Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]
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Bíblia Completa (365 dias)
Almeida Corrigida Fiel: 14 de 365 dias
| Gênesis: 15 |
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| 1. Depois destas coisas veio a palavra do Senhor a Abrão em visão, dizendo: Não temas, Abrão, eu sou o teu escudo, o teu grandíssimo galardão. |
| 2. Então disse Abrão: Senhor Deus, que me hás de dar, pois ando sem filhos, e o mordomo da minha casa é o damasceno Eliézer? |
| 3. Disse mais Abrão: Eis que não me tens dado filhos, e eis que um nascido na minha casa será o meu herdeiro. |
| 4. E eis que veio a palavra do Senhor a ele dizendo: Este não será o teu herdeiro; mas aquele que de tuas entranhas sair, este será o teu herdeiro. |
| 5. Então o levou fora, e disse: Olha agora para os céus, e conta as estrelas, se as podes contar. E disse-lhe: Assim será a tua descendência. |
| 6. E creu ele no Senhor, e imputou-lhe isto por justiça. |
| 7. Disse-lhe mais: Eu sou o Senhor, que te tirei de Ur dos caldeus, para dar-te a ti esta terra, para herdá-la. |
| 8. E disse ele: Senhor Deus, como saberei que hei de herdá-la? |
| 9. E disse-lhe: Toma-me uma bezerra de três anos, e uma cabra de três anos, e um carneiro de três anos, uma rola e um pombinho. |
| 10. E trouxe-lhe todos estes, e partiu-os pelo meio, e pôs cada parte deles em frente da outra; mas as aves não partiu. |
| 11. E as aves desciam sobre os cadáveres; Abrão, porém, as enxotava. |
| 12. E pondo-se o sol, um profundo sono caiu sobre Abrão; e eis que grande espanto e grande escuridão caiu sobre ele. |
| 13. Então disse a Abrão: Saibas, de certo, que peregrina será a tua descendência em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos, |
| 14. Mas também eu julgarei a nação, à qual ela tem de servir, e depois sairá com grande riqueza. |
| 15. E tu irás a teus pais em paz; em boa velhice serás sepultado. |
| 16. E a quarta geração tornará para cá; porque a medida da injustiça dos amorreus não está ainda cheia. |
| 17. E sucedeu que, posto o sol, houve escuridão, e eis um forno de fumaça, e uma tocha de fogo, que passou por aquelas metades. |
| 18. Naquele mesmo dia fez o Senhor uma aliança com Abrão, dizendo: À tua descendência tenho dado esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates; |
| 19. E o queneu, e o quenezeu, e o cadmoneu, |
| 20. E o heteu, e o perizeu, e os refains, |
| 21. E o amorreu, e o cananeu, e o girgaseu, e o jebuseu. |
| Mateus: 14 |
| 1. Naquele tempo ouviu Herodes, o tetrarca, a fama de Jesus, |
| 2. E disse aos seus criados: Este é João o Batista; ressuscitou dos mortos, e por isso estas maravilhas operam nele. |
| 3. Porque Herodes tinha prendido João, e tinha-o amarrado e colocado no cárcere, por causa de Herodias, mulher de seu irmão Filipe; |
| 4. Porque João lhe dissera: Não te é lícito possuí-la. |
| 5. E, querendo matá-lo, temia o povo; porque o tinham como profeta. |
| 6. Festejando-se, porém, o dia natalício de Herodes, dançou a filha de Herodias diante dele, e agradou a Herodes. |
| 7. Por isso prometeu, com juramento, dar-lhe tudo o que pedisse; |
| 8. E ela, instruída previamente por sua mãe, disse: Dá-me aqui, num prato, a cabeça de João o Batista. |
| 9. E o rei afligiu-se, mas, por causa do juramento, e dos que estavam à mesa com ele, ordenou que se lhe desse. |
| 10. E mandou degolar João no cárcere. |
| 11. E a sua cabeça foi trazida num prato, e dada à jovem, e ela a levou à sua mãe. |
| 12. E chegaram os seus discípulos, e levaram o corpo, e o sepultaram; e foram anunciá-lo a Jesus. |
| 13. E Jesus, ouvindo isto, retirou-se dali num barco, para um lugar deserto, apartado; e, sabendo-o o povo, seguiu-o a pé desde as cidades. |
| 14. E, Jesus, saindo, viu uma grande multidão, e possuído de íntima compaixão para com ela, curou os seus enfermos. |
| 15. E, sendo chegada a tarde, os seus discípulos aproximaram-se dele, dizendo: O lugar é deserto, e a hora é já avançada; despede a multidão, para que vão pelas aldeias, e comprem comida para si. |
| 16. Jesus, porém, lhes disse: Não é mister que vão; dai-lhes vós de comer. |
| 17. Então eles lhe disseram: Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes. |
| 18. E ele disse: Trazei-mos aqui. |
| 19. E, tendo mandado que a multidão se assentasse sobre a erva, tomou os cinco pães e os dois peixes, e, erguendo os olhos ao céu, os abençoou, e, partindo os pães, deu-os aos discípulos, e os discípulos à multidão. |
| 20. E comeram todos, e saciaram-se; e levantaram dos pedaços, que sobejaram, doze cestos cheios. |
| 21. E os que comeram foram quase cinco mil homens, além das mulheres e crianças. |
| 22. E logo ordenou Jesus que os seus discípulos entrassem no barco, e fossem adiante para o outro lado, enquanto despedia a multidão. |
| 23. E, despedida a multidão, subiu ao monte para orar, à parte. E, chegada já a tarde, estava ali só. |
| 24. E o barco estava já no meio do mar, açoitado pelas ondas; porque o vento era contrário; |
| 25. Mas, à quarta vigília da noite, dirigiu-se Jesus para eles, andando por cima do mar. |
| 26. E os discípulos, vendo-o andando sobre o mar, assustaram-se, dizendo: É um fantasma. E gritaram com medo. |
| 27. Jesus, porém, lhes falou logo, dizendo: Tende bom ânimo, sou eu, não temais. |
| 28. E respondeu-lhe Pedro, e disse: Senhor, se és tu, manda-me ir ter contigo por cima das águas. |
| 29. E ele disse: Vem. E Pedro, descendo do barco, andou sobre as águas para ir ter com Jesus. |
| 30. Mas, sentindo o vento forte, teve medo; e, começando a ir para o fundo, clamou, dizendo: Senhor, salva-me! |
| 31. E logo Jesus, estendendo a mão, segurou-o, e disse-lhe: Homem de pequena fé, por que duvidaste? |
| 32. E, quando subiram para o barco, acalmou o vento. |
| 33. Então aproximaram-se os que estavam no barco, e adoraram-no, dizendo: És verdadeiramente o Filho de Deus. |
| 34. E, tendo passado para o outro lado, chegaram à terra de Genesaré. |
| 35. E, quando os homens daquele lugar o conheceram, mandaram por todas aquelas terras em redor e trouxeram-lhe todos os que estavam enfermos. |
| 36. E rogavam-lhe que ao menos eles pudessem tocar a orla da sua roupa; e todos os que a tocavam ficavam sãos. |
| Neemias: 4 |
| 1. E sucedeu que, ouvindo Sambalate que edificávamos o muro, ardeu em ira, e se indignou muito; e escarneceu dos judeus. |
| 2. E falou na presença de seus irmãos, e do exército de Samaria, e disse: Que fazem estes fracos judeus? Permitir-se-lhes-á isto? Sacrificarão? Acabá-lo-ão num só dia? Vivificarão dos montões do pó as pedras que foram queimadas? |
| 3. E estava com ele Tobias, o amonita, e disse: Ainda que edifiquem, contudo, vindo uma raposa, derrubará facilmente o seu muro de pedra. |
| 4. Ouve, ó nosso Deus, que somos tão desprezados, e torna o seu opróbrio sobre a sua cabeça, e dá-os por presa, na terra do cativeiro. |
| 5. E não cubras a sua iniquidade, e não se risque de diante de ti o seu pecado, pois que te irritaram na presença dos edificadores. |
| 6. Porém edificamos o muro, e todo o muro se fechou até sua metade; porque o coração do povo se inclinava a trabalhar. |
| 7. E sucedeu que, ouvindo Sambalate e Tobias, e os árabes, os amonitas, e os asdoditas, que tanto ia crescendo a reparação dos muros de Jerusalém, que já as roturas se começavam a tapar, iraram-se sobremodo, |
| 8. E ligaram-se entre si todos, para virem guerrear contra Jerusalém, e para os desviarem do seu intento. |
| 9. Porém nós oramos ao nosso Deus e pusemos uma guarda contra eles, de dia e de noite, por causa deles. |
| 10. Então disse Judá: Já desfaleceram as forças dos carregadores, e o pó é muito, e nós não poderemos edificar o muro. |
| 11. Disseram, porém, os nossos inimigos: Nada saberão disto, nem verão, até que entremos no meio deles, e os matemos; assim faremos cessar a obra. |
| 12. E sucedeu que, vindo os judeus que habitavam entre eles, dez vezes nos disseram: De todos os lugares, tornarão contra nós. |
| 13. Então pus guardas nos lugares baixos por detrás do muro e nos altos; e pus ao povo pelas suas famílias com as suas espadas, com as suas lanças, e com os seus arcos. |
| 14. E olhei, e levantei-me, e disse aos nobres, aos magistrados, e ao restante do povo: Não os temais; lembrai-vos do grande e temível Senhor, e pelejai pelos vossos irmãos, vossos filhos, vossas filhas, vossas mulheres e vossas casas. |
| 15. E sucedeu que, ouvindo os nossos inimigos que já o sabíamos, e que Deus tinha dissipado o conselho deles, todos voltamos ao muro, cada um à sua obra. |
| 16. E sucedeu que, desde aquele dia, metade dos meus servos trabalhava na obra, e metade deles tinha as lanças, os escudos, os arcos e as couraças; e os líderes estavam por detrás de toda a casa de Judá. |
| 17. Os que edificavam o muro, os que traziam as cargas e os que carregavam, cada um com uma das mãos fazia a obra e na outra tinha as armas. |
| 18. E os edificadores cada um trazia a sua espada cingida aos lombos, e edificavam; e o que tocava a trombeta estava junto comigo. |
| 19. E disse eu aos nobres, aos magistrados e ao restante do povo: Grande e extensa é a obra, e nós estamos apartados do muro, longe uns dos outros. |
| 20. No lugar onde ouvirdes o som da trombeta, ali vos ajuntareis conosco; o nosso Deus pelejará por nós. |
| 21. Assim trabalhávamos na obra; e metade deles tinha as lanças desde a subida da alva até ao sair das estrelas. |
| 22. Também naquele tempo disse ao povo: Cada um com o seu servo fique em Jerusalém, para que à noite nos sirvam de guarda, e de dia na obra. |
| 23. E nem eu, nem meus irmãos, nem meus servos, nem os homens da guarda que me seguiam largávamos as nossas vestes; cada um tinha suas armas e água. |
Almeida Corrigida Fiel: 14 de 365 dias