Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]
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Bíblia Completa (365 dias)
Almeida Revista e Atualizada: 44 de 365 dias
| Gênesis: 45 |
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| 1. Então, José, não se podendo conter diante de todos os que estavam com ele, bradou: Fazei sair a todos da minha presença! E ninguém ficou com ele, quando José se deu a conhecer a seus irmãos. |
| 2. E levantou a voz em choro, de maneira que os egípcios o ouviam e também a casa de Faraó. |
| 3. E disse a seus irmãos: Eu sou José; vive ainda meu pai? E seus irmãos não lhe puderam responder, porque ficaram atemorizados perante ele. |
| 4. Disse José a seus irmãos: Agora, chegai-vos a mim. E chegaram-se. Então, disse: Eu sou José, vosso irmão, a quem vendestes para o Egito. |
| 5. Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos irriteis contra vós mesmos por me haverdes vendido para aqui; porque, para conservação da vida, Deus me enviou adiante de vós. |
| 6. Porque já houve dois anos de fome na terra, e ainda restam cinco anos em que não haverá lavoura nem colheita. |
| 7. Deus me enviou adiante de vós, para conservar vossa sucessão na terra e para vos preservar a vida por um grande livramento. |
| 8. Assim, não fostes vós que me enviastes para cá, e sim Deus, que me pôs por pai de Faraó, e senhor de toda a sua casa, e como governador em toda a terra do Egito. |
| 9. Apressai-vos, subi a meu pai e dizei-lhe: Assim manda dizer teu filho José: Deus me pôs por senhor em toda terra do Egito; desce a mim, não te demores. |
| 10. Habitarás na terra de Gósen e estarás perto de mim, tu, teus filhos, os filhos de teus filhos, os teus rebanhos, o teu gado e tudo quanto tens. |
| 11. Aí te sustentarei, porque ainda haverá cinco anos de fome; para que não te empobreças, tu e tua casa e tudo o que tens. |
| 12. Eis que vedes por vós mesmos, e meu irmão Benjamim vê também, que sou eu mesmo quem vos fala. |
| 13. Anunciai a meu pai toda a minha glória no Egito e tudo o que tendes visto; apressai-vos e fazei descer meu pai para aqui. |
| 14. E, lançando-se ao pescoço de Benjamim, seu irmão, chorou; e, abraçado com ele, chorou também Benjamim. |
| 15. José beijou a todos os seus irmãos e chorou sobre eles; depois, seus irmãos falaram com ele. |
| 16. Fez-se ouvir na casa de Faraó esta notícia: São vindos os irmãos de José; e isto foi agradável a Faraó e a seus oficiais. |
| 17. Disse Faraó a José: Dize a teus irmãos: Fazei isto: carregai os vossos animais e parti; tornai à terra de Canaã, |
| 18. tomai a vosso pai e a vossas famílias e vinde para mim; dar-vos-ei o melhor da terra do Egito, e comereis a fartura da terra. |
| 19. Ordena-lhes também: Fazei isto: levai da terra do Egito carros para vossos filhinhos e para vossas mulheres, trazei vosso pai e vinde. |
| 20. Não vos preocupeis com coisa alguma dos vossos haveres, porque o melhor de toda a terra do Egito será vosso. |
| 21. E os filhos de Israel fizeram assim. José lhes deu carros, conforme o mandado de Faraó; também lhes deu provisão para o caminho. |
| 22. A cada um de todos eles deu vestes festivais, mas a Benjamim deu trezentas moedas de prata e cinco vestes festivais. |
| 23. Também enviou a seu pai dez jumentos carregados do melhor do Egito, e dez jumentos carregados de cereais e pão, e provisão para o seu pai, para o caminho. |
| 24. E despediu os seus irmãos. Ao partirem, disse-lhes: Não contendais pelo caminho. |
| 25. Então, subiram do Egito, e vieram à terra de Canaã, a Jacó, seu pai, |
| 26. e lhe disseram: José ainda vive e é governador de toda a terra do Egito. Com isto, o coração lhe ficou como sem palpitar, porque não lhes deu crédito. |
| 27. Porém, havendo-lhe eles contado todas as palavras que José lhes falara, e vendo Jacó, seu pai, os carros que José enviara para levá-lo, reviveu-se-lhe o espírito. |
| 28. E disse Israel: Basta; ainda vive meu filho José; irei e o verei antes que eu morra. |
| Marcos: 16 |
| 1. Passado o sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé, compraram aromas para irem embalsamá-lo. |
| 2. E, muito cedo, no primeiro dia da semana, ao despontar do sol, foram ao túmulo. |
| 3. Diziam umas às outras: Quem nos removerá a pedra da entrada do túmulo? |
| 4. E, olhando, viram que a pedra já estava removida; pois era muito grande. |
| 5. Entrando no túmulo, viram um jovem assentado ao lado direito, vestido de branco, e ficaram surpreendidas e atemorizadas. |
| 6. Ele, porém, lhes disse: Não vos atemorizeis; buscais a Jesus, o Nazareno, que foi crucificado; ele ressuscitou, não está mais aqui; vede o lugar onde o tinham posto. |
| 7. Mas ide, dizei a seus discípulos e a Pedro que ele vai adiante de vós para a Galileia; lá o vereis, como ele vos disse. |
| 8. E, saindo elas, fugiram do sepulcro, porque estavam possuídas de temor e de assombro; e, de medo, nada disseram a ninguém. |
| 9. Havendo ele ressuscitado de manhã cedo no primeiro dia da semana, apareceu primeiro a Maria Madalena, da qual expelira sete demônios. |
| 10. E, partindo ela, foi anunciá-lo àqueles que, tendo sido companheiros de Jesus, se achavam tristes e choravam. |
| 11. Estes, ouvindo que ele vivia e que fora visto por ela, não acreditaram. |
| 12. Depois disto, manifestou-se em outra forma a dois deles que estavam de caminho para o campo. |
| 13. E, indo, eles o anunciaram aos demais, mas também a estes dois eles não deram crédito. |
| 14. Finalmente, apareceu Jesus aos onze, quando estavam à mesa, e censurou-lhes a incredulidade e dureza de coração, porque não deram crédito aos que o tinham visto já ressuscitado. |
| 15. E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. |
| 16. Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado. |
| 17. Estes sinais hão de acompanhar aqueles que creem: em meu nome, expelirão demônios; falarão novas línguas; |
| 18. pegarão em serpentes; e, se alguma coisa mortífera beberem, não lhes fará mal; se impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão curados. |
| 19. De fato, o Senhor Jesus, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu e assentou-se à destra de Deus. |
| 20. E eles, tendo partido, pregaram em toda parte, cooperando com eles o Senhor e confirmando a palavra por meio de sinais, que se seguiam. |
| Jó: 12 |
| 1. Então, Jó respondeu: |
| 2. Na verdade, vós sois o povo, e convosco morrerá a sabedoria. |
| 3. Também eu tenho entendimento como vós; eu não vos sou inferior; quem não sabe coisas como essas? |
| 4. Eu sou irrisão para os meus amigos; eu, que invocava a Deus, e ele me respondia; o justo e o reto servem de irrisão. |
| 5. No pensamento de quem está seguro, há desprezo para o infortúnio, um empurrão para aquele cujos pés já vacilam. |
| 6. As tendas dos tiranos gozam paz, e os que provocam a Deus estão seguros; têm o punho por seu deus. |
| 7. Mas pergunta agora às alimárias, e cada uma delas to ensinará; e às aves dos céus, e elas to farão saber. |
| 8. Ou fala com a terra, e ela te instruirá; até os peixes do mar to contarão. |
| 9. Qual entre todos estes não sabe que a mão do SENHOR fez isto? |
| 10. Na sua mão está a alma de todo ser vivente e o espírito de todo o gênero humano. |
| 11. Porventura, o ouvido não submete à prova as palavras, como o paladar prova as comidas? |
| 12. Está a sabedoria com os idosos, e, na longevidade, o entendimento? |
| 13. Não! Com Deus está a sabedoria e a força; ele tem conselho e entendimento. |
| 14. O que ele deitar abaixo não se reedificará; lança na prisão, e ninguém a pode abrir. |
| 15. Se retém as águas, elas secam; se as larga, devastam a terra. |
| 16. Com ele está a força e a sabedoria; seu é o que erra e o que faz errar. |
| 17. Aos conselheiros, leva-os despojados do seu cargo e aos juízes faz desvairar. |
| 18. Dissolve a autoridade dos reis, e uma corda lhes cinge os lombos. |
| 19. Aos sacerdotes, leva-os despojados do seu cargo e aos poderosos transtorna. |
| 20. Aos eloquentes ele tira a palavra e tira o entendimento aos anciãos. |
| 21. Lança desprezo sobre os príncipes e afrouxa o cinto dos fortes. |
| 22. Das trevas manifesta coisas profundas e traz à luz a densa escuridade. |
| 23. Multiplica as nações e as faz perecer; dispersa-as e de novo as congrega. |
| 24. Tira o entendimento aos príncipes do povo da terra e os faz vaguear pelos desertos sem caminho. |
| 25. Nas trevas andam às apalpadelas, sem terem luz, e os faz cambalear como ébrios. |
Almeida Revista e Atualizada: 44 de 365 dias