Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]
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Bíblia Completa (365 dias)
Almeida Revista e Atualizada: 67 de 365 dias
| Êxodo: 18 |
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| 1. Ora, Jetro, sacerdote de Midiã, sogro de Moisés, ouviu todas as coisas que Deus tinha feito a Moisés e a Israel, seu povo; como o SENHOR trouxera a Israel do Egito. |
| 2. Jetro, sogro de Moisés, tomou a Zípora, mulher de Moisés, depois que este lha enviara, |
| 3. com os dois filhos dela, dos quais um se chamava Gérson, pois disse Moisés: Fui peregrino em terra estrangeira; |
| 4. e o outro, Eliézer, pois disse: O Deus de meu pai foi a minha ajuda e me livrou da espada de Faraó. |
| 5. Veio Jetro, sogro de Moisés, com os filhos e a mulher deste, a Moisés no deserto onde se achava acampado, junto ao monte de Deus, |
| 6. e mandou dizer a Moisés: Eu, teu sogro Jetro, venho a ti, com a tua mulher e seus dois filhos. |
| 7. Então, saiu Moisés ao encontro do seu sogro, inclinou-se e o beijou; e, indagando pelo bem-estar um do outro, entraram na tenda. |
| 8. Contou Moisés a seu sogro tudo o que o SENHOR havia feito a Faraó e aos egípcios por amor de Israel, e todo o trabalho que passaram no Egito, e como o SENHOR os livrara. |
| 9. Alegrou-se Jetro de todo o bem que o SENHOR fizera a Israel, livrando-o da mão dos egípcios, |
| 10. e disse: Bendito seja o SENHOR, que vos livrou da mão dos egípcios e da mão de Faraó; |
| 11. agora, sei que o SENHOR é maior que todos os deuses, porque livrou este povo de debaixo da mão dos egípcios, quando agiram arrogantemente contra o povo. |
| 12. Então, Jetro, sogro de Moisés, tomou holocausto e sacrifícios para Deus; e veio Arão e todos os anciãos de Israel para comerem pão com o sogro de Moisés, diante de Deus. |
| 13. No dia seguinte, assentou-se Moisés para julgar o povo; e o povo estava em pé diante de Moisés desde a manhã até ao pôr do sol. |
| 14. Vendo, pois, o sogro de Moisés tudo o que ele fazia ao povo, disse: Que é isto que fazes ao povo? Por que te assentas só, e todo o povo está em pé diante de ti, desde a manhã até ao pôr do sol? |
| 15. Respondeu Moisés a seu sogro: É porque o povo me vem a mim para consultar a Deus; |
| 16. quando tem alguma questão, vem a mim, para que eu julgue entre um e outro e lhes declare os estatutos de Deus e as suas leis. |
| 17. O sogro de Moisés, porém, lhe disse: Não é bom o que fazes. |
| 18. Sem dúvida, desfalecerás, tanto tu como este povo que está contigo; pois isto é pesado demais para ti; tu só não o podes fazer. |
| 19. Ouve, pois, as minhas palavras; eu te aconselharei, e Deus seja contigo; representa o povo perante Deus, leva as suas causas a Deus, |
| 20. ensina-lhes os estatutos e as leis e faze-lhes saber o caminho em que devem andar e a obra que devem fazer. |
| 21. Procura dentre o povo homens capazes, tementes a Deus, homens de verdade, que aborreçam a avareza; põe-nos sobre eles por chefes de mil, chefes de cem, chefes de cinquenta e chefes de dez; |
| 22. para que julguem este povo em todo tempo. Toda causa grave trarão a ti, mas toda causa pequena eles mesmos julgarão; será assim mais fácil para ti, e eles levarão a carga contigo. |
| 23. Se isto fizeres, e assim Deus to mandar, poderás, então, suportar; e assim também todo este povo tornará em paz ao seu lugar. |
| 24. Moisés atendeu às palavras de seu sogro e fez tudo quanto este lhe dissera. |
| 25. Escolheu Moisés homens capazes, de todo o Israel, e os constituiu por cabeças sobre o povo: chefes de mil, chefes de cem, chefes de cinquenta e chefes de dez. |
| 26. Estes julgaram o povo em todo tempo; a causa grave trouxeram a Moisés e toda causa simples julgaram eles. |
| 27. Então, se despediu Moisés de seu sogro, e este se foi para a sua terra. |
| Lucas: 22 |
| 1. Estava próxima a Festa dos Pães Asmos, chamada Páscoa. |
| 2. Preocupavam-se os principais sacerdotes e os escribas em como tirar a vida a Jesus; porque temiam o povo. |
| 3. Ora, Satanás entrou em Judas, chamado Iscariotes, que era um dos doze. |
| 4. Este foi entender-se com os principais sacerdotes e os capitães sobre como lhes entregaria a Jesus; |
| 5. então, eles se alegraram e combinaram em lhe dar dinheiro. |
| 6. Judas concordou e buscava uma boa ocasião de lho entregar sem tumulto. |
| 7. Chegou o dia da Festa dos Pães Asmos, em que importava comemorar a Páscoa. |
| 8. Jesus, pois, enviou Pedro e João, dizendo: Ide preparar-nos a Páscoa para que a comamos. |
| 9. Eles lhe perguntaram: Onde queres que a preparemos? |
| 10. Então, lhes explicou Jesus: Ao entrardes na cidade, encontrareis um homem com um cântaro de água; segui-o até à casa em que ele entrar |
| 11. e dizei ao dono da casa: O Mestre manda perguntar-te: Onde é o aposento no qual hei de comer a Páscoa com os meus discípulos? |
| 12. Ele vos mostrará um espaçoso cenáculo mobilado; ali fazei os preparativos. |
| 13. E, indo, tudo encontraram como Jesus lhes dissera e prepararam a Páscoa. |
| 14. Chegada a hora, pôs-se Jesus à mesa, e com ele os apóstolos. |
| 15. E disse-lhes: Tenho desejado ansiosamente comer convosco esta Páscoa, antes do meu sofrimento. |
| 16. Pois vos digo que nunca mais a comerei, até que ela se cumpra no reino de Deus. |
| 17. E, tomando um cálice, havendo dado graças, disse: Recebei e reparti entre vós; |
| 18. pois vos digo que, de agora em diante, não mais beberei do fruto da videira, até que venha o reino de Deus. |
| 19. E, tomando um pão, tendo dado graças, o partiu e lhes deu, dizendo: Isto é o meu corpo oferecido por vós; fazei isto em memória de mim. |
| 20. Semelhantemente, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este é o cálice da nova aliança no meu sangue derramado em favor de vós. |
| 21. Todavia, a mão do traidor está comigo à mesa. |
| 22. Porque o Filho do Homem, na verdade, vai segundo o que está determinado, mas ai daquele por intermédio de quem ele está sendo traído! |
| 23. Então, começaram a indagar entre si quem seria, dentre eles, o que estava para fazer isto. |
| 24. Suscitaram também entre si uma discussão sobre qual deles parecia ser o maior. |
| 25. Mas Jesus lhes disse: Os reis dos povos dominam sobre eles, e os que exercem autoridade são chamados benfeitores. |
| 26. Mas vós não sois assim; pelo contrário, o maior entre vós seja como o menor; e aquele que dirige seja como o que serve. |
| 27. Pois qual é maior: quem está à mesa ou quem serve? Porventura, não é quem está à mesa? Pois, no meio de vós, eu sou como quem serve. |
| 28. Vós sois os que tendes permanecido comigo nas minhas tentações. |
| 29. Assim como meu Pai me confiou um reino, eu vo-lo confio, |
| 30. para que comais e bebais à minha mesa no meu reino; e vos assentareis em tronos para julgar as doze tribos de Israel. |
| 31. Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como trigo! |
| 32. Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; tu, pois, quando te converteres, fortalece os teus irmãos. |
| 33. Ele, porém, respondeu: Senhor, estou pronto a ir contigo, tanto para a prisão como para a morte. |
| 34. Mas Jesus lhe disse: Afirmo-te, Pedro, que, hoje, três vezes negarás que me conheces, antes que o galo cante. |
| 35. A seguir, Jesus lhes perguntou: Quando vos mandei sem bolsa, sem alforje e sem sandálias, faltou-vos, porventura, alguma coisa? Nada, disseram eles. |
| 36. Então, lhes disse: Agora, porém, quem tem bolsa, tome-a, como também o alforje; e o que não tem espada, venda a sua capa e compre uma. |
| 37. Pois vos digo que importa que se cumpra em mim o que está escrito: Ele foi contado com os malfeitores. Porque o que a mim se refere está sendo cumprido. |
| 38. Então, lhe disseram: Senhor, eis aqui duas espadas! Respondeu-lhes: Basta! |
| 39. E, saindo, foi, como de costume, para o monte das Oliveiras; e os discípulos o acompanharam. |
| 40. Chegando ao lugar escolhido, Jesus lhes disse: Orai, para que não entreis em tentação. |
| 41. Ele, por sua vez, se afastou, cerca de um tiro de pedra, e, de joelhos, orava, |
| 42. dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, e sim a tua. |
| 43. [Então, lhe apareceu um anjo do céu que o confortava. |
| 44. E, estando em agonia, orava mais intensamente. E aconteceu que o seu suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra.] |
| 45. Levantando-se da oração, foi ter com os discípulos, e os achou dormindo de tristeza, |
| 46. e disse-lhes: Por que estais dormindo? Levantai-vos e orai, para que não entreis em tentação. |
| 47. Falava ele ainda, quando chegou uma multidão; e um dos doze, o chamado Judas, que vinha à frente deles, aproximou-se de Jesus para o beijar. |
| 48. Jesus, porém, lhe disse: Judas, com um beijo trais o Filho do Homem? |
| 49. Os que estavam ao redor dele, vendo o que ia suceder, perguntaram: Senhor, feriremos à espada? |
| 50. Um deles feriu o servo do sumo sacerdote e cortou-lhe a orelha direita. |
| 51. Mas Jesus acudiu, dizendo: Deixai, basta. E, tocando-lhe a orelha, o curou. |
| 52. Então, dirigindo-se Jesus aos principais sacerdotes, capitães do templo e anciãos que vieram prendê-lo, disse: Saístes com espadas e porretes como para deter um salteador? |
| 53. Diariamente, estando eu convosco no templo, não pusestes as mãos sobre mim. Esta, porém, é a vossa hora e o poder das trevas. |
| 54. Então, prendendo-o, o levaram e o introduziram na casa do sumo sacerdote. Pedro seguia de longe. |
| 55. E, quando acenderam fogo no meio do pátio e juntos se assentaram, Pedro tomou lugar entre eles. |
| 56. Entrementes, uma criada, vendo-o assentado perto do fogo, fitando-o, disse: Este também estava com ele. |
| 57. Mas Pedro negava, dizendo: Mulher, não o conheço. |
| 58. Pouco depois, vendo-o outro, disse: Também tu és dos tais. Pedro, porém, protestava: Homem, não sou. |
| 59. E, tendo passado cerca de uma hora, outro afirmava, dizendo: Também este, verdadeiramente, estava com ele, porque também é galileu. |
| 60. Mas Pedro insistia: Homem, não compreendo o que dizes. E logo, estando ele ainda a falar, cantou o galo. |
| 61. Então, voltando-se o Senhor, fixou os olhos em Pedro, e Pedro se lembrou da palavra do Senhor, como lhe dissera: Hoje, três vezes me negarás, antes de cantar o galo. |
| 62. Então, Pedro, saindo dali, chorou amargamente. |
| 63. Os que detinham Jesus zombavam dele, davam-lhe pancadas e, |
| 64. vendando-lhe os olhos, diziam: Profetiza-nos: quem é que te bateu? |
| 65. E muitas outras coisas diziam contra ele, blasfemando. |
| 66. Logo que amanheceu, reuniu-se a assembleia dos anciãos do povo, tanto os principais sacerdotes como os escribas, e o conduziram ao Sinédrio, onde lhe disseram: |
| 67. Se tu és o Cristo, dize-nos. Então, Jesus lhes respondeu: Se vo-lo disser, não o acreditareis; |
| 68. também, se vos perguntar, de nenhum modo me respondereis. |
| 69. Desde agora, estará sentado o Filho do Homem à direita do Todo-Poderoso Deus. |
| 70. Então, disseram todos: Logo, tu és o Filho de Deus? E ele lhes respondeu: Vós dizeis que eu sou. |
| 71. Clamaram, pois: Que necessidade mais temos de testemunho? Porque nós mesmos o ouvimos da sua própria boca. |
| Jó: 37 |
| 1. Sobre isto treme também o meu coração e salta do seu lugar. |
| 2. Dai ouvidos ao trovão de Deus, estrondo que sai da sua boca; |
| 3. ele o solta por debaixo de todos os céus, e o seu relâmpago, até aos confins da terra. |
| 4. Depois deste, ruge a sua voz, troveja com o estrondo da sua majestade, e já ele não retém o relâmpago quando lhe ouvem a voz. |
| 5. Com a sua voz troveja Deus maravilhosamente; faz grandes coisas, que nós não compreendemos. |
| 6. Porque ele diz à neve: Cai sobre a terra; e à chuva e ao aguaceiro: Sede fortes. |
| 7. Assim, torna ele inativas as mãos de todos os homens, para que reconheçam as obras dele. |
| 8. E as alimárias entram nos seus esconderijos e ficam nas suas cavernas. |
| 9. De suas recâmaras sai o pé de vento, e, dos ventos do norte, o frio. |
| 10. Pelo sopro de Deus se dá a geada, e as largas águas se congelam. |
| 11. Também de umidade carrega as densas nuvens, nuvens que espargem os relâmpagos. |
| 12. Então, elas, segundo o rumo que ele dá, se espalham para uma e outra direção, para fazerem tudo o que lhes ordena sobre a redondeza da terra. |
| 13. E tudo isso faz ele vir para disciplina, se convém à terra, ou para exercer a sua misericórdia. |
| 14. Inclina, Jó, os ouvidos a isto, para e considera as maravilhas de Deus. |
| 15. Porventura, sabes tu como Deus as opera e como faz resplandecer o relâmpago da sua nuvem? |
| 16. Tens tu notícia do equilíbrio das nuvens e das maravilhas daquele que é perfeito em conhecimento? |
| 17. Que faz aquecer as tuas vestes, quando há calma sobre a terra por causa do vento sul? |
| 18. Ou estendeste com ele o firmamento, que é sólido como espelho fundido? |
| 19. Ensina-nos o que lhe diremos; porque nós, envoltos em trevas, nada lhe podemos expor. |
| 20. Contar-lhe-ia alguém o que tenho dito? Seria isso desejar o homem ser devorado. |
| 21. Eis que o homem não pode olhar para o sol, que brilha no céu, uma vez passado o vento que o deixa limpo. |
| 22. Do norte vem o áureo esplendor, pois Deus está cercado de tremenda majestade. |
| 23. Ao Todo-Poderoso, não o podemos alcançar; ele é grande em poder, porém não perverte o juízo e a plenitude da justiça. |
| 24. Por isso, os homens o temem; ele não olha para os que se julgam sábios. |
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