Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]
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Novo Testamento (260 dias)
Nova Versão Internacional: 26 de 260 dias
| Mateus: 26 |
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| 1. Quando acabou de dizer essas coisas, Jesus disse aos seus discípulos: |
| 2. “Como vocês sabem, estamos a dois dias da Páscoa, e o Filho do homem será entregue para ser crucificado”. |
| 3. Naquela ocasião, os chefes dos sacerdotes e os líderes religiosos do povo se reuniram no palácio do sumo sacerdote, cujo nome era Caifás, |
| 4. e juntos planejaram prender Jesus à traição e matá-lo. |
| 5. Mas diziam: “Não durante a festa, para que não haja tumulto entre o povo”. |
| 6. Estando Jesus em Betânia, na casa de Simão, o leproso, |
| 7. aproximou-se dele uma mulher com um frasco de alabastro contendo um perfume muito caro. Ela o derramou sobre a cabeça de Jesus quando ele se encontrava reclinado à mesa. |
| 8. Os discípulos, ao verem isso, ficaram indignados e perguntaram: “Por que este desperdício? |
| 9. Este perfume poderia ser vendido por alto preço, e o dinheiro dado aos pobres”. |
| 10. Percebendo isso, Jesus lhes disse: “Por que vocês estão perturbando essa mulher? Ela praticou uma boa ação para comigo. |
| 11. Pois os pobres vocês sempre terão consigo, mas a mim vocês nem sempre terão. |
| 12. Quando derramou este perfume sobre o meu corpo, ela o fez a fim de me preparar para o sepultamento. |
| 13. Eu asseguro que em qualquer lugar do mundo inteiro onde este evangelho for anunciado, também o que ela fez será contado, em sua memória”. |
| 14. Então, um dos Doze, chamado Judas Iscariotes, dirigiu-se aos chefes dos sacerdotes |
| 15. e lhes perguntou: “O que me darão se eu o entregar a vocês?” E fixaram-lhe o preço: trinta moedas de prata. |
| 16. Desse momento em diante Judas passou a procurar uma oportunidade para entregá-lo. |
| 17. No primeiro dia da Festa dos Pães sem Fermento, os discípulos dirigiram-se a Jesus e lhe perguntaram: “Onde queres que preparemos a refeição da Páscoa?” |
| 18. Ele respondeu dizendo que entrassem na cidade, procurassem um certo homem e lhe dissessem: “O Mestre diz: O meu tempo está próximo. Vou celebrar a Páscoa com meus discípulos em sua casa”. |
| 19. Os discípulos fizeram como Jesus os havia instruído e prepararam a Páscoa. |
| 20. Ao anoitecer, Jesus estava reclinado à mesa com os Doze. |
| 21. E, enquanto estavam comendo, ele disse: “Digo que certamente um de vocês me trairá”. |
| 22. Eles ficaram muito tristes e começaram a dizer-lhe, um após outro: “Com certeza não sou eu, Senhor!” |
| 23. Afirmou Jesus: “Aquele que comeu comigo do mesmo prato há de me trair. |
| 24. O Filho do homem vai, como está escrito a seu respeito. Mas ai daquele que trai o Filho do homem! Melhor lhe seria não haver nascido”. |
| 25. Então, Judas, que haveria de traí-lo, disse: “Com certeza não sou eu, Mestre!” Jesus afirmou: “Sim, é você”. |
| 26. Enquanto comiam, Jesus tomou o pão, deu graças, partiu-o e o deu aos seus discípulos, dizendo: “Tomem e comam; isto é o meu corpo”. |
| 27. Em seguida tomou o cálice, deu graças e o ofereceu aos discípulos, dizendo: “Bebam dele todos vocês. |
| 28. Isto é o meu sangue da aliança , que é derramado em favor de muitos, para perdão de pecados. |
| 29. Eu digo que, de agora em diante, não beberei deste fruto da videira até aquele dia em que beberei o vinho novo com vocês no Reino de meu Pai”. |
| 30. Depois de terem cantado um hino, saíram para o monte das Oliveiras. |
| 31. Então Jesus lhes disse: “Ainda esta noite todos vocês me abandonarão. Pois está escrito: “ ‘Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho serão dispersas’. |
| 32. Mas, depois de ressuscitar, irei adiante de vocês para a Galileia”. |
| 33. Pedro respondeu: “Ainda que todos te abandonem, eu nunca te abandonarei!” |
| 34. Respondeu Jesus: “Asseguro que ainda esta noite, antes que o galo cante, três vezes você me negará”. |
| 35. Mas Pedro declarou: “Mesmo que seja preciso que eu morra contigo, nunca te negarei”. E todos os outros discípulos disseram o mesmo. |
| 36. Então Jesus foi com seus discípulos para um lugar chamado Getsêmani e lhes disse: “Sentem-se aqui enquanto vou ali orar”. |
| 37. Levando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se. |
| 38. Disse-lhes então: “A minha alma está profundamente triste, numa tristeza mortal. Fiquem aqui e vigiem comigo”. |
| 39. Indo um pouco mais adiante, prostrou-se com o rosto em terra e orou: “Meu Pai, se for possível, afasta de mim este cálice; contudo, não seja como eu quero, mas sim como tu queres”. |
| 40. Depois, voltou aos seus discípulos e os encontrou dormindo. “Vocês não puderam vigiar comigo nem por uma hora?”, perguntou ele a Pedro. |
| 41. “Vigiem e orem para que não caiam em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca.” |
| 42. E retirou-se outra vez para orar: “Meu Pai, se não for possível afastar de mim este cálice sem que eu o beba, faça-se a tua vontade”. |
| 43. Quando voltou, de novo os encontrou dormindo, porque seus olhos estavam pesados. |
| 44. Então os deixou novamente e orou pela terceira vez, dizendo as mesmas palavras. |
| 45. Depois voltou aos discípulos e lhes disse: “Vocês ainda dormem e descansam? Chegou a hora! Eis que o Filho do homem está sendo entregue nas mãos de pecadores. |
| 46. Levantem-se e vamos! Aí vem aquele que me trai!” |
| 47. Enquanto ele ainda falava, chegou Judas, um dos Doze. Com ele estava uma grande multidão armada de espadas e varas, enviada pelos chefes dos sacerdotes e líderes religiosos do povo. |
| 48. O traidor havia combinado um sinal com eles, dizendo-lhes: “Aquele a quem eu saudar com um beijo, é ele; prendam-no”. |
| 49. Dirigindo-se imediatamente a Jesus, Judas disse: “Salve, Mestre!”, e o beijou. |
| 50. Jesus perguntou: “Amigo, o que o traz?” Então os homens se aproximaram, agarraram Jesus e o prenderam. |
| 51. Um dos que estavam com Jesus, estendendo a mão, puxou a espada e feriu o servo do sumo sacerdote, decepando-lhe a orelha. |
| 52. Disse-lhe Jesus: “Guarde a espada! Pois todos os que empunham a espada, pela espada morrerão. |
| 53. Você acha que eu não posso pedir a meu Pai, e ele não colocaria imediatamente à minha disposição mais de doze legiões de anjos? |
| 54. Como então se cumpririam as Escrituras que dizem que as coisas deveriam acontecer desta forma?” |
| 55. Naquela hora, Jesus disse à multidão: “Estou eu chefiando alguma rebelião, para que vocês venham prender-me com espadas e varas? Todos os dias eu estive ensinando no templo, e vocês não me prenderam! |
| 56. Mas tudo isso aconteceu para que se cumprissem as Escrituras dos profetas”. Então todos os discípulos o abandonaram e fugiram. |
| 57. Os que prenderam Jesus o levaram a Caifás, o sumo sacerdote, em cuja casa se haviam reunido os mestres da lei e os líderes religiosos. |
| 58. E Pedro o seguiu de longe até o pátio do sumo sacerdote, entrou e sentou-se com os guardas, para ver o que aconteceria. |
| 59. Os chefes dos sacerdotes e todo o Sinédrio estavam procurando um depoimento falso contra Jesus, para que pudessem condená-lo à morte. |
| 60. Mas nada encontraram, embora se apresentassem muitas falsas testemunhas. Finalmente se apresentaram duas |
| 61. que declararam: “Este homem disse: ‘Sou capaz de destruir o santuário de Deus e reconstruí-lo em três dias’ ”. |
| 62. Então o sumo sacerdote levantou-se e disse a Jesus: “Você não vai responder à acusação que estes fazem?” |
| 63. Mas Jesus permaneceu em silêncio. O sumo sacerdote lhe disse: “Exijo que você jure pelo Deus vivo: se você é o Cristo, o Filho de Deus, diga-nos”. |
| 64. “Tu mesmo o disseste” , respondeu Jesus. “Mas eu digo a todos vós: Chegará o dia em que vereis o Filho do homem assentado à direita do Poderoso e vindo sobre as nuvens do céu.” |
| 65. Foi quando o sumo sacerdote rasgou as próprias vestes e disse: “Blasfemou! Por que precisamos de mais testemunhas? Vocês acabaram de ouvir a blasfêmia. |
| 66. O que acham?” “É réu de morte!”, responderam eles. |
| 67. Então alguns lhe cuspiram no rosto e lhe deram murros. Outros lhe davam tapas |
| 68. e diziam: “Profetize-nos, Cristo. Quem foi que bateu em você?” |
| 69. Pedro estava sentado no pátio, e uma criada, aproximando-se dele, disse: “Você também estava com Jesus, o galileu”. |
| 70. Mas ele o negou diante de todos, dizendo: “Não sei do que você está falando”. |
| 71. Depois, saiu em direção à porta, onde outra criada o viu e disse aos que estavam ali: “Este homem estava com Jesus, o Nazareno”. |
| 72. E ele, jurando, o negou outra vez: “Não conheço esse homem!” |
| 73. Pouco tempo depois, os que estavam por ali chegaram a Pedro e disseram: “Certamente você é um deles! O seu modo de falar o denuncia”. |
| 74. Aí ele começou a lançar maldições e a jurar: “Não conheço esse homem!” Imediatamente um galo cantou. |
| 75. Então Pedro se lembrou da palavra que Jesus tinha dito: “Antes que o galo cante, você me negará três vezes”. E, saindo dali, chorou amargamente. |
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