Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]
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Antigo Testamento (324 dias)
Almeida Corrigida Fiel: 164 de 324 dias
| Jó: 34 |
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| 1. Respondeu mais Eliú, dizendo: |
| 2. Ouvi, vós, sábios, as minhas razões; e vós, entendidos, inclinai os ouvidos para mim. |
| 3. Porque o ouvido prova as palavras, como o paladar experimenta a comida. |
| 4. O que é direito escolhamos para nós; e conheçamos entre nós o que é bom. |
| 5. Porque Jó disse: Sou justo, e Deus tirou o meu direito. |
| 6. Apesar do meu direito sou considerado mentiroso; a minha ferida é incurável, embora eu esteja sem transgressão. |
| 7. Que homem há como Jó, que bebe a zombaria como água? |
| 8. E caminha em companhia dos que praticam a iniquidade, e anda com homens ímpios? |
| 9. Porque disse: De nada aproveita ao homem o comprazer-se em Deus. |
| 10. Portanto vós, homens de entendimento, escutai-me: Longe de Deus esteja o praticar a maldade e do Todo-Poderoso o cometer a perversidade! |
| 11. Porque, segundo a obra do homem, ele lhe paga; e faz a cada um segundo o seu caminho. |
| 12. Também, na verdade, Deus não procede impiamente; nem o Todo-Poderoso perverte o juízo. |
| 13. Quem lhe entregou o governo da terra? E quem fez todo o mundo? |
| 14. Se ele pusesse o seu coração contra o homem, e recolhesse para si o seu espírito e o seu fôlego, |
| 15. Toda a carne juntamente expiraria, e o homem voltaria para o pó. |
| 16. Se, pois, há em ti entendimento, ouve isto; inclina os ouvidos ao som da minha palavra. |
| 17. Porventura o que odiasse o direito se firmaria? E tu condenarias aquele que é justo e poderoso? |
| 18. Ou dir-se-á a um rei: Oh! vil? Ou aos príncipes: Oh! ímpios? |
| 19. Quanto menos àquele, que não faz acepção das pessoas de príncipes, nem estima o rico mais do que o pobre; porque todos são obras de suas mãos. |
| 20. Eles num momento morrem; e até à meia-noite os povos são perturbados, e passam, e os poderosos serão tomados não por mão humana. |
| 21. Porque os seus olhos estão sobre os caminhos de cada um, e ele vê todos os seus passos. |
| 22. Não há trevas nem sombra de morte, onde se escondam os que praticam a iniquidade. |
| 23. Porque Deus não sobrecarrega o homem mais do que é justo, para o fazer ir a juízo diante dele. |
| 24. Quebranta aos fortes, sem que se possa inquirir, e põe outros em seu lugar. |
| 25. Ele conhece, pois, as suas obras; de noite os transtorna, e ficam moídos. |
| 26. Ele os bate como ímpios que são, à vista dos espectadores; |
| 27. Porquanto se desviaram dele, e não compreenderam nenhum de seus caminhos, |
| 28. De sorte que o clamor do pobre subisse até ele, e que ouvisse o clamor dos aflitos. |
| 29. Se ele aquietar, quem então inquietará? Se encobrir o rosto, quem então o poderá contemplar? Seja isto para com um povo, seja para com um homem só, |
| 30. Para que o homem hipócrita nunca mais reine, e não haja laços no povo. |
| 31. Na verdade, quem a Deus disse: Suportei castigo, não ofenderei mais. |
| 32. O que não vejo, ensina-me tu; se fiz alguma maldade, nunca mais a hei de fazer? |
| 33. Virá de ti como há de ser a recompensa, para que tu a rejeites? Faze tu, pois, e não eu, a escolha; fala logo o que sabes. |
| 34. Os homens de entendimento dirão comigo, e o homem sábio que me ouvir: |
| 35. Jó falou sem conhecimento; e às suas palavras falta prudência. |
| 36. Pai meu! Meu desejo é que Jó seja provado até ao fim, pelas suas respostas a homens malignos. |
| 37. Porque ao seu pecado acrescenta a transgressão; entre nós bate palmas, e multiplica contra Deus as suas palavras. |
| Jó: 35 |
| 1. Respondeu mais Eliú, dizendo: |
| 2. Tens por direito dizeres: Maior é a minha justiça do que a de Deus? |
| 3. Porque disseste: De que te serviria? Que proveito tiraria mais do que do meu pecado? |
| 4. Eu te darei resposta, a ti e aos teus amigos contigo. |
| 5. Atenta para os céus, e vê; e contempla as mais altas nuvens, que são mais altas do que tu. |
| 6. Se pecares, que efetuarás contra ele? Se as tuas transgressões se multiplicarem, que lhe farás? |
| 7. Se fores justo, que lhe darás, ou que receberá ele da tua mão? |
| 8. A tua impiedade faria mal a outro tal como tu; e a tua justiça aproveitaria ao filho do homem. |
| 9. Por causa das muitas opressões os homens clamam por causa do braço dos grandes. |
| 10. Porém ninguém diz: Onde está Deus que me criou, que dá salmos durante a noite; |
| 11. Que nos ensina mais do que aos animais da terra e nos faz mais sábios do que as aves dos céus? |
| 12. Clamam, porém ele não responde, por causa da arrogância dos maus. |
| 13. Certo é que Deus não ouvirá a vaidade, nem atentará para ela o Todo-Poderoso. |
| 14. E quanto ao que disseste, que o não verás, juízo há perante ele; por isso espera nele. |
| 15. Mas agora, porque a sua ira ainda não se exerce, nem grandemente considera a arrogância, |
| 16. Logo Jó em vão abre a sua boca, e sem conhecimento multiplica palavras. |
| Jó: 36 |
| 1. Prosseguiu ainda Eliú, e disse: |
| 2. Espera-me um pouco, e mostrar-te-ei que ainda há razões a favor de Deus. |
| 3. De longe trarei o meu conhecimento; e ao meu Criador atribuirei a justiça. |
| 4. Porque na verdade, as minhas palavras não serão falsas; contigo está um que tem perfeito conhecimento. |
| 5. Eis que Deus é mui grande, contudo a ninguém despreza; grande é em força e sabedoria. |
| 6. Ele não preserva a vida do ímpio, e faz justiça aos aflitos. |
| 7. Do justo não tira os seus olhos; antes estão com os reis no trono; ali os assenta para sempre, e assim são exaltados. |
| 8. E se estão presos em grilhões, amarrados com cordas de aflição, |
| 9. Então lhes faz saber a obra deles, e as suas transgressões, porquanto prevaleceram nelas. |
| 10. Abre-lhes também os seus ouvidos, para sua disciplina, e ordena-lhes que se convertam da maldade. |
| 11. Se o ouvirem, e o servirem, acabarão seus dias em bem, e os seus anos em delícias. |
| 12. Porém se não o ouvirem, à espada serão passados, e expirarão sem conhecimento. |
| 13. E os hipócritas de coração amontoam para si a ira; e amarrando-os ele, não clamam por socorro. |
| 14. A sua alma morre na mocidade, e a sua vida perece entre os impuros. |
| 15. Ao aflito livra da sua aflição, e na opressão se revela aos seus ouvidos. |
| 16. Assim também te desviará da boca da angústia para um lugar espaçoso, em que não há aperto, e as iguarias da tua mesa serão cheias de gordura. |
| 17. Mas tu estás cheio do juízo do ímpio; o juízo e a justiça te sustentam. |
| 18. Porquanto há furor, guarda-te de que não sejas atingido pelo castigo violento, pois nem com resgate algum te livrarias dele. |
| 19. Estimaria ele tanto tuas riquezas? Não, nem ouro, nem todas as forças do poder. |
| 20. Não suspires pela noite, em que os povos sejam tomados do seu lugar. |
| 21. Guarda-te, e não declines para a iniquidade; porquanto isso escolheste antes que a aflição. |
| 22. Eis que Deus é excelso em seu poder; quem ensina como ele? |
| 23. Quem lhe prescreveu o seu caminho? Ou, quem lhe dirá: Tu cometeste maldade? |
| 24. Lembra-te de engrandecer a sua obra, que os homens contemplam. |
| 25. Todos os homens a veem, e o homem a enxerga de longe. |
| 26. Eis que Deus é grande, e nós não o compreendemos, e o número dos seus anos não se pode esquadrinhar. |
| 27. Porque faz miúdas as gotas das águas que, do seu vapor, derramam a chuva, |
| 28. A qual as nuvens destilam e gotejam sobre o homem abundantemente. |
| 29. Porventura pode alguém entender as extensões das nuvens, e os estalos da sua tenda? |
| 30. Eis que estende sobre elas a sua luz, e encobre as profundezas do mar. |
| 31. Porque por estas coisas julga os povos e lhes dá mantimento em abundância. |
| 32. Com as nuvens encobre a luz, e ordena não brilhar, interpondo a nuvem. |
| 33. O que nos dá a entender o seu pensamento, como também ao gado, acerca do temporal que sobe. |
Almeida Corrigida Fiel: 164 de 324 dias