Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]
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Bíblia Completa (365 dias)
Almeida Corrigida Fiel: 73 de 365 dias
| Êxodo: 24 |
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| 1. Depois disse a Moisés: Sobe ao Senhor, tu e Arão, Nadabe e Abiú, e setenta dos anciãos de Israel; e adorai de longe. |
| 2. E só Moisés se chegará ao Senhor; mas eles não se cheguem, nem o povo suba com ele. |
| 3. Veio, pois, Moisés, e contou ao povo todas as palavras do Senhor, e todos os estatutos; então o povo respondeu a uma voz, e disse: Todas as palavras, que o Senhor tem falado, faremos. |
| 4. Moisés escreveu todas as palavras do Senhor, e levantou-se pela manhã de madrugada, e edificou um altar ao pé do monte, e doze monumentos, segundo as doze tribos de Israel; |
| 5. E enviou alguns jovens dos filhos de Israel, os quais ofereceram holocaustos e sacrificaram ao Senhor sacrifícios pacíficos de bezerros. |
| 6. E Moisés tomou a metade do sangue, e a pôs em bacias; e a outra metade do sangue aspergiu sobre o altar. |
| 7. E tomou o livro da aliança e o leu aos ouvidos do povo, e eles disseram: Tudo o que o Senhor tem falado faremos, e obedeceremos. |
| 8. Então tomou Moisés aquele sangue, e aspergiu-o sobre o povo, e disse: Eis aqui o sangue da aliança que o Senhor tem feito convosco sobre todas estas palavras. |
| 9. E subiram Moisés e Arão, Nadabe e Abiú, e setenta dos anciãos de Israel. |
| 10. E viram o Deus de Israel, e debaixo de seus pés havia como que uma pavimentação de pedra de safira, que se parecia com o céu na sua claridade. |
| 11. Porém não estendeu a sua mão sobre os escolhidos dos filhos de Israel, mas viram a Deus, e comeram e beberam. |
| 12. Então disse o Senhor a Moisés: Sobe a mim ao monte, e fica lá; e dar-te-ei as tábuas de pedra e a lei, e os mandamentos que tenho escrito, para os ensinar. |
| 13. E levantou-se Moisés com Josué seu servidor; e subiu Moisés ao monte de Deus. |
| 14. E disse aos anciãos: Esperai-nos aqui, até que tornemos a vós; e eis que Arão e Hur ficam convosco; quem tiver algum negócio, se chegará a eles. |
| 15. E, subindo Moisés ao monte, a nuvem cobriu o monte. |
| 16. E a glória do Senhor repousou sobre o monte Sinai, e a nuvem o cobriu por seis dias; e ao sétimo dia chamou a Moisés do meio da nuvem. |
| 17. E o parecer da glória do Senhor era como um fogo consumidor no cume do monte, aos olhos dos filhos de Israel. |
| 18. E Moisés entrou no meio da nuvem, depois que subiu ao monte; e Moisés esteve no monte quarenta dias e quarenta noites. |
| João: 4 |
| 1. E quando o Senhor entendeu que os fariseus tinham ouvido que Jesus fazia e batizava mais discípulos do que João |
| 2. (Ainda que Jesus mesmo não batizava, mas os seus discípulos), |
| 3. Deixou a Judeia, e foi outra vez para a Galileia. |
| 4. E era-lhe necessário passar por Samaria. |
| 5. Foi, pois, a uma cidade de Samaria, chamada Sicar, junto da herdade que Jacó tinha dado a seu filho José. |
| 6. E estava ali a fonte de Jacó. Jesus, pois, cansado do caminho, assentou-se assim junto da fonte. Era isto quase à hora sexta. |
| 7. Veio uma mulher de Samaria tirar água. Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber. |
| 8. Porque os seus discípulos tinham ido à cidade comprar comida. |
| 9. Disse-lhe, pois, a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana? (porque os judeus não se comunicam com os samaritanos). |
| 10. Jesus respondeu, e disse-lhe: Se tu conheceras o dom de Deus, e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva. |
| 11. Disse-lhe a mulher: Senhor, tu não tens com que a tirar, e o poço é fundo; onde, pois, tens a água viva? |
| 12. És tu maior do que o nosso pai Jacó, que nos deu o poço, bebendo ele próprio dele, e os seus filhos, e o seu gado? |
| 13. Jesus respondeu, e disse-lhe: Qualquer que beber desta água tornará a ter sede; |
| 14. Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna. |
| 15. Disse-lhe a mulher: Senhor, dá-me dessa água, para que não mais tenha sede, e não venha aqui tirá-la. |
| 16. Disse-lhe Jesus: Vai, chama o teu marido, e vem cá. |
| 17. A mulher respondeu, e disse: Não tenho marido. Disse-lhe Jesus: Disseste bem: Não tenho marido; |
| 18. Porque tiveste cinco maridos, e o que agora tens não é teu marido; isto disseste com verdade. |
| 19. Disse-lhe a mulher: Senhor, vejo que és profeta. |
| 20. Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar. |
| 21. Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me que a hora vem, em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai. |
| 22. Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus. |
| 23. Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. |
| 24. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade. |
| 25. A mulher disse-lhe: Eu sei que o Messias (que se chama o Cristo) vem; quando ele vier, nos anunciará tudo. |
| 26. Jesus disse-lhe: Eu o sou, eu que falo contigo. |
| 27. E nisto vieram os seus discípulos, e maravilharam-se de que estivesse falando com uma mulher; todavia nenhum lhe disse: Que perguntas? Ou: Por que falas com ela? |
| 28. Deixou, pois, a mulher o seu cântaro, e foi à cidade, e disse àqueles homens: |
| 29. Vinde, vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito. Porventura não é este o Cristo? |
| 30. Saíram, pois, da cidade, e foram ter com ele. |
| 31. E entretanto os seus discípulos lhe rogaram, dizendo: Rabi, come. |
| 32. Ele, porém, lhes disse: Uma comida tenho para comer, que vós não conheceis. |
| 33. Então os discípulos diziam uns aos outros: Trouxe-lhe, porventura, alguém algo de comer? |
| 34. Jesus disse-lhes: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra. |
| 35. Não dizeis vós que ainda há quatro meses até que venha a ceifa? Eis que eu vos digo: Levantai os vossos olhos, e vede as terras, que já estão brancas para a ceifa. |
| 36. E o que ceifa recebe galardão, e ajunta fruto para a vida eterna; para que, assim o que semeia como o que ceifa, ambos se regozijem. |
| 37. Porque nisto é verdadeiro o ditado, que um é o que semeia, e outro o que ceifa. |
| 38. Eu vos enviei a ceifar onde vós não trabalhastes; outros trabalharam, e vós entrastes no seu trabalho. |
| 39. E muitos dos samaritanos daquela cidade creram nele, pela palavra da mulher, que testificou: Disse-me tudo quanto tenho feito. |
| 40. Indo, pois, ter com ele os samaritanos, rogaram-lhe que ficasse com eles; e ficou ali dois dias. |
| 41. E muitos mais creram nele, por causa da sua palavra. |
| 42. E diziam à mulher: Já não é pelo teu dito que nós cremos; porque nós mesmos o temos ouvido, e sabemos que este é verdadeiramente o Cristo, o Salvador do mundo. |
| 43. E dois dias depois partiu dali, e foi para a Galileia. |
| 44. Porque Jesus mesmo testificou que um profeta não tem honra na sua própria pátria. |
| 45. Chegando, pois, à Galileia, os galileus o receberam, vistas todas as coisas que fizera em Jerusalém, no dia da festa; porque também eles tinham ido à festa. |
| 46. Segunda vez foi Jesus a Caná da Galileia, onde da água fizera vinho. E havia ali um oficial do rei, cujo filho estava enfermo em Cafarnaum. |
| 47. Ouvindo este que Jesus vinha da Judeia para a Galileia, foi ter com ele, e rogou-lhe que descesse, e curasse o seu filho, porque já estava à morte. |
| 48. Então Jesus lhe disse: Se não virdes sinais e milagres, não crereis. |
| 49. Disse-lhe o oficial: Senhor, desce, antes que meu filho morra. |
| 50. Disse-lhe Jesus: Vai, o teu filho vive. E o homem creu na palavra que Jesus lhe disse, e partiu. |
| 51. E descendo ele logo, saíram-lhe ao encontro os seus servos, e lhe anunciaram, dizendo: O teu filho vive. |
| 52. Perguntou-lhes, pois, a que hora se achara melhor. E disseram-lhe: Ontem às sete horas a febre o deixou. |
| 53. Entendeu, pois, o pai que era aquela hora a mesma em que Jesus lhe disse: O teu filho vive; e creu ele, e toda a sua casa. |
| 54. Jesus fez este segundo milagre, quando ia da Judeia para a Galileia. |
| Provérbios: 1 |
| 1. Provérbios de Salomão, filho de Davi, rei de Israel; |
| 2. Para se conhecer a sabedoria e a instrução; para se entenderem, as palavras da prudência. |
| 3. Para se receber a instrução do entendimento, a justiça, o juízo e a equidade; |
| 4. Para dar aos simples, prudência, e aos moços, conhecimento e discernimento; |
| 5. O sábio ouvirá e crescerá em conhecimento, e o entendido adquirirá sábios conselhos; |
| 6. Para entender os provérbios e sua interpretação; as palavras dos sábios e as suas proposições. |
| 7. O temor do Senhor é o princípio do conhecimento; os loucos desprezam a sabedoria e a instrução. |
| 8. Filho meu, ouve a instrução de teu pai, e não deixes o ensinamento de tua mãe, |
| 9. Porque serão como diadema gracioso em tua cabeça, e colares ao teu pescoço. |
| 10. Filho meu, se os pecadores procuram te atrair com agrados, não aceites. |
| 11. Se disserem: Vem conosco a tocaias de sangue; embosquemos o inocente sem motivo; |
| 12. Traguemo-los vivos, como a sepultura; e inteiros, como os que descem à cova; |
| 13. Acharemos toda sorte de bens preciosos; encheremos as nossas casas de despojos; |
| 14. Lança a tua sorte conosco; teremos todos uma só bolsa! |
| 15. Filho meu, não te ponhas a caminho com eles; desvia o teu pé das suas veredas; |
| 16. Porque os seus pés correm para o mal, e se apressam a derramar sangue. |
| 17. Na verdade é inútil estender-se a rede ante os olhos de qualquer ave. |
| 18. No entanto estes armam ciladas contra o seu próprio sangue; e espreitam suas próprias vidas. |
| 19. São assim as veredas de todo aquele que usa de cobiça: ela põe a perder a alma dos que a possuem. |
| 20. A sabedoria clama lá fora; pelas ruas levanta a sua voz. |
| 21. Nas esquinas movimentadas ela brada; nas entradas das portas e nas cidades profere as suas palavras: |
| 22. Até quando, ó simples, amareis a simplicidade? E vós escarnecedores, desejareis o escárnio? E vós insensatos, odiareis o conhecimento? |
| 23. Atentai para a minha repreensão; pois eis que vos derramarei abundantemente do meu espírito e vos farei saber as minhas palavras. |
| 24. Entretanto, porque eu clamei e recusastes; e estendi a minha mão e não houve quem desse atenção, |
| 25. Antes rejeitastes todo o meu conselho, e não quisestes a minha repreensão, |
| 26. Também de minha parte eu me rirei na vossa perdição e zombarei, em vindo o vosso temor. |
| 27. Vindo o vosso temor como a assolação, e vindo a vossa perdição como uma tormenta, sobrevirá a vós aperto e angústia. |
| 28. Então clamarão a mim, mas eu não responderei; de madrugada me buscarão, porém não me acharão. |
| 29. Porquanto odiaram o conhecimento; e não preferiram o temor do Senhor: |
| 30. Não aceitaram o meu conselho, e desprezaram toda a minha repreensão. |
| 31. Portanto comerão do fruto do seu caminho, e fartar-se-ão dos seus próprios conselhos. |
| 32. Porque o erro dos simples os matará, e o desvario dos insensatos os destruirá. |
| 33. Mas o que me der ouvidos habitará em segurança, e estará livre do temor do mal. |
Almeida Corrigida Fiel: 73 de 365 dias