Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]
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Bíblia Completa (365 dias)
Almeida Revista e Atualizada: 240 de 365 dias
| 1 Samuel: 20 |
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| 1. Então, fugiu Davi da casa dos profetas, em Ramá, e veio, e disse a Jônatas: Que fiz eu? Qual é a minha culpa? E qual é o meu pecado diante de teu pai, que procura tirar-me a vida? |
| 2. Ele lhe respondeu: Tal não suceda; não serás morto. Meu pai não faz coisa nenhuma, nem grande nem pequena, sem primeiro me dizer; por que, pois, meu pai me ocultaria isso? Não há nada disso. |
| 3. Então, Davi respondeu enfaticamente: Mui bem sabe teu pai que da tua parte achei mercê; pelo que disse consigo: Não saiba isto Jônatas, para que não se entristeça. Tão certo como vive o SENHOR, e tu vives, Jônatas, apenas há um passo entre mim e a morte. |
| 4. Disse Jônatas a Davi: O que tu desejares eu te farei. |
| 5. Disse Davi a Jônatas: Amanhã é a Festa da Lua Nova, em que sem falta deveria assentar-me com o rei para comer; mas deixa-me ir, e esconder-me-ei no campo, até à terceira tarde. |
| 6. Se teu pai notar a minha ausência, dirás: Davi me pediu muito que o deixasse ir a toda pressa a Belém, sua cidade; porquanto se faz lá o sacrifício anual para toda a família. |
| 7. Se disser assim: Está bem! Então, teu servo terá paz. Porém, se muito se indignar, sabe que já o mal está, de fato, determinado por ele. |
| 8. Usa, pois, de misericórdia para com o teu servo, porque lhe fizeste entrar contigo em aliança no SENHOR; se, porém, há em mim culpa, mata-me tu mesmo; por que me levarias a teu pai? |
| 9. Então, disse Jônatas: Longe de ti tal coisa; porém, se dalguma sorte soubesse que já este mal estava, de fato, determinado por meu pai, para que viesse sobre ti, não to declararia eu? |
| 10. Perguntou Davi a Jônatas: Quem tal me fará saber, se, por acaso, teu pai te responder asperamente? |
| 11. Então, disse Jônatas a Davi: Vem, e saiamos ao campo. E saíram. |
| 12. E disse Jônatas a Davi: O SENHOR, Deus de Israel, seja testemunha. Amanhã ou depois de amanhã, a estas horas sondarei meu pai; se algo houver favorável a Davi, eu to mandarei dizer. |
| 13. Mas, se meu pai quiser fazer-te mal, faça com Jônatas o SENHOR o que a este aprouver, se não to fizer saber eu e não te deixar ir embora, para que sigas em paz. E seja o SENHOR contigo, como tem sido com meu pai. |
| 14. Se eu, então, ainda viver, porventura, não usarás para comigo da bondade do SENHOR, para que não morra? |
| 15. Nem tampouco cortarás jamais da minha casa a tua bondade; nem ainda quando o SENHOR desarraigar da terra todos os inimigos de Davi. |
| 16. Assim, fez Jônatas aliança com a casa de Davi, dizendo: Vingue o SENHOR os inimigos de Davi. |
| 17. Jônatas fez jurar a Davi de novo, pelo amor que este lhe tinha, porque Jônatas o amava com todo o amor da sua alma. |
| 18. Disse-lhe Jônatas: Amanhã é a Festa da Lua Nova; perguntar-se-á por ti, porque o teu lugar estará vazio. |
| 19. Ao terceiro dia, descerás apressadamente e irás para o lugar em que te escondeste no dia do ajuste; e fica junto à pedra de Ezel. |
| 20. Atirarei três flechas para aquele lado, como quem atira ao alvo. |
| 21. Eis que mandarei o moço e lhe direi: Vai, procura as flechas; se eu disser ao moço: Olha que as flechas estão para cá de ti, traze-as; então, vem, Davi, porque, tão certo como vive o SENHOR, terás paz, e nada há que temer. |
| 22. Porém, se disser ao moço: Olha que as flechas estão para lá de ti. Vai-te embora, porque o SENHOR te manda ir. |
| 23. Quanto àquilo de que eu e tu falamos, eis que o SENHOR está entre mim e ti, para sempre. |
| 24. Escondeu-se, pois, Davi no campo; e, sendo a Festa da Lua Nova, pôs-se o rei à mesa para comer. |
| 25. Assentou-se o rei na sua cadeira, segundo o costume, no lugar junto à parede; Jônatas, defronte dele, e Abner, ao lado de Saul; mas o lugar de Davi estava desocupado. |
| 26. Porém, naquele dia, não disse Saul nada, pois pensava: Aconteceu-lhe alguma coisa, pela qual não está limpo; talvez esteja contaminado. |
| 27. Sucedeu também ao outro dia, o segundo da Festa da Lua Nova, que o lugar de Davi continuava desocupado; disse, pois, Saul a Jônatas, seu filho: Por que não veio a comer o filho de Jessé, nem ontem nem hoje? |
| 28. Respondeu Jônatas a Saul: Davi me pediu, encarecidamente, que o deixasse ir a Belém. |
| 29. Ele me disse: Peço-te que me deixes ir, porque a nossa família tem um sacrifício na cidade, e um de meus irmãos insiste comigo para que eu vá. Se, pois, agora, achei mercê aos teus olhos, peço-te que me deixes partir, para que veja meus irmãos. Por isso, não veio à mesa do rei. |
| 30. Então, se acendeu a ira de Saul contra Jônatas, e disse-lhe: Filho de mulher perversa e rebelde; não sei eu que elegeste o filho de Jessé, para vergonha tua e para vergonha do recato de tua mãe? |
| 31. Pois, enquanto o filho de Jessé viver sobre a terra, nem tu estarás seguro, nem seguro o teu reino; pelo que manda buscá-lo, agora, porque deve morrer. |
| 32. Então, respondeu Jônatas a Saul, seu pai, e lhe disse: Por que há de ele morrer? Que fez ele? |
| 33. Então, Saul atirou-lhe com a lança para o ferir; com isso entendeu Jônatas que, de fato, seu pai já determinara matar a Davi. |
| 34. Pelo que Jônatas, todo encolerizado, se levantou da mesa e, neste segundo dia da Festa da Lua Nova, não comeu pão, pois ficara muito sentido por causa de Davi, a quem seu pai havia ultrajado. |
| 35. Na manhã seguinte, saiu Jônatas ao campo, no tempo ajustado com Davi, e levou consigo um rapaz. |
| 36. Então, disse ao seu rapaz: Corre a buscar as flechas que eu atirar. Este correu, e ele atirou uma flecha, que fez passar além do rapaz. |
| 37. Chegando o rapaz ao lugar da flecha que Jônatas havia atirado, gritou Jônatas atrás dele e disse: Não está a flecha mais para lá de ti? |
| 38. Tornou Jônatas a gritar: Apressa-te, não te demores. O rapaz de Jônatas apanhou as flechas e voltou ao seu senhor. |
| 39. O rapaz não entendeu coisa alguma; só Jônatas e Davi sabiam deste ajuste. |
| 40. Então, Jônatas deu as suas armas ao rapaz que o acompanhava e disse-lhe: Anda, leva-as à cidade. |
| 41. Indo-se o rapaz, levantou-se Davi do lado do sul e prostrou-se rosto em terra três vezes; e beijaram-se um ao outro e choraram juntos; Davi, porém, muito mais. |
| 42. Disse Jônatas a Davi: Vai-te em paz, porquanto juramos ambos em nome do SENHOR, dizendo: O SENHOR seja para sempre entre mim e ti e entre a minha descendência e a tua. |
| 43. Então, se levantou Davi e se foi; e Jônatas entrou na cidade. |
| 1 Coríntios: 2 |
| 1. Eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não o fiz com ostentação de linguagem ou de sabedoria. |
| 2. Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado. |
| 3. E foi em fraqueza, temor e grande tremor que eu estive entre vós. |
| 4. A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, |
| 5. para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus. |
| 6. Entretanto, expomos sabedoria entre os experimentados; não, porém, a sabedoria deste século, nem a dos poderosos desta época, que se reduzem a nada; |
| 7. mas falamos a sabedoria de Deus em mistério, outrora oculta, a qual Deus preordenou desde a eternidade para a nossa glória; |
| 8. sabedoria essa que nenhum dos poderosos deste século conheceu; porque, se a tivessem conhecido, jamais teriam crucificado o Senhor da glória; |
| 9. mas, como está escrito: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam. |
| 10. Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito; porque o Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus. |
| 11. Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o seu próprio espírito, que nele está? Assim, também as coisas de Deus, ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus. |
| 12. Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, e sim o Espírito que vem de Deus, para que conheçamos o que por Deus nos foi dado gratuitamente. |
| 13. Disto também falamos, não em palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas ensinadas pelo Espírito, conferindo coisas espirituais com espirituais. |
| 14. Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. |
| 15. Porém o homem espiritual julga todas as coisas, mas ele mesmo não é julgado por ninguém. |
| 16. Pois quem conheceu a mente do Senhor, que o possa instruir? Nós, porém, temos a mente de Cristo. |
| Lamentações: 5 |
| 1. Lembra-te, SENHOR, do que nos tem sucedido; considera e olha para o nosso opróbrio. |
| 2. A nossa herança passou a estranhos, e as nossas casas, a estrangeiros; |
| 3. somos órfãos, já não temos pai, nossas mães são como viúvas. |
| 4. A nossa água, por dinheiro a bebemos, por preço vem a nossa lenha. |
| 5. Os nossos perseguidores estão sobre o nosso pescoço; estamos exaustos e não temos descanso. |
| 6. Submetemo-nos aos egípcios e aos assírios, para nos fartarem de pão. |
| 7. Nossos pais pecaram e já não existem; nós é que levamos o castigo das suas iniquidades. |
| 8. Escravos dominam sobre nós; ninguém há que nos livre das suas mãos. |
| 9. Com perigo de nossa vida, providenciamos o nosso pão, por causa da espada do deserto. |
| 10. Nossa pele se esbraseia como um forno, por causa do ardor da fome. |
| 11. Forçaram as mulheres em Sião; as virgens, nas cidades de Judá. |
| 12. Os príncipes foram por eles enforcados, as faces dos velhos não foram reverenciadas. |
| 13. Os jovens levaram a mó, os meninos tropeçaram debaixo das cargas de lenha; |
| 14. os anciãos já não se assentam na porta, os jovens já não cantam. |
| 15. Cessou o júbilo de nosso coração, converteu-se em lamentações a nossa dança. |
| 16. Caiu a coroa da nossa cabeça; ai de nós, porque pecamos! |
| 17. Por isso, caiu doente o nosso coração; por isso, se escureceram os nossos olhos. |
| 18. Pelo monte Sião, que está assolado, andam as raposas. |
| 19. Tu, SENHOR, reinas eternamente, o teu trono subsiste de geração em geração. |
| 20. Por que te esquecerias de nós para sempre? Por que nos desampararias por tanto tempo? |
| 21. Converte-nos a ti, SENHOR, e seremos convertidos; renova os nossos dias como dantes. |
| 22. Por que nos rejeitarias totalmente? Por que te enfurecerias sobremaneira contra nós outros? |
Almeida Revista e Atualizada: 240 de 365 dias