Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]
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Antigo Testamento (324 dias)
Almeida Revista e Atualizada: 232 de 324 dias
| Eclesiastes: 7 |
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| 1. Melhor é a boa fama do que o unguento precioso, e o dia da morte, melhor do que o dia do nascimento. |
| 2. Melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete, pois naquela se vê o fim de todos os homens; e os vivos que o tomem em consideração. |
| 3. Melhor é a mágoa do que o riso, porque com a tristeza do rosto se faz melhor o coração. |
| 4. O coração dos sábios está na casa do luto, mas o dos insensatos, na casa da alegria. |
| 5. Melhor é ouvir a repreensão do sábio do que ouvir a canção do insensato. |
| 6. Pois, qual o crepitar dos espinhos debaixo de uma panela, tal é a risada do insensato; também isto é vaidade. |
| 7. Verdadeiramente, a opressão faz endoidecer até o sábio, e o suborno corrompe o coração. |
| 8. Melhor é o fim das coisas do que o seu princípio; melhor é o paciente do que o arrogante. |
| 9. Não te apresses em irar-te, porque a ira se abriga no íntimo dos insensatos. |
| 10. Jamais digas: Por que foram os dias passados melhores do que estes? Pois não é sábio perguntar assim. |
| 11. Boa é a sabedoria, havendo herança, e de proveito, para os que veem o sol. |
| 12. A sabedoria protege como protege o dinheiro; mas o proveito da sabedoria é que ela dá vida ao seu possuidor. |
| 13. Atenta para as obras de Deus, pois quem poderá endireitar o que ele torceu? |
| 14. No dia da prosperidade, goza do bem; mas, no dia da adversidade, considera em que Deus fez tanto este como aquele, para que o homem nada descubra do que há de vir depois dele. |
| 15. Tudo isto vi nos dias da minha vaidade: há justo que perece na sua justiça, e há perverso que prolonga os seus dias na sua perversidade. |
| 16. Não sejas demasiadamente justo, nem exageradamente sábio; por que te destruirias a ti mesmo? |
| 17. Não sejas demasiadamente perverso, nem sejas louco; por que morrerias fora do teu tempo? |
| 18. Bom é que retenhas isto e também daquilo não retires a mão; pois quem teme a Deus de tudo isto sai ileso. |
| 19. A sabedoria fortalece ao sábio, mais do que dez poderosos que haja na cidade. |
| 20. Não há homem justo sobre a terra que faça o bem e que não peque. |
| 21. Não apliques o coração a todas as palavras que se dizem, para que não venhas a ouvir o teu servo a amaldiçoar-te, |
| 22. pois tu sabes que muitas vezes tu mesmo tens amaldiçoado a outros. |
| 23. Tudo isto experimentei pela sabedoria; e disse: tornar-me-ei sábio, mas a sabedoria estava longe de mim. |
| 24. O que está longe e mui profundo, quem o achará? |
| 25. Apliquei-me a conhecer, e a investigar, e a buscar a sabedoria e meu juízo de tudo, e a conhecer que a perversidade é insensatez e a insensatez, loucura. |
| 26. Achei coisa mais amarga do que a morte: a mulher cujo coração são redes e laços e cujas mãos são grilhões; quem for bom diante de Deus fugirá dela, mas o pecador virá a ser seu prisioneiro. |
| 27. Eis o que achei, diz o Pregador, conferindo uma coisa com outra, para a respeito delas formar o meu juízo, |
| 28. juízo que ainda procuro e não o achei: entre mil homens achei um como esperava, mas entre tantas mulheres não achei nem sequer uma. |
| 29. Eis o que tão somente achei: que Deus fez o homem reto, mas ele se meteu em muitas astúcias. |
| Eclesiastes: 8 |
| 1. Quem é como o sábio? E quem sabe a interpretação das coisas? A sabedoria do homem faz reluzir o seu rosto, e muda-se a dureza da sua face. |
| 2. Eu te digo: observa o mandamento do rei, e isso por causa do teu juramento feito a Deus. |
| 3. Não te apresses em deixar a presença dele, nem te obstines em coisa má, porque ele faz o que bem entende. |
| 4. Porque a palavra do rei tem autoridade suprema; e quem lhe dirá: Que fazes? |
| 5. Quem guarda o mandamento não experimenta nenhum mal; e o coração do sábio conhece o tempo e o modo. |
| 6. Porque para todo propósito há tempo e modo; porquanto é grande o mal que pesa sobre o homem. |
| 7. Porque este não sabe o que há de suceder; e, como há de ser, ninguém há que lho declare. |
| 8. Não há nenhum homem que tenha domínio sobre o vento para o reter; nem tampouco tem ele poder sobre o dia da morte; nem há tréguas nesta peleja; nem tampouco a perversidade livrará aquele que a ela se entrega. |
| 9. Tudo isto vi quando me apliquei a toda obra que se faz debaixo do sol; há tempo em que um homem tem domínio sobre outro homem, para arruiná-lo. |
| 10. Assim também vi os perversos receberem sepultura e entrarem no repouso, ao passo que os que frequentavam o lugar santo foram esquecidos na cidade onde fizeram o bem; também isto é vaidade. |
| 11. Visto como se não executa logo a sentença sobre a má obra, o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto a praticar o mal. |
| 12. Ainda que o pecador faça o mal cem vezes, e os dias se lhe prolonguem, eu sei com certeza que bem sucede aos que temem a Deus. |
| 13. Mas o perverso não irá bem, nem prolongará os seus dias; será como a sombra, visto que não teme diante de Deus. |
| 14. Ainda há outra vaidade sobre a terra: justos a quem sucede segundo as obras dos perversos, e perversos a quem sucede segundo as obras dos justos. Digo que também isto é vaidade. |
| 15. Então, exaltei eu a alegria, porquanto para o homem nenhuma coisa há melhor debaixo do sol do que comer, beber e alegrar-se; pois isso o acompanhará no seu trabalho nos dias da vida que Deus lhe dá debaixo do sol. |
| 16. Aplicando-me a conhecer a sabedoria e a ver o trabalho que há sobre a terra — pois nem de dia nem de noite vê o homem sono nos seus olhos —, |
| 17. então, contemplei toda a obra de Deus e vi que o homem não pode compreender a obra que se faz debaixo do sol; por mais que trabalhe o homem para a descobrir, não a entenderá; e, ainda que diga o sábio que a virá a conhecer, nem por isso a poderá achar. |
| Eclesiastes: 9 |
| 1. Deveras me apliquei a todas estas coisas para claramente entender tudo isto: que os justos, e os sábios, e os seus feitos estão nas mãos de Deus; e, se é amor ou se é ódio que está à sua espera, não o sabe o homem. Tudo lhe está oculto no futuro. |
| 2. Tudo sucede igualmente a todos: o mesmo sucede ao justo e ao perverso; ao bom, ao puro e ao impuro; tanto ao que sacrifica como ao que não sacrifica; ao bom como ao pecador; ao que jura como ao que teme o juramento. |
| 3. Este é o mal que há em tudo quanto se faz debaixo do sol: a todos sucede o mesmo; também o coração dos homens está cheio de maldade, nele há desvarios enquanto vivem; depois, rumo aos mortos. |
| 4. Para aquele que está entre os vivos há esperança; porque mais vale um cão vivo do que um leão morto. |
| 5. Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento. |
| 6. Amor, ódio e inveja para eles já pereceram; para sempre não têm eles parte em coisa alguma do que se faz debaixo do sol. |
| 7. Vai, pois, come com alegria o teu pão e bebe gostosamente o teu vinho, pois Deus já de antemão se agrada das tuas obras. |
| 8. Em todo tempo sejam alvas as tuas vestes, e jamais falte o óleo sobre a tua cabeça. |
| 9. Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias de tua vida fugaz, os quais Deus te deu debaixo do sol; porque esta é a tua porção nesta vida pelo trabalho com que te afadigaste debaixo do sol. |
| 10. Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque no além, para onde tu vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma. |
| 11. Vi ainda debaixo do sol que não é dos ligeiros o prêmio, nem dos valentes, a vitória, nem tampouco dos sábios, o pão, nem ainda dos prudentes, a riqueza, nem dos inteligentes, o favor; porém tudo depende do tempo e do acaso. |
| 12. Pois o homem não sabe a sua hora. Como os peixes que se apanham com a rede traiçoeira e como os passarinhos que se prendem com o laço, assim se enredam também os filhos dos homens no tempo da calamidade, quando cai de repente sobre eles. |
| 13. Também vi este exemplo de sabedoria debaixo do sol, que foi para mim grande. |
| 14. Houve uma pequena cidade em que havia poucos homens; veio contra ela um grande rei, sitiou-a e levantou contra ela grandes baluartes. |
| 15. Encontrou-se nela um homem pobre, porém sábio, que a livrou pela sua sabedoria; contudo, ninguém se lembrou mais daquele pobre. |
| 16. Então, disse eu: melhor é a sabedoria do que a força, ainda que a sabedoria do pobre é desprezada, e as suas palavras não são ouvidas. |
| 17. As palavras dos sábios, ouvidas em silêncio, valem mais do que os gritos de quem governa entre tolos. |
| 18. Melhor é a sabedoria do que as armas de guerra, mas um só pecador destrói muitas coisas boas. |
Almeida Revista e Atualizada: 232 de 324 dias