Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]
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Bíblia Completa (365 dias)
Almeida Corrigida Fiel: 46 de 365 dias
| Gênesis: 47 |
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| 1. Então veio José e anunciou a Faraó, e disse: Meu pai e os meus irmãos e as suas ovelhas, e as suas vacas, com tudo o que têm, são vindos da terra de Canaã, e eis que estão na terra de Gósen. |
| 2. E tomou uma parte de seus irmãos, a saber, cinco homens, e os pôs diante de Faraó. |
| 3. Então disse Faraó a seus irmãos: Qual é o vosso negócio? E eles disseram a Faraó: Teus servos são pastores de ovelhas, tanto nós como nossos pais. |
| 4. Disseram mais a Faraó: Viemos para peregrinar nesta terra; porque não há pasto para as ovelhas de teus servos, porquanto a fome é grave na terra de Canaã; agora, pois, rogamos-te que teus servos habitem na terra de Gósen. |
| 5. Então falou Faraó a José, dizendo: Teu pai e teus irmãos vieram a ti; |
| 6. A terra do Egito está diante de ti; no melhor da terra faze habitar teu pai e teus irmãos; habitem na terra de Gósen, e se sabes que entre eles há homens valentes, os porás por maiorais do gado, sobre o que eu tenho. |
| 7. E trouxe José a Jacó, seu pai, e o apresentou a Faraó; e Jacó abençoou a Faraó. |
| 8. E Faraó disse a Jacó: Quantos são os dias dos anos da tua vida? |
| 9. E Jacó disse a Faraó: Os dias dos anos das minhas peregrinações são cento e trinta anos, poucos e maus foram os dias dos anos da minha vida, e não chegaram aos dias dos anos da vida de meus pais nos dias das suas peregrinações. |
| 10. E Jacó abençoou a Faraó, e saiu da sua presença. |
| 11. E José fez habitar a seu pai e seus irmãos e deu-lhes possessão na terra do Egito, no melhor da terra, na terra de Ramessés, como Faraó ordenara. |
| 12. E José sustentou de pão a seu pai, seus irmãos e toda a casa de seu pai, segundo as suas famílias. |
| 13. E não havia pão em toda a terra, porque a fome era muito grave; de modo que a terra do Egito e a terra de Canaã desfaleciam por causa da fome. |
| 14. Então José recolheu todo o dinheiro que se achou na terra do Egito, e na terra de Canaã, pelo trigo que compravam; e José trouxe o dinheiro à casa de Faraó. |
| 15. Acabando-se, pois, o dinheiro da terra do Egito, e da terra de Canaã, vieram todos os egípcios a José, dizendo: Dá-nos pão; por que morreremos em tua presença? porquanto o dinheiro nos falta. |
| 16. E José disse: Dai o vosso gado, e eu vo-lo darei por vosso gado, se falta o dinheiro. |
| 17. Então trouxeram o seu gado a José; e José deu-lhes pão em troca de cavalos, e pelo rebanho das ovelhas, e pelo rebanho das vacas e dos jumentos; e os sustentou de pão aquele ano por todo o seu gado. |
| 18. E acabado aquele ano, vieram a ele no segundo ano e disseram-lhe: Não ocultaremos ao meu senhor que o dinheiro acabou; e meu senhor possui os rebanhos de animais, e nenhuma outra coisa nos ficou diante de meu senhor, senão o nosso corpo e a nossa terra; |
| 19. Por que morreremos diante dos teus olhos, tanto nós como a nossa terra? Compra-nos a nós e a nossa terra por pão, e nós e a nossa terra seremos servos de Faraó; e dá-nos semente, para que vivamos, e não morramos, e a terra não se desole. |
| 20. Assim José comprou toda a terra do Egito para Faraó, porque os egípcios venderam cada um o seu campo, porquanto a fome prevaleceu sobre eles; e a terra ficou sendo de Faraó. |
| 21. E, quanto ao povo, fê-lo passar às cidades, desde uma extremidade da terra do Egito até a outra extremidade. |
| 22. Somente a terra dos sacerdotes não a comprou, porquanto os sacerdotes tinham porção de Faraó, e eles comiam a sua porção que Faraó lhes tinha dado; por isso não venderam a sua terra. |
| 23. Então disse José ao povo: Eis que hoje tenho comprado a vós e a vossa terra para Faraó; eis aí tendes semente para vós, para que semeeis a terra. |
| 24. Há de ser, porém, que das colheitas dareis o quinto a Faraó, e as quatro partes serão vossas, para semente do campo, e para o vosso mantimento, e dos que estão nas vossas casas, e para que comam vossos filhos. |
| 25. E disseram: A vida nos tens dado; achemos graça aos olhos de meu senhor, e seremos servos de Faraó. |
| 26. José, pois, estabeleceu isto por estatuto, até ao dia de hoje, sobre a terra do Egito, que Faraó tirasse o quinto; só a terra dos sacerdotes não ficou sendo de Faraó. |
| 27. Assim habitou Israel na terra do Egito, na terra de Gósen, e nela tomaram possessão, e frutificaram, e multiplicaram-se muito. |
| 28. E Jacó viveu na terra do Egito dezessete anos, de sorte que os dias de Jacó, os anos da sua vida, foram cento e quarenta e sete anos. |
| 29. Chegando-se, pois, o tempo da morte de Israel, chamou a José, seu filho, e disse-lhe: Se agora tenho achado graça em teus olhos, rogo-te que ponhas a tua mão debaixo da minha coxa, e usa comigo de beneficência e verdade; rogo-te que não me enterres no Egito, |
| 30. Mas que eu jaza com os meus pais; por isso me levarás do Egito e me enterrarás na sepultura deles. E ele disse: Farei conforme a tua palavra. |
| 31. E disse ele: Jura-me. E ele jurou-lhe; e Israel inclinou-se sobre a cabeceira da cama. |
| Lucas: 2 |
| 1. E aconteceu naqueles dias que saiu um decreto da parte de César Augusto, para que todo o mundo se alistasse |
| 2. (Este primeiro alistamento foi feito sendo Quirino presidente da Síria). |
| 3. E todos iam alistar-se, cada um à sua própria cidade. |
| 4. E subiu também José da Galileia, da cidade de Nazaré, à Judeia, à cidade de Davi, chamada Belém (porque era da casa e família de Davi), |
| 5. A fim de alistar-se com sua mulher Maria, desposada com ele, a qual estava grávida. |
| 6. E aconteceu que, estando eles ali, se cumpriram os dias em que ela havia de dar à luz. |
| 7. E deu à luz a seu filho primogênito, e envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem. |
| 8. Ora, havia naquela mesma comarca pastores que estavam no campo, e guardavam, durante as vigílias da noite, o seu rebanho. |
| 9. E eis que o anjo do Senhor veio sobre eles, e a glória do Senhor os cercou de resplendor, e tiveram grande temor. |
| 10. E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo: |
| 11. Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor. |
| 12. E isto vos será por sinal: Achareis o menino envolto em panos, e deitado numa manjedoura. |
| 13. E, no mesmo instante, apareceu com o anjo uma multidão dos exércitos celestiais, louvando a Deus, e dizendo: |
| 14. Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens. |
| 15. E aconteceu que, ausentando-se deles os anjos para o céu, disseram os pastores uns aos outros: Vamos, pois, até Belém, e vejamos isso que aconteceu, e que o Senhor nos fez saber. |
| 16. E foram apressadamente, e acharam Maria, e José, e o menino deitado na manjedoura. |
| 17. E, vendo-o, divulgaram a palavra que acerca do menino lhes fora dita; |
| 18. E todos os que a ouviram se maravilharam do que os pastores lhes diziam. |
| 19. Mas Maria guardava todas estas coisas, conferindo-as em seu coração. |
| 20. E voltaram os pastores, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes havia sido dito. |
| 21. E, quando os oito dias foram cumpridos, para circuncidar o menino, foi-lhe dado o nome de Jesus, que pelo anjo lhe fora posto antes que no ventre fosse concebido. |
| 22. E, cumprindo-se os dias da purificação dela, segundo a lei de Moisés, o levaram a Jerusalém, para o apresentarem ao Senhor |
| 23. (Segundo o que está escrito na lei do Senhor: Todo o macho que abrir a madre será consagrado ao Senhor); |
| 24. E para oferecer o sacrifício segundo o disposto na lei do Senhor: Um par de rolas ou dois pombinhos. |
| 25. Havia em Jerusalém um homem cujo nome era Simeão; e este homem era justo e temente a Deus, esperando a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava sobre ele. |
| 26. E fora-lhe revelado, pelo Espírito Santo, que ele não morreria antes de ter visto o Cristo do Senhor. |
| 27. E pelo Espírito foi ao templo e, quando os pais trouxeram o menino Jesus, para com ele procederem segundo o uso da lei, |
| 28. Ele, então, o tomou em seus braços, e louvou a Deus, e disse: |
| 29. Agora, Senhor, despedes em paz o teu servo, segundo a tua palavra; |
| 30. Pois já os meus olhos viram a tua salvação, |
| 31. A qual tu preparaste perante a face de todos os povos; |
| 32. Luz para iluminar as nações, e para glória de teu povo Israel. |
| 33. E José, e sua mãe, se maravilharam das coisas que dele se diziam. |
| 34. E Simeão os abençoou, e disse a Maria, sua mãe: Eis que este é posto para queda e elevação de muitos em Israel, e para sinal que é contraditado |
| 35. (E uma espada traspassará também a tua própria alma); para que se manifestem os pensamentos de muitos corações. |
| 36. E estava ali a profetisa Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Esta era já avançada em idade, e tinha vivido com o marido sete anos, desde a sua virgindade; |
| 37. E era viúva, de quase oitenta e quatro anos, e não se afastava do templo, servindo a Deus em jejuns e orações, de noite e de dia. |
| 38. E sobrevindo na mesma hora, ela dava graças a Deus, e falava dele a todos os que esperavam a redenção em Jerusalém. |
| 39. E, quando acabaram de cumprir tudo segundo a lei do Senhor, voltaram à Galileia, para a sua cidade de Nazaré. |
| 40. E o menino crescia, e era fortalecido em espírito, e cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele. |
| 41. Ora, todos os anos iam seus pais a Jerusalém à festa da páscoa; |
| 42. E, tendo ele já doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume do dia da festa. |
| 43. E, regressando eles, terminados aqueles dias, ficou o menino Jesus em Jerusalém, e não o soube José, nem sua mãe. |
| 44. Pensando, porém, eles que viria de companhia pelo caminho, andaram caminho de um dia, e procuravam-no entre os parentes, e entre os conhecidos; |
| 45. E, como o não encontraram, voltaram a Jerusalém em busca dele. |
| 46. E aconteceu que, passados três dias, o acharam no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os, e interrogando-os. |
| 47. E todos os que o ouviam admiravam a sua inteligência e respostas. |
| 48. E quando o viram, maravilharam-se, e disse-lhe sua mãe: Filho, por que fizeste assim para conosco? Eis que teu pai e eu ansiosos te procurávamos. |
| 49. E ele lhes disse: Por que é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai? |
| 50. E eles não compreenderam as palavras que lhes dizia. |
| 51. E desceu com eles, e foi para Nazaré, e era-lhes sujeito. E sua mãe guardava no seu coração todas estas coisas. |
| 52. E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens. |
| Jó: 14 |
| 1. O homem, nascido da mulher, é de poucos dias e farto de inquietação. |
| 2. Sai como a flor, e murcha; foge também como a sombra, e não permanece. |
| 3. E sobre este tal abres os teus olhos, e a mim me fazes entrar no juízo contigo. |
| 4. Quem do imundo tirará o puro? Ninguém. |
| 5. Visto que os seus dias estão determinados, contigo está o número dos seus meses; e tu lhe puseste limites, e não passará além deles. |
| 6. Desvia-te dele, para que tenha repouso, até que, como o jornaleiro, tenha contentamento no seu dia. |
| 7. Porque há esperança para a árvore que, se for cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus renovos. |
| 8. Se envelhecer na terra a sua raiz, e o seu tronco morrer no pó, |
| 9. Ao cheiro das águas brotará, e dará ramos como uma planta. |
| 10. Porém, morto o homem, é consumido; sim, rendendo o homem o espírito, então onde está ele? |
| 11. Como as águas se retiram do mar, e o rio se esgota, e fica seco, |
| 12. Assim o homem se deita, e não se levanta; até que não haja mais céus, não acordará nem despertará de seu sono. |
| 13. Quem dera que me escondesses na sepultura, e me ocultasses até que a tua ira se fosse; e me pusesses um limite, e te lembrasses de mim! |
| 14. Morrendo o homem, porventura tornará a viver? Todos os dias de meu combate esperaria, até que viesse a minha mudança. |
| 15. Chamar-me-ias, e eu te responderia, e terias afeto à obra de tuas mãos. |
| 16. Mas agora contas os meus passos; porventura não vigias sobre o meu pecado? |
| 17. A minha transgressão está selada num saco, e amontoas as minhas iniquidades. |
| 18. E, na verdade, caindo a montanha, desfaz-se; e a rocha se remove do seu lugar. |
| 19. As águas gastam as pedras, as cheias afogam o pó da terra; e tu fazes perecer a esperança do homem; |
| 20. Tu para sempre prevaleces contra ele, e ele passa; mudas o seu rosto, e o despedes. |
| 21. Os seus filhos recebem honra, sem que ele o saiba; são humilhados, sem que ele o perceba; |
| 22. Mas a sua carne nele tem dores, e a sua alma nele lamenta. |
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