Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]
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Bíblia Completa (365 dias)
Almeida Revista e Atualizada: 134 de 365 dias
| Números: 23 |
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| 1. Então, Balaão disse a Balaque: Edifica-me, aqui, sete altares e prepara-me sete novilhos e sete carneiros. |
| 2. Fez, pois, Balaque como Balaão dissera; e Balaque e Balaão ofereceram um novilho e um carneiro sobre cada altar. |
| 3. Disse mais Balaão a Balaque: Fica-te junto do teu holocausto, e eu irei; porventura, o SENHOR me sairá ao encontro, e o que me mostrar to notificarei. Então, subiu a um morro desnudo. |
| 4. Encontrando-se Deus com Balaão, este lhe disse: Preparei sete altares e sobre cada um ofereci um novilho e um carneiro. |
| 5. Então, o SENHOR pôs a palavra na boca de Balaão e disse: Torna para Balaque e falarás assim. |
| 6. E, tornando para ele, eis que estava junto do seu holocausto, ele e todos os príncipes dos moabitas. |
| 7. Então, proferiu a sua palavra e disse: Balaque me fez vir de Arã, o rei de Moabe, dos montes do Oriente; vem, amaldiçoa-me a Jacó, e vem, denuncia a Israel. |
| 8. Como posso amaldiçoar a quem Deus não amaldiçoou? Como posso denunciar a quem o SENHOR não denunciou? |
| 9. Pois do cimo das penhas vejo Israel e dos outeiros o contemplo: eis que é povo que habita só e não será reputado entre as nações. |
| 10. Quem contou o pó de Jacó ou enumerou a quarta parte de Israel? Que eu morra a morte dos justos, e o meu fim seja como o dele. |
| 11. Então, disse Balaque a Balaão: Que me fizeste? Chamei-te para amaldiçoar os meus inimigos, mas eis que somente os abençoaste. |
| 12. Mas ele respondeu: Porventura, não terei cuidado de falar o que o SENHOR pôs na minha boca? |
| 13. Então, Balaque lhe disse: Rogo-te que venhas comigo a outro lugar, donde verás o povo; verás somente a parte mais próxima dele e não o verás todo; e amaldiçoa-mo dali. |
| 14. Levou-o consigo ao campo de Zofim, ao cimo de Pisga; e edificou sete altares e sobre cada um ofereceu um novilho e um carneiro. |
| 15. Então, disse Balaão a Balaque: Fica, aqui, junto do teu holocausto, e eu irei ali ao encontro do SENHOR. |
| 16. Encontrando-se o SENHOR com Balaão, pôs-lhe na boca a palavra e disse: Torna para Balaque e assim falarás. |
| 17. Vindo a ele, eis que estava junto do holocausto, e os príncipes dos moabitas, com ele. Perguntou-lhe, pois, Balaque: Que falou o SENHOR? |
| 18. Então, proferiu a sua palavra e disse: Levanta-te, Balaque, e ouve; escuta-me, filho de Zipor: |
| 19. Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arrependa. Porventura, tendo ele prometido, não o fará? Ou, tendo falado, não o cumprirá? |
| 20. Eis que para abençoar recebi ordem; ele abençoou, não o posso revogar. |
| 21. Não viu iniquidade em Jacó, nem contemplou desventura em Israel; o SENHOR, seu Deus, está com ele, no meio dele se ouvem aclamações ao seu Rei. |
| 22. Deus os tirou do Egito; as forças deles são como as do boi selvagem. |
| 23. Pois contra Jacó não vale encantamento, nem adivinhação contra Israel; agora, se poderá dizer de Jacó e de Israel: Que coisas tem feito Deus! |
| 24. Eis que o povo se levanta como leoa e se ergue como leão; não se deita até que devore a presa e beba o sangue dos que forem mortos. |
| 25. Então, disse Balaque a Balaão: Nem o amaldiçoarás, nem o abençoarás. |
| 26. Porém Balaão respondeu e disse a Balaque: Não te disse eu: tudo o que o SENHOR falar, isso farei? |
| 27. Disse mais Balaque a Balaão: Ora, vem, e te levarei a outro lugar; porventura, parecerá bem aos olhos de Deus que dali mo amaldiçoes. |
| 28. Então, Balaque levou Balaão consigo ao cimo de Peor, que olha para o lado do deserto. |
| 29. Balaão disse a Balaque: Edifica-me, aqui, sete altares e prepara-me sete novilhos e sete carneiros. |
| 30. Balaque, pois, fez como dissera Balaão e ofereceu sobre cada altar um novilho e um carneiro. |
| Salmos: 64 |
| 1. Ouve, ó Deus, a minha voz nas minhas perplexidades; preserva-me a vida do terror do inimigo. |
| 2. Esconde-me da conspiração dos malfeitores e do tumulto dos que praticam a iniquidade, |
| 3. os quais afiam a língua como espada e apontam, quais flechas, palavras amargas, |
| 4. para, às ocultas, atingirem o íntegro; contra ele disparam repentinamente e não temem. |
| 5. Teimam no mau propósito; falam em secretamente armar ciladas; dizem: Quem nos verá? |
| 6. Projetam iniquidade, inquirem tudo o que se pode excogitar; é um abismo o pensamento e o coração de cada um deles. |
| 7. Mas Deus desfere contra eles uma seta; de súbito, se acharão feridos. |
| 8. Dessarte, serão levados a tropeçar; a própria língua se voltará contra eles; todos os que os veem meneiam a cabeça. |
| 9. E todos os homens temerão, e anunciarão as obras de Deus, e entenderão o que ele faz. |
| 10. O justo se alegra no SENHOR e nele confia; os de reto coração, todos se gloriam. |
| Salmos: 65 |
| 1. A ti, ó Deus, confiança e louvor em Sião! E a ti se pagará o voto. |
| 2. Ó tu que escutas a oração, a ti virão todos os homens, |
| 3. por causa de suas iniquidades. Se prevalecem as nossas transgressões, tu no-las perdoas. |
| 4. Bem-aventurado aquele a quem escolhes e aproximas de ti, para que assista nos teus átrios; ficaremos satisfeitos com a bondade de tua casa — o teu santo templo. |
| 5. Com tremendos feitos nos respondes em tua justiça, ó Deus, Salvador nosso, esperança de todos os confins da terra e dos mares longínquos; |
| 6. que por tua força consolidas os montes, cingido de poder; |
| 7. que aplacas o rugir dos mares, o ruído das suas ondas e o tumulto das gentes. |
| 8. Os que habitam nos confins da terra temem os teus sinais; os que vêm do Oriente e do Ocidente, tu os fazes exultar de júbilo. |
| 9. Tu visitas a terra e a regas; tu a enriqueces copiosamente; os ribeiros de Deus são abundantes de água; preparas o cereal, porque para isso a dispões, |
| 10. regando-lhe os sulcos, aplanando-lhe as leivas. Tu a amoleces com chuviscos e lhe abençoas a produção. |
| 11. Coroas o ano da tua bondade; as tuas pegadas destilam fartura, |
| 12. destilam sobre as pastagens do deserto, e de júbilo se revestem os outeiros. |
| 13. Os campos cobrem-se de rebanhos, e os vales vestem-se de espigas; exultam de alegria e cantam. |
| Isaías: 13 |
| 1. Sentença que, numa visão, recebeu Isaías, filho de Amoz, contra a Babilônia. |
| 2. Alçai um estandarte sobre o monte escalvado; levantai a voz para eles; acenai-lhes com a mão, para que entrem pelas portas dos tiranos. |
| 3. Eu dei ordens aos meus consagrados, sim, chamei os meus valentes para executarem a minha ira, os que com exultação se orgulham. |
| 4. Já se ouve sobre os montes o rumor como o de muito povo, o clamor de reinos e de nações já congregados. O SENHOR dos Exércitos passa revista às tropas de guerra. |
| 5. Já vêm de um país remoto, desde a extremidade do céu, o SENHOR e os instrumentos da sua indignação, para destruir toda a terra. |
| 6. Uivai, pois está perto o Dia do SENHOR; vem do Todo-Poderoso como assolação. |
| 7. Pelo que todos os braços se tornarão frouxos, e o coração de todos os homens se derreterá. |
| 8. Assombrar-se-ão, e apoderar-se-ão deles dores e ais, e terão contorções como a mulher parturiente; olharão atônitos uns para outros; o seu rosto se tornará rosto flamejante. |
| 9. Eis que vem o Dia do SENHOR, dia cruel, com ira e ardente furor, para converter a terra em assolação e dela destruir os pecadores. |
| 10. Porque as estrelas e constelações dos céus não darão a sua luz; o sol, logo ao nascer, se escurecerá, e a lua não fará resplandecer a sua luz. |
| 11. Castigarei o mundo por causa da sua maldade e os perversos, por causa da sua iniquidade; farei cessar a arrogância dos atrevidos e abaterei a soberba dos violentos. |
| 12. Farei que os homens sejam mais escassos do que o ouro puro, mais raros do que o ouro de Ofir. |
| 13. Portanto, farei estremecer os céus; e a terra será sacudida do seu lugar, por causa da ira do SENHOR dos Exércitos e por causa do dia do seu ardente furor. |
| 14. Cada um será como a gazela que foge e como o rebanho que ninguém recolhe; cada um voltará para o seu povo e cada um fugirá para a sua terra. |
| 15. Quem for achado será traspassado; e aquele que for apanhado cairá à espada. |
| 16. Suas crianças serão esmagadas perante eles; a sua casa será saqueada, e sua mulher, violada. |
| 17. Eis que eu despertarei contra eles os medos, que não farão caso de prata, nem tampouco desejarão ouro. |
| 18. Os seus arcos matarão os jovens; eles não se compadecerão do fruto do ventre; os seus olhos não pouparão as crianças. |
| 19. Babilônia, a joia dos reinos, glória e orgulho dos caldeus, será como Sodoma e Gomorra, quando Deus as transtornou. |
| 20. Nunca jamais será habitada, ninguém morará nela de geração em geração; o arábio não armará ali a sua tenda, nem tampouco os pastores farão ali deitar os seus rebanhos. |
| 21. Porém, nela, as feras do deserto repousarão, e as suas casas se encherão de corujas; ali habitarão os avestruzes, e os sátiros pularão ali. |
| 22. As hienas uivarão nos seus castelos; os chacais, nos seus palácios de prazer; está prestes a chegar o seu tempo, e os seus dias não se prolongarão. |
Almeida Revista e Atualizada: 134 de 365 dias