Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]
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Bíblia Completa (365 dias)
Nova Versão Internacional: 36 de 365 dias
| Gênesis: 37 |
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| 1. Jacó habitou na terra de Canaã, onde seu pai tinha vivido como estrangeiro. |
| 2. Esta é a história da família de Jacó: Quando José tinha dezessete anos, pastoreava os rebanhos com os seus irmãos. Ajudava os filhos de Bila e os filhos de Zilpa, mulheres de seu pai; e contava ao pai a má fama deles. |
| 3. Ora, Israel gostava mais de José do que de qualquer outro filho, porque lhe havia nascido em sua velhice; por isso mandou fazer para ele uma túnica longa. |
| 4. Quando os seus irmãos viram que o pai gostava mais dele do que de qualquer outro filho, odiaram-no e não conseguiam falar com ele amigavelmente. |
| 5. Certa vez, José teve um sonho e, quando o contou a seus irmãos, eles passaram a odiá-lo ainda mais. |
| 6. “Ouçam o sonho que tive”, disse-lhes. |
| 7. “Estávamos amarrando os feixes de trigo no campo, quando o meu feixe se levantou e ficou em pé, e os seus feixes se ajuntaram ao redor do meu e se curvaram diante dele.” |
| 8. Seus irmãos lhe disseram: “Então você vai reinar sobre nós? Quer dizer que você vai nos governar?” E o odiaram ainda mais, por causa do sonho e do que tinha dito. |
| 9. Depois teve outro sonho e o contou aos seus irmãos: “Tive outro sonho, e desta vez o sol, a lua e onze estrelas se curvavam diante de mim”. |
| 10. Quando o contou ao pai e aos irmãos, o pai o repreendeu e lhe disse: “Que sonho foi esse que você teve? Será que eu, sua mãe, e seus irmãos viremos a nos curvar até o chão diante de você?” |
| 11. Assim seus irmãos tiveram ciúmes dele; o pai, no entanto, refletia naquilo. |
| 12. Os irmãos de José tinham ido cuidar dos rebanhos do pai, perto de Siquém, |
| 13. e Israel disse a José: “Como você sabe, seus irmãos estão apascentando os rebanhos perto de Siquém. Quero que você vá até lá”. “Sim, senhor”, respondeu ele. |
| 14. Disse-lhe o pai: “Vá ver se está tudo bem com os seus irmãos e com os rebanhos, e traga-me notícias”. Jacó o enviou quando estava no vale de Hebrom. Mas José se perdeu quando se aproximava de Siquém; |
| 15. um homem o encontrou vagueando pelos campos e lhe perguntou: “Que é que você está procurando?” |
| 16. Ele respondeu: “Procuro meus irmãos. Pode me dizer onde eles estão apascentando os rebanhos?” |
| 17. Respondeu o homem: “Eles já partiram daqui. Eu os ouvi dizer: ‘Vamos para Dotã’ ”. Assim José foi em busca dos seus irmãos e os encontrou perto de Dotã. |
| 18. Mas eles o viram de longe e, antes que chegasse, planejaram matá-lo. |
| 19. “Lá vem aquele sonhador!”, diziam uns aos outros. |
| 20. “É agora! Vamos matá-lo e jogá-lo num destes poços, e diremos que um animal selvagem o devorou. Veremos então o que será dos seus sonhos.” |
| 21. Quando Rúben ouviu isso, tentou livrá-lo das mãos deles, dizendo: “Não lhe tiremos a vida!” |
| 22. E acrescentou: “Não derramem sangue. Joguem-no naquele poço no deserto, mas não toquem nele”. Rúben propôs isso com a intenção de livrá-lo e levá-lo de volta ao pai. |
| 23. Chegando José, seus irmãos lhe arrancaram a túnica longa, |
| 24. agarraram-no e o jogaram no poço, que estava vazio e sem água. |
| 25. Ao se assentarem para comer, viram ao longe uma caravana de ismaelitas que vinha de Gileade. Seus camelos estavam carregados de especiarias, bálsamo e mirra, que eles levavam para o Egito. |
| 26. Judá disse então a seus irmãos: “Que ganharemos se matarmos o nosso irmão e escondermos o seu sangue? |
| 27. Vamos vendê-lo aos ismaelitas. Não tocaremos nele, afinal é nosso irmão, é nosso próprio sangue ”. E seus irmãos concordaram. |
| 28. Quando os mercadores ismaelitas de Midiã se aproximaram, seus irmãos tiraram José do poço e o venderam por vinte peças de prata aos ismaelitas, que o levaram para o Egito. |
| 29. Quando Rúben voltou ao poço e viu que José não estava lá, rasgou suas vestes |
| 30. e, voltando a seus irmãos, disse: “O jovem não está lá! Para onde irei agora?” |
| 31. Então eles mataram um bode, mergulharam no sangue a túnica de José |
| 32. e a mandaram ao pai com este recado: “Achamos isto. Veja se é a túnica de teu filho”. |
| 33. Ele a reconheceu e disse: “É a túnica de meu filho! Um animal selvagem o devorou! José foi despedaçado!” |
| 34. Então Jacó rasgou suas vestes, vestiu-se de pano de saco e chorou muitos dias por seu filho. |
| 35. Todos os seus filhos e filhas vieram consolá-lo, mas ele recusou ser consolado, dizendo: “Não! Chorando descerei à sepultura para junto de meu filho”. E continuou a chorar por ele. |
| 36. Nesse meio-tempo, no Egito, os midianitas venderam José a Potifar, oficial do faraó e capitão da guarda. |
| Marcos: 8 |
| 1. Naqueles dias, outra vez reuniu-se uma grande multidão. Visto que não tinham nada para comer, Jesus chamou os seus discípulos e disse-lhes: |
| 2. “Tenho compaixão desta multidão; já faz três dias que eles estão comigo e nada têm para comer. |
| 3. Se eu os mandar para casa com fome, vão desfalecer no caminho, porque alguns deles vieram de longe”. |
| 4. Os seus discípulos responderam: “Onde, neste lugar deserto, poderia alguém conseguir pão suficiente para alimentá-los?” |
| 5. “Quantos pães vocês têm?”, perguntou Jesus. “Sete”, responderam eles. |
| 6. Ele ordenou à multidão que se assentasse no chão. Depois de tomar os sete pães e dar graças, partiu-os e os entregou aos seus discípulos, para que os servissem à multidão; e eles o fizeram. |
| 7. Tinham também alguns peixes pequenos; ele deu graças igualmente por eles e disse aos discípulos que os distribuíssem. |
| 8. O povo comeu até se fartar. E ajuntaram sete cestos cheios de pedaços que sobraram. |
| 9. Cerca de quatro mil homens estavam presentes. E, tendo-os despedido, |
| 10. entrou no barco com seus discípulos e foi para a região de Dalmanuta. |
| 11. Os fariseus vieram e começaram a interrogar Jesus. Para pô-lo à prova, pediram-lhe um sinal do céu. |
| 12. Ele suspirou profundamente e disse: “Por que esta geração pede um sinal milagroso? Eu afirmo que nenhum sinal será dado a vocês”. |
| 13. Então se afastou deles, voltou para o barco e foi para o outro lado. |
| 14. Os discípulos haviam se esquecido de levar pão, a não ser um pão que tinham consigo no barco. |
| 15. Advertiu-os Jesus: “Estejam atentos e tenham cuidado com o fermento dos fariseus e com o fermento de Herodes”. |
| 16. E eles discutiam entre si, dizendo: “É porque não temos pão”. |
| 17. Percebendo a discussão, Jesus lhes perguntou: “Por que vocês estão discutindo sobre não terem pão? Ainda não compreendem nem percebem? O coração de vocês está endurecido? |
| 18. Vocês têm olhos, mas não veem? Têm ouvidos, mas não ouvem? Não se lembram? |
| 19. Quando eu parti os cinco pães para os cinco mil, quantos cestos cheios de pedaços vocês recolheram?” “Doze”, responderam eles. |
| 20. “E, quando eu parti os sete pães para os quatro mil, quantos cestos cheios de pedaços vocês recolheram?” “Sete”, responderam eles. |
| 21. Ele lhes disse: “Vocês ainda não entendem?” |
| 22. Eles foram para Betsaida, e algumas pessoas trouxeram um cego a Jesus, suplicando-lhe que tocasse nele. |
| 23. Ele tomou o cego pela mão e o levou para fora do povoado. Depois de cuspir nos olhos do homem e impor-lhe as mãos, Jesus perguntou: “Você está vendo alguma coisa?” |
| 24. Ele levantou os olhos e disse: “Vejo pessoas; elas parecem árvores andando”. |
| 25. Mais uma vez, Jesus colocou as mãos sobre os olhos do homem. Então seus olhos foram abertos, e sua vista lhe foi restaurada, e ele via tudo claramente. |
| 26. Jesus mandou-o para casa, dizendo: “Não entre no povoado!” |
| 27. Jesus e os seus discípulos dirigiram-se para os povoados nas proximidades de Cesareia de Filipe. No caminho, ele lhes perguntou: “Quem o povo diz que eu sou?” |
| 28. Eles responderam: “Alguns dizem que és João Batista; outros, Elias; e, ainda outros, um dos profetas”. |
| 29. “E vocês?”, perguntou ele. “Quem vocês dizem que eu sou?” Pedro respondeu: “Tu és o Cristo ”. |
| 30. Jesus os advertiu que não falassem a ninguém a seu respeito. |
| 31. Então ele começou a ensinar-lhes que era necessário que o Filho do homem sofresse muitas coisas e fosse rejeitado pelos líderes religiosos, pelos chefes dos sacerdotes e pelos mestres da lei, fosse morto e três dias depois ressuscitasse. |
| 32. Ele falou claramente a esse respeito. Então Pedro, chamando-o à parte, começou a repreendê-lo. |
| 33. Jesus, porém, voltou-se, olhou para os seus discípulos e repreendeu Pedro, dizendo: “Para trás de mim, Satanás! Você não pensa nas coisas de Deus, mas nas dos homens”. |
| 34. Então ele chamou a multidão e os discípulos e disse: “Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. |
| 35. Pois quem quiser salvar a sua vida a perderá; mas quem perder a sua vida por minha causa e pelo evangelho a salvará. |
| 36. Pois, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? |
| 37. Ou, o que o homem poderia dar em troca de sua alma? |
| 38. Se alguém se envergonhar de mim e das minhas palavras nesta geração adúltera e pecadora, o Filho do homem se envergonhará dele quando vier na glória de seu Pai com os santos anjos”. |
| Jó: 3 |
| 1. Depois disso Jó abriu a boca e amaldiçoou o dia do seu nascimento, |
| 2. dizendo: |
| 3. “Pereça o dia do meu nascimento e a noite em que se disse: ‘Nasceu um menino!’ |
| 4. Transforme-se aquele dia em trevas, e Deus, lá do alto, não se importe com ele; não resplandeça a luz sobre ele. |
| 5. Chamem-no de volta as trevas e a mais densa escuridão ; coloque-se uma nuvem sobre ele e o negrume aterrorize a sua luz. |
| 6. Apoderem-se daquela noite densas trevas! Não seja ela incluída entre os dias do ano, nem faça parte de nenhum dos meses. |
| 7. Seja aquela noite estéril, e nela não se ouçam brados de alegria. |
| 8. Amaldiçoem aquele dia os que amaldiçoam os dias e são capazes de atiçar o Leviatã. |
| 9. Fiquem escuras as suas estrelas matutinas, espere ele em vão pela luz do sol e não veja os primeiros raios da alvorada, |
| 10. pois não fechou as portas do ventre materno para evitar que eu contemplasse males. |
| 11. “Por que não morri ao nascer e não pereci quando saí do ventre? |
| 12. Por que houve joelhos para me receberem e seios para me amamentarem? |
| 13. Agora eu bem poderia estar deitado em paz e achar repouso |
| 14. junto aos reis e conselheiros da terra, que construíram para si lugares que agora jazem em ruínas, |
| 15. com governantes que possuíam ouro, que enchiam suas casas de prata. |
| 16. Por que não me sepultaram como criança abortada, como um bebê que nunca viu a luz do dia? |
| 17. Ali os ímpios já não se agitam, e ali os cansados permanecem em repouso; |
| 18. os prisioneiros também desfrutam sossego, já não ouvem mais os gritos do feitor de escravos. |
| 19. Os simples e os poderosos ali estão, e o escravo está livre do seu senhor. |
| 20. “Por que se dá luz aos infelizes, e vida aos de alma amargurada, |
| 21. aos que anseiam pela morte e esta não vem, e a procuram mais do que a um tesouro oculto, |
| 22. aos que se enchem de alegria e exultam quando vão para a sepultura? |
| 23. Por que se dá vida àquele cujo caminho é oculto e a quem Deus fechou as saídas? |
| 24. Pois me vêm suspiros em vez de comida; meus gemidos transbordam como água. |
| 25. O que eu temia veio sobre mim; o que eu receava me aconteceu. |
| 26. Não tenho paz, nem tranquilidade, nem descanso; somente inquietação”. |
| Jó: 4 |
| 1. Então respondeu Elifaz, de Temã: |
| 2. “Se alguém se aventurar a dizer a você uma palavra, isso tirará a sua paciência? Mas quem pode refrear as palavras? |
| 3. Pense bem! Você ensinou a tantos; fortaleceu mãos fracas. |
| 4. Suas palavras davam firmeza aos que tropeçavam; você fortaleceu joelhos vacilantes. |
| 5. Mas agora que se vê em dificuldade, você desanima; quando você é atingido, fica prostrado. |
| 6. Sua vida piedosa não inspira confiança a você? E o seu procedimento irrepreensível não dá a você esperança? |
| 7. “Reflita agora: Qual foi o inocente que chegou a perecer? Onde os íntegros sofreram destruição? |
| 8. Pelo que tenho observado, quem cultiva o mal e semeia maldade, isso também colherá. |
| 9. Pelo sopro de Deus são destruídos; pelo vento de sua ira eles perecem. |
| 10. Os leões podem rugir e rosnar, mas até os dentes dos leões fortes se quebram. |
| 11. O leão morre por falta de presa, e os filhotes da leoa se dispersam. |
| 12. “Disseram-me uma palavra em segredo, da qual os meus ouvidos captaram um murmúrio. |
| 13. Em meio a sonhos perturbadores da noite, quando cai sono profundo sobre os homens, |
| 14. temor e tremor se apoderaram de mim e fizeram estremecer todos os meus ossos. |
| 15. Um espírito roçou o meu rosto, e os pelos do meu corpo se arrepiaram. |
| 16. Ele parou, mas não pude identificá-lo. Um vulto se pôs diante dos meus olhos, e ouvi uma voz suave, que dizia: |
| 17. ‘Poderá algum mortal ser mais justo que Deus? Poderá algum homem ser mais puro que o seu Criador? |
| 18. Se Deus não confia em seus servos, se vê erro em seus anjos e os acusa, |
| 19. quanto mais nos que moram em casas de barro, cujos alicerces estão no pó! São mais facilmente esmagados que uma traça! |
| 20. Entre o alvorecer e o crepúsculo são despedaçados; perecem para sempre, sem ao menos serem notados. |
| 21. Não é certo que as cordas de suas tendas são arrancadas, e eles morrem sem sabedoria?’ |
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