dará a vinha a outros”. Quando o povo ouviu isso, disse: “Que isso nunca aconteça!” |
| 17. Jesus olhou fixamente para eles e perguntou: “Então, qual é o significado do que está escrito? “ ‘A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular.’ |
| 18. Todo o que cair sobre esta pedra será despedaçado, e aquele sobre quem ela cair será reduzido a pó”. |
| 19. Os mestres da lei e os chefes dos sacerdotes procuravam uma forma de prendê-lo imediatamente, pois perceberam que era contra eles que ele havia contado essa parábola. Todavia tinham medo do povo. |
| 20. Pondo-se a vigiá-lo, eles mandaram espiões que se fingiam justos para apanhar Jesus em alguma coisa que ele dissesse, de forma que o pudessem entregar ao poder e à autoridade do governador. |
| 21. Assim, os espiões lhe perguntaram: “Mestre, sabemos que falas e ensinas o que é correto, e que não mostras parcialidade, mas ensinas o caminho de Deus conforme a verdade. |
| 22. É certo pagar imposto a César ou não?” |
| 23. Ele percebeu a astúcia deles e lhes disse: |
| 24. “Mostrem-me um denário. De quem é a imagem e a inscrição que há nele?” |
| 25. “De César”, responderam eles. Ele lhes disse: “Portanto, deem a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. |
| 26. E não conseguiram apanhá-lo em nenhuma palavra diante do povo. Admirados com a sua resposta, ficaram em silêncio. |
| 27. Alguns dos saduceus, que dizem que não há ressurreição, aproximaram-se de Jesus com a seguinte questão: |
| 28. “Mestre”, disseram eles, “Moisés nos deixou escrito que, se o irmão de um homem morrer e deixar a mulher sem filhos, este deverá casar-se com a viúva e ter filhos para seu irmão. |
| 29. Havia sete irmãos. O primeiro casou-se e morreu sem deixar filhos. |
| 30. O segundo |
| 31. e o terceiro e depois também os outros casaram-se com ela; e morreram os sete sucessivamente, sem deixar filhos. |
| 32. Finalmente morreu também a mulher. |
| 33. Na ressurreição, de quem ela será esposa, visto que os sete foram casados com ela?” |
| 34. Jesus respondeu: “Os filhos desta era casam-se e são dados em casamento, |
| 35. mas os que forem considerados dignos de tomar parte na era que há de vir e na ressurreição dos mortos não se casarão nem serão dados em casamento, |
| 36. e não podem mais morrer, pois são como os anjos. São filhos de Deus, visto que são filhos da ressurreição. |
| 37. E que os mortos ressuscitam, já Moisés mostrou, no relato da sarça, quando ao Senhor ele chama ‘Deus de Abraão, Deus de Isaque e Deus de Jacó’. |
| 38. Ele não é Deus de mortos, mas de vivos, pois para ele todos vivem”. |
| 39. Alguns dos mestres da lei disseram: “Respondeste bem, Mestre!” |
| 40. E ninguém mais ousava fazer-lhe perguntas. |
| 41. Então Jesus lhes perguntou: “Como dizem que o Cristo é Filho de Davi? |
| 42. “O próprio Davi afirma no Livro de Salmos: “ ‘O Senhor disse ao meu Senhor: Senta-te à minha direita |
| 43. até que eu ponha os teus inimigos como estrado para os teus pés’. |
| 44. Portanto Davi o chama ‘Senhor’. Então, como é que ele pode ser seu filho?” |
| 45. Estando todo o povo a ouvi-lo, Jesus disse aos seus discípulos: |
| 46. “Cuidado com os mestres da lei. Eles fazem questão de andar com roupas especiais e gostam muito de receber saudações nas praças e de ocupar os lugares mais importantes nas sinagogas e os lugares de honra nos banquetes. |
| 47. Eles devoram as casas das viúvas, e, para disfarçar, fazem longas orações. Esses homens serão punidos com maior rigor!” |
| Jó: 35 |
| 1. Eliú prosseguiu: |
| 2. “Você acha que isso é justo? Pois você diz: ‘Serei absolvido por Deus’. |
| 3. Contudo, você lhe pergunta: ‘Que vantagem tenho eu , e o que ganho, se não pecar?’ |
| 4. “Desejo responder a você e aos seus amigos que estão com você. |
| 5. Olhe para os céus e veja; mire as nuvens, tão elevadas. |
| 6. Se você pecar, em que isso o afetará? Se os seus pecados forem muitos, que é que isso lhe fará? |
| 7. Se você for justo, o que lhe dará? Ou o que ele receberá de sua mão? |
| 8. A sua impiedade só afeta aos homens, seus semelhantes, e a sua justiça, aos filhos dos homens. |
| 9. “Os homens se lamentam sob fardos de opressão; imploram que os libertem do braço dos poderosos. |
| 10. Mas não há quem pergunte: ‘Onde está Deus, o meu Criador, que de noite faz surgirem cânticos, |
| 11. que nos ensina mais que aos animais da terra e nos faz mais sábios que as aves dos céus?’ |
| 12. Quando clamam, ele não responde, por causa da arrogância dos ímpios. |
| 13. Aliás, Deus não escuta a vã súplica que fazem; o Todo-poderoso não lhes dá atenção. |
| 14. Pois muito menos escutará quando você disser que não o vê, que a sua causa está diante dele e que você tem que esperar por ele. |
| 15. Mais que isso, que a sua ira jamais castiga e que ele não dá a mínima atenção à iniquidade. |
| 16. Assim é que Jó abre a sua boca para dizer palavras vãs; em sua ignorância ele multiplica palavras”. |
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