Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]
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Novo Testamento (260 dias)
Almeida Revista e Atualizada: 34 de 260 dias
| Marcos: 6 |
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| 1. Tendo Jesus partido dali, foi para a sua terra, e os seus discípulos o acompanharam. |
| 2. Chegando o sábado, passou a ensinar na sinagoga; e muitos, ouvindo-o, se maravilhavam, dizendo: Donde vêm a este estas coisas? Que sabedoria é esta que lhe foi dada? E como se fazem tais maravilhas por suas mãos? |
| 3. Não é este o carpinteiro, filho de Maria, irmão de Tiago, José, Judas e Simão? E não vivem aqui entre nós suas irmãs? E escandalizavam-se nele. |
| 4. Jesus, porém, lhes disse: Não há profeta sem honra, senão na sua terra, entre os seus parentes e na sua casa. |
| 5. Não pôde fazer ali nenhum milagre, senão curar uns poucos enfermos, impondo-lhes as mãos. |
| 6. Admirou-se da incredulidade deles. Contudo, percorria as aldeias circunvizinhas, a ensinar. |
| 7. Chamou Jesus os doze e passou a enviá-los de dois a dois, dando-lhes autoridade sobre os espíritos imundos. |
| 8. Ordenou-lhes que nada levassem para o caminho, exceto um bordão; nem pão, nem alforje, nem dinheiro; |
| 9. que fossem calçados de sandálias e não usassem duas túnicas. |
| 10. E recomendou-lhes: Quando entrardes nalguma casa, permanecei aí até vos retirardes do lugar. |
| 11. Se nalgum lugar não vos receberem nem vos ouvirem, ao sairdes dali, sacudi o pó dos pés, em testemunho contra eles. |
| 12. Então, saindo eles, pregavam ao povo que se arrependesse; |
| 13. expeliam muitos demônios e curavam numerosos enfermos, ungindo-os com óleo. |
| 14. Chegou isto aos ouvidos do rei Herodes, porque o nome de Jesus já se tornara notório; e alguns diziam: João Batista ressuscitou dentre os mortos, e, por isso, nele operam forças miraculosas. |
| 15. Outros diziam: É Elias; ainda outros: É profeta como um dos profetas. |
| 16. Herodes, porém, ouvindo isto, disse: É João, a quem eu mandei decapitar, que ressurgiu. |
| 17. Porque o mesmo Herodes, por causa de Herodias, mulher de seu irmão Filipe (porquanto Herodes se casara com ela), mandara prender a João e atá-lo no cárcere. |
| 18. Pois João lhe dizia: Não te é lícito possuir a mulher de teu irmão. |
| 19. E Herodias o odiava, querendo matá-lo, e não podia. |
| 20. Porque Herodes temia a João, sabendo que era homem justo e santo, e o tinha em segurança. E, quando o ouvia, ficava perplexo, escutando-o de boa mente. |
| 21. E, chegando um dia favorável, em que Herodes no seu aniversário natalício dera um banquete aos seus dignitários, aos oficiais militares e aos principais da Galileia, |
| 22. entrou a filha de Herodias e, dançando, agradou a Herodes e aos seus convivas. Então, disse o rei à jovem: Pede-me o que quiseres, e eu to darei. |
| 23. E jurou-lhe: Se pedires mesmo que seja a metade do meu reino, eu ta darei. |
| 24. Saindo ela, perguntou à sua mãe: Que pedirei? Esta respondeu: A cabeça de João Batista. |
| 25. No mesmo instante, voltando apressadamente para junto do rei, disse: Quero que, sem demora, me dês num prato a cabeça de João Batista. |
| 26. Entristeceu-se profundamente o rei; mas, por causa do juramento e dos que estavam com ele à mesa, não lha quis negar. |
| 27. E, enviando logo o executor, mandou que lhe trouxessem a cabeça de João. Ele foi, e o decapitou no cárcere, |
| 28. e, trazendo a cabeça num prato, a entregou à jovem, e esta, por sua vez, a sua mãe. |
| 29. Os discípulos de João, logo que souberam disto, vieram, levaram-lhe o corpo e o depositaram no túmulo. |
| 30. Voltaram os apóstolos à presença de Jesus e lhe relataram tudo quanto haviam feito e ensinado. |
| 31. E ele lhes disse: Vinde repousar um pouco, à parte, num lugar deserto; porque eles não tinham tempo nem para comer, visto serem numerosos os que iam e vinham. |
| 32. Então, foram sós no barco para um lugar solitário. |
| 33. Muitos, porém, os viram partir e, reconhecendo-os, correram para lá, a pé, de todas as cidades, e chegaram antes deles. |
| 34. Ao desembarcar, viu Jesus uma grande multidão e compadeceu-se deles, porque eram como ovelhas que não têm pastor. E passou a ensinar-lhes muitas coisas. |
| 35. Em declinando a tarde, vieram os discípulos a Jesus e lhe disseram: É deserto este lugar, e já avançada a hora; |
| 36. despede-os para que, passando pelos campos ao redor e pelas aldeias, comprem para si o que comer. |
| 37. Porém ele lhes respondeu: Dai-lhes vós mesmos de comer. Disseram-lhe: Iremos comprar duzentos denários de pão para lhes dar de comer? |
| 38. E ele lhes disse: Quantos pães tendes? Ide ver! E, sabendo-o eles, responderam: Cinco pães e dois peixes. |
| 39. Então, Jesus lhes ordenou que todos se assentassem, em grupos, sobre a relva verde. |
| 40. E o fizeram, repartindo-se em grupos de cem em cem e de cinquenta em cinquenta. |
| 41. Tomando ele os cinco pães e os dois peixes, erguendo os olhos ao céu, os abençoou; e, partindo os pães, deu-os aos discípulos para que os distribuíssem; e por todos repartiu também os dois peixes. |
| 42. Todos comeram e se fartaram; |
| 43. e ainda recolheram doze cestos cheios de pedaços de pão e de peixe. |
| 44. Os que comeram dos pães eram cinco mil homens. |
| 45. Logo a seguir, compeliu Jesus os seus discípulos a embarcar e passar adiante para o outro lado, a Betsaida, enquanto ele despedia a multidão. |
| 46. E, tendo-os despedido, subiu ao monte para orar. |
| 47. Ao cair da tarde, estava o barco no meio do mar, e ele, sozinho em terra. |
| 48. E, vendo-os em dificuldade a remar, porque o vento lhes era contrário, por volta da quarta vigília da noite, veio ter com eles, andando por sobre o mar; e queria tomar-lhes a dianteira. |
| 49. Eles, porém, vendo-o andar sobre o mar, pensaram tratar-se de um fantasma e gritaram. |
| 50. Pois todos ficaram aterrados à vista dele. Mas logo lhes falou e disse: Tende bom ânimo! Sou eu. Não temais! |
| 51. E subiu para o barco para estar com eles, e o vento cessou. Ficaram entre si atônitos, |
| 52. porque não haviam compreendido o milagre dos pães; antes, o seu coração estava endurecido. |
| 53. Estando já no outro lado, chegaram a terra, em Genesaré, onde aportaram. |
| 54. Saindo eles do barco, logo o povo reconheceu Jesus; |
| 55. e, percorrendo toda aquela região, traziam em leitos os enfermos, para onde ouviam que ele estava. |
| 56. Onde quer que ele entrasse nas aldeias, cidades ou campos, punham os enfermos nas praças, rogando-lhe que os deixasse tocar ao menos na orla da sua veste; e quantos a tocavam saíam curados. |
Almeida Revista e Atualizada: 34 de 260 dias