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Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]

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Bíblia Completa (365 dias)

Almeida Revista e Atualizada: 68 de 365 dias

Êxodo: 19
1. No terceiro mês da saída dos filhos de Israel da terra do Egito, no primeiro dia desse mês, vieram ao deserto do Sinai.
2. Tendo partido de Refidim, vieram ao deserto do Sinai, no qual se acamparam; ali, pois, se acampou Israel em frente do monte.
3. Subiu Moisés a Deus, e do monte o SENHOR o chamou e lhe disse: Assim falarás à casa de Jacó e anunciarás aos filhos de Israel:
4. Tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre asas de águia e vos cheguei a mim.
5. Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha;
6. vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa. São estas as palavras que falarás aos filhos de Israel.
7. Veio Moisés, chamou os anciãos do povo e expôs diante deles todas estas palavras que o SENHOR lhe havia ordenado.
8. Então, o povo respondeu à uma: Tudo o que o SENHOR falou faremos. E Moisés relatou ao SENHOR as palavras do povo.
9. Disse o SENHOR a Moisés: Eis que virei a ti numa nuvem escura, para que o povo ouça quando eu falar contigo e para que também creiam sempre em ti. Porque Moisés tinha anunciado as palavras do seu povo ao SENHOR.
10. Disse também o SENHOR a Moisés: Vai ao povo e purifica-o hoje e amanhã. Lavem eles as suas vestes
11. e estejam prontos para o terceiro dia; porque no terceiro dia o SENHOR, à vista de todo o povo, descerá sobre o monte Sinai.
12. Marcarás em redor limites ao povo, dizendo: Guardai-vos de subir ao monte, nem toqueis o seu limite; todo aquele que tocar o monte será morto.
13. Mão nenhuma tocará neste, mas será apedrejado ou flechado; quer seja animal, quer seja homem, não viverá. Quando soar longamente a buzina, então, subirão ao monte.
14. Moisés, tendo descido do monte ao povo, consagrou o povo; e lavaram as suas vestes.
15. E disse ao povo: Estai prontos ao terceiro dia; e não vos chegueis a mulher.
16. Ao amanhecer do terceiro dia, houve trovões, e relâmpagos, e uma espessa nuvem sobre o monte, e mui forte clangor de trombeta, de maneira que todo o povo que estava no arraial se estremeceu.
17. E Moisés levou o povo fora do arraial ao encontro de Deus; e puseram-se ao pé do monte.
18. Todo o monte Sinai fumegava, porque o SENHOR descera sobre ele em fogo; a sua fumaça subiu como fumaça de uma fornalha, e todo o monte tremia grandemente.
19. E o clangor da trombeta ia aumentando cada vez mais; Moisés falava, e Deus lhe respondia no trovão.
20. Descendo o SENHOR para o cimo do monte Sinai, chamou o SENHOR a Moisés para o cimo do monte. Moisés subiu,
21. e o SENHOR disse a Moisés: Desce, adverte ao povo que não traspasse o limite até ao SENHOR para vê-lo, a fim de muitos deles não perecerem.
22. Também os sacerdotes, que se chegam ao SENHOR, se hão de consagrar, para que o SENHOR não os fira.
23. Então, disse Moisés ao SENHOR: O povo não poderá subir ao monte Sinai, porque tu nos advertiste, dizendo: Marca limites ao redor do monte e consagra-o.
24. Replicou-lhe o SENHOR: Vai, desce; depois, subirás tu, e Arão contigo; os sacerdotes, porém, e o povo não traspassem o limite para subir ao SENHOR, para que não os fira.
25. Desceu, pois, Moisés ao povo e lhe disse tudo isso.
Lucas: 23
1. Levantando-se toda a assembleia, levaram Jesus a Pilatos.
2. E ali passaram a acusá-lo, dizendo: Encontramos este homem pervertendo a nossa nação, vedando pagar tributo a César e afirmando ser ele o Cristo, o Rei.
3. Então, lhe perguntou Pilatos: És tu o rei dos judeus? Respondeu Jesus: Tu o dizes.
4. Disse Pilatos aos principais sacerdotes e às multidões: Não vejo neste homem crime algum.
5. Insistiam, porém, cada vez mais, dizendo: Ele alvoroça o povo, ensinando por toda a Judeia, desde a Galileia, onde começou, até aqui.
6. Tendo Pilatos ouvido isto, perguntou se aquele homem era galileu.
7. Ao saber que era da jurisdição de Herodes, estando este, naqueles dias, em Jerusalém, lho remeteu.
8. Herodes, vendo a Jesus, sobremaneira se alegrou, pois havia muito queria vê-lo, por ter ouvido falar a seu respeito; esperava também vê-lo fazer algum sinal.
9. E de muitos modos o interrogava; Jesus, porém, nada lhe respondia.
10. Os principais sacerdotes e os escribas ali presentes o acusavam com grande veemência.
11. Mas Herodes, juntamente com os da sua guarda, tratou-o com desprezo, e, escarnecendo dele, fê-lo vestir-se de um manto aparatoso, e o devolveu a Pilatos.
12. Naquele mesmo dia, Herodes e Pilatos se reconciliaram, pois, antes, viviam inimizados um com o outro.
13. Então, reunindo Pilatos os principais sacerdotes, as autoridades e o povo,
14. disse-lhes: Apresentastes-me este homem como agitador do povo; mas, tendo-o interrogado na vossa presença, nada verifiquei contra ele dos crimes de que o acusais.
15. Nem tampouco Herodes, pois no-lo tornou a enviar. É, pois, claro que nada contra ele se verificou digno de morte.
16. Portanto, após castigá-lo, soltá-lo-ei.
17. [E era-lhe forçoso soltar-lhes um detento por ocasião da festa.]
18. Toda a multidão, porém, gritava: Fora com este! Solta-nos Barrabás!
19. Barrabás estava no cárcere por causa de uma sedição na cidade e também por homicídio.
20. Desejando Pilatos soltar a Jesus, insistiu ainda.
21. Eles, porém, mais gritavam: Crucifica-o! Crucifica-o!
22. Então, pela terceira vez, lhes perguntou: Que mal fez este? De fato, nada achei contra ele para condená-lo à morte; portanto, depois de o castigar, soltá-lo-ei.
23. Mas eles instavam com grandes gritos, pedindo que fosse crucificado. E o seu clamor prevaleceu.
24. Então, Pilatos decidiu atender-lhes o pedido.
25. Soltou aquele que estava encarcerado por causa da sedição e do homicídio, a quem eles pediam; e, quanto a Jesus, entregou-o à vontade deles.
26. E, como o conduzissem, constrangendo um cireneu, chamado Simão, que vinha do campo, puseram-lhe a cruz sobre os ombros, para que a levasse após Jesus.
27. Seguia-o numerosa multidão de povo, e também mulheres que batiam no peito e o lamentavam.
28. Porém Jesus, voltando-se para elas, disse: Filhas de Jerusalém, não choreis por mim; chorai, antes, por vós mesmas e por vossos filhos!
29. Porque dias virão em que se dirá: Bem-aventuradas as estéreis, que não geraram, nem amamentaram.
30. Nesses dias, dirão aos montes: Caí sobre nós! E aos outeiros: Cobri-nos!
31. Porque, se em lenho verde fazem isto, que será no lenho seco?
32. E também eram levados outros dois, que eram malfeitores, para serem executados com ele.
33. Quando chegaram ao lugar chamado Calvário, ali o crucificaram, bem como aos malfeitores, um à direita, outro à esquerda.
34. Contudo, Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. Então, repartindo as vestes dele, lançaram sortes.
35. O povo estava ali e a tudo observava. Também as autoridades zombavam e diziam: Salvou os outros; a si mesmo se salve, se é, de fato, o Cristo de Deus, o escolhido.
36. Igualmente os soldados o escarneciam e, aproximando-se, trouxeram-lhe vinagre, dizendo:
37. Se tu és o rei dos judeus, salva-te a ti mesmo.
38. Também sobre ele estava esta epígrafe [em letras gregas, romanas e hebraicas]: ESTE É O REI DOS JUDEUS.
39. Um dos malfeitores crucificados blasfemava contra ele, dizendo: Não és tu o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós também.
40. Respondendo-lhe, porém, o outro, repreendeu-o, dizendo: Nem ao menos temes a Deus, estando sob igual sentença?
41. Nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem; mas este nenhum mal fez.
42. E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino.
43. Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.
44. Já era quase a hora sexta, e, escurecendo-se o sol, houve trevas sobre toda a terra até à hora nona.
45. E rasgou-se pelo meio o véu do santuário.
46. Então, Jesus clamou em alta voz: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito! E, dito isto, expirou.
47. Vendo o centurião o que tinha acontecido, deu glória a Deus, dizendo: Verdadeiramente, este homem era justo.
48. E todas as multidões reunidas para este espetáculo, vendo o que havia acontecido, retiraram-se a lamentar, batendo nos peitos.
49. Entretanto, todos os conhecidos de Jesus e as mulheres que o tinham seguido desde a Galileia permaneceram a contemplar de longe estas coisas.
50. E eis que certo homem, chamado José, membro do Sinédrio, homem bom e justo
51. (que não tinha concordado com o desígnio e ação dos outros), natural de Arimateia, cidade dos judeus, e que esperava o reino de Deus,
52. tendo procurado a Pilatos, pediu-lhe o corpo de Jesus,
53. e, tirando-o do madeiro, envolveu-o num lençol de linho, e o depositou num túmulo aberto em rocha, onde ainda ninguém havia sido sepultado.
54. Era o dia da preparação, e começava o sábado.
55. As mulheres que tinham vindo da Galileia com Jesus, seguindo, viram o túmulo e como o corpo fora ali depositado.
56. Então, se retiraram para preparar aromas e bálsamos. E, no sábado, descansaram, segundo o mandamento.
Jó: 38
1. Depois disto, o SENHOR, do meio de um redemoinho, respondeu a Jó:
2. Quem é este que escurece os meus desígnios com palavras sem conhecimento?
3. Cinge, pois, os lombos como homem, pois eu te perguntarei, e tu me farás saber.
4. Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra? Dize-mo, se tens entendimento.
5. Quem lhe pôs as medidas, se é que o sabes? Ou quem estendeu sobre ela o cordel?
6. Sobre que estão fundadas as suas bases ou quem lhe assentou a pedra angular,
7. quando as estrelas da alva, juntas, alegremente cantavam, e rejubilavam todos os filhos de Deus?
8. Ou quem encerrou o mar com portas, quando irrompeu da madre;
9. quando eu lhe pus as nuvens por vestidura e a escuridão por fraldas?
10. Quando eu lhe tracei limites, e lhe pus ferrolhos e portas,
11. e disse: até aqui virás e não mais adiante, e aqui se quebrará o orgulho das tuas ondas?
12. Acaso, desde que começaram os teus dias, deste ordem à madrugada ou fizeste a alva saber o seu lugar,
13. para que se apegasse às orlas da terra, e desta fossem os perversos sacudidos?
14. A terra se modela como o barro debaixo do selo, e tudo se apresenta como vestidos;
15. dos perversos se desvia a sua luz, e o braço levantado para ferir se quebranta.
16. Acaso, entraste nos mananciais do mar ou percorreste o mais profundo do abismo?
17. Porventura, te foram reveladas as portas da morte ou viste essas portas da região tenebrosa?
18. Tens ideia nítida da largura da terra? Dize-mo, se o sabes.
19. Onde está o caminho para a morada da luz? E, quanto às trevas, onde é o seu lugar,
20. para que as conduzas aos seus limites e discirnas as veredas para a sua casa?
21. Tu o sabes, porque nesse tempo eras nascido e porque é grande o número dos teus dias!
22. Acaso, entraste nos depósitos da neve e viste os tesouros da saraiva,
23. que eu retenho até ao tempo da angústia, até ao dia da peleja e da guerra?
24. Onde está o caminho para onde se difunde a luz e se espalha o vento oriental sobre a terra?
25. Quem abriu regos para o aguaceiro ou caminho para os relâmpagos dos trovões;
26. para que se faça chover sobre a terra, onde não há ninguém, e no ermo, em que não há gente;
27. para dessedentar a terra deserta e assolada e para fazer crescer os renovos da erva?
28. Acaso, a chuva tem pai? Ou quem gera as gotas do orvalho?
29. De que ventre procede o gelo? E quem dá à luz a geada do céu?
30. As águas ficam duras como a pedra, e a superfície das profundezas se torna compacta.
31. Ou poderás tu atar as cadeias do Sete-estrelo ou soltar os laços do Órion?
32. Ou fazer aparecer os signos do Zodíaco ou guiar a Ursa com seus filhos?
33. Sabes tu as ordenanças dos céus, podes estabelecer a sua influência sobre a terra?
34. Podes levantar a tua voz até às nuvens, para que a abundância das águas te cubra?
35. Ou ordenarás aos relâmpagos que saiam e te digam: Eis-nos aqui?
36. Quem pôs sabedoria nas camadas de nuvens? Ou quem deu entendimento ao meteoro?
37. Quem pode numerar com sabedoria as nuvens? Ou os odres dos céus, quem os pode despejar,
38. para que o pó se transforme em massa sólida, e os torrões se apeguem uns aos outros?
39. Caçarás, porventura, a presa para a leoa? Ou saciarás a fome dos leõezinhos,
40. quando se agacham nos covis e estão à espreita nas covas?
41. Quem prepara aos corvos o seu alimento, quando os seus pintainhos gritam a Deus e andam vagueando, por não terem que comer?

Almeida Revista e Atualizada: 68 de 365 dias


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