Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]
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Bíblia Completa (365 dias)
Almeida Revista e Atualizada: 221 de 365 dias
| Rute: 2 |
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| 1. Tinha Noemi um parente de seu marido, senhor de muitos bens, da família de Elimeleque, o qual se chamava Boaz. |
| 2. Rute, a moabita, disse a Noemi: Deixa-me ir ao campo, e apanharei espigas atrás daquele que mo favorecer. Ela lhe disse: Vai, minha filha! |
| 3. Ela se foi, chegou ao campo e apanhava após os segadores; por casualidade entrou na parte que pertencia a Boaz, o qual era da família de Elimeleque. |
| 4. Eis que Boaz veio de Belém e disse aos segadores: O SENHOR seja convosco! Responderam-lhe eles: O SENHOR te abençoe! |
| 5. Depois, perguntou Boaz ao servo encarregado dos segadores: De quem é esta moça? |
| 6. Respondeu-lhe o servo: Esta é a moça moabita que veio com Noemi da terra de Moabe. |
| 7. Disse-me ela: Deixa-me rebuscar espigas e ajuntá-las entre as gavelas após os segadores. Assim, ela veio; desde pela manhã até agora está aqui, menos um pouco que esteve na choça. |
| 8. Então, disse Boaz a Rute: Ouve, filha minha, não vás colher em outro campo, nem tampouco passes daqui; porém aqui ficarás com as minhas servas. |
| 9. Estarás atenta ao campo que segarem e irás após elas. Não dei ordem aos servos, que te não toquem? Quando tiveres sede, vai às vasilhas e bebe do que os servos tiraram. |
| 10. Então, ela, inclinando-se, rosto em terra, lhe disse: Como é que me favoreces e fazes caso de mim, sendo eu estrangeira? |
| 11. Respondeu Boaz e lhe disse: Bem me contaram tudo quanto fizeste a tua sogra, depois da morte de teu marido, e como deixaste a teu pai, e a tua mãe, e a terra onde nasceste e vieste para um povo que dantes não conhecias. |
| 12. O SENHOR retribua o teu feito, e seja cumprida a tua recompensa do SENHOR, Deus de Israel, sob cujas asas vieste buscar refúgio. |
| 13. Disse ela: Tu me favoreces muito, senhor meu, pois me consolaste e falaste ao coração de tua serva, não sendo eu nem ainda como uma das tuas servas. |
| 14. À hora de comer, Boaz lhe disse: Achega-te para aqui, e come do pão, e molha no vinho o teu bocado. Ela se assentou ao lado dos segadores, e ele lhe deu grãos tostados de cereais; ela comeu e se fartou, e ainda lhe sobejou. |
| 15. Levantando-se ela para rebuscar, Boaz deu ordem aos seus servos, dizendo: Até entre as gavelas deixai-a colher e não a censureis. |
| 16. Tirai também dos molhos algumas espigas, e deixai-as, para que as apanhe, e não a repreendais. |
| 17. Esteve ela apanhando naquele campo até à tarde; debulhou o que apanhara, e foi quase um efa de cevada. |
| 18. Tomou-o e veio à cidade; e viu sua sogra o que havia apanhado; também o que lhe sobejara depois de fartar-se tirou e deu a sua sogra. |
| 19. Então, lhe disse a sogra: Onde colheste hoje? Onde trabalhaste? Bendito seja aquele que te acolheu favoravelmente! E Rute contou a sua sogra onde havia trabalhado e disse: O nome do senhor, em cujo campo trabalhei, é Boaz. |
| 20. Então, Noemi disse a sua nora: Bendito seja ele do SENHOR, que ainda não tem deixado a sua benevolência nem para com os vivos nem para com os mortos. Disse-lhe mais Noemi: Esse homem é nosso parente chegado e um dentre os nossos resgatadores. |
| 21. Continuou Rute, a moabita: Também ainda me disse: Com os meus servos ficarás, até que acabem toda a sega que tenho. |
| 22. Disse Noemi a sua nora, Rute: Bom será, filha minha, que saias com as servas dele, para que, noutro campo, não te molestem. |
| 23. Assim, passou ela à companhia das servas de Boaz, para colher, até que a sega da cevada e do trigo se acabou; e ficou com a sua sogra. |
| Atos: 27 |
| 1. Quando foi decidido que navegássemos para a Itália, entregaram Paulo e alguns outros presos a um centurião chamado Júlio, da Coorte Imperial. |
| 2. Embarcando num navio adramitino, que estava de partida para costear a Ásia, fizemo-nos ao mar, indo conosco Aristarco, macedônio de Tessalônica. |
| 3. No dia seguinte, chegamos a Sidom, e Júlio, tratando Paulo com humanidade, permitiu-lhe ir ver os amigos e obter assistência. |
| 4. Partindo dali, navegamos sob a proteção de Chipre, por serem contrários os ventos; |
| 5. e, tendo atravessado o mar ao longo da Cilícia e Panfília, chegamos a Mirra, na Lícia. |
| 6. Achando ali o centurião um navio de Alexandria, que estava de partida para a Itália, nele nos fez embarcar. |
| 7. Navegando vagarosamente muitos dias e tendo chegado com dificuldade defronte de Cnido, não nos sendo permitido prosseguir, por causa do vento contrário, navegamos sob a proteção de Creta, na altura de Salmona. |
| 8. Costeando-a, penosamente, chegamos a um lugar chamado Bons Portos, perto do qual estava a cidade de Laseia. |
| 9. Depois de muito tempo, tendo-se tornado a navegação perigosa, e já passado o tempo do Dia do Jejum, admoestava-os Paulo, |
| 10. dizendo-lhes: Senhores, vejo que a viagem vai ser trabalhosa, com dano e muito prejuízo, não só da carga e do navio, mas também da nossa vida. |
| 11. Mas o centurião dava mais crédito ao piloto e ao mestre do navio do que ao que Paulo dizia. |
| 12. Não sendo o porto próprio para invernar, a maioria deles era de opinião que partissem dali, para ver se podiam chegar a Fenice e aí passar o inverno, visto ser um porto de Creta, o qual olhava para o nordeste e para o sudeste. |
| 13. Soprando brandamente o vento sul, e pensando eles ter alcançado o que desejavam, levantaram âncora e foram costeando mais de perto a ilha de Creta. |
| 14. Entretanto, não muito depois, desencadeou-se, do lado da ilha, um tufão de vento, chamado Euroaquilão; |
| 15. e, sendo o navio arrastado com violência, sem poder resistir ao vento, cessamos a manobra e nos fomos deixando levar. |
| 16. Passando sob a proteção de uma ilhota chamada Cauda, a custo conseguimos recolher o bote; |
| 17. e, levantando este, usaram de todos os meios para cingir o navio, e, temendo que dessem na Sirte, arriaram os aparelhos, e foram ao léu. |
| 18. Açoitados severamente pela tormenta, no dia seguinte, já aliviavam o navio. |
| 19. E, ao terceiro dia, nós mesmos, com as próprias mãos, lançamos ao mar a armação do navio. |
| 20. E, não aparecendo, havia já alguns dias, nem sol nem estrelas, caindo sobre nós grande tempestade, dissipou-se, afinal, toda a esperança de salvamento. |
| 21. Havendo todos estado muito tempo sem comer, Paulo, pondo-se em pé no meio deles, disse: Senhores, na verdade, era preciso terem-me atendido e não partir de Creta, para evitar este dano e perda. |
| 22. Mas, já agora, vos aconselho bom ânimo, porque nenhuma vida se perderá de entre vós, mas somente o navio. |
| 23. Porque, esta mesma noite, um anjo de Deus, de quem eu sou e a quem sirvo, esteve comigo, |
| 24. dizendo: Paulo, não temas! É preciso que compareças perante César, e eis que Deus, por sua graça, te deu todos quantos navegam contigo. |
| 25. Portanto, senhores, tende bom ânimo! Pois eu confio em Deus que sucederá do modo por que me foi dito. |
| 26. Porém é necessário que vamos dar a uma ilha. |
| 27. Quando chegou a décima quarta noite, sendo nós batidos de um lado para outro no mar Adriático, por volta da meia-noite, pressentiram os marinheiros que se aproximavam de alguma terra. |
| 28. E, lançando o prumo, acharam vinte braças; passando um pouco mais adiante, tornando a lançar o prumo, acharam quinze braças. |
| 29. E, receosos de que fôssemos atirados contra lugares rochosos, lançaram da popa quatro âncoras e oravam para que rompesse o dia. |
| 30. Procurando os marinheiros fugir do navio, e, tendo arriado o bote no mar, a pretexto de que estavam para largar âncoras da proa, |
| 31. disse Paulo ao centurião e aos soldados: Se estes não permanecerem a bordo, vós não podereis salvar-vos. |
| 32. Então, os soldados cortaram os cabos do bote e o deixaram afastar-se. |
| 33. Enquanto amanhecia, Paulo rogava a todos que se alimentassem, dizendo: Hoje, é o décimo quarto dia em que, esperando, estais sem comer, nada tendo provado. |
| 34. Eu vos rogo que comais alguma coisa; porque disto depende a vossa segurança; pois nenhum de vós perderá nem mesmo um fio de cabelo. |
| 35. Tendo dito isto, tomando um pão, deu graças a Deus na presença de todos e, depois de o partir, começou a comer. |
| 36. Todos cobraram ânimo e se puseram também a comer. |
| 37. Estávamos no navio duzentas e setenta e seis pessoas ao todo. |
| 38. Refeitos com a comida, aliviaram o navio, lançando o trigo ao mar. |
| 39. Quando amanheceu, não reconheceram a terra, mas avistaram uma enseada, onde havia praia; então, consultaram entre si se não podiam encalhar ali o navio. |
| 40. Levantando as âncoras, deixaram-no ir ao mar, largando também as amarras do leme; e, alçando a vela de proa ao vento, dirigiram-se para a praia. |
| 41. Dando, porém, num lugar onde duas correntes se encontravam, encalharam ali o navio; a proa encravou-se e ficou imóvel, mas a popa se abria pela violência do mar. |
| 42. O parecer dos soldados era que matassem os presos, para que nenhum deles, nadando, fugisse; |
| 43. mas o centurião, querendo salvar a Paulo, impediu-os de o fazer; e ordenou que os que soubessem nadar fossem os primeiros a lançar-se ao mar e alcançar a terra. |
| 44. Quanto aos demais, que se salvassem, uns, em tábuas, e outros, em destroços do navio. E foi assim que todos se salvaram em terra. |
| Jeremias: 37 |
| 1. Zedequias, filho de Josias e a quem Nabucodonosor, rei da Babilônia, constituíra rei na terra de Judá, reinou em lugar de Conias, filho de Jeoaquim. |
| 2. Mas nem ele, nem os seus servos, nem o povo da terra deram ouvidos às palavras do SENHOR que falou por intermédio de Jeremias, o profeta. |
| 3. Contudo, mandou o rei Zedequias a Jucal, filho de Selemias, e ao sacerdote Sofonias, filho de Maaseias, ao profeta Jeremias, para lhe dizerem: Roga por nós ao SENHOR, nosso Deus. |
| 4. Jeremias andava livremente entre o povo, porque ainda o não haviam encarcerado. |
| 5. O exército de Faraó saíra do Egito; e, quando os caldeus, que sitiavam Jerusalém, ouviram esta notícia, retiraram-se dela. |
| 6. Então, veio a Jeremias, o profeta, a palavra do SENHOR: |
| 7. Assim diz o SENHOR, Deus de Israel: Assim direis ao rei de Judá, que vos enviou a mim, para me consultar: Eis que o exército de Faraó, que saiu em vosso socorro, voltará para a sua terra, no Egito. |
| 8. Retornarão os caldeus, pelejarão contra esta cidade, tomá-la-ão e a queimarão. |
| 9. Assim diz o SENHOR: Não vos enganeis a vós mesmos, dizendo: Sem dúvida, se irão os caldeus de nós; pois, de fato, não se retirarão. |
| 10. Porque, ainda que derrotásseis a todo o exército dos caldeus, que pelejam contra vós outros, e ficassem deles apenas homens mortalmente feridos, cada um se levantaria na sua tenda e queimaria esta cidade. |
| 11. Tendo-se retirado o exército dos caldeus de Jerusalém, por causa do exército de Faraó, |
| 12. saiu Jeremias de Jerusalém, a fim de ir à terra de Benjamim, para receber o quinhão de uma herança que tinha no meio do povo. |
| 13. Estando ele à Porta de Benjamim, achava-se ali um capitão da guarda, cujo nome era Jerias, filho de Selemias, filho de Hananias, capitão que prendeu a Jeremias, o profeta, dizendo: Tu foges para os caldeus. |
| 14. Disse Jeremias: É mentira, não fujo para os caldeus. Mas Jerias não lhe deu ouvidos; prendeu a Jeremias e o levou aos príncipes. |
| 15. Os príncipes, irados contra Jeremias, açoitaram-no e o meteram no cárcere, na casa de Jônatas, o escrivão, porque a tinham transformado em cárcere. |
| 16. Tendo Jeremias entrado nas celas do calabouço, ali ficou muitos dias. |
| 17. Mandou o rei Zedequias trazê-lo para sua casa e, em secreto, lhe perguntou: Há alguma palavra do SENHOR? Respondeu Jeremias: Há. Disse ainda: Nas mãos do rei da Babilônia serás entregue. |
| 18. Disse mais Jeremias ao rei Zedequias: Em que pequei contra ti, ou contra os teus servos, ou contra este povo, para que me pusesses na prisão? |
| 19. Onde estão agora os vossos profetas, que vos profetizavam, dizendo: O rei da Babilônia não virá contra vós outros, nem contra esta terra? |
| 20. Agora, pois, ouve, ó rei, meu senhor: Que a minha humilde súplica seja bem-acolhida por ti, e não me deixes tornar à casa de Jônatas, o escrivão, para que eu não venha a morrer ali. |
| 21. Então, ordenou o rei Zedequias que pusessem a Jeremias no átrio da guarda; e, cada dia, deram-lhe um pão da Rua dos Padeiros, até acabar-se todo pão da cidade. Assim ficou Jeremias no átrio da guarda. |
Almeida Revista e Atualizada: 221 de 365 dias