Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]
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Novo Testamento (260 dias)
Almeida Revista e Atualizada: 49 de 260 dias
| Lucas: 5 |
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| 1. Aconteceu que, ao apertá-lo a multidão para ouvir a palavra de Deus, estava ele junto ao lago de Genesaré; |
| 2. e viu dois barcos junto à praia do lago; mas os pescadores, havendo desembarcado, lavavam as redes. |
| 3. Entrando em um dos barcos, que era o de Simão, pediu-lhe que o afastasse um pouco da praia; e, assentando-se, ensinava do barco as multidões. |
| 4. Quando acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao largo, e lançai as vossas redes para pescar. |
| 5. Respondeu-lhe Simão: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos, mas sob a tua palavra lançarei as redes. |
| 6. Isto fazendo, apanharam grande quantidade de peixes; e rompiam-se-lhes as redes. |
| 7. Então, fizeram sinais aos companheiros do outro barco, para que fossem ajudá-los. E foram e encheram ambos os barcos, a ponto de quase irem a pique. |
| 8. Vendo isto, Simão Pedro prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo: Senhor, retira-te de mim, porque sou pecador. |
| 9. Pois, à vista da pesca que fizeram, a admiração se apoderou dele e de todos os seus companheiros, |
| 10. bem como de Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram seus sócios. Disse Jesus a Simão: Não temas; doravante serás pescador de homens. |
| 11. E, arrastando eles os barcos sobre a praia, deixando tudo, o seguiram. |
| 12. Aconteceu que, estando ele numa das cidades, veio à sua presença um homem coberto de lepra; ao ver a Jesus, prostrando-se com o rosto em terra, suplicou-lhe: Senhor, se quiseres, podes purificar-me. |
| 13. E ele, estendendo a mão, tocou-lhe, dizendo: Quero, fica limpo! E, no mesmo instante, lhe desapareceu a lepra. |
| 14. Ordenou-lhe Jesus que a ninguém o dissesse, mas vai, disse, mostra-te ao sacerdote e oferece, pela tua purificação, o sacrifício que Moisés determinou, para servir de testemunho ao povo. |
| 15. Porém o que se dizia a seu respeito cada vez mais se divulgava, e grandes multidões afluíam para o ouvirem e serem curadas de suas enfermidades. |
| 16. Ele, porém, se retirava para lugares solitários e orava. |
| 17. Ora, aconteceu que, num daqueles dias, estava ele ensinando, e achavam-se ali assentados fariseus e mestres da Lei, vindos de todas as aldeias da Galileia, da Judeia e de Jerusalém. E o poder do Senhor estava com ele para curar. |
| 18. Vieram, então, uns homens trazendo em um leito um paralítico; e procuravam introduzi-lo e pô-lo diante de Jesus. |
| 19. E, não achando por onde introduzi-lo por causa da multidão, subindo ao eirado, o desceram no leito, por entre os ladrilhos, para o meio, diante de Jesus. |
| 20. Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: Homem, estão perdoados os teus pecados. |
| 21. E os escribas e fariseus arrazoavam, dizendo: Quem é este que diz blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão Deus? |
| 22. Jesus, porém, conhecendo-lhes os pensamentos, disse-lhes: Que arrazoais em vosso coração? |
| 23. Qual é mais fácil, dizer: Estão perdoados os teus pecados ou: Levanta-te e anda? |
| 24. Mas, para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados — disse ao paralítico: Eu te ordeno: Levanta-te, toma o teu leito e vai para casa. |
| 25. Imediatamente, se levantou diante deles e, tomando o leito em que permanecera deitado, voltou para casa, glorificando a Deus. |
| 26. Todos ficaram atônitos, davam glória a Deus e, possuídos de temor, diziam: Hoje, vimos prodígios. |
| 27. Passadas estas coisas, saindo, viu um publicano, chamado Levi, assentado na coletoria, e disse-lhe: Segue-me! |
| 28. Ele se levantou e, deixando tudo, o seguiu. |
| 29. Então, lhe ofereceu Levi um grande banquete em sua casa; e numerosos publicanos e outros estavam com eles à mesa. |
| 30. Os fariseus e seus escribas murmuravam contra os discípulos de Jesus, perguntando: Por que comeis e bebeis com os publicanos e pecadores? |
| 31. Respondeu-lhes Jesus: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes. |
| 32. Não vim chamar justos, e sim pecadores, ao arrependimento. |
| 33. Disseram-lhe eles: Os discípulos de João e bem assim os dos fariseus frequentemente jejuam e fazem orações; os teus, entretanto, comem e bebem. |
| 34. Jesus, porém, lhes disse: Podeis fazer jejuar os convidados para o casamento, enquanto está com eles o noivo? |
| 35. Dias virão, contudo, em que lhes será tirado o noivo; naqueles dias, sim, jejuarão. |
| 36. Também lhes disse uma parábola: Ninguém tira um pedaço de veste nova e o põe em veste velha; pois rasgará a nova, e o remendo da nova não se ajustará à velha. |
| 37. E ninguém põe vinho novo em odres velhos, pois o vinho novo romperá os odres; entornar-se-á o vinho, e os odres se estragarão. |
| 38. Pelo contrário, vinho novo deve ser posto em odres novos [e ambos se conservam]. |
| 39. E ninguém, tendo bebido o vinho velho, prefere o novo; porque diz: O velho é excelente. |
Almeida Revista e Atualizada: 49 de 260 dias