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Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]

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Bíblia Completa (365 dias)

Almeida Revista e Atualizada: 48 de 365 dias

Gênesis: 49
1. Depois, chamou Jacó a seus filhos e disse: Ajuntai-vos, e eu vos farei saber o que vos há de acontecer nos dias vindouros:
2. Ajuntai-vos e ouvi, filhos de Jacó; ouvi a Israel, vosso pai.
3. Rúben, tu és meu primogênito, minha força e as primícias do meu vigor, o mais excelente em altivez e o mais excelente em poder.
4. Impetuoso como a água, não serás o mais excelente, porque subiste ao leito de teu pai e o profanaste; subiste à minha cama.
5. Simeão e Levi são irmãos; as suas espadas são instrumentos de violência.
6. No seu conselho, não entre minha alma; com o seu agrupamento, minha glória não se ajunte; porque no seu furor mataram homens, e na sua vontade perversa jarretaram touros.
7. Maldito seja o seu furor, pois era forte, e a sua ira, pois era dura; dividi-los-ei em Jacó e os espalharei em Israel.
8. Judá, teus irmãos te louvarão; a tua mão estará sobre a cerviz de teus inimigos; os filhos de teu pai se inclinarão a ti.
9. Judá é leãozinho; da presa subiste, filho meu. Encurva-se e deita-se como leão e como leoa; quem o despertará?
10. O cetro não se arredará de Judá, nem o bastão de entre seus pés, até que venha Siló; e a ele obedecerão os povos.
11. Ele amarrará o seu jumentinho à vide e o filho da sua jumenta, à videira mais excelente; lavará as suas vestes no vinho e a sua capa, em sangue de uvas.
12. Os seus olhos serão cintilantes de vinho, e os dentes, brancos de leite.
13. Zebulom habitará na praia dos mares e servirá de porto de navios, e o seu limite se estenderá até Sidom.
14. Issacar é jumento de fortes ossos, de repouso entre os rebanhos de ovelhas.
15. Viu que o repouso era bom e que a terra era deliciosa; baixou os ombros à carga e sujeitou-se ao trabalho servil.
16. Dã julgará o seu povo, como uma das tribos de Israel.
17. Dã será serpente junto ao caminho, uma víbora junto à vereda, que morde os talões do cavalo e faz cair o seu cavaleiro por detrás.
18. A tua salvação espero, ó SENHOR!
19. Gade, uma guerrilha o acometerá; mas ele a acometerá por sua retaguarda.
20. Aser, o seu pão será abundante e ele motivará delícias reais.
21. Naftali é uma gazela solta; ele profere palavras formosas.
22. José é um ramo frutífero, ramo frutífero junto à fonte; seus galhos se estendem sobre o muro.
23. Os flecheiros lhe dão amargura, atiram contra ele e o aborrecem.
24. O seu arco, porém, permanece firme, e os seus braços são feitos ativos pelas mãos do Poderoso de Jacó, sim, pelo Pastor e pela Pedra de Israel,
25. pelo Deus de teu pai, o qual te ajudará, e pelo Todo-Poderoso, o qual te abençoará com bênçãos dos altos céus, com bênçãos das profundezas, com bênçãos dos seios e da madre.
26. As bênçãos de teu pai excederão as bênçãos de meus pais até ao cimo dos montes eternos; estejam elas sobre a cabeça de José e sobre o alto da cabeça do que foi distinguido entre seus irmãos.
27. Benjamim é lobo que despedaça; pela manhã devora a presa e à tarde reparte o despojo.
28. São estas as doze tribos de Israel; e isto é o que lhes falou seu pai quando os abençoou; a cada um deles abençoou segundo a bênção que lhe cabia.
29. Depois, lhes ordenou, dizendo: Eu me reúno ao meu povo; sepultai-me, com meus pais, na caverna que está no campo de Efrom, o heteu,
30. na caverna que está no campo de Macpela, fronteiro a Manre, na terra de Canaã, a qual Abraão comprou de Efrom com aquele campo, em posse de sepultura.
31. Ali sepultaram Abraão e Sara, sua mulher; ali sepultaram Isaque e Rebeca, sua mulher; e ali sepultei Lia;
32. o campo e a caverna que nele está, comprados aos filhos de Hete.
33. Tendo Jacó acabado de dar determinações a seus filhos, recolheu os pés na cama, e expirou, e foi reunido ao seu povo.
Lucas: 4
1. Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi guiado pelo mesmo Espírito, no deserto,
2. durante quarenta dias, sendo tentado pelo diabo. Nada comeu naqueles dias, ao fim dos quais teve fome.
3. Disse-lhe, então, o diabo: Se és o Filho de Deus, manda que esta pedra se transforme em pão.
4. Mas Jesus lhe respondeu: Está escrito: Não só de pão viverá o homem.
5. E, elevando-o, mostrou-lhe, num momento, todos os reinos do mundo.
6. Disse-lhe o diabo: Dar-te-ei toda esta autoridade e a glória destes reinos, porque ela me foi entregue, e a dou a quem eu quiser.
7. Portanto, se prostrado me adorares, toda será tua.
8. Mas Jesus lhe respondeu: Está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele darás culto.
9. Então, o levou a Jerusalém, e o colocou sobre o pináculo do templo, e disse: Se és o Filho de Deus, atira-te daqui abaixo;
10. porque está escrito: Aos seus anjos ordenará a teu respeito que te guardem;
11. e: Eles te susterão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra.
12. Respondeu-lhe Jesus: Dito está: Não tentarás o Senhor, teu Deus.
13. Passadas que foram as tentações de toda sorte, apartou-se dele o diabo, até momento oportuno.
14. Então, Jesus, no poder do Espírito, regressou para a Galileia, e a sua fama correu por toda a circunvizinhança.
15. E ensinava nas sinagogas, sendo glorificado por todos.
16. Indo para Nazaré, onde fora criado, entrou, num sábado, na sinagoga, segundo o seu costume, e levantou-se para ler.
17. Então, lhe deram o livro do profeta Isaías, e, abrindo o livro, achou o lugar onde estava escrito:
18. O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos,
19. e apregoar o ano aceitável do Senhor.
20. Tendo fechado o livro, devolveu-o ao assistente e sentou-se; e todos na sinagoga tinham os olhos fitos nele.
21. Então, passou Jesus a dizer-lhes: Hoje, se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir.
22. Todos lhe davam testemunho, e se maravilhavam das palavras de graça que lhe saíam dos lábios, e perguntavam: Não é este o filho de José?
23. Disse-lhes Jesus: Sem dúvida, citar-me-eis este provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo; tudo o que ouvimos ter-se dado em Cafarnaum, faze-o também aqui na tua terra.
24. E prosseguiu: De fato, vos afirmo que nenhum profeta é bem-recebido na sua própria terra.
25. Na verdade vos digo que muitas viúvas havia em Israel no tempo de Elias, quando o céu se fechou por três anos e seis meses, reinando grande fome em toda a terra;
26. e a nenhuma delas foi Elias enviado, senão a uma viúva de Sarepta de Sidom.
27. Havia também muitos leprosos em Israel nos dias do profeta Eliseu, e nenhum deles foi purificado, senão Naamã, o siro.
28. Todos na sinagoga, ouvindo estas coisas, se encheram de ira.
29. E, levantando-se, expulsaram-no da cidade e o levaram até ao cimo do monte sobre o qual estava edificada, para, de lá, o precipitarem abaixo.
30. Jesus, porém, passando por entre eles, retirou-se.
31. E desceu a Cafarnaum, cidade da Galileia, e os ensinava no sábado.
32. E muito se maravilhavam da sua doutrina, porque a sua palavra era com autoridade.
33. Achava-se na sinagoga um homem possesso de um espírito de demônio imundo, e bradou em alta voz:
34. Ah! Que temos nós contigo, Jesus Nazareno? Vieste para perder-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus!
35. Mas Jesus o repreendeu, dizendo: Cala-te e sai deste homem. O demônio, depois de o ter lançado por terra no meio de todos, saiu dele sem lhe fazer mal.
36. Todos ficaram grandemente admirados e comentavam entre si, dizendo: Que palavra é esta, pois, com autoridade e poder, ordena aos espíritos imundos, e eles saem?
37. E a sua fama corria por todos os lugares da circunvizinhança.
38. Deixando ele a sinagoga, foi para a casa de Simão. Ora, a sogra de Simão achava-se enferma, com febre muito alta; e rogaram-lhe por ela.
39. Inclinando-se ele para ela, repreendeu a febre, e esta a deixou; e logo se levantou, passando a servi-los.
40. Ao pôr do sol, todos os que tinham enfermos de diferentes moléstias lhos traziam; e ele os curava, impondo as mãos sobre cada um.
41. Também de muitos saíam demônios, gritando e dizendo: Tu és o Filho de Deus! Ele, porém, os repreendia para que não falassem, pois sabiam ser ele o Cristo.
42. Sendo dia, saiu e foi para um lugar deserto; as multidões o procuravam, e foram até junto dele, e instavam para que não os deixasse.
43. Ele, porém, lhes disse: É necessário que eu anuncie o evangelho do reino de Deus também às outras cidades, pois para isso é que fui enviado.
44. E pregava nas sinagogas da Judeia.
Jó: 16
1. Então, respondeu Jó:
2. Tenho ouvido muitas coisas como estas; todos vós sois consoladores molestos.
3. Porventura, não terão fim essas palavras de vento? Ou que é que te instiga para responderes assim?
4. Eu também poderia falar como vós falais; se a vossa alma estivesse em lugar da minha, eu poderia dirigir-vos um montão de palavras e menear contra vós outros a minha cabeça;
5. poderia fortalecer-vos com as minhas palavras, e a compaixão dos meus lábios abrandaria a vossa dor.
6. Se eu falar, a minha dor não cessa; se me calar, qual é o meu alívio?
7. Na verdade, as minhas forças estão exaustas; tu, ó Deus, destruíste a minha família toda.
8. Testemunha disto é que já me tornaste encarquilhado, a minha magreza já se levanta contra mim e me acusa cara a cara.
9. Na sua ira me despedaçou e tem animosidade contra mim; contra mim rangeu os dentes e, como meu adversário, aguça os olhos.
10. Homens abrem contra mim a boca, com desprezo me esbofeteiam, e contra mim todos se ajuntam.
11. Deus me entrega ao ímpio e nas mãos dos perversos me faz cair.
12. Em paz eu vivia, porém ele me quebrantou; pegou-me pelo pescoço e me despedaçou; pôs-me por seu alvo.
13. Cercam-me as suas flechas, atravessa-me os rins, e não me poupa, e o meu fel derrama na terra.
14. Fere-me com ferimento sobre ferimento, arremete contra mim como um guerreiro.
15. Cosi sobre a minha pele o cilício e revolvi o meu orgulho no pó.
16. O meu rosto está todo afogueado de chorar, e sobre as minhas pálpebras está a sombra da morte,
17. embora não haja violência nas minhas mãos, e seja pura a minha oração.
18. Ó terra, não cubras o meu sangue, e não haja lugar em que se oculte o meu clamor!
19. Já agora sabei que a minha testemunha está no céu, e, nas alturas, quem advoga a minha causa.
20. Os meus amigos zombam de mim, mas os meus olhos se desfazem em lágrimas diante de Deus,
21. para que ele mantenha o direito do homem contra o próprio Deus e o do filho do homem contra o seu próximo.
22. Porque dentro de poucos anos eu seguirei o caminho de onde não tornarei.
Jó: 17
1. O meu espírito se vai consumindo, os meus dias se vão apagando, e só tenho perante mim a sepultura.
2. Estou, de fato, cercado de zombadores, e os meus olhos são obrigados a lhes contemplar a provocação.
3. Dá-me, pois, um penhor; sê o meu fiador para contigo mesmo; quem mais haverá que se possa comprometer comigo?
4. Porque ao seu coração encobriste o entendimento, pelo que não os exaltarás.
5. Se alguém oferece os seus amigos como presa, os olhos de seus filhos desfalecerão.
6. Mas a mim me pôs por provérbio dos povos; tornei-me como aquele em cujo rosto se cospe.
7. Pelo que já se escureceram de mágoa os meus olhos, e já todos os meus membros são como a sombra;
8. os retos pasmam disto, e o inocente se levanta contra o ímpio.
9. Contudo, o justo segue o seu caminho, e o puro de mãos cresce mais e mais em força.
10. Mas tornai-vos, todos vós, e vinde cá; porque sábio nenhum acharei entre vós.
11. Os meus dias passaram, e se malograram os meus propósitos, as aspirações do meu coração.
12. Convertem-me a noite em dia, e a luz, dizem, está perto das trevas.
13. Mas, se eu aguardo já a sepultura por minha casa; se nas trevas estendo a minha cama;
14. se ao sepulcro eu clamo: tu és meu pai; e aos vermes: vós sois minha mãe e minha irmã,
15. onde está, pois, a minha esperança? Sim, a minha esperança, quem a poderá ver?
16. Ela descerá até às portas da morte, quando juntamente no pó teremos descanso.

Almeida Revista e Atualizada: 48 de 365 dias


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