Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]
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Antigo Testamento (324 dias)
Nova Versão Internacional: 154 de 324 dias
| Jó: 4 |
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| 1. Então respondeu Elifaz, de Temã: |
| 2. “Se alguém se aventurar a dizer a você uma palavra, isso tirará a sua paciência? Mas quem pode refrear as palavras? |
| 3. Pense bem! Você ensinou a tantos; fortaleceu mãos fracas. |
| 4. Suas palavras davam firmeza aos que tropeçavam; você fortaleceu joelhos vacilantes. |
| 5. Mas agora que se vê em dificuldade, você desanima; quando você é atingido, fica prostrado. |
| 6. Sua vida piedosa não inspira confiança a você? E o seu procedimento irrepreensível não dá a você esperança? |
| 7. “Reflita agora: Qual foi o inocente que chegou a perecer? Onde os íntegros sofreram destruição? |
| 8. Pelo que tenho observado, quem cultiva o mal e semeia maldade, isso também colherá. |
| 9. Pelo sopro de Deus são destruídos; pelo vento de sua ira eles perecem. |
| 10. Os leões podem rugir e rosnar, mas até os dentes dos leões fortes se quebram. |
| 11. O leão morre por falta de presa, e os filhotes da leoa se dispersam. |
| 12. “Disseram-me uma palavra em segredo, da qual os meus ouvidos captaram um murmúrio. |
| 13. Em meio a sonhos perturbadores da noite, quando cai sono profundo sobre os homens, |
| 14. temor e tremor se apoderaram de mim e fizeram estremecer todos os meus ossos. |
| 15. Um espírito roçou o meu rosto, e os pelos do meu corpo se arrepiaram. |
| 16. Ele parou, mas não pude identificá-lo. Um vulto se pôs diante dos meus olhos, e ouvi uma voz suave, que dizia: |
| 17. ‘Poderá algum mortal ser mais justo que Deus? Poderá algum homem ser mais puro que o seu Criador? |
| 18. Se Deus não confia em seus servos, se vê erro em seus anjos e os acusa, |
| 19. quanto mais nos que moram em casas de barro, cujos alicerces estão no pó! São mais facilmente esmagados que uma traça! |
| 20. Entre o alvorecer e o crepúsculo são despedaçados; perecem para sempre, sem ao menos serem notados. |
| 21. Não é certo que as cordas de suas tendas são arrancadas, e eles morrem sem sabedoria?’ |
| Jó: 5 |
| 1. “Clame, se quiser, mas quem o ouvirá? Para qual dos seres celestes você se voltará? |
| 2. O ressentimento mata o insensato, e a inveja destrói o tolo. |
| 3. Eu mesmo já vi um insensato lançar raízes, mas de repente a sua casa foi amaldiçoada. |
| 4. Seus filhos longe estão de desfrutar segurança, maltratados nos tribunais, não há quem os defenda. |
| 5. Os famintos devoram a sua colheita, tirando-a até do meio dos espinhos, e os sedentos sugam a sua riqueza. |
| 6. Pois o sofrimento não brota do pó, e as dificuldades não nascem do chão. |
| 7. No entanto, o homem nasce para as dificuldades tão certamente como as fagulhas voam para cima. |
| 8. “Mas, se fosse comigo, eu apelaria para Deus; apresentaria a ele a minha causa. |
| 9. Ele realiza maravilhas insondáveis, milagres que não se pode contar. |
| 10. Derrama chuva sobre a terra e envia água sobre os campos. |
| 11. Os humildes, ele exalta e traz os que pranteiam a um lugar de segurança. |
| 12. Ele frustra os planos dos astutos, para que fracassem as mãos deles. |
| 13. Apanha os sábios na astúcia deles, e as maquinações dos astutos são malogradas por sua precipitação. |
| 14. As trevas vêm sobre eles em pleno dia; ao meio-dia eles tateiam como se fosse noite. |
| 15. Ele salva o oprimido da espada que trazem na boca; salva-o das garras dos poderosos. |
| 16. Por isso os pobres têm esperança, e a injustiça cala a própria boca. |
| 17. “Como é feliz o homem a quem Deus corrige; portanto, não despreze a disciplina do Todo-poderoso. |
| 18. Pois ele fere, mas trata do ferido; ele machuca, mas suas mãos também curam. |
| 19. De seis desgraças ele o livrará; em sete delas você nada sofrerá. |
| 20. Na fome ele o livrará da morte e na guerra o livrará do golpe da espada. |
| 21. Você será protegido do açoite da língua e não precisará ter medo quando a destruição chegar. |
| 22. Você rirá da destruição e da fome e não precisará temer as feras da terra. |
| 23. Pois fará aliança com as pedras do campo, e os animais selvagens estarão em paz com você. |
| 24. Você saberá que a sua tenda é segura; contará os bens da sua morada e de nada achará falta. |
| 25. Você saberá que os seus filhos serão muitos, e que os seus descendentes serão como a relva da terra. |
| 26. Você irá para a sepultura em pleno vigor, como um feixe recolhido no devido tempo. |
| 27. “Verificamos isso e vimos que é verdade. Portanto, ouça e aplique isso à sua vida”. |
| Jó: 6 |
| 1. Então Jó respondeu: |
| 2. “Se tão somente pudessem pesar a minha aflição e pôr na balança a minha desgraça! |
| 3. Veriam que o seu peso é maior que o da areia dos mares. Por isso as minhas palavras são tão impetuosas. |
| 4. As flechas do Todo-poderoso estão cravadas em mim, e o meu espírito suga delas o veneno; os terrores de Deus me assediam. |
| 5. Zurra o jumento selvagem se tiver capim? Muge o boi se tiver forragem? |
| 6. Come-se sem sal uma comida insípida? E a clara do ovo, tem algum sabor? |
| 7. Recuso-me a tocar nisso; esse tipo de comida causa-me repugnância. |
| 8. “Se tão somente fosse atendido o meu pedido, se Deus me concedesse o meu desejo, |
| 9. se Deus se dispusesse a esmagar-me, a soltar a mão protetora e eliminar-me! |
| 10. Pois eu ainda teria o consolo, minha alegria em meio à dor implacável, de não ter negado as palavras do Santo. |
| 11. “Que esperança posso ter, se já não tenho forças? Como posso ter paciência, se não tenho futuro? |
| 12. Acaso tenho a força da pedra? Acaso a minha carne é de bronze? |
| 13. Haverá poder que me ajude agora que os meus recursos se foram? |
| 14. “Um homem desesperado deve receber a compaixão de seus amigos, muito embora ele tenha abandonado o temor do Todo-poderoso. |
| 15. Mas os meus irmãos enganaram-me como riachos temporários, como os riachos que transbordam |
| 16. quando o degelo os torna turvos e a neve que se derrete os faz encher, |
| 17. mas que param de fluir no tempo da seca e no calor desaparecem dos seus leitos. |
| 18. As caravanas se desviam de suas rotas; sobem para lugares desertos e perecem. |
| 19. Procuram água as caravanas de Temá, olham esperançosos os mercadores de Sabá. |
| 20. Ficam tristes, porque estavam confiantes; lá chegaram tão somente para sofrer decepção. |
| 21. Pois agora vocês de nada me valeram; contemplam minha temível situação e se enchem de medo. |
| 22. Alguma vez pedi a vocês que me dessem alguma coisa? Ou que da sua riqueza pagassem resgate por mim? |
| 23. Ou que me livrassem das mãos do inimigo? Ou que me libertassem das garras de quem me oprime? |
| 24. “Ensinem-me, e eu me calarei; mostrem-me onde errei. |
| 25. Como doem as palavras verdadeiras! Mas o que provam os argumentos de vocês? |
| 26. Vocês pretendem corrigir o que digo e tratar como vento as palavras de um homem desesperado? |
| 27. Vocês seriam capazes de pôr em sorteio o órfão e de vender um amigo por uma bagatela! |
| 28. “Mas agora, tenham a bondade de olhar para mim. Será que eu mentiria na frente de vocês? |
| 29. Reconsiderem a questão, não sejam injustos; tornem a analisá-la, pois a minha integridade está em jogo. |
| 30. Há alguma iniquidade em meus lábios? Será que a minha boca não consegue discernir a maldade? |
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