Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]
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Antigo Testamento (324 dias)
Almeida Corrigida Fiel: 163 de 324 dias
| Jó: 31 |
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| 1. Fiz aliança com os meus olhos; como, pois, os fixaria numa virgem? |
| 2. Que porção teria eu do Deus lá de cima, ou que herança do Todo-Poderoso desde as alturas? |
| 3. Porventura não é a perdição para o perverso, o desastre para os que praticam iniquidade? |
| 4. Ou não vê ele os meus caminhos, e não conta todos os meus passos? |
| 5. Se andei com falsidade, e se o meu pé se apressou para o engano |
| 6. (Pese-me em balanças fiéis, e saberá Deus a minha sinceridade), |
| 7. Se os meus passos se desviaram do caminho, e se o meu coração segue os meus olhos, e se às minhas mãos se apegou qualquer coisa, |
| 8. Então semeie eu e outro coma, e seja a minha descendência arrancada até à raiz. |
| 9. Se o meu coração se deixou seduzir por uma mulher, ou se eu armei traições à porta do meu próximo, |
| 10. Então moa minha mulher para outro, e outros se encurvem sobre ela, |
| 11. Porque é uma infâmia, e é delito pertencente aos juízes. |
| 12. Porque é fogo que consome até à perdição, e desarraigaria toda a minha renda. |
| 13. Se desprezei o direito do meu servo ou da minha serva, quando eles contendiam comigo; |
| 14. Então que faria eu quando Deus se levantasse? E, inquirindo a causa, que lhe responderia? |
| 15. Aquele que me formou no ventre não o fez também a ele? Ou não nos formou do mesmo modo na madre? |
| 16. Se retive o que os pobres desejavam, ou fiz desfalecer os olhos da viúva, |
| 17. Ou se, sozinho comi o meu bocado, e o órfão não comeu dele |
| 18. (Porque desde a minha mocidade cresceu comigo como com seu pai, e fui o guia da viúva desde o ventre de minha mãe), |
| 19. Se alguém vi perecer por falta de roupa, e ao necessitado por não ter coberta, |
| 20. Se os seus lombos não me abençoaram, se ele não se aquentava com as peles dos meus cordeiros, |
| 21. Se eu levantei a minha mão contra o órfão, porquanto na porta via a minha ajuda, |
| 22. Então caia do ombro a minha espádua, e separe-se o meu braço do osso. |
| 23. Porque o castigo de Deus era para mim um assombro, e eu não podia suportar a sua grandeza. |
| 24. Se no ouro pus a minha esperança, ou disse ao ouro fino: Tu és a minha confiança; |
| 25. Se me alegrei de que era muita a minha riqueza, e de que a minha mão tinha alcançado muito; |
| 26. Se olhei para o sol, quando resplandecia, ou para a lua, caminhando gloriosa, |
| 27. E o meu coração se deixou enganar em oculto, e a minha boca beijou a minha mão, |
| 28. Também isto seria delito à punição de juízes; pois assim negaria a Deus que está lá em cima. |
| 29. Se me alegrei da desgraça do que me tem ódio, e se exultei quando o mal o atingiu |
| 30. (Também não deixei pecar a minha boca, desejando a sua morte com maldição); |
| 31. Se a gente da minha tenda não disse: Ah! quem nos dará da sua carne? Nunca nos fartaríamos dela. |
| 32. O estrangeiro não passava a noite na rua; as minhas portas abria ao viandante. |
| 33. Se, como Adão, encobri as minhas transgressões, ocultando o meu delito no meu seio; |
| 34. Porque eu temia a grande multidão, e o desprezo das famílias me apavorava, e eu me calei, e não saí da porta; |
| 35. Ah! quem me dera um que me ouvisse! Eis que o meu desejo é que o Todo-Poderoso me responda, e que o meu adversário escreva um livro. |
| 36. Por certo que o levaria sobre o meu ombro, sobre mim o ataria por coroa. |
| 37. O número dos meus passos lhe mostraria; como príncipe me chegaria a ele. |
| 38. Se a minha terra clamar contra mim, e se os seus sulcos juntamente chorarem, |
| 39. Se comi os seus frutos sem dinheiro, e sufoquei a alma dos seus donos, |
| 40. Por trigo me produza cardos, e por cevada joio. Acabaram-se as palavras de Jó. |
| Jó: 32 |
| 1. Então aqueles três homens cessaram de responder a Jó; porque era justo aos seus próprios olhos. |
| 2. E acendeu-se a ira de Eliú, filho de Baraquel, o buzita, da família de Rão; contra Jó se acendeu a sua ira, porque se justificava a si mesmo, mais do que a Deus. |
| 3. Também a sua ira se acendeu contra os seus três amigos, porque, não achando que responder, todavia condenavam a Jó. |
| 4. Eliú, porém, esperou para falar a Jó, porquanto tinham mais idade do que ele. |
| 5. Vendo, pois, Eliú que já não havia resposta na boca daqueles três homens, a sua ira se acendeu. |
| 6. E respondeu Eliú, filho de Baraquel, o buzita, dizendo: Eu sou de menos idade, e vós sois idosos; receei-me e temi de vos declarar a minha opinião. |
| 7. Dizia eu: Falem os dias, e a multidão dos anos ensine a sabedoria. |
| 8. Na verdade, há um espírito no homem, e a inspiração do Todo-Poderoso o faz entendido. |
| 9. Os grandes não são os sábios, nem os velhos entendem o que é direito. |
| 10. Assim digo: Dai-me ouvidos, e também eu declararei a minha opinião. |
| 11. Eis que aguardei as vossas palavras, e dei ouvidos às vossas considerações, até que buscásseis razões. |
| 12. Atentando, pois, para vós, eis que nenhum de vós há que possa convencer a Jó, nem que responda às suas razões; |
| 13. Para que não digais: Achamos a sabedoria; Deus o derrubou, e não homem algum. |
| 14. Ora ele não dirigiu contra mim palavra alguma, nem lhe responderei com as vossas palavras. |
| 15. Estão pasmados, não respondem mais, faltam-lhes as palavras. |
| 16. Esperei, pois, mas não falam; porque já pararam, e não respondem mais. |
| 17. Também eu responderei pela minha parte; também eu declararei a minha opinião. |
| 18. Porque estou cheio de palavras; o meu espírito me constrange. |
| 19. Eis que dentro de mim sou como o mosto, sem respiradouro, prestes a arrebentar, como odres novos. |
| 20. Falarei, para que ache alívio; abrirei os meus lábios, e responderei. |
| 21. Que não faça eu acepção de pessoas, nem use de palavras lisonjeiras com o homem! |
| 22. Porque não sei usar de lisonjas; em breve me levaria o meu Criador. |
| Jó: 33 |
| 1. Assim, na verdade, ó Jó, ouve as minhas razões, e dá ouvidos a todas as minhas palavras. |
| 2. Eis que já abri a minha boca; já falou a minha língua debaixo do meu paladar. |
| 3. As minhas razões provam a sinceridade do meu coração, e os meus lábios proferem o puro saber. |
| 4. O Espírito de Deus me fez; e a inspiração do Todo-Poderoso me deu vida. |
| 5. Se podes, responde-me, põe em ordem as tuas razões diante de mim, e apresenta-te. |
| 6. Eis que vim de Deus, como tu; do barro também eu fui formado. |
| 7. Eis que não te perturbará o meu terror, nem será pesada sobre ti a minha mão. |
| 8. Na verdade tu falaste aos meus ouvidos; e eu ouvi a voz das tuas palavras. Dizias: |
| 9. Limpo estou, sem transgressão; puro sou, e não tenho iniquidade. |
| 10. Eis que procura pretexto contra mim, e me considera como seu inimigo. |
| 11. Põe no tronco os meus pés, e observa todas as minhas veredas. |
| 12. Eis que nisso não tens razão; eu te respondo; porque maior é Deus do que o homem. |
| 13. Por que razão contendes com ele, sendo que não responde acerca de todos os seus feitos? |
| 14. Antes Deus fala uma e duas vezes; porém ninguém atenta para isso. |
| 15. Em sonho ou em visão noturna, quando cai sono profundo sobre os homens, e adormecem na cama. |
| 16. Então o revela ao ouvido dos homens, e lhes sela a sua instrução, |
| 17. Para apartar o homem daquilo que faz, e esconder do homem a soberba. |
| 18. Para desviar a sua alma da cova, e a sua vida de passar pela espada. |
| 19. Também na sua cama é castigado com dores; e com incessante contenda nos seus ossos; |
| 20. De modo que a sua vida abomina até o pão, e a sua alma a comida apetitosa. |
| 21. Desaparece a sua carne a olhos vistos, e os seus ossos, que não se viam, agora aparecem. |
| 22. E a sua alma se vai chegando à cova, e a sua vida aos que trazem a morte. |
| 23. Se com ele, pois, houver um mensageiro, um intérprete, um entre milhares, para declarar ao homem a sua retidão, |
| 24. Então terá misericórdia dele, e lhe dirá: Livra-o, para que não desça à cova; já achei resgate. |
| 25. Sua carne se reverdecerá mais do que era na mocidade, e tornará aos dias da sua juventude. |
| 26. Deveras orará a Deus, o qual se agradará dele, e verá a sua face com júbilo, e restituirá ao homem a sua justiça. |
| 27. Olhará para os homens, e se algum disser: Pequei, e perverti o direito, o que de nada me aproveitou. |
| 28. Porém Deus livrou a minha alma de ir para a cova, e a minha vida verá a luz. |
| 29. Eis que tudo isto é obra de Deus, duas e três vezes para com o homem, |
| 30. Para desviar a sua alma da perdição, e o iluminar com a luz dos viventes. |
| 31. Escuta, pois, ó Jó, ouve-me; cala-te, e eu falarei. |
| 32. Se tens alguma coisa que dizer, responde-me; fala, porque desejo justificar-te. |
| 33. Se não, escuta-me tu; cala-te, e ensinar-te-ei a sabedoria. |
Almeida Corrigida Fiel: 163 de 324 dias