Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]
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Bíblia Completa (365 dias)
Nova Versão Internacional: 42 de 365 dias
| Gênesis: 43 |
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| 1. A fome continuava rigorosa na terra. |
| 2. Assim, quando acabou todo o trigo que os filhos de Jacó tinham trazido do Egito, seu pai lhes disse: “Voltem e comprem um pouco mais de comida para nós”. |
| 3. Mas Judá lhe disse: “O homem nos advertiu severamente: ‘Não voltem à minha presença, a não ser que tragam o seu irmão’. |
| 4. Se enviares o nosso irmão conosco, desceremos e compraremos comida para ti. |
| 5. Mas, se não o enviares conosco, não iremos, porque foi assim que o homem falou: ‘Não voltem à minha presença, a não ser que tragam o seu irmão’ ”. |
| 6. Israel perguntou: “Por que me causaram esse mal, contando àquele homem que tinham outro irmão?” |
| 7. E lhe responderam: “Ele nos interrogou sobre nós e sobre nossa família. E também nos perguntou: ‘O pai de vocês ainda está vivo? Vocês têm outro irmão?’ Nós simplesmente respondemos ao que ele nos perguntou. Como poderíamos saber que ele exigiria que levássemos o nosso irmão?” |
| 8. Então disse Judá a Israel, seu pai: “Deixa o jovem ir comigo e partiremos imediatamente, a fim de que tu, nós e nossas crianças sobrevivamos e não venhamos a morrer. |
| 9. Eu me comprometo pessoalmente pela segurança dele; podes me considerar responsável por ele. Se eu não o trouxer de volta e não o colocar bem aqui na tua presença, serei culpado diante de ti pelo resto da minha vida. |
| 10. Como se vê, se não tivéssemos demorado tanto, já teríamos ido e voltado duas vezes”. |
| 11. Então Israel, seu pai, lhes disse: “Se tem que ser assim, que seja! Coloquem alguns dos melhores produtos da nossa terra na bagagem e levem-nos como presente ao tal homem: um pouco de bálsamo, um pouco de mel, algumas especiarias e mirra, algumas nozes de pistache e amêndoas. |
| 12. Levem prata em dobro, e devolvam a prata que foi colocada de volta na boca da bagagem de vocês. Talvez isso tenha acontecido por engano. |
| 13. Peguem também o seu irmão e voltem àquele homem. |
| 14. Que o Deus todo-poderoso lhes conceda misericórdia diante daquele homem, para que ele permita que o seu outro irmão e Benjamim voltem com vocês. Quanto a mim, se ficar sem filhos, sem filhos ficarei”. |
| 15. Então os homens desceram ao Egito, levando o presente, prata em dobro e Benjamim, e foram à presença de José. |
| 16. Quando José viu Benjamim com eles, disse ao administrador de sua casa: “Leve estes homens à minha casa, mate um animal e prepare-o; eles almoçarão comigo ao meio-dia”. |
| 17. Ele fez o que lhe fora ordenado e levou-os à casa de José. |
| 18. Eles ficaram com medo, quando foram levados à casa de José, e pensaram: “Trouxeram-nos aqui por causa da prata que foi devolvida às nossas bagagens na primeira vez. Ele quer atacar-nos, subjugar-nos, tornar-nos escravos e tomar de nós os nossos jumentos”. |
| 19. Por isso, dirigiram-se ao administrador da casa de José e lhe disseram à entrada da casa: |
| 20. “Ouça, senhor! A primeira vez que viemos aqui foi realmente para comprar comida. |
| 21. Mas, no lugar em que paramos para pernoitar, abrimos nossas bagagens e cada um de nós encontrou a prata que tinha trazido, na quantia exata. Por isso a trouxemos de volta conosco, |
| 22. além de mais prata, para comprar comida. Não sabemos quem pôs a prata em nossa bagagem”. |
| 23. “Fiquem tranquilos”, disse o administrador. “Não tenham medo. O seu Deus, o Deus de seu pai, foi quem lhes deu um tesouro em suas bagagens, porque a prata de vocês eu recebi.” Então soltou Simeão e o levou à presença deles. |
| 24. Em seguida, os levou à casa de José, deu-lhes água para lavarem os pés e forragem para os seus jumentos. |
| 25. Eles então prepararam o presente para a chegada de José ao meio-dia, porque ficaram sabendo que iriam almoçar ali. |
| 26. Quando José chegou, eles o presentearam com o que tinham trazido e curvaram-se diante dele até o chão. |
| 27. Ele então lhes perguntou como passavam e disse em seguida: “Como vai o pai de vocês, o homem idoso de quem me falaram? Ainda está vivo?” |
| 28. Eles responderam: “Teu servo, nosso pai, ainda vive e passa bem”. E se curvaram para prestar-lhe honra. |
| 29. Olhando ao redor e vendo seu irmão Benjamim, filho de sua mãe, José perguntou: “É este o irmão caçula de quem me falaram?” E acrescentou: “Deus lhe conceda graça, meu filho”. |
| 30. Profundamente emocionado por causa de seu irmão, José apressou-se em sair à procura de um lugar para chorar, e, entrando em seu quarto, chorou. |
| 31. Depois de lavar o rosto, saiu e, controlando-se, disse: “Sirvam a comida”. |
| 32. Serviram a ele em separado dos seus irmãos e também dos egípcios que comiam com ele, porque os egípcios não podiam comer com os hebreus, pois isso era sacrilégio para eles. |
| 33. Seus irmãos foram colocados à mesa perante ele por ordem de idade, do mais velho ao mais moço, e olhavam perplexos uns para os outros. |
| 34. Então lhes serviram da comida da mesa de José, e a porção de Benjamim era cinco vezes maior que a dos outros. E eles festejaram e beberam à vontade. |
| Marcos: 14 |
| 1. Faltavam apenas dois dias para a Páscoa e para a festa dos pães sem fermento. Os chefes dos sacerdotes e os mestres da lei estavam procurando um meio de flagrar Jesus em algum erro e matá-lo. |
| 2. Mas diziam: “Não durante a festa, para que não haja tumulto entre o povo”. |
| 3. Estando Jesus em Betânia, reclinado à mesa na casa de um homem conhecido como Simão, o leproso, aproximou-se dele certa mulher com um frasco de alabastro contendo um perfume muito caro, feito de nardo puro. Ela quebrou o frasco e derramou o perfume sobre a cabeça de Jesus. |
| 4. Alguns dos presentes começaram a dizer uns aos outros, indignados: “Por que este desperdício de perfume? |
| 5. Ele poderia ser vendido por trezentos denários , e o dinheiro ser dado aos pobres”. E eles a repreendiam severamente. |
| 6. “Deixem-na em paz”, disse Jesus. “Por que a estão perturbando? Ela praticou uma boa ação para comigo. |
| 7. Pois os pobres vocês sempre terão com vocês e poderão ajudá-los sempre que o desejarem. Mas a mim vocês nem sempre terão. |
| 8. Ela fez o que pôde. Derramou o perfume em meu corpo antecipadamente, preparando-o para o sepultamento. |
| 9. Eu asseguro que onde quer que o evangelho for anunciado, em todo o mundo, também o que ela fez será contado em sua memória.” |
| 10. Então Judas Iscariotes, um dos Doze, dirigiu-se aos chefes dos sacerdotes a fim de lhes entregar Jesus. |
| 11. A proposta muito os alegrou, e lhe prometeram dinheiro. Assim, ele procurava uma oportunidade para entregá-lo. |
| 12. No primeiro dia da festa dos pães sem fermento, quando se costumava sacrificar o cordeiro pascal, os discípulos de Jesus lhe perguntaram: “Aonde queres que vamos e te preparemos a refeição da Páscoa?” |
| 13. Então ele enviou dois de seus discípulos, dizendo-lhes: “Entrem na cidade, e um homem carregando um pote de água virá ao encontro de vocês. Sigam-no |
| 14. e digam ao dono da casa em que ele entrar: O Mestre pergunta: Onde é o meu salão de hóspedes, no qual poderei comer a Páscoa com meus discípulos? |
| 15. Ele mostrará uma ampla sala no andar superior, mobiliada e pronta. Façam ali os preparativos para nós”. |
| 16. Os discípulos se retiraram, entraram na cidade e encontraram tudo como Jesus lhes tinha dito. E prepararam a Páscoa. |
| 17. Ao anoitecer, Jesus chegou com os Doze. |
| 18. Quando estavam comendo, reclinados à mesa, Jesus disse: “Digo que certamente um de vocês me trairá, alguém que está comendo comigo”. |
| 19. Eles ficaram tristes e, um por um, lhe disseram: “Com certeza não sou eu!” |
| 20. Afirmou Jesus: “É um dos Doze, alguém que come comigo do mesmo prato. |
| 21. O Filho do homem vai, como está escrito a seu respeito. Mas ai daquele que trai o Filho do homem! Melhor lhe seria não haver nascido”. |
| 22. Enquanto comiam, Jesus tomou o pão, deu graças, partiu-o, e o deu aos discípulos, dizendo: “Tomem; isto é o meu corpo”. |
| 23. Em seguida tomou o cálice, deu graças, ofereceu-o aos discípulos, e todos beberam. |
| 24. E disse-lhes: “Isto é o meu sangue da aliança , que é derramado em favor de muitos. |
| 25. Eu afirmo que não beberei outra vez do fruto da videira, até aquele dia em que beberei o vinho novo no Reino de Deus”. |
| 26. Depois de terem cantado um hino, saíram para o monte das Oliveiras. |
| 27. Disse-lhes Jesus: “Vocês todos me abandonarão. Pois está escrito: “ ‘Ferirei o pastor, e as ovelhas serão dispersas’. |
| 28. Mas, depois de ressuscitar, irei adiante de vocês para a Galileia”. |
| 29. Pedro declarou: “Ainda que todos te abandonem, eu não te abandonarei!” |
| 30. Respondeu Jesus: “Asseguro que ainda hoje, esta noite, antes que duas vezes cante o galo, três vezes você me negará”. |
| 31. Mas Pedro insistia ainda mais: “Mesmo que seja preciso que eu morra contigo, nunca te negarei”. E todos os outros disseram o mesmo. |
| 32. Então foram para um lugar chamado Getsêmani, e Jesus disse aos seus discípulos: “Sentem-se aqui enquanto vou orar”. |
| 33. Levou consigo Pedro, Tiago e João, e começou a ficar aflito e angustiado. |
| 34. E lhes disse: “A minha alma está profundamente triste, numa tristeza mortal. Fiquem aqui e vigiem”. |
| 35. Indo um pouco mais adiante, prostrou-se e orava para que, se possível, fosse afastada dele aquela hora. |
| 36. E dizia: “Aba , Pai, tudo te é possível. Afasta de mim este cálice; contudo, não seja o que eu quero, mas sim o que tu queres”. |
| 37. Então, voltou aos seus discípulos e os encontrou dormindo. “Simão”, disse ele a Pedro, “você está dormindo? Não pôde vigiar nem por uma hora? |
| 38. Vigiem e orem para que não caiam em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca.” |
| 39. Mais uma vez ele se afastou e orou, repetindo as mesmas palavras. |
| 40. Quando voltou, de novo os encontrou dormindo, porque seus olhos estavam pesados. Eles não sabiam o que lhe dizer. |
| 41. Voltando pela terceira vez, ele lhes disse: “Vocês ainda dormem e descansam? Basta! Chegou a hora! Eis que o Filho do homem está sendo entregue nas mãos dos pecadores. |
| 42. Levantem-se e vamos! Aí vem aquele que me trai!” |
| 43. Enquanto ele ainda falava, apareceu Judas, um dos Doze. Com ele estava uma multidão armada de espadas e varas, enviada pelos chefes dos sacerdotes, mestres da lei e líderes religiosos. |
| 44. O traidor havia combinado um sinal com eles: “Aquele a quem eu saudar com um beijo, é ele: prendam-no e levem-no em segurança”. |
| 45. Dirigindo-se imediatamente a Jesus, Judas disse: “Mestre!”, e o beijou. |
| 46. Os homens agarraram Jesus e o prenderam. |
| 47. Então, um dos que estavam por perto puxou a espada e feriu o servo do sumo sacerdote, decepando-lhe a orelha. |
| 48. Disse Jesus: “Estou eu chefiando alguma rebelião, para que vocês venham me prender com espadas e varas? |
| 49. Todos os dias eu estive com vocês, ensinando no templo, e vocês não me prenderam. Mas as Escrituras precisam ser cumpridas”. |
| 50. Então todos o abandonaram e fugiram. |
| 51. Um jovem, vestindo apenas um lençol de linho, estava seguindo Jesus. Quando tentaram prendê-lo, |
| 52. ele fugiu nu, deixando o lençol para trás. |
| 53. Levaram Jesus ao sumo sacerdote; e então se reuniram todos os chefes dos sacerdotes, os líderes religiosos e os mestres da lei. |
| 54. Pedro o seguiu de longe até o pátio do sumo sacerdote. Sentando-se ali com os guardas, esquentava-se junto ao fogo. |
| 55. Os chefes dos sacerdotes e todo o Sinédrio estavam procurando depoimentos contra Jesus, para que pudessem condená-lo à morte, mas não encontravam nenhum. |
| 56. Muitos testemunharam falsamente contra ele, mas as declarações deles não eram coerentes. |
| 57. Então se levantaram alguns e declararam falsamente contra ele: |
| 58. “Nós o ouvimos dizer: ‘Destruirei este templo feito por mãos humanas e em três dias construirei outro, não feito por mãos de homens’ ”. |
| 59. Mas, nem mesmo assim, o depoimento deles era coerente. |
| 60. Depois o sumo sacerdote levantou-se diante deles e perguntou a Jesus: “Você não vai responder à acusação que estes fazem sobre você?” |
| 61. Mas Jesus permaneceu em silêncio e nada respondeu. Outra vez o sumo sacerdote lhe perguntou: “Você é o Cristo, o Filho do Deus Bendito?” |
| 62. “Sou”, disse Jesus. “E vereis o Filho do homem assentado à direita do Poderoso vindo com as nuvens do céu.” |
| 63. O sumo sacerdote, rasgando as próprias vestes, perguntou: “Por que precisamos de mais testemunhas? |
| 64. Vocês ouviram a blasfêmia. Que acham?” Todos o julgaram digno de morte. |
| 65. Então alguns começaram a cuspir nele; vendaram-lhe os olhos e, dando-lhe murros, diziam: “Profetize!” E os guardas o levaram, dando-lhe tapas. |
| 66. Estando Pedro embaixo, no pátio, uma das criadas do sumo sacerdote passou por ali. |
| 67. Vendo Pedro a aquecer-se, olhou bem para ele e disse: “Você também estava com Jesus, o Nazareno”. |
| 68. Contudo ele o negou, dizendo: “Não o conheço, nem sei do que você está falando”. E saiu para o alpendre. |
| 69. Quando a criada o viu lá, disse novamente aos que estavam por perto: “Esse aí é um deles”. |
| 70. De novo ele negou. Pouco tempo depois, os que estavam sentados ali perto disseram a Pedro: “Certamente você é um deles. Você é galileu!” |
| 71. Ele começou a se amaldiçoar e a jurar: “Não conheço o homem de quem vocês estão falando!” |
| 72. E logo o galo cantou pela segunda vez. Então Pedro se lembrou da palavra que Jesus lhe tinha dito: “Antes que duas vezes cante o galo, você me negará três vezes”. E se pôs a chorar. |
| Jó: 10 |
| 1. “Minha vida só me dá desgosto; por isso darei vazão à minha queixa e de alma amargurada me expressarei. |
| 2. Direi a Deus: Não me condenes; revela-me que acusações tens contra mim. |
| 3. Tens prazer em oprimir-me, em rejeitar a obra de tuas mãos, enquanto sorris para o plano dos ímpios? |
| 4. Acaso tens olhos de carne? Enxergas como os mortais? |
| 5. Teus dias são como os de qualquer mortal? Os anos de tua vida são como os do homem? |
| 6. Pois investigas a minha iniquidade e vasculhas o meu pecado, |
| 7. embora saibas que não sou culpado e que ninguém pode livrar-me das tuas mãos. |
| 8. “Foram as tuas mãos que me formaram e me fizeram. Irás agora voltar-te e destruir-me? |
| 9. Lembra-te de que me moldaste como o barro; e agora me farás voltar ao pó? |
| 10. Acaso não me despejaste como leite e não me coalhaste como queijo? |
| 11. Não me vestiste de pele e carne e não me juntaste com ossos e tendões? |
| 12. Deste-me vida e foste bondoso para comigo e na tua providência cuidaste do meu espírito. |
| 13. “Mas algo escondeste em teu coração, e agora sei o que pensavas. |
| 14. Se eu pecasse, estarias me observando e não deixarias sem punição a minha ofensa. |
| 15. Se eu fosse culpado, ai de mim! Mesmo sendo inocente, não posso erguer a cabeça, pois estou dominado pela vergonha e mergulhado na minha aflição. |
| 16. Se mantenho a cabeça erguida, ficas à minha espreita como um leão e, de novo, manifestas contra mim o teu poder tremendo. |
| 17. Trazes novas testemunhas contra mim e contra mim aumentas a tua ira; teus exércitos atacam-me em batalhões sucessivos. |
| 18. “Então, por que me fizeste sair do ventre? Eu preferia ter morrido antes que alguém pudesse ver-me. |
| 19. Se tão somente eu jamais tivesse existido, ou fosse levado direto do ventre para a sepultura! |
| 20. Já estariam no fim os meus poucos dias? Afasta-te de mim, para que eu tenha um instante de alegria, |
| 21. antes que eu vá para o lugar do qual não há retorno, para a terra de sombras e densas trevas , |
| 22. para a terra tenebrosa como a noite, terra de trevas e de caos, onde até mesmo a luz é escuridão”. |
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