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Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]

Leitura da Bíblia

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Antigo Testamento (324 dias)

Nova Versão Internacional: 160 de 324 dias

Jó: 22
1. Então, Elifaz, de Temã, respondeu:
2. “Pode alguém ser útil a Deus? Mesmo um sábio, pode ser-lhe de algum proveito?
3. Que prazer você daria ao Todo-poderoso se você fosse justo? Que é que ele ganharia se os seus caminhos fossem irrepreensíveis?
4. “É por sua piedade que ele o repreende e faz acusações a você?
5. Não é grande a sua maldade? Não são infindos os seus pecados?
6. Sem motivo você exigia penhores dos seus irmãos; você despojava das roupas os que quase nenhuma tinham.
7. Você não deu água ao sedento e reteve a comida do faminto,
8. sendo você poderoso, dono de terras e delas vivendo, e honrado diante de todos.
9. Você mandou embora de mãos vazias as viúvas e quebrou a força dos órfãos.
10. Por isso está cercado de armadilhas e o perigo repentino o apavora.
11. Também por isso você se vê envolto em escuridão que o cega, e o cobrem as águas, em tremenda inundação.
12. “Não está Deus nas alturas dos céus? E em que altura estão as estrelas mais distantes!
13. Contudo, você diz: ‘O que sabe Deus? Poderá julgar através de tão grande escuridão?
14. Nuvens espessas o cobrem, e ele não pode ver-nos quando percorre a abóbada dos céus’.
15. Você vai continuar no velho caminho que os perversos palmilharam?
16. Estes foram levados antes da hora; seus alicerces foram arrastados por uma enchente.
17. Eles disseram a Deus: ‘Deixa-nos! O que o Todo-poderoso poderá fazer conosco?’
18. Contudo, foi ele que encheu de bens as casas deles; por isso fico longe do conselho dos ímpios.
19. “Os justos veem a ruína deles e se regozijam; os inocentes zombam deles, dizendo:
20. ‘Certo é que os nossos inimigos foram destruídos, e o fogo devorou a sua riqueza’.
21. “Sujeite-se a Deus, fique em paz com ele, e a prosperidade virá a você.
22. Aceite a instrução que vem da sua boca e ponha no coração as suas palavras.
23. Se você voltar para o Todo-poderoso, voltará ao seu lugar. Se afastar da sua tenda a injustiça,
24. lançar ao pó as suas pepitas, o seu ouro puro de Ofir às rochas dos vales,
25. o Todo-poderoso será o seu ouro, será para você prata seleta.
26. É certo que você achará prazer no Todo-poderoso e erguerá o rosto para Deus.
27. A ele orará, e ele o ouvirá, e você cumprirá os seus votos.
28. O que você decidir se fará, e a luz brilhará em seus caminhos.
29. Quando os homens forem humilhados e você disser: ‘Levanta-os!’, ele salvará o abatido.
30. Livrará até o que não é inocente, que será liberto graças à pureza que há em você, nas suas mãos”.
Jó: 23
1. Então Jó respondeu:
2. “Até agora me queixo com amargura; a mão dele é pesada, a despeito de meu gemido.
3. Se tão somente eu soubesse onde encontrá-lo e como ir à sua habitação!
4. Eu lhe apresentaria a minha causa e encheria a minha boca de argumentos.
5. Estudaria o que ele me respondesse e analisaria o que me dissesse.
6. Será que ele se oporia a mim com grande poder? Não, ele não me faria acusações.
7. O homem íntegro poderia apresentar-lhe sua causa; eu seria liberto para sempre de quem me julga.
8. “Mas, se vou para o oriente, lá ele não está; se vou para o ocidente, não o encontro.
9. Quando ele está em ação no norte, não o enxergo; quando vai para o sul, nem sombra dele eu vejo!
10. Mas ele conhece o caminho por onde ando; se me puser à prova, aparecerei como o ouro.
11. Meus pés seguiram de perto as suas pegadas; mantive-me no seu caminho sem desviar-me.
12. Não me afastei dos mandamentos dos seus lábios; dei mais valor às palavras de sua boca do que ao meu pão de cada dia.
13. “Mas ele é ele! Quem poderá fazer-lhe oposição? Ele faz o que quer.
14. Executa o seu decreto contra mim e tem muitos outros planos semelhantes.
15. Por isso fico apavorado diante dele; pensar nisso me enche de medo.
16. Deus fez desmaiar o meu coração; o Todo-poderoso causou-me pavor.
17. Contudo, não fui silenciado pelas trevas, pelas densas trevas que cobrem o meu rosto.
Jó: 24
1. “Por que o Todo-poderoso não marca as datas de julgamento? Por que aqueles que o conhecem não chegam a vê-las?
2. Há os que mudam os marcos dos limites e apascentam rebanhos que eles roubaram.
3. Levam o jumento que pertence ao órfão e tomam o boi da viúva como penhor.
4. Forçam os necessitados a sair do caminho e os pobres da terra a esconder-se.
5. Como jumentos selvagens no deserto, os pobres vão em busca de comida; da terra deserta a obtêm para os seus filhos.
6. Juntam forragem nos campos e respigam nas vinhas dos ímpios.
7. Pela falta de roupas, passam a noite nus; não têm com que cobrir-se no frio.
8. Encharcados pelas chuvas das montanhas, abraçam-se às rochas por falta de abrigo.
9. A criança órfã é arrancada do seio de sua mãe; o recém-nascido do pobre é tomado para pagar uma dívida.
10. Por falta de roupas, andam nus; carregam os feixes, mas continuam famintos.
11. Espremem azeitonas dentro dos seus muros ; pisam uvas nos lagares, mas assim mesmo sofrem sede.
12. Sobem da cidade os gemidos dos que estão para morrer, e as almas dos feridos clamam por socorro. Mas Deus não vê mal nisso.
13. “Há os que se revoltam contra a luz, não conhecem os caminhos dela e não permanecem em suas veredas.
14. De manhã o assassino se levanta e mata os pobres e os necessitados; de noite age como ladrão.
15. Os olhos do adúltero ficam à espera do crepúsculo; ‘Nenhum olho me verá’, pensa ele; e mantém oculto o rosto.
16. No escuro os homens invadem casas, mas de dia se enclausuram; não querem saber da luz.
17. Para eles a manhã é tremenda escuridão; eles são amigos dos pavores das trevas.
18. “São, porém, como espuma sobre as águas; sua parte da terra foi amaldiçoada, e por isso ninguém vai às vinhas.
19. Assim como o calor e a seca depressa consomem a neve derretida, assim a sepultura consome os que pecaram.
20. Sua mãe os esquece, os vermes se banqueteiam neles. Ninguém se lembra dos maus; quebram-se como árvores.
21. Devoram a estéril e sem filhos e não mostram bondade para com a viúva.
22. Mas Deus, por seu poder, os arranca; embora firmemente estabelecidos, a vida deles não tem segurança.
23. Ele poderá deixá-los descansar, sentindo-se seguros, mas atento os vigia nos caminhos que seguem.
24. Por um breve instante são exaltados e depois se vão, colhidos como todos os demais, ceifados como espigas de cereal.
25. “Se não é assim, quem poderá provar que minto e reduzir a nada as minhas palavras?”

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