Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]
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Bíblia Completa (365 dias)
Almeida Corrigida Fiel: 82 de 365 dias
| Êxodo: 33 |
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| 1. Disse mais o Senhor a Moisés: Vai, sobe daqui, tu e o povo que fizeste subir da terra do Egito, à terra que jurei a Abraão, a Isaque, e a Jacó, dizendo: À tua descendência a darei. |
| 2. E enviarei um anjo adiante de ti, e lançarei fora os cananeus, e os amorreus, e os heteus, e os perizeus, e os heveus, e os jebuseus, |
| 3. A uma terra que mana leite e mel; porque eu não subirei no meio de ti, porquanto és povo de dura cerviz, para que te não consuma eu no caminho. |
| 4. E, ouvindo o povo esta má notícia, pranteou-se e ninguém pôs sobre si os seus ornamentos. |
| 5. Porquanto o Senhor tinha dito a Moisés: Dize aos filhos de Israel: És povo de dura cerviz; se por um momento subir no meio de ti, te consumirei; porém agora tira os teus ornamentos, para que eu saiba o que te hei de fazer. |
| 6. Então os filhos de Israel se despojaram dos seus ornamentos, ao pé do monte Horebe. |
| 7. E tomou Moisés a tenda, e a estendeu para si fora do arraial, desviada longe do arraial, e chamou-lhe a tenda da congregação. E aconteceu que todo aquele que buscava o Senhor saía à tenda da congregação, que estava fora do arraial. |
| 8. E acontecia que, saindo Moisés à tenda, todo o povo se levantava, e cada um ficava em pé à porta da sua tenda; e olhava para Moisés pelas costas, até ele entrar na tenda. |
| 9. E sucedia que, entrando Moisés na tenda descia a coluna de nuvem, e punha-se à porta da tenda; e o Senhor falava com Moisés. |
| 10. E, vendo todo o povo a coluna de nuvem que estava à porta da tenda, todo o povo se levantava e cada um, à porta da sua tenda, adorava. |
| 11. E falava o Senhor a Moisés face a face, como qualquer fala com o seu amigo; depois tornava-se ao arraial; mas o seu servidor, o jovem Josué, filho de Num, nunca se apartava do meio da tenda. |
| 12. E Moisés disse ao Senhor: Eis que tu me dizes: Faze subir a este povo, porém não me fazes saber a quem hás de enviar comigo; e tu disseste: Conheço-te por teu nome, também achaste graça aos meus olhos. |
| 13. Agora, pois, se tenho achado graça aos teus olhos, rogo-te que me faças saber o teu caminho, e conhecer-te-ei, para que ache graça aos teus olhos; e considera que esta nação é o teu povo. |
| 14. Disse pois: Irá a minha presença contigo para te fazer descansar. |
| 15. Então lhe disse: Se tua presença não fores conosco, não nos faças subir daqui. |
| 16. Como, pois, se saberá agora que tenho achado graça aos teus olhos, eu e o teu povo? Acaso não é por andares tu conosco, de modo a sermos separados, eu e o teu povo, de todos os povos que há sobre a face da terra? |
| 17. Então disse o Senhor a Moisés: Farei também isto, que tens dito; porquanto achaste graça aos meus olhos, e te conheço por nome. |
| 18. Então ele disse: Rogo-te que me mostres a tua glória. |
| 19. Porém ele disse: Eu farei passar toda a minha bondade por diante de ti, e proclamarei o nome do Senhor diante de ti; e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia, e me compadecerei de quem eu me compadecer. |
| 20. E disse mais: Não poderás ver a minha face, porquanto homem nenhum verá a minha face, e viverá. |
| 21. Disse mais o Senhor: Eis aqui um lugar junto a mim; aqui te porás sobre a penha. |
| 22. E acontecerá que, quando a minha glória passar, pôr-te-ei numa fenda da penha, e te cobrirei com a minha mão, até que eu haja passado. |
| 23. E, havendo eu tirado a minha mão, me verás pelas costas; mas a minha face não se verá. |
| João: 13 |
| 1. Ora, antes da festa da páscoa, sabendo Jesus que já era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, como havia amado os seus, que estavam no mundo, amou-os até o fim. |
| 2. E, acabada a ceia, tendo já o diabo posto no coração de Judas Iscariotes, filho de Simão, que o traísse, |
| 3. Jesus, sabendo que o Pai tinha depositado nas suas mãos todas as coisas, e que havia saído de Deus e ia para Deus, |
| 4. Levantou-se da ceia, tirou as vestes, e, tomando uma toalha, cingiu-se. |
| 5. Depois deitou água numa bacia, e começou a lavar os pés aos discípulos, e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido. |
| 6. Aproximou-se, pois, de Simão Pedro, que lhe disse: Senhor, tu lavas-me os pés a mim? |
| 7. Respondeu Jesus, e disse-lhe: O que eu faço não o sabes tu agora, mas tu o saberás depois. |
| 8. Disse-lhe Pedro: Nunca me lavarás os pés. Respondeu-lhe Jesus: Se eu te não lavar, não tens parte comigo. |
| 9. Disse-lhe Simão Pedro: Senhor, não só os meus pés, mas também as mãos e a cabeça. |
| 10. Disse-lhe Jesus: Aquele que está lavado não necessita de lavar senão os pés, pois no mais todo está limpo. Ora vós estais limpos, mas não todos. |
| 11. Porque bem sabia ele quem o havia de trair; por isso disse: Nem todos estais limpos. |
| 12. Então, depois que lhes lavou os pés, e tomou as suas vestes, e se assentou outra vez à mesa, disse-lhes: Entendeis o que vos tenho feito? |
| 13. Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou. |
| 14. Ora, se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés uns aos outros. |
| 15. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também. |
| 16. Na verdade, na verdade vos digo que não é o servo maior do que o seu senhor, nem o enviado maior do que aquele que o enviou. |
| 17. Se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as fizerdes. |
| 18. Não falo de todos vós; eu bem sei os que tenho escolhido; mas para que se cumpra a Escritura: O que come o pão comigo, levantou contra mim o seu calcanhar. |
| 19. Desde agora vo-lo digo, antes que aconteça, para que, quando acontecer, acrediteis que eu sou. |
| 20. Na verdade, na verdade vos digo: Se alguém receber o que eu enviar, me recebe a mim, e quem me recebe a mim, recebe aquele que me enviou. |
| 21. Tendo Jesus dito isto, turbou-se em espírito, e afirmou, dizendo: Na verdade, na verdade vos digo que um de vós me há de trair. |
| 22. Então os discípulos olhavam uns para os outros, duvidando de quem ele falava. |
| 23. Ora, um de seus discípulos, aquele a quem Jesus amava, estava reclinado no seio de Jesus. |
| 24. Então Simão Pedro fez sinal a este, para que perguntasse quem era aquele de quem ele falava. |
| 25. E, inclinando-se ele sobre o peito de Jesus, disse-lhe: Senhor, quem é? |
| 26. Jesus respondeu: É aquele a quem eu der o bocado molhado. E, molhando o bocado, o deu a Judas Iscariotes, filho de Simão. |
| 27. E, após o bocado, entrou nele Satanás. Disse-lhe, pois, Jesus: O que fazes, faze-o depressa. |
| 28. E nenhum dos que estavam assentados à mesa compreendeu a que propósito lhe dissera isto. |
| 29. Porque, como Judas tinha a bolsa, pensavam alguns que Jesus lhe tinha dito: Compra o que nos é necessário para a festa; ou que desse alguma coisa aos pobres. |
| 30. E, tendo ele tomado o bocado, saiu logo. E era já noite. |
| 31. Tendo ele, pois, saído, disse Jesus: Agora é glorificado o Filho do homem, e Deus é glorificado nele. |
| 32. Se Deus é glorificado nele, também Deus o glorificará em si mesmo, e logo o há de glorificar. |
| 33. Filhinhos, ainda por um pouco estou convosco. Vós me buscareis, mas, como tenho dito aos judeus: Para onde eu vou não podeis vós ir; eu vo-lo digo também agora. |
| 34. Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. |
| 35. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros. |
| 36. Disse-lhe Simão Pedro: Senhor, para onde vais? Jesus lhe respondeu: Para onde eu vou não podes agora seguir-me, mas depois me seguirás. |
| 37. Disse-lhe Pedro: Senhor, por que não posso seguir-te agora? Por ti darei a minha vida. |
| 38. Respondeu-lhe Jesus: Tu darás a tua vida por mim? Na verdade, na verdade te digo que não cantará o galo enquanto não me tiveres negado três vezes. |
| Provérbios: 10 |
| 1. Provérbios de Salomão: O filho sábio alegra a seu pai, mas o filho insensato é a tristeza de sua mãe. |
| 2. Os tesouros da impiedade de nada aproveitam; mas a justiça livra da morte. |
| 3. O Senhor não deixa o justo passar fome, mas rechaça a aspiração dos perversos. |
| 4. O que trabalha com mão displicente empobrece, mas a mão dos diligentes enriquece. |
| 5. O que ajunta no verão é filho ajuizado, mas o que dorme na sega é filho que envergonha. |
| 6. Bênçãos há sobre a cabeça do justo, mas a violência cobre a boca dos perversos. |
| 7. A memória do justo é abençoada, mas o nome dos perversos apodrecerá. |
| 8. O sábio de coração aceita os mandamentos, mas o insensato de lábios ficará transtornado. |
| 9. Quem anda em sinceridade, anda seguro; mas o que perverte os seus caminhos ficará conhecido. |
| 10. O que acena com os olhos causa dores, e o tolo de lábios ficará transtornado. |
| 11. A boca do justo é fonte de vida, mas a violência cobre a boca dos perversos. |
| 12. O ódio excita contendas, mas o amor cobre todos os pecados. |
| 13. Nos lábios do entendido se acha a sabedoria, mas a vara é para as costas do falto de entendimento. |
| 14. Os sábios entesouram a sabedoria; mas a boca do tolo o aproxima da ruína. |
| 15. Os bens do rico são a sua cidade forte, a pobreza dos pobres a sua ruína. |
| 16. A obra do justo conduz à vida, o fruto do perverso, ao pecado. |
| 17. O caminho para a vida é daquele que guarda a instrução, mas o que deixa a repreensão comete erro. |
| 18. O que encobre o ódio tem lábios falsos, e o que divulga má fama é um insensato. |
| 19. Na multidão de palavras não falta pecado, mas o que modera os seus lábios é sábio. |
| 20. Prata escolhida é a língua do justo; o coração dos perversos é de nenhum valor. |
| 21. Os lábios do justo apascentam a muitos, mas os tolos morrem por falta de entendimento. |
| 22. A bênção do Senhor é que enriquece; e não traz consigo dores. |
| 23. Para o tolo, o cometer desordem é divertimento; mas para o homem entendido é o ter sabedoria. |
| 24. Aquilo que o perverso teme sobrevirá a ele, mas o desejo dos justos será concedido. |
| 25. Como passa a tempestade, assim desaparece o perverso, mas o justo tem fundamento perpétuo. |
| 26. Como vinagre para os dentes, como fumaça para os olhos, assim é o preguiçoso para aqueles que o mandam. |
| 27. O temor do Senhor aumenta os dias, mas os perversos terão os anos da vida abreviados. |
| 28. A esperança dos justos é alegria, mas a expectação dos perversos perecerá. |
| 29. O caminho do Senhor é fortaleza para os retos, mas ruína para os que praticam a iniquidade. |
| 30. O justo nunca jamais será abalado, mas os perversos não habitarão a terra. |
| 31. A boca do justo jorra sabedoria, mas a língua da perversidade será cortada. |
| 32. Os lábios do justo sabem o que agrada, mas a boca dos perversos, só perversidades. |
Almeida Corrigida Fiel: 82 de 365 dias