Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]
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Bíblia Completa (365 dias)
Almeida Corrigida Fiel: 56 de 365 dias
| Êxodo: 7 |
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| 1. Então disse o Senhor a Moisés: Eis que te tenho posto por deus sobre Faraó, e Arão, teu irmão, será o teu profeta. |
| 2. Tu falarás tudo o que eu te mandar; e Arão, teu irmão, falará a Faraó, que deixe ir os filhos de Israel da sua terra. |
| 3. Eu, porém, endurecerei o coração de Faraó, e multiplicarei na terra do Egito os meus sinais e as minhas maravilhas. |
| 4. Faraó, pois, não vos ouvirá; e eu porei minha mão sobre o Egito, e tirarei meus exércitos, meu povo, os filhos de Israel, da terra do Egito, com grandes juízos. |
| 5. Então os egípcios saberão que eu sou o Senhor, quando estender a minha mão sobre o Egito, e tirar os filhos de Israel do meio deles. |
| 6. Assim fizeram Moisés e Arão; como o Senhor lhes ordenara, assim fizeram. |
| 7. E Moisés era da idade de oitenta anos, e Arão da idade de oitenta e três anos quando falaram a Faraó. |
| 8. E o Senhor falou a Moisés e a Arão, dizendo: |
| 9. Quando Faraó vos falar, dizendo: Fazei vós um milagre, dirás a Arão: Toma a tua vara, e lança-a diante de Faraó; e se tornará em serpente. |
| 10. Então Moisés e Arão foram a Faraó, e fizeram assim como o Senhor ordenara; e lançou Arão a sua vara diante de Faraó, e diante dos seus servos, e tornou-se em serpente. |
| 11. E Faraó também chamou os sábios e encantadores; e os magos do Egito fizeram também o mesmo com os seus encantamentos. |
| 12. Porque cada um lançou sua vara, e tornaram-se em serpentes; mas a vara de Arão tragou as varas deles. |
| 13. Porém o coração de Faraó se endureceu, e não os ouviu, como o Senhor tinha falado. |
| 14. Então disse o Senhor a Moisés: O coração de Faraó está endurecido, recusa deixar ir o povo. |
| 15. Vai pela manhã a Faraó; eis que ele sairá às águas; põe-te em frente dele na beira do rio, e tomarás em tua mão a vara que se tornou em cobra. |
| 16. E lhe dirás: O Senhor Deus dos hebreus me tem enviado a ti, dizendo: Deixa ir o meu povo, para que me sirva no deserto; porém eis que até agora não tens ouvido. |
| 17. Assim diz o Senhor: Nisto saberás que eu sou o Senhor: Eis que eu com esta vara, que tenho em minha mão, ferirei as águas que estão no rio, e tornar-se-ão em sangue. |
| 18. E os peixes, que estão no rio, morrerão, e o rio cheirará mal; e os egípcios terão nojo de beber da água do rio. |
| 19. Disse mais o Senhor a Moisés: Dize a Arão: Toma tua vara, e estende a tua mão sobre as águas do Egito, sobre as suas correntes, sobre os seus rios, e sobre os seus tanques, e sobre todo o ajuntamento das suas águas, para que se tornem em sangue; e haja sangue em toda a terra do Egito, assim nos vasos de madeira como nos de pedra. |
| 20. E Moisés e Arão fizeram assim como o Senhor tinha mandado; e Arão levantou a vara, e feriu as águas que estavam no rio, diante dos olhos de Faraó, e diante dos olhos de seus servos; e todas as águas do rio se tornaram em sangue, |
| 21. E os peixes, que estavam no rio, morreram, e o rio cheirou mal, e os egípcios não podiam beber a água do rio; e houve sangue por toda a terra do Egito. |
| 22. Porém os magos do Egito também fizeram o mesmo com os seus encantamentos; de modo que o coração de Faraó se endureceu, e não os ouviu, como o Senhor tinha dito. |
| 23. E virou-se Faraó, e foi para sua casa; nem ainda nisto pôs seu coração. |
| 24. E todos os egípcios cavaram poços junto ao rio, para beberem água; porquanto não podiam beber da água do rio. |
| 25. Assim se cumpriram sete dias, depois que o Senhor ferira o rio. |
| Lucas: 12 |
| 1. Ajuntando-se entretanto muitos milhares de pessoas, de sorte que se atropelavam uns aos outros, começou a dizer aos seus discípulos: Acautelai-vos primeiramente do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia. |
| 2. Mas nada há encoberto que não haja de ser descoberto; nem oculto, que não haja de ser sabido. |
| 3. Porquanto tudo o que em trevas dissestes, à luz será ouvido; e o que falastes ao ouvido no gabinete, sobre os telhados será apregoado. |
| 4. E digo-vos, amigos meus: Não temais os que matam o corpo e, depois, não têm mais que fazer. |
| 5. Mas eu vos mostrarei a quem deveis temer; temei aquele que, depois de matar, tem poder para lançar no inferno; sim, vos digo, a esse temei. |
| 6. Não se vendem cinco passarinhos por dois asses? E nenhum deles está esquecido diante de Deus. |
| 7. E até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais pois; mais valeis vós do que muitos passarinhos. |
| 8. E digo-vos que todo aquele que me confessar diante dos homens também o Filho do homem o confessará diante dos anjos de Deus. |
| 9. Mas quem me negar diante dos homens será negado diante dos anjos de Deus. |
| 10. E a todo aquele que disser uma palavra contra o Filho do homem ser-lhe-á perdoada, mas ao que blasfemar contra o Espírito Santo não lhe será perdoado. |
| 11. E, quando vos conduzirem às sinagogas, aos magistrados e autoridades, não estejais ansiosos de como ou do que haveis de responder, nem do que haveis de dizer. |
| 12. Porque na mesma hora vos ensinará o Espírito Santo o que deveis falar. |
| 13. E disse-lhe um da multidão: Mestre, dize a meu irmão que reparta comigo a herança. |
| 14. Mas ele lhe disse: Homem, quem me pôs a mim por juiz ou repartidor entre vós? |
| 15. E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui. |
| 16. E propôs-lhe uma parábola, dizendo: A herdade de um homem rico tinha produzido com abundância; |
| 17. E ele arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei? Não tenho onde recolher os meus frutos. |
| 18. E disse: Farei isto: Derrubarei os meus celeiros, e edificarei outros maiores, e ali recolherei todas as minhas novidades e os meus bens; |
| 19. E direi a minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e folga. |
| 20. Mas Deus lhe disse: Louco! Esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? |
| 21. Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus. |
| 22. E disse aos seus discípulos: Portanto vos digo: Não estejais apreensivos pela vossa vida, sobre o que comereis, nem pelo corpo, sobre o que vestireis. |
| 23. Mais é a vida do que o sustento, e o corpo mais do que as vestes. |
| 24. Considerai os corvos, que nem semeiam, nem segam, nem têm despensa nem celeiro, e Deus os alimenta; quanto mais valeis vós do que as aves? |
| 25. E qual de vós, sendo ansioso, pode acrescentar um côvado à sua estatura? |
| 26. Pois, se nem ainda podeis as coisas mínimas, por que estais ansiosos pelas outras? |
| 27. Considerai os lírios, como eles crescem; não trabalham, nem fiam; e digo-vos que nem ainda Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como um deles. |
| 28. E, se Deus assim veste a erva que hoje está no campo e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós, homens de pequena fé? |
| 29. Não pergunteis, pois, que haveis de comer, ou que haveis de beber, e não andeis inquietos. |
| 30. Porque as nações do mundo buscam todas essas coisas; mas vosso Pai sabe que precisais delas. |
| 31. Buscai antes o reino de Deus, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. |
| 32. Não temais, ó pequeno rebanho, porque a vosso Pai agradou dar-vos o reino. |
| 33. Vendei o que tendes, e dai esmolas. Fazei para vós bolsas que não se envelheçam; tesouro nos céus que nunca acabe, aonde não chega ladrão e a traça não rói. |
| 34. Porque, onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração. |
| 35. Estejam cingidos os vossos lombos, e acesas as vossas candeias. |
| 36. E sede vós semelhantes aos homens que esperam o seu senhor, quando houver de voltar das bodas, para que, quando vier, e bater, logo possam abrir-lhe. |
| 37. Bem-aventurados aqueles servos, os quais, quando o Senhor vier, achar vigiando! Em verdade vos digo que se cingirá, e os fará assentar à mesa e, chegando-se, os servirá. |
| 38. E, se vier na segunda vigília, e se vier na terceira vigília, e os achar assim, bem-aventurados são os tais servos. |
| 39. Sabei, porém, isto: Que, se o pai de família soubesse a que hora havia de vir o ladrão, vigiaria, e não deixaria minar a sua casa. |
| 40. Portanto, estai vós também preparados; porque virá o Filho do homem à hora que não imaginais. |
| 41. E disse-lhe Pedro: Senhor, dizes essa parábola a nós, ou também a todos? |
| 42. E disse o Senhor: Qual é, pois, o mordomo fiel e prudente, a quem o senhor pôs sobre os seus servos, para lhes dar a tempo a ração? |
| 43. Bem-aventurado aquele servo a quem o seu senhor, quando vier, achar fazendo assim. |
| 44. Em verdade vos digo que sobre todos os seus bens o porá. |
| 45. Mas, se aquele servo disser em seu coração: O meu senhor tarda em vir; e começar a espancar os criados e criadas, e a comer, e a beber, e a embriagar-se, |
| 46. Virá o senhor daquele servo no dia em que o não espera, e numa hora que ele não sabe, e separá-lo-á, e lhe dará a sua parte com os infiéis. |
| 47. E o servo que soube a vontade do seu senhor, e não se aprontou, nem fez conforme a sua vontade, será castigado com muitos açoites; |
| 48. Mas o que a não soube, e fez coisas dignas de açoites, com poucos açoites será castigado. E, a qualquer que muito for dado, muito se lhe pedirá, e ao que muito se lhe confiou, muito mais se lhe pedirá. |
| 49. Vim lançar fogo na terra; e que mais quero, se já está aceso? |
| 50. Importa, porém, que seja batizado com um certo batismo; e como me angustio até que venha a cumprir-se! |
| 51. Cuidais vós que vim trazer paz à terra? Não, vos digo, mas antes dissensão; |
| 52. Porque daqui em diante estarão cinco divididos numa casa: Três contra dois, e dois contra três. |
| 53. O pai estará dividido contra o filho, e o filho contra o pai; a mãe contra a filha, e a filha contra a mãe; a sogra contra sua nora, e a nora contra sua sogra. |
| 54. E dizia também à multidão: Quando vedes a nuvem que vem do ocidente, logo dizeis: Lá vem chuva, e assim sucede. |
| 55. E, quando assopra o sul, dizeis: Haverá calma; e assim sucede. |
| 56. Hipócritas, sabeis discernir a face da terra e do céu; como não sabeis então discernir este tempo? |
| 57. E por que não julgais também por vós mesmos o que é justo? |
| 58. Quando, pois, fores com o teu adversário ao magistrado, procura livrar-te dele no caminho; para que não suceda que te conduza ao juiz, e o juiz te entregue ao oficial, e o oficial te lance na prisão. |
| 59. Digo-te que não sairás dali enquanto não pagares o derradeiro ceitil. |
| Jó: 25 |
| 1. Então respondeu Bildade, o suíta, e disse: |
| 2. Com ele estão domínio e temor; ele faz paz nas suas alturas. |
| 3. Porventura têm número as suas tropas? E sobre quem não se levanta a sua luz? |
| 4. Como, pois, seria justo o homem para com Deus, e como seria puro aquele que nasce de mulher? |
| 5. Eis que até a lua não resplandece, e as estrelas não são puras aos seus olhos. |
| 6. E quanto menos o homem, que é um verme, e o filho do homem, que é um vermezinho! |
| Jó: 26 |
| 1. Jó, porém, respondeu, dizendo: |
| 2. Como ajudaste aquele que não tinha força, e sustentaste o braço que não tinha vigor? |
| 3. Como aconselhaste aquele que não tinha sabedoria, e plenamente fizeste saber a causa, assim como era? |
| 4. A quem proferiste palavras, e de quem é o espírito que saiu de ti? |
| 5. Os mortos tremem debaixo das águas, com os seus moradores. |
| 6. O inferno está nu perante ele, e não há coberta para a perdição. |
| 7. O norte estende sobre o vazio; e suspende a terra sobre o nada. |
| 8. Prende as águas nas suas nuvens, todavia a nuvem não se rasga debaixo delas. |
| 9. Encobre a face do seu trono, e sobre ele estende a sua nuvem. |
| 10. Marcou um limite sobre a superfície das águas em redor, até aos confins da luz e das trevas. |
| 11. As colunas do céu tremem, e se espantam da sua ameaça. |
| 12. Com a sua força fende o mar, e com o seu entendimento abate a soberba. |
| 13. Pelo seu Espírito ornou os céus; a sua mão formou a serpente enroscadiça. |
| 14. Eis que isto são apenas as orlas dos seus caminhos; e quão pouco é o que temos ouvido dele! Quem, pois, entenderia o trovão do seu poder? |
Almeida Corrigida Fiel: 56 de 365 dias