Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]
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Bíblia Completa (365 dias)
Almeida Revista e Atualizada: 61 de 365 dias
| Êxodo: 12 |
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| 1. Disse o SENHOR a Moisés e a Arão na terra do Egito: |
| 2. Este mês vos será o principal dos meses; será o primeiro mês do ano. |
| 3. Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Aos dez deste mês, cada um tomará para si um cordeiro, segundo a casa dos pais, um cordeiro para cada família. |
| 4. Mas, se a família for pequena para um cordeiro, então, convidará ele o seu vizinho mais próximo, conforme o número das almas; conforme o que cada um puder comer, por aí calculareis quantos bastem para o cordeiro. |
| 5. O cordeiro será sem defeito, macho de um ano; podereis tomar um cordeiro ou um cabrito; |
| 6. e o guardareis até ao décimo quarto dia deste mês, e todo o ajuntamento da congregação de Israel o imolará no crepúsculo da tarde. |
| 7. Tomarão do sangue e o porão em ambas as ombreiras e na verga da porta, nas casas em que o comerem; |
| 8. naquela noite, comerão a carne assada no fogo; com pães asmos e ervas amargas a comerão. |
| 9. Não comereis do animal nada cru, nem cozido em água, porém assado ao fogo: a cabeça, as pernas e a fressura. |
| 10. Nada deixareis dele até pela manhã; o que, porém, ficar até pela manhã, queimá-lo-eis. |
| 11. Desta maneira o comereis: lombos cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão; comê-lo-eis à pressa; é a Páscoa do SENHOR. |
| 12. Porque, naquela noite, passarei pela terra do Egito e ferirei na terra do Egito todos os primogênitos, desde os homens até aos animais; executarei juízo sobre todos os deuses do Egito. Eu sou o SENHOR. |
| 13. O sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; quando eu vir o sangue, passarei por vós, e não haverá entre vós praga destruidora, quando eu ferir a terra do Egito. |
| 14. Este dia vos será por memorial, e o celebrareis como solenidade ao SENHOR; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo. |
| 15. Sete dias comereis pães asmos. Logo ao primeiro dia, tirareis o fermento das vossas casas, pois qualquer que comer coisa levedada, desde o primeiro dia até ao sétimo dia, essa pessoa será eliminada de Israel. |
| 16. Ao primeiro dia, haverá para vós outros santa assembleia; também, ao sétimo dia, tereis santa assembleia; nenhuma obra se fará nele, exceto o que diz respeito ao comer; somente isso podereis fazer. |
| 17. Guardai, pois, a Festa dos Pães Asmos, porque, nesse mesmo dia, tirei vossas hostes da terra do Egito; portanto, guardareis este dia nas vossas gerações por estatuto perpétuo. |
| 18. Desde o dia catorze do primeiro mês, à tarde, comereis pães asmos até à tarde do dia vinte e um do mesmo mês. |
| 19. Por sete dias, não se ache nenhum fermento nas vossas casas; porque qualquer que comer pão levedado será eliminado da congregação de Israel, tanto o peregrino como o natural da terra. |
| 20. Nenhuma coisa levedada comereis; em todas as vossas habitações, comereis pães asmos. |
| 21. Chamou, pois, Moisés todos os anciãos de Israel e lhes disse: Escolhei, e tomai cordeiros segundo as vossas famílias, e imolai a Páscoa. |
| 22. Tomai um molho de hissopo, molhai-o no sangue que estiver na bacia e marcai a verga da porta e suas ombreiras com o sangue que estiver na bacia; nenhum de vós saia da porta da sua casa até pela manhã. |
| 23. Porque o SENHOR passará para ferir os egípcios; quando vir, porém, o sangue na verga da porta e em ambas as ombreiras, passará o SENHOR aquela porta e não permitirá ao Destruidor que entre em vossas casas, para vos ferir. |
| 24. Guardai, pois, isto por estatuto para vós outros e para vossos filhos, para sempre. |
| 25. E, uma vez dentro na terra que o SENHOR vos dará, como tem dito, observai este rito. |
| 26. Quando vossos filhos vos perguntarem: Que rito é este? |
| 27. Respondereis: É o sacrifício da Páscoa ao SENHOR, que passou por cima das casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu os egípcios e livrou as nossas casas. Então, o povo se inclinou e adorou. |
| 28. E foram os filhos de Israel e fizeram isso; como o SENHOR ordenara a Moisés e a Arão, assim fizeram. |
| 29. Aconteceu que, à meia-noite, feriu o SENHOR todos os primogênitos na terra do Egito, desde o primogênito de Faraó, que se assentava no seu trono, até ao primogênito do cativo que estava na enxovia, e todos os primogênitos dos animais. |
| 30. Levantou-se Faraó de noite, ele, todos os seus oficiais e todos os egípcios; e fez-se grande clamor no Egito, pois não havia casa em que não houvesse morto. |
| 31. Então, naquela mesma noite, Faraó chamou a Moisés e a Arão e lhes disse: Levantai-vos, saí do meio do meu povo, tanto vós como os filhos de Israel; ide, servi ao SENHOR, como tendes dito. |
| 32. Levai também convosco vossas ovelhas e vosso gado, como tendes dito; ide-vos embora e abençoai-me também a mim. |
| 33. Os egípcios apertavam com o povo, apressando-se em lançá-los fora da terra, pois diziam: Todos morreremos. |
| 34. O povo tomou a sua massa, antes que levedasse, e as suas amassadeiras atadas em trouxas com seus vestidos, sobre os ombros. |
| 35. Fizeram, pois, os filhos de Israel conforme a palavra de Moisés e pediram aos egípcios objetos de prata, e objetos de ouro, e roupas. |
| 36. E o SENHOR fez que seu povo encontrasse favor da parte dos egípcios, de maneira que estes lhes davam o que pediam. E despojaram os egípcios. |
| 37. Assim, partiram os filhos de Israel de Ramessés para Sucote, cerca de seiscentos mil a pé, somente de homens, sem contar mulheres e crianças. |
| 38. Subiu também com eles um misto de gente, ovelhas, gado, muitíssimos animais. |
| 39. E cozeram bolos asmos da massa que levaram do Egito; pois não se tinha levedado, porque foram lançados fora do Egito; não puderam deter-se e não haviam preparado para si provisões. |
| 40. Ora, o tempo que os filhos de Israel habitaram no Egito foi de quatrocentos e trinta anos. |
| 41. Aconteceu que, ao cabo dos quatrocentos e trinta anos, nesse mesmo dia, todas as hostes do SENHOR saíram da terra do Egito. |
| 42. Esta noite se observará ao SENHOR, porque, nela, os tirou da terra do Egito; esta é a noite do SENHOR, que devem todos os filhos de Israel comemorar nas suas gerações. |
| 43. Disse mais o SENHOR a Moisés e a Arão: Esta é a ordenança da Páscoa: nenhum estrangeiro comerá dela. |
| 44. Porém todo escravo comprado por dinheiro, depois de o teres circuncidado, comerá dela. |
| 45. O estrangeiro e o assalariado não comerão dela. |
| 46. O cordeiro há de ser comido numa só casa; da sua carne não levareis fora da casa, nem lhe quebrareis osso nenhum. |
| 47. Toda a congregação de Israel o fará. |
| 48. Porém, se algum estrangeiro se hospedar contigo e quiser celebrar a Páscoa do SENHOR, seja-lhe circuncidado todo macho; e, então, se chegará, e a observará, e será como o natural da terra; mas nenhum incircunciso comerá dela. |
| 49. A mesma lei haja para o natural e para o forasteiro que peregrinar entre vós. |
| 50. Assim fizeram todos os filhos de Israel; como o SENHOR ordenara a Moisés e a Arão, assim fizeram. |
| 51. Naquele mesmo dia, tirou o SENHOR os filhos de Israel do Egito, segundo as suas turmas. |
| Lucas: 16 |
| 1. Disse Jesus também aos discípulos: Havia um homem rico que tinha um administrador; e este lhe foi denunciado como quem estava a defraudar os seus bens. |
| 2. Então, mandando-o chamar, lhe disse: Que é isto que ouço a teu respeito? Presta contas da tua administração, porque já não podes mais continuar nela. |
| 3. Disse o administrador consigo mesmo: Que farei, pois o meu senhor me tira a administração? Trabalhar na terra não posso; também de mendigar tenho vergonha. |
| 4. Eu sei o que farei, para que, quando for demitido da administração, me recebam em suas casas. |
| 5. Tendo chamado cada um dos devedores do seu senhor, disse ao primeiro: Quanto deves ao meu patrão? |
| 6. Respondeu ele: Cem cados de azeite. Então, disse: Toma a tua conta, assenta-te depressa e escreve cinquenta. |
| 7. Depois, perguntou a outro: Tu, quanto deves? Respondeu ele: Cem coros de trigo. Disse-lhe: Toma a tua conta e escreve oitenta. |
| 8. E elogiou o senhor o administrador infiel porque se houvera atiladamente, porque os filhos do mundo são mais hábeis na sua própria geração do que os filhos da luz. |
| 9. E eu vos recomendo: das riquezas de origem iníqua fazei amigos; para que, quando aquelas vos faltarem, esses amigos vos recebam nos tabernáculos eternos. |
| 10. Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco também é injusto no muito. |
| 11. Se, pois, não vos tornastes fiéis na aplicação das riquezas de origem injusta, quem vos confiará a verdadeira riqueza? |
| 12. Se não vos tornastes fiéis na aplicação do alheio, quem vos dará o que é vosso? |
| 13. Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas. |
| 14. Os fariseus, que eram avarentos, ouviam tudo isto e o ridiculizavam. |
| 15. Mas Jesus lhes disse: Vós sois os que vos justificais a vós mesmos diante dos homens, mas Deus conhece o vosso coração; pois aquilo que é elevado entre homens é abominação diante de Deus. |
| 16. A Lei e os Profetas vigoraram até João; desde esse tempo, vem sendo anunciado o evangelho do reino de Deus, e todo homem se esforça por entrar nele. |
| 17. E é mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til sequer da Lei. |
| 18. Quem repudiar sua mulher e casar com outra comete adultério; e aquele que casa com a mulher repudiada pelo marido também comete adultério. |
| 19. Ora, havia certo homem rico que se vestia de púrpura e de linho finíssimo e que, todos os dias, se regalava esplendidamente. |
| 20. Havia também certo mendigo, chamado Lázaro, coberto de chagas, que jazia à porta daquele; |
| 21. e desejava alimentar-se das migalhas que caíam da mesa do rico; e até os cães vinham lamber-lhe as úlceras. |
| 22. Aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos para o seio de Abraão; morreu também o rico e foi sepultado. |
| 23. No inferno, estando em tormentos, levantou os olhos e viu ao longe a Abraão e Lázaro no seu seio. |
| 24. Então, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim! E manda a Lázaro que molhe em água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. |
| 25. Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro igualmente, os males; agora, porém, aqui, ele está consolado; tu, em tormentos. |
| 26. E, além de tudo, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que querem passar daqui para vós outros não podem, nem os de lá passar para nós. |
| 27. Então, replicou: Pai, eu te imploro que o mandes à minha casa paterna, |
| 28. porque tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de não virem também para este lugar de tormento. |
| 29. Respondeu Abraão: Eles têm Moisés e os Profetas; ouçam-nos. |
| 30. Mas ele insistiu: Não, pai Abraão; se alguém dentre os mortos for ter com eles, arrepender-se-ão. |
| 31. Abraão, porém, lhe respondeu: Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco se deixarão persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos. |
| Jó: 31 |
| 1. Fiz aliança com meus olhos; como, pois, os fixaria eu numa donzela? |
| 2. Que porção, pois, teria eu do Deus lá de cima e que herança, do Todo-Poderoso desde as alturas? |
| 3. Acaso, não é a perdição para o iníquo, e o infortúnio, para os que praticam a maldade? |
| 4. Ou não vê Deus os meus caminhos e não conta todos os meus passos? |
| 5. Se andei com falsidade, e se o meu pé se apressou para o engano |
| 6. (pese-me Deus em balanças fiéis e conhecerá a minha integridade); |
| 7. se os meus passos se desviaram do caminho, e se o meu coração segue os meus olhos, e se às minhas mãos se apegou qualquer mancha, |
| 8. então, semeie eu, e outro coma, e sejam arrancados os renovos do meu campo. |
| 9. Se o meu coração se deixou seduzir por causa de mulher, se andei à espreita à porta do meu próximo, |
| 10. então, moa minha mulher para outro, e outros se encurvem sobre ela. |
| 11. Pois seria isso um crime hediondo, delito à punição de juízes; |
| 12. pois seria fogo que consome até à destruição e desarraigaria toda a minha renda. |
| 13. Se desprezei o direito do meu servo ou da minha serva, quando eles contendiam comigo, |
| 14. então, que faria eu quando Deus se levantasse? E, inquirindo ele a causa, que lhe responderia eu? |
| 15. Aquele que me formou no ventre materno não os fez também a eles? Ou não é o mesmo que nos formou na madre? |
| 16. Se retive o que os pobres desejavam ou fiz desfalecer os olhos da viúva; |
| 17. ou, se sozinho comi o meu bocado, e o órfão dele não participou |
| 18. (Porque desde a minha mocidade cresceu comigo como se eu lhe fora o pai, e desde o ventre da minha mãe fui o guia da viúva.); |
| 19. se a alguém vi perecer por falta de roupa e ao necessitado, por não ter coberta; |
| 20. se os seus lombos não me abençoaram, se ele não se aquentava com a lã dos meus cordeiros; |
| 21. se eu levantei a mão contra o órfão, por me ver apoiado pelos juízes da porta, |
| 22. então, caia a omoplata do meu ombro, e seja arrancado o meu braço da articulação. |
| 23. Porque o castigo de Deus seria para mim um assombro, e eu não poderia enfrentar a sua majestade. |
| 24. Se no ouro pus a minha esperança ou disse ao ouro fino: em ti confio; |
| 25. se me alegrei por serem grandes os meus bens e por ter a minha mão alcançado muito; |
| 26. se olhei para o sol, quando resplandecia, ou para a lua, que caminhava esplendente, |
| 27. e o meu coração se deixou enganar em oculto, e beijos lhes atirei com a mão, |
| 28. também isto seria delito à punição de juízes; pois assim negaria eu ao Deus lá de cima. |
| 29. Se me alegrei da desgraça do que me tem ódio e se exultei quando o mal o atingiu |
| 30. (Também não deixei pecar a minha boca, pedindo com imprecações a sua morte.); |
| 31. se a gente da minha tenda não disse: Ah! Quem haverá aí que não se saciou de carne provida por ele |
| 32. (O estrangeiro não pernoitava na rua; as minhas portas abria ao viandante.)! |
| 33. Se, como Adão, encobri as minhas transgressões, ocultando o meu delito no meu seio; |
| 34. porque eu temia a grande multidão, e o desprezo das famílias me apavorava, de sorte que me calei e não saí da porta. |
| 35. Tomara eu tivesse quem me ouvisse! Eis aqui a minha defesa assinada! Que o Todo-Poderoso me responda! Que o meu adversário escreva a sua acusação! |
| 36. Por certo que a levaria sobre o meu ombro, atá-la-ia sobre mim como coroa; |
| 37. mostrar-lhe-ia o número dos meus passos; como príncipe me chegaria a ele. |
| 38. Se a minha terra clamar contra mim, e se os seus sulcos juntamente chorarem; |
| 39. se comi os seus frutos sem tê-la pago devidamente e causei a morte aos seus donos, |
| 40. por trigo me produza cardos, e por cevada, joio. Fim das palavras de Jó. |
Almeida Revista e Atualizada: 61 de 365 dias