Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]
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Bíblia Completa (365 dias)
Almeida Corrigida Fiel: 81 de 365 dias
| Êxodo: 32 |
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| 1. Mas vendo o povo que Moisés tardava em descer do monte, acercou-se o povo de Arão, e disse-lhe: Levanta-te, faze-nos deuses, que vão adiante de nós; porque quanto a este Moisés, o homem que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o que lhe sucedeu. |
| 2. E Arão lhes disse: Arrancai os pendentes de ouro, que estão nas orelhas de vossas mulheres, e de vossos filhos, e de vossas filhas, e trazei-mos. |
| 3. Então todo o povo arrancou os pendentes de ouro, que estavam nas suas orelhas, e os trouxeram a Arão. |
| 4. E ele os tomou das suas mãos, e trabalhou o ouro com um buril, e fez dele um bezerro de fundição. Então disseram: Este é teu deus, ó Israel, que te tirou da terra do Egito. |
| 5. E Arão, vendo isto, edificou um altar diante dele; e apregoou Arão, e disse: Amanhã será festa ao Senhor. |
| 6. E no dia seguinte madrugaram, e ofereceram holocaustos, e trouxeram ofertas pacíficas; e o povo assentou-se a comer e a beber; depois levantou-se a folgar. |
| 7. Então disse o Senhor a Moisés: Vai, desce; porque o teu povo, que fizeste subir do Egito, se tem corrompido, |
| 8. E depressa se tem desviado do caminho que eu lhe tinha ordenado; eles fizeram para si um bezerro de fundição, e perante ele se inclinaram, e ofereceram-lhe sacrifícios, e disseram: Este é o teu deus, ó Israel, que te tirou da terra do Egito. |
| 9. Disse mais o Senhor a Moisés: Tenho visto a este povo, e eis que é povo de dura cerviz. |
| 10. Agora, pois, deixa-me, para que o meu furor se acenda contra ele, e o consuma; e eu farei de ti uma grande nação. |
| 11. Moisés, porém, suplicou ao Senhor seu Deus e disse: Ó Senhor, por que se acende o teu furor contra o teu povo, que tiraste da terra do Egito com grande força e com forte mão? |
| 12. Por que hão de falar os egípcios, dizendo: Para mal os tirou, para matá-los nos montes, e para destruí-los da face da terra? Torna-te do furor da tua ira, e arrepende-te deste mal contra o teu povo. |
| 13. Lembra-te de Abraão, de Isaque, e de Israel, os teus servos, aos quais por ti mesmo tens jurado, e lhes disseste: Multiplicarei a vossa descendência como as estrelas dos céus, e darei à vossa descendência toda esta terra, de que tenho falado, para que a possuam por herança eternamente. |
| 14. Então o Senhor arrependeu-se do mal que dissera que havia de fazer ao seu povo. |
| 15. E virou-se Moisés e desceu do monte com as duas tábuas do testemunho na mão, tábuas escritas de ambos os lados; de um e de outro lado estavam escritas. |
| 16. E aquelas tábuas eram obra de Deus; também a escritura era a mesma escritura de Deus, esculpida nas tábuas. |
| 17. E, ouvindo Josué a voz do povo que jubilava, disse a Moisés: Alarido de guerra há no arraial. |
| 18. Porém ele respondeu: Não é alarido dos vitoriosos, nem alarido dos vencidos, mas o alarido dos que cantam, eu ouço. |
| 19. E aconteceu que, chegando Moisés ao arraial, e vendo o bezerro e as danças, acendeu-se-lhe o furor, e arremessou as tábuas das suas mãos, e quebrou-as ao pé do monte; |
| 20. E tomou o bezerro que tinham feito, e queimou-o no fogo, moendo-o até que se tornou em pó; e o aspergiu sobre as águas, e deu-o a beber aos filhos de Israel. |
| 21. E Moisés perguntou a Arão: Que te tem feito este povo, que sobre ele trouxeste tamanho pecado? |
| 22. Então respondeu Arão: Não se acenda a ira do meu senhor; tu sabes que este povo é inclinado ao mal; |
| 23. E eles me disseram: Faze-nos um deus que vá adiante de nós; porque não sabemos o que sucedeu a este Moisés, a este homem que nos tirou da terra do Egito. |
| 24. Então eu lhes disse: Quem tem ouro, arranque-o; e deram-mo, e lancei-o no fogo, e saiu este bezerro. |
| 25. E, vendo Moisés que o povo estava despido, porque Arão o havia deixado despir-se para vergonha entre os seus inimigos, |
| 26. Pôs-se em pé Moisés na porta do arraial e disse: Quem é do Senhor, venha a mim. Então se ajuntaram a ele todos os filhos de Levi. |
| 27. E disse-lhes: Assim diz o Senhor Deus de Israel: Cada um ponha a sua espada sobre a sua coxa; e passai e tornai pelo arraial de porta em porta, e mate cada um a seu irmão, e cada um a seu amigo, e cada um a seu vizinho. |
| 28. E os filhos de Levi fizeram conforme à palavra de Moisés; e caíram do povo aquele dia uns três mil homens. |
| 29. Porquanto Moisés tinha dito: Consagrai hoje as vossas mãos ao Senhor; porquanto cada um será contra o seu filho e contra o seu irmão; e isto, para que ele vos conceda hoje uma bênção. |
| 30. E aconteceu que no dia seguinte Moisés disse ao povo: Vós cometestes grande pecado. Agora, porém, subirei ao Senhor; porventura farei propiciação por vosso pecado. |
| 31. Assim tornou-se Moisés ao Senhor, e disse: Ora, este povo cometeu grande pecado fazendo para si deuses de ouro. |
| 32. Agora, pois, perdoa o seu pecado; se não, risca-me, peço-te, do teu livro, que tens escrito. |
| 33. Então disse o Senhor a Moisés: Aquele que pecar contra mim, a este riscarei do meu livro. |
| 34. Vai, pois, agora, conduze este povo para onde te tenho dito; eis que o meu anjo irá adiante de ti; porém no dia da minha visitação visitarei neles o seu pecado. |
| 35. Assim feriu o Senhor o povo, por ter sido feito o bezerro que Arão tinha formado. |
| João: 12 |
| 1. Foi, pois, Jesus seis dias antes da páscoa a Betânia, onde estava Lázaro, o que falecera, e a quem ressuscitara dentre os mortos. |
| 2. Fizeram-lhe, pois, ali uma ceia, e Marta servia, e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele. |
| 3. Então Maria, tomando um arrátel de unguento de nardo puro, de muito preço, ungiu os pés de Jesus, e enxugou-lhe os pés com os seus cabelos; e encheu-se a casa do cheiro do unguento. |
| 4. Então, um dos seus discípulos, Judas Iscariotes, filho de Simão, o que havia de traí-lo, disse: |
| 5. Por que não se vendeu este unguento por trezentos dinheiros e não se deu aos pobres? |
| 6. Ora, ele disse isto, não pelo cuidado que tivesse dos pobres, mas porque era ladrão e tinha a bolsa, e tirava o que ali se lançava. |
| 7. Disse, pois, Jesus: Deixai-a; para o dia da minha sepultura guardou isto; |
| 8. Porque os pobres sempre os tendes convosco, mas a mim nem sempre me tendes. |
| 9. E muita gente dos judeus soube que ele estava ali; e foram, não só por causa de Jesus, mas também para ver a Lázaro, a quem ressuscitara dentre os mortos. |
| 10. E os principais sacerdotes tomaram deliberação para matar também a Lázaro; |
| 11. Porque muitos dos judeus, por causa dele, iam e criam em Jesus. |
| 12. No dia seguinte, ouvindo uma grande multidão, que viera à festa, que Jesus vinha a Jerusalém, |
| 13. Tomaram ramos de palmeiras, e saíram-lhe ao encontro, e clamavam: Hosana! Bendito o Rei de Israel que vem em nome do Senhor. |
| 14. E achou Jesus um jumentinho, e assentou-se sobre ele, como está escrito: |
| 15. Não temas, ó filha de Sião; eis que o teu Rei vem assentado sobre o filho de uma jumenta. |
| 16. Os seus discípulos, porém, não entenderam isto no princípio; mas, quando Jesus foi glorificado, então se lembraram de que isto estava escrito dele, e que isto lhe fizeram. |
| 17. A multidão, pois, que estava com ele quando Lázaro foi chamado da sepultura, testificava que ele o ressuscitara dentre os mortos. |
| 18. Por isso também a multidão lhe saiu ao encontro, porque tinham ouvido que ele fizera este sinal. |
| 19. Disseram, pois, os fariseus entre si: Vedes que nada aproveitais? Eis que toda a gente vai após ele. |
| 20. Ora, havia alguns gregos, entre os que tinham subido a adorar no dia da festa. |
| 21. Estes, pois, dirigiram-se a Filipe, que era de Betsaida da Galileia, e rogaram-lhe, dizendo: Senhor, queríamos ver a Jesus. |
| 22. Filipe foi dizê-lo a André, e então André e Filipe o disseram a Jesus. |
| 23. E Jesus lhes respondeu, dizendo: É chegada a hora em que o Filho do homem há de ser glorificado. |
| 24. Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto. |
| 25. Quem ama a sua vida perdê-la-á, e quem neste mundo odeia a sua vida, guardá-la-á para a vida eterna. |
| 26. Se alguém me serve, siga-me, e onde eu estiver, ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, meu Pai o honrará. |
| 27. Agora a minha alma está perturbada; e que direi eu? Pai, salva-me desta hora; mas para isto vim a esta hora. |
| 28. Pai, glorifica o teu nome. Então veio uma voz do céu que dizia: Já o tenho glorificado, e outra vez o glorificarei. |
| 29. Ora, a multidão que ali estava, e que a ouvira, dizia que havia sido um trovão. Outros diziam: Um anjo lhe falou. |
| 30. Respondeu Jesus, e disse: Não veio esta voz por amor de mim, mas por amor de vós. |
| 31. Agora é o juízo deste mundo; agora será expulso o príncipe deste mundo. |
| 32. E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim. |
| 33. E dizia isto, significando de que morte havia de morrer. |
| 34. Respondeu-lhe a multidão: Nós temos ouvido da lei, que o Cristo permanece para sempre; e como dizes tu que convém que o Filho do homem seja levantado? Quem é esse Filho do homem? |
| 35. Disse-lhes, pois, Jesus: A luz ainda está convosco por um pouco de tempo. Andai enquanto tendes luz, para que as trevas não vos apanhem; pois quem anda nas trevas não sabe para onde vai. |
| 36. Enquanto tendes luz, crede na luz, para que sejais filhos da luz. Estas coisas disse Jesus e, retirando-se, ocultou-se deles. |
| 37. E, ainda que tinha feito tantos sinais diante deles, não criam nele; |
| 38. Para que se cumprisse a palavra do profeta Isaías, que diz: Senhor, quem creu na nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do Senhor? |
| 39. Por isso não podiam crer, então Isaías disse outra vez: |
| 40. Cegou-lhes os olhos, e endureceu-lhes o coração, a fim de que não vejam com os olhos, e compreendam no coração, e se convertam, e eu os cure. |
| 41. Isaías disse isto quando viu a sua glória e falou dele. |
| 42. Apesar de tudo, até muitos dos principais creram nele; mas não o confessavam por causa dos fariseus, para não serem expulsos da sinagoga. |
| 43. Porque amavam mais a glória dos homens do que a glória de Deus. |
| 44. E Jesus clamou, e disse: Quem crê em mim, crê, não em mim, mas naquele que me enviou. |
| 45. E quem me vê a mim, vê aquele que me enviou. |
| 46. Eu sou a luz que vim ao mundo, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas. |
| 47. E se alguém ouvir as minhas palavras, e não crer, eu não o julgo; porque eu vim, não para julgar o mundo, mas para salvar o mundo. |
| 48. Quem me rejeitar a mim, e não receber as minhas palavras, já tem quem o julgue; a palavra que tenho pregado, essa o há de julgar no último dia. |
| 49. Porque eu não tenho falado de mim mesmo; mas o Pai, que me enviou, ele me deu mandamento sobre o que hei de dizer e sobre o que hei de falar. |
| 50. E sei que o seu mandamento é a vida eterna. Portanto, o que eu falo, falo-o como o Pai me tem dito. |
| Provérbios: 9 |
| 1. A sabedoria já edificou a sua casa, já lavrou as suas sete colunas. |
| 2. Já abateu os seus animais e misturou o seu vinho, e já preparou a sua mesa. |
| 3. Já ordenou às suas criadas, e está convidando desde as alturas da cidade, dizendo: |
| 4. Quem é simples, volte-se para cá. Aos faltos de senso diz: |
| 5. Vinde, comei do meu pão, e bebei do vinho que tenho misturado. |
| 6. Deixai os insensatos e vivei; e andai pelo caminho do entendimento. |
| 7. O que repreende o escarnecedor, toma afronta para si; e o que censura o ímpio recebe a sua mancha. |
| 8. Não repreendas o escarnecedor, para que não te odeie; repreende o sábio, e ele te amará. |
| 9. Dá instrução ao sábio, e ele se fará mais sábio; ensina o justo e ele aumentará em doutrina. |
| 10. O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo a prudência. |
| 11. Porque por meu intermédio se multiplicam os teus dias, e anos de vida se te aumentarão. |
| 12. Se fores sábio, para ti serás sábio; e, se fores escarnecedor, só tu o suportarás. |
| 13. A mulher louca é alvoroçadora; é simples e nada sabe. |
| 14. Assenta-se à porta da sua casa numa cadeira, nas alturas da cidade, |
| 15. E põe-se a chamar aos que vão pelo caminho, e que passam reto pelas veredas, dizendo: |
| 16. Quem é simples, volte-se para cá. E aos faltos de entendimento ela diz: |
| 17. As águas roubadas são doces, e o pão tomado às escondidas é agradável. |
| 18. Mas não sabem que ali estão os mortos; os seus convidados estão nas profundezas do inferno. |
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