Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]
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Antigo Testamento (324 dias)
Almeida Revista e Atualizada: 233 de 324 dias
| Eclesiastes: 10 |
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| 1. Qual a mosca morta faz o unguento do perfumador exalar mau cheiro, assim é para a sabedoria e a honra um pouco de estultícia. |
| 2. O coração do sábio se inclina para o lado direito, mas o do estulto, para o da esquerda. |
| 3. Quando o tolo vai pelo caminho, falta-lhe o entendimento; e, assim, a todos mostra que é estulto. |
| 4. Levantando-se contra ti a indignação do governador, não deixes o teu lugar, porque o ânimo sereno acalma grandes ofensores. |
| 5. Ainda há um mal que vi debaixo do sol, erro que procede do governador: |
| 6. o tolo posto em grandes alturas, mas os ricos assentados em lugar baixo. |
| 7. Vi servos a cavalo e príncipes andando a pé como servos sobre a terra. |
| 8. Quem abre uma cova nela cairá, e quem rompe um muro, mordê-lo-á uma cobra. |
| 9. Quem arranca pedras será maltratado por elas, e o que racha lenha expõe-se ao perigo. |
| 10. Se o ferro está embotado, e não se lhe afia o corte, é preciso redobrar a força; mas a sabedoria resolve com bom êxito. |
| 11. Se a cobra morder antes de estar encantada, não há vantagem no encantador. |
| 12. Nas palavras do sábio há favor, mas ao tolo os seus lábios devoram. |
| 13. As primeiras palavras da boca do tolo são estultícia, e as últimas, loucura perversa. |
| 14. O estulto multiplica as palavras, ainda que o homem não sabe o que sucederá; e quem lhe manifestará o que será depois dele? |
| 15. O trabalho do tolo o fatiga, pois nem sabe ir à cidade. |
| 16. Ai de ti, ó terra cujo rei é criança e cujos príncipes se banqueteiam já de manhã. |
| 17. Ditosa, tu, ó terra cujo rei é filho de nobres e cujos príncipes se sentam à mesa a seu tempo para refazerem as forças e não para bebedice. |
| 18. Pela muita preguiça desaba o teto, e pela frouxidão das mãos goteja a casa. |
| 19. O festim faz-se para rir, o vinho alegra a vida, e o dinheiro atende a tudo. |
| 20. Nem no teu pensamento amaldiçoes o rei, nem tampouco no mais interior do teu quarto, o rico; porque as aves dos céus poderiam levar a tua voz, e o que tem asas daria notícia das tuas palavras. |
| Eclesiastes: 11 |
| 1. Lança o teu pão sobre as águas, porque depois de muitos dias o acharás. |
| 2. Reparte com sete e ainda com oito, porque não sabes que mal sobrevirá à terra. |
| 3. Estando as nuvens cheias, derramam aguaceiro sobre a terra; caindo a árvore para o sul ou para o norte, no lugar em que cair, aí ficará. |
| 4. Quem somente observa o vento nunca semeará, e o que olha para as nuvens nunca segará. |
| 5. Assim como tu não sabes qual o caminho do vento, nem como se formam os ossos no ventre da mulher grávida, assim também não sabes as obras de Deus, que faz todas as coisas. |
| 6. Semeia pela manhã a tua semente e à tarde não repouses a mão, porque não sabes qual prosperará; se esta, se aquela ou se ambas igualmente serão boas. |
| 7. Doce é a luz, e agradável aos olhos, ver o sol. |
| 8. Ainda que o homem viva muitos anos, regozije-se em todos eles; contudo, deve lembrar-se de que há dias de trevas, porque serão muitos. Tudo quanto sucede é vaidade. |
| 9. Alegra-te, jovem, na tua juventude, e recreie-se o teu coração nos dias da tua mocidade; anda pelos caminhos que satisfazem ao teu coração e agradam aos teus olhos; sabe, porém, que de todas estas coisas Deus te pedirá contas. |
| 10. Afasta, pois, do teu coração o desgosto e remove da tua carne a dor, porque a juventude e a primavera da vida são vaidade. |
| Eclesiastes: 12 |
| 1. Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais dirás: Não tenho neles prazer; |
| 2. antes que se escureçam o sol, a lua e as estrelas do esplendor da tua vida, e tornem a vir as nuvens depois do aguaceiro; |
| 3. no dia em que tremerem os guardas da casa, os teus braços, e se curvarem os homens outrora fortes, as tuas pernas, e cessarem os teus moedores da boca, por já serem poucos, e se escurecerem os teus olhos nas janelas; |
| 4. e os teus lábios, quais portas da rua, se fecharem; no dia em que não puderes falar em alta voz, te levantares à voz das aves, e todas as harmonias, filhas da música, te diminuírem; |
| 5. como também quando temeres o que é alto, e te espantares no caminho, e te embranqueceres, como floresce a amendoeira, e o gafanhoto te for um peso, e te perecer o apetite; porque vais à casa eterna, e os pranteadores andem rodeando pela praça; |
| 6. antes que se rompa o fio de prata, e se despedace o copo de ouro, e se quebre o cântaro junto à fonte, e se desfaça a roda junto ao poço, |
| 7. e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu. |
| 8. Vaidade de vaidade, diz o Pregador, tudo é vaidade. |
| 9. O Pregador, além de sábio, ainda ensinou ao povo o conhecimento; e, atentando e esquadrinhando, compôs muitos provérbios. |
| 10. Procurou o Pregador achar palavras agradáveis e escrever com retidão palavras de verdade. |
| 11. As palavras dos sábios são como aguilhões, e como pregos bem-fixados as sentenças coligidas, dadas pelo único Pastor. |
| 12. Demais, filho meu, atenta: não há limite para fazer livros, e o muito estudar é enfado da carne. |
| 13. De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem. |
| 14. Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más. |
Almeida Revista e Atualizada: 233 de 324 dias