Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]
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Bíblia Completa (365 dias)
Almeida Corrigida Fiel: 55 de 365 dias
| Êxodo: 6 |
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| 1. Então disse o Senhor a Moisés: Agora verás o que hei de fazer a Faraó; porque por uma mão poderosa os deixará ir, sim, por uma mão poderosa os lançará de sua terra. |
| 2. Falou mais Deus a Moisés, e disse: Eu sou o Senhor. |
| 3. E eu apareci a Abraão, a Isaque, e a Jacó, como o Deus Todo-Poderoso; mas pelo meu nome, o Senhor, não lhes fui perfeitamente conhecido. |
| 4. E também estabeleci a minha aliança com eles, para dar-lhes a terra de Canaã, a terra de suas peregrinações, na qual foram peregrinos. |
| 5. E também tenho ouvido o gemido dos filhos de Israel, aos quais os egípcios fazem servir, e lembrei-me da minha aliança. |
| 6. Portanto dize aos filhos de Israel: Eu sou o Senhor, e vos tirarei de debaixo das cargas dos egípcios, e vos livrarei da servidão, e vos resgatarei com braço estendido e com grandes juízos. |
| 7. E eu vos tomarei por meu povo, e serei vosso Deus; e sabereis que eu sou o Senhor vosso Deus, que vos tiro de debaixo das cargas dos egípcios; |
| 8. E eu vos levarei à terra, acerca da qual levantei minha mão, jurando que a daria a Abraão, a Isaque e a Jacó, e vo-la darei por herança, eu o Senhor. |
| 9. Deste modo falou Moisés aos filhos de Israel, mas eles não ouviram a Moisés, por causa da angústia de espírito e da dura servidão. |
| 10. Falou mais o Senhor a Moisés, dizendo: |
| 11. Entra, e fala a Faraó rei do Egito, que deixe sair os filhos de Israel da sua terra. |
| 12. Moisés, porém, falou perante o Senhor, dizendo: Eis que os filhos de Israel não me têm ouvido; como, pois, Faraó me ouvirá? Também eu sou incircunciso de lábios. |
| 13. Todavia o Senhor falou a Moisés e a Arão, e deu-lhes mandamento para os filhos de Israel, e para Faraó rei do Egito, para que tirassem os filhos de Israel da terra do Egito. |
| 14. Estas são as cabeças das casas de seus pais: Os filhos de Rúben, o primogênito de Israel: Enoque e Palu, Hezrom e Carmi; estas são as famílias de Rúben. |
| 15. E os filhos de Simeão: Jemuel, Jamin, Oade, Jaquim, Zoar e Saul, filho de uma cananeia; estas são as famílias de Simeão. |
| 16. E estes são os nomes dos filhos de Levi, segundo as suas gerações: Gérson, Coate e Merari; e os anos da vida de Levi foram cento e trinta e sete anos. |
| 17. Os filhos de Gérson: Libni e Simei, segundo as suas famílias; |
| 18. E os filhos de Coate: Anrão, Izar, Hebrom e Uziel; e os anos da vida de Coate foram cento e trinta e três anos. |
| 19. E os filhos de Merari: Mali e Musi; estas são as famílias de Levi, segundo as suas gerações. |
| 20. E Anrão tomou por mulher a Joquebede, sua tia, e ela deu-lhe Arão e Moisés: e os anos da vida de Anrão foram cento e trinta e sete anos. |
| 21. E os filhos de Izar: Corá, Nefegue e Zicri. |
| 22. E os filhos de Uziel: Misael, Elzafã e Sitri. |
| 23. E Arão tomou por mulher a Eliseba, filha de Aminadabe, irmã de Naasson; e ela deu-lhe Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar. |
| 24. E os filhos de Corá: Assir, Elcana e Abiasafe; estas são as famílias dos coraítas. |
| 25. E Eleazar, filho de Arão, tomou por mulher uma das filhas de Putiel, e ela deu-lhe a Fineias; estes são os cabeças dos pais dos levitas, segundo as suas famílias. |
| 26. Estes são Arão e Moisés, aos quais o Senhor disse: Tirai os filhos de Israel da terra do Egito, segundo os seus exércitos. |
| 27. Estes são os que falaram a Faraó, rei do Egito, para que tirasse do Egito os filhos de Israel; estes são Moisés e Arão. |
| 28. E aconteceu que naquele dia, quando o Senhor falou a Moisés na terra do Egito, |
| 29. Falou o Senhor a Moisés, dizendo: Eu sou o Senhor; fala a Faraó, rei do Egito, tudo quanto eu te digo. |
| 30. Então disse Moisés perante o Senhor: Eis que eu sou incircunciso de lábios; como, pois, Faraó me ouvirá? |
| Lucas: 11 |
| 1. E aconteceu que, estando ele a orar num certo lugar, quando acabou, lhe disse um dos seus discípulos: Senhor, ensina-nos a orar, como também João ensinou aos seus discípulos. |
| 2. E ele lhes disse: Quando orardes, dizei: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; seja feita a tua vontade, assim na terra, como no céu. |
| 3. Dá-nos cada dia o nosso pão cotidiano; |
| 4. E perdoa-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos a qualquer que nos deve, e não nos conduzas à tentação, mas livra-nos do mal. |
| 5. Disse-lhes também: Qual de vós terá um amigo, e, se for procurá-lo à meia-noite, e lhe disser: Amigo, empresta-me três pães, |
| 6. Pois que um amigo meu chegou a minha casa, vindo de caminho, e não tenho que apresentar-lhe; |
| 7. Se ele, respondendo de dentro, disser: Não me importunes; já está a porta fechada, e os meus filhos estão comigo na cama; não posso levantar-me para tos dar; |
| 8. Digo-vos que, ainda que não se levante a dar-lhos, por ser seu amigo, levantar-se-á, todavia, por causa da sua importunação, e lhe dará tudo o que houver mister. |
| 9. E eu vos digo a vós: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á; |
| 10. Porque qualquer que pede recebe; e quem busca acha; e a quem bate abrir-se-lhe-á. |
| 11. E qual o pai de entre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, também, se lhe pedir peixe, lhe dará por peixe uma serpente? |
| 12. Ou, também, se lhe pedir um ovo, lhe dará um escorpião? |
| 13. Pois se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem? |
| 14. E estava ele expulsando um demônio, o qual era mudo. E aconteceu que, saindo o demônio, o mudo falou; e maravilhou-se a multidão. |
| 15. Mas alguns deles diziam: Ele expulsa os demônios por Belzebu, príncipe dos demônios. |
| 16. E outros, tentando-o, pediam-lhe um sinal do céu. |
| 17. Mas, conhecendo ele os seus pensamentos, disse-lhes: Todo o reino, dividido contra si mesmo, será assolado; e uma casa, dividida contra a própria casa, cairá. |
| 18. E, se também Satanás está dividido contra si mesmo, como subsistirá o seu reino? Pois dizeis que eu expulso os demônios por Belzebu. |
| 19. E, se eu expulso os demônios por Belzebu, por quem os expulsam vossos filhos? Eles, pois, serão os vossos juízes. |
| 20. Mas, se eu expulso os demônios pelo dedo de Deus, certamente a vós é chegado o reino de Deus. |
| 21. Quando o valente guarda, armado, a sua casa, em segurança está tudo quanto tem; |
| 22. Mas, sobrevindo outro mais valente do que ele, e vencendo-o, tira-lhe toda a sua armadura em que confiava, e reparte os seus despojos. |
| 23. Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha. |
| 24. Quando o espírito imundo tem saído do homem, anda por lugares secos, buscando repouso; e, não o achando, diz: Tornarei para minha casa, de onde saí. |
| 25. E, chegando, acha-a varrida e adornada. |
| 26. Então vai, e leva consigo outros sete espíritos piores do que ele e, entrando, habitam ali; e o último estado desse homem é pior do que o primeiro. |
| 27. E aconteceu que, dizendo ele estas coisas, uma mulher dentre a multidão, levantando a voz, lhe disse: Bem-aventurado o ventre que te trouxe e os peitos em que mamaste. |
| 28. Mas ele disse: Antes bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a guardam. |
| 29. E, ajuntando-se a multidão, começou a dizer: Maligna é esta geração; ela pede um sinal; e não lhe será dado sinal, senão o sinal do profeta Jonas; |
| 30. Porquanto, assim como Jonas foi sinal para os ninivitas, assim o Filho do homem o será também para esta geração. |
| 31. A rainha do sul se levantará no juízo com os homens desta geração, e os condenará; pois dos confins da terra veio ouvir a sabedoria de Salomão; e eis aqui quem é maior do que Salomão. |
| 32. Os homens de Nínive se levantarão no juízo com esta geração, e a condenarão; pois se converteram com a pregação de Jonas; e eis aqui quem é maior do que Jonas. |
| 33. E ninguém, acendendo uma candeia, a põe em oculto, nem debaixo do alqueire, mas no velador, para que os que entram vejam a luz. |
| 34. A candeia do corpo é o olho. Sendo, pois, o teu olho simples, também todo o teu corpo será luminoso; mas, se for mau, também o teu corpo será tenebroso. |
| 35. Vê, pois, que a luz que em ti há não sejam trevas. |
| 36. Se, pois, todo o teu corpo é luminoso, não tendo em trevas parte alguma, todo será luminoso, como quando a candeia te ilumina com o seu resplendor. |
| 37. E, estando ele ainda falando, rogou-lhe um fariseu que fosse jantar com ele; e, entrando, assentou-se à mesa. |
| 38. Mas o fariseu admirou-se, vendo que não se lavara antes de jantar. |
| 39. E o Senhor lhe disse: Agora vós, os fariseus, limpais o exterior do copo e do prato; mas o vosso interior está cheio de rapina e maldade. |
| 40. Loucos! Quem fez o exterior não fez também o interior? |
| 41. Antes dai esmola do que tiverdes, e eis que tudo vos será limpo. |
| 42. Mas ai de vós, fariseus, que dizimais a hortelã, e a arruda, e toda a hortaliça, e desprezais o juízo e o amor de Deus. Importava fazer estas coisas, e não deixar as outras. |
| 43. Ai de vós, fariseus, que amais os primeiros assentos nas sinagogas, e as saudações nas praças. |
| 44. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Que sois como as sepulturas que não aparecem, e os homens que sobre elas andam não o sabem. |
| 45. E, respondendo um dos doutores da lei, disse-lhe: Mestre, quando dizes isso, também nos afrontas a nós. |
| 46. E ele lhe disse: Ai de vós também, doutores da lei, que carregais os homens com cargas difíceis de transportar, e vós mesmos nem ainda com um dos vossos dedos tocais essas cargas. |
| 47. Ai de vós que edificais os sepulcros dos profetas, e vossos pais os mataram. |
| 48. Bem testificais, pois, que consentis nas obras de vossos pais; porque eles os mataram, e vós edificais os seus sepulcros. |
| 49. Por isso diz também a sabedoria de Deus: Profetas e apóstolos lhes mandarei; e eles matarão uns, e perseguirão outros; |
| 50. Para que desta geração seja requerido o sangue de todos os profetas que, desde a fundação do mundo, foi derramado; |
| 51. Desde o sangue de Abel, até ao sangue de Zacarias, que foi morto entre o altar e o templo; assim, vos digo, será requerido desta geração. |
| 52. Ai de vós, doutores da lei, que tirastes a chave da ciência; vós mesmos não entrastes, e impedistes os que entravam. |
| 53. E, dizendo-lhes ele isto, começaram os escribas e os fariseus a apertá-lo fortemente, e a fazê-lo falar acerca de muitas coisas, |
| 54. Armando-lhe ciladas, e procurando apanhar da sua boca alguma coisa para o acusarem. |
| Jó: 24 |
| 1. Visto que do Todo-Poderoso não se encobriram os tempos, por que, os que o conhecem, não veem os seus dias? |
| 2. Até os limites removem; roubam os rebanhos, e os apascentam. |
| 3. Do órfão levam o jumento; tomam em penhor o boi da viúva. |
| 4. Desviam do caminho os necessitados; e os pobres da terra juntos se escondem. |
| 5. Eis que, como jumentos monteses no deserto, saem à sua obra, madrugando para a presa; a campina dá mantimento a eles e aos seus filhos. |
| 6. No campo segam o seu pasto, e vindimam a vinha do ímpio. |
| 7. Ao nu fazem passar a noite sem roupa, não tendo ele coberta contra o frio. |
| 8. Pelas chuvas das montanhas são molhados e, não tendo refúgio, abraçam-se com as rochas. |
| 9. Ao orfãozinho arrancam dos peitos, e tomam o penhor do pobre. |
| 10. Fazem com que os nus vão sem roupa e aos famintos tiram as espigas. |
| 11. Dentro das suas paredes espremem o azeite; pisam os lagares, e ainda têm sede. |
| 12. Desde as cidades gemem os homens, e a alma dos feridos exclama, e contudo Deus lho não imputa como loucura. |
| 13. Eles estão entre os que se opõem à luz; não conhecem os seus caminhos, e não permanecem nas suas veredas. |
| 14. De madrugada se levanta o homicida, mata o pobre e necessitado, e de noite é como o ladrão. |
| 15. Assim como o olho do adúltero aguarda o crepúsculo, dizendo: Não me verá olho nenhum; e oculta o rosto, |
| 16. Nas trevas minam as casas, que de dia se marcaram; não conhecem a luz. |
| 17. Porque a manhã para todos eles é como sombra de morte; pois, sendo conhecidos, sentem os pavores da sombra da morte. |
| 18. É ligeiro sobre a superfície das águas; maldita é a sua parte sobre a terra; não volta pelo caminho das vinhas. |
| 19. A secura e o calor desfazem as águas da neve; assim desfará a sepultura aos que pecaram. |
| 20. A madre se esquecerá dele, os vermes o comerão gostosamente; nunca mais haverá lembrança dele; e a iniquidade se quebrará como uma árvore. |
| 21. Aflige à estéril que não dá à luz, e à viúva não faz bem. |
| 22. Até aos poderosos arrasta com a sua força; se ele se levanta, não há vida segura. |
| 23. Se Deus lhes dá descanso, estribam-se nisso; seus olhos porém estão nos caminhos deles. |
| 24. Por um pouco se exaltam, e logo desaparecem; são abatidos, encerrados como todos os demais; e cortados como as cabeças das espigas. |
| 25. Se agora não é assim, quem me desmentirá e desfará as minhas razões? |
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