Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]
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Bíblia Completa (365 dias)
Almeida Revista e Atualizada: 135 de 365 dias
| Números: 24 |
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| 1. Vendo Balaão que bem parecia aos olhos do SENHOR que abençoasse a Israel, não foi esta vez, como antes, ao encontro de agouros, mas voltou o rosto para o deserto. |
| 2. Levantando Balaão os olhos e vendo Israel acampado segundo as suas tribos, veio sobre ele o Espírito de Deus. |
| 3. Proferiu a sua palavra e disse: Palavra de Balaão, filho de Beor, palavra do homem de olhos abertos; |
| 4. palavra daquele que ouve os ditos de Deus, o que tem a visão do Todo-Poderoso e prostra-se, porém de olhos abertos: |
| 5. Que boas são as tuas tendas, ó Jacó! Que boas são as tuas moradas, ó Israel! |
| 6. Como vales que se estendem, como jardins à beira dos rios, como árvores de sândalo que o SENHOR plantou, como cedros junto às águas. |
| 7. Águas manarão de seus baldes, e as suas sementeiras terão águas abundantes; o seu rei se levantará mais do que Agague, e o seu reino será exaltado. |
| 8. Deus tirou do Egito a Israel, cujas forças são como as do boi selvagem; consumirá as nações, seus inimigos, e quebrará seus ossos, e, com as suas setas, os atravessará. |
| 9. Este abaixou-se, deitou-se como leão e como leoa; quem o despertará? Benditos os que te abençoarem, e malditos os que te amaldiçoarem. |
| 10. Então, a ira de Balaque se acendeu contra Balaão, e bateu ele as suas palmas. Disse Balaque a Balaão: Chamei-te para amaldiçoares os meus inimigos; porém, agora, já três vezes, somente os abençoaste. |
| 11. Agora, pois, vai-te embora para tua casa; eu dissera que te cumularia de honras; mas eis que o SENHOR te privou delas. |
| 12. Então, Balaão disse a Balaque: Não falei eu também aos teus mensageiros, que me enviaste, dizendo: |
| 13. ainda que Balaque me desse a sua casa cheia de prata e ouro, não poderia traspassar o mandado do SENHOR, fazendo de mim mesmo bem ou mal; o que o SENHOR falar, isso falarei? |
| 14. Agora, eis que vou ao meu povo; vem, avisar-te-ei do que fará este povo ao teu, nos últimos dias. |
| 15. Então, proferiu a sua palavra e disse: Palavra de Balaão, filho de Beor, palavra do homem de olhos abertos, |
| 16. palavra daquele que ouve os ditos de Deus e sabe a ciência do Altíssimo; daquele que tem a visão do Todo-Poderoso e prostra-se, porém de olhos abertos: |
| 17. Vê-lo-ei, mas não agora; contemplá-lo-ei, mas não de perto; uma estrela procederá de Jacó, de Israel subirá um cetro que ferirá as têmporas de Moabe e destruirá todos os filhos de Sete. |
| 18. Edom será uma possessão; Seir, seus inimigos, também será uma possessão; mas Israel fará proezas. |
| 19. De Jacó sairá o dominador e exterminará os que restam das cidades. |
| 20. Viu Balaão a Amaleque, proferiu a sua palavra e disse: Amaleque é o primeiro das nações; porém o seu fim será destruição. |
| 21. Viu os queneus, proferiu a sua palavra e disse: Segura está a tua habitação, e puseste o teu ninho na penha. |
| 22. Todavia, o queneu será consumido. Até quando? Assur te levará cativo. |
| 23. Proferiu ainda a sua palavra e disse: Ai! Quem viverá, quando Deus fizer isto? |
| 24. Homens virão das costas de Quitim em suas naus; afligirão a Assur e a Héber; e também eles mesmos perecerão. |
| 25. Então, Balaão se levantou, e se foi, e voltou para a sua terra; e também Balaque se foi pelo seu caminho. |
| Salmos: 66 |
| 1. Aclamai a Deus, toda a terra. |
| 2. Salmodiai a glória do seu nome, dai glória ao seu louvor. |
| 3. Dizei a Deus: Que tremendos são os teus feitos! Pela grandeza do teu poder, a ti se mostram submissos os teus inimigos. |
| 4. Prostra-se toda a terra perante ti, canta salmos a ti; salmodia o teu nome. |
| 5. Vinde e vede as obras de Deus: tremendos feitos para com os filhos dos homens! |
| 6. Converteu o mar em terra seca; atravessaram o rio a pé; ali, nos alegramos nele. |
| 7. Ele, em seu poder, governa eternamente; os seus olhos vigiam as nações; não se exaltem os rebeldes. |
| 8. Bendizei, ó povos, o nosso Deus; fazei ouvir a voz do seu louvor; |
| 9. o que preserva com vida a nossa alma e não permite que nos resvalem os pés. |
| 10. Pois tu, ó Deus, nos provaste; acrisolaste-nos como se acrisola a prata. |
| 11. Tu nos deixaste cair na armadilha; oprimiste as nossas costas; |
| 12. fizeste que os homens cavalgassem sobre a nossa cabeça; passamos pelo fogo e pela água; porém, afinal, nos trouxeste para um lugar espaçoso. |
| 13. Entrarei na tua casa com holocaustos; pagar-te-ei os meus votos, |
| 14. que proferiram os meus lábios, e que, no dia da angústia, prometeu a minha boca. |
| 15. Oferecer-te-ei holocaustos de vítimas cevadas, com aroma de carneiros; imolarei novilhos com cabritos. |
| 16. Vinde, ouvi, todos vós que temeis a Deus, e vos contarei o que tem ele feito por minha alma. |
| 17. A ele clamei com a boca, com a língua o exaltei. |
| 18. Se eu no coração contemplara a vaidade, o Senhor não me teria ouvido. |
| 19. Entretanto, Deus me tem ouvido e me tem atendido a voz da oração. |
| 20. Bendito seja Deus, que não me rejeita a oração, nem aparta de mim a sua graça. |
| Salmos: 67 |
| 1. Seja Deus gracioso para conosco, e nos abençoe, e faça resplandecer sobre nós o rosto; |
| 2. para que se conheça na terra o teu caminho e, em todas as nações, a tua salvação. |
| 3. Louvem-te os povos, ó Deus; louvem-te os povos todos. |
| 4. Alegrem-se e exultem as gentes, pois julgas os povos com equidade e guias na terra as nações. |
| 5. Louvem-te os povos, ó Deus; louvem-te os povos todos. |
| 6. A terra deu o seu fruto, e Deus, o nosso Deus, nos abençoa. |
| 7. Abençoe-nos Deus, e todos os confins da terra o temerão. |
| Isaías: 14 |
| 1. Porque o SENHOR se compadecerá de Jacó, e ainda elegerá a Israel, e os porá na sua própria terra; e unir-se-ão a eles os estrangeiros, e estes se achegarão à casa de Jacó. |
| 2. Os povos os tomarão e os levarão aos lugares deles, e a casa de Israel possuirá esses povos por servos e servas, na terra do SENHOR; cativarão aqueles que os cativaram e dominarão os seus opressores. |
| 3. No dia em que Deus vier a dar-te descanso do teu trabalho, das tuas angústias e da dura servidão com que te fizeram servir, |
| 4. então, proferirás este motejo contra o rei da Babilônia e dirás: Como cessou o opressor! Como acabou a tirania! |
| 5. Quebrou o SENHOR a vara dos perversos e o cetro dos dominadores, |
| 6. que feriam os povos com furor, com golpes incessantes, e com ira dominavam as nações, com perseguição irreprimível. |
| 7. Já agora descansa e está sossegada toda a terra. Todos exultam de júbilo. |
| 8. Até os ciprestes se alegram sobre ti, e os cedros do Líbano exclamam: Desde que tu caíste, ninguém já sobe contra nós para nos cortar. |
| 9. O além, desde o profundo, se turba por ti, para te sair ao encontro na tua chegada; ele, por tua causa, desperta as sombras e todos os príncipes da terra e faz levantar dos seus tronos a todos os reis das nações. |
| 10. Todos estes respondem e te dizem: Tu também, como nós, estás fraco? E és semelhante a nós? |
| 11. Derribada está na cova a tua soberba, e, também, o som da tua harpa; por baixo de ti, uma cama de gusanos, e os vermes são a tua coberta. |
| 12. Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações! |
| 13. Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; |
| 14. subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo. |
| 15. Contudo, serás precipitado para o reino dos mortos, no mais profundo do abismo. |
| 16. Os que te virem te contemplarão, hão de fitar-te e dizer-te: É este o homem que fazia estremecer a terra e tremer os reinos? |
| 17. Que punha o mundo como um deserto e assolava as suas cidades? Que a seus cativos não deixava ir para casa? |
| 18. Todos os reis das nações, sim, todos eles, jazem com honra, cada um, no seu túmulo. |
| 19. Mas tu és lançado fora da tua sepultura, como um renovo bastardo, coberto de mortos traspassados à espada, cujo cadáver desce à cova e é pisado de pedras. |
| 20. Com eles não te reunirás na sepultura, porque destruíste a tua terra e mataste o teu povo; a descendência dos malignos jamais será nomeada. |
| 21. Preparai a matança para os filhos, por causa da maldade de seus pais, para que não se levantem, e possuam a terra, e encham o mundo de cidades. |
| 22. Levantar-me-ei contra eles, diz o SENHOR dos Exércitos; exterminarei de Babilônia o nome e os sobreviventes, os descendentes e a posteridade, diz o SENHOR. |
| 23. Reduzi-la-ei a possessão de ouriços e a lagoas de águas; varrê-la-ei com a vassoura da destruição, diz o SENHOR dos Exércitos. |
| 24. Jurou o SENHOR dos Exércitos, dizendo: Como pensei, assim sucederá, e, como determinei, assim se efetuará. |
| 25. Quebrantarei a Assíria na minha terra e nas minhas montanhas a pisarei, para que o seu jugo se aparte de Israel, e a sua carga se desvie dos ombros dele. |
| 26. Este é o desígnio que se formou concernente a toda a terra; e esta é a mão que está estendida sobre todas as nações. |
| 27. Porque o SENHOR dos Exércitos o determinou; quem, pois, o invalidará? A sua mão está estendida; quem, pois, a fará voltar atrás? |
| 28. No ano em que morreu o rei Acaz, foi pronunciada esta sentença: |
| 29. Não te alegres, tu, toda a Filístia, por estar quebrada a vara que te feria; porque da estirpe da cobra sairá uma áspide, e o seu fruto será uma serpente voadora. |
| 30. Os primogênitos dos pobres serão apascentados, e os necessitados se deitarão seguros; mas farei morrer de fome a tua raiz, e serão destruídos os teus sobreviventes. |
| 31. Uiva, ó porta; grita, ó cidade; tu, ó Filístia toda, treme; porque do Norte vem fumaça, e ninguém há que se afaste das fileiras. |
| 32. Que se responderá, pois, aos mensageiros dos gentios? Que o SENHOR fundou a Sião, e nela encontram refúgio os aflitos do seu povo. |
Almeida Revista e Atualizada: 135 de 365 dias