Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]
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Bíblia Completa (365 dias)
Almeida Corrigida Fiel: 60 de 365 dias
| Êxodo: 11 |
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| 1. E o Senhor disse a Moisés: Ainda uma praga trarei sobre Faraó, e sobre o Egito; depois vos deixará ir daqui; e, quando vos deixar ir totalmente, a toda a pressa vos lançará daqui. |
| 2. Fala agora aos ouvidos do povo, que cada homem peça ao seu vizinho, e cada mulher à sua vizinha, joias de prata e joias de ouro. |
| 3. E o Senhor deu ao povo graça aos olhos dos egípcios; também o homem Moisés era mui grande na terra do Egito, aos olhos dos servos de Faraó e aos olhos do povo. |
| 4. Disse mais Moisés: Assim o Senhor tem dito: À meia-noite eu sairei pelo meio do Egito; |
| 5. E todo o primogênito na terra do Egito morrerá, desde o primogênito de Faraó, que haveria de assentar-se sobre o seu trono, até ao primogênito da serva que está detrás da mó, e todo o primogênito dos animais. |
| 6. E haverá grande clamor em toda a terra do Egito, como nunca houve semelhante e nunca haverá; |
| 7. Mas entre todos os filhos de Israel nem mesmo um cão moverá a sua língua, desde os homens até aos animais, para que saibais que o Senhor fez diferença entre os egípcios e os israelitas. |
| 8. Então todos estes teus servos descerão a mim, e se inclinarão diante de mim, dizendo: Sai tu, e todo o povo que te segue as pisadas; e depois eu sairei. E saiu da presença de Faraó ardendo em ira. |
| 9. O Senhor dissera a Moisés: Faraó não vos ouvirá, para que as minhas maravilhas se multipliquem na terra do Egito. |
| 10. E Moisés e Arão fizeram todas estas maravilhas diante de Faraó; mas o Senhor endureceu o coração de Faraó, que não deixou ir os filhos de Israel da sua terra. |
| Lucas: 15 |
| 1. E chegavam-se a ele todos os publicanos e pecadores para o ouvir. |
| 2. E os fariseus e os escribas murmuravam, dizendo: Este recebe pecadores, e come com eles. |
| 3. E ele lhes propôs esta parábola, dizendo: |
| 4. Que homem dentre vós, tendo cem ovelhas, e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove, e vai após a perdida até que venha a achá-la? |
| 5. E achando-a, a põe sobre os seus ombros, rejubilando; |
| 6. E, chegando a casa, convoca os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida. |
| 7. Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende, mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento. |
| 8. Ou qual a mulher que, tendo dez dracmas, se perder uma dracma, não acende a candeia, e varre a casa, e busca com diligência até a achar? |
| 9. E achando-a, convoca as amigas e vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque já achei a dracma perdida. |
| 10. Assim vos digo que há alegria diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende. |
| 11. E disse: Um certo homem tinha dois filhos; |
| 12. E o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me pertence. E ele repartiu por eles a fazenda. |
| 13. E, poucos dias depois, o filho mais novo, ajuntando tudo, partiu para uma terra longínqua, e ali desperdiçou os seus bens, vivendo dissolutamente. |
| 14. E, havendo ele gastado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e começou a padecer necessidades. |
| 15. E foi, e chegou-se a um dos cidadãos daquela terra, o qual o mandou para os seus campos, a apascentar porcos. |
| 16. E desejava encher o seu estômago com as bolotas que os porcos comiam, e ninguém lhe dava nada. |
| 17. E, tornando em si, disse: Quantos jornaleiros de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome! |
| 18. Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti; |
| 19. Já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus jornaleiros. |
| 20. E, levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou. |
| 21. E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e perante ti, e já não sou digno de ser chamado teu filho. |
| 22. Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa; e vesti-lho, e ponde-lhe um anel na mão, e sandálias nos pés; |
| 23. E trazei o bezerro cevado, e matai-o; e comamos, e alegremo-nos; |
| 24. Porque este meu filho estava morto, e reviveu, tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a alegrar-se. |
| 25. E o seu filho mais velho estava no campo; e quando veio, e chegou perto de casa, ouviu a música e as danças. |
| 26. E, chamando um dos servos, perguntou-lhe que era aquilo. |
| 27. E ele lhe disse: Veio teu irmão; e teu pai matou o bezerro cevado, porque o recebeu são e salvo. |
| 28. Mas ele se indignou, e não queria entrar. |
| 29. E saindo o seu pai, rogava-lhe que entrasse com ele. Mas, respondendo ele, disse ao pai: Eis que te sirvo há tantos anos, sem nunca transgredir o teu mandamento, e nunca me deste um cabrito para alegrar-me com os meus amigos; |
| 30. Vindo, porém, este teu filho, que desperdiçou os teus bens com as meretrizes, mataste-lhe o bezerro cevado. |
| 31. E ele lhe disse: Filho, tu sempre estás comigo, e todas as minhas coisas são tuas; |
| 32. Mas era justo alegrarmo-nos e folgarmos, porque este teu irmão estava morto, e reviveu; e tinha-se perdido, e achou-se. |
| Jó: 30 |
| 1. Agora, porém, se riem de mim os de menos idade do que eu, cujos pais eu teria desdenhado de pôr com os cães do meu rebanho. |
| 2. De que também me serviria a força das mãos daqueles, cujo vigor se tinha esgotado? |
| 3. De míngua e fome se debilitaram; e recolhiam-se para os lugares secos, tenebrosos, assolados e desertos. |
| 4. Apanhavam malvas junto aos arbustos, e o seu mantimento eram as raízes dos zimbros. |
| 5. Do meio dos homens eram expulsos, e gritavam contra eles, como contra o ladrão; |
| 6. Para habitarem nos barrancos dos vales, e nas cavernas da terra e das rochas. |
| 7. Bramavam entre os arbustos, e ajuntavam-se debaixo das urtigas. |
| 8. Eram filhos de doidos, e filhos de gente sem nome, e da terra foram expulsos. |
| 9. Agora, porém, sou a sua canção, e lhes sirvo de provérbio. |
| 10. Abominam-me, e fogem para longe de mim, e no meu rosto não se privam de cuspir. |
| 11. Porque Deus desatou a sua corda, e me oprimiu, por isso sacudiram de si o freio perante o meu rosto. |
| 12. À direita se levantam os moços; empurram os meus pés, e preparam contra mim os seus caminhos de destruição. |
| 13. Desbaratam-me o caminho; promovem a minha miséria; contra eles não há ajudador. |
| 14. Vêm contra mim como por uma grande brecha, e revolvem-se entre a assolação. |
| 15. Sobrevieram-me pavores; como vento perseguem a minha honra, e como nuvem passou a minha felicidade. |
| 16. E agora derrama-se em mim a minha alma; os dias da aflição se apoderaram de mim. |
| 17. De noite se me traspassam os meus ossos, e os meus nervos não descansam. |
| 18. Pela grandeza do meu mal está desfigurada a minha veste, que, como a gola da minha túnica, me cinge. |
| 19. Lançou-me na lama, e fiquei semelhante ao pó e à cinza. |
| 20. Clamo a ti, porém, tu não me respondes; estou em pé, porém, para mim não atentas. |
| 21. Tornaste-te cruel contra mim; com a força da tua mão resistes violentamente. |
| 22. Levantas-me sobre o vento, fazes-me cavalgar sobre ele, e derretes-me o ser. |
| 23. Porque eu sei que me levarás à morte e à casa do ajuntamento determinada a todos os viventes. |
| 24. Porém não estenderá a mão para o túmulo, ainda que eles clamem na sua destruição. |
| 25. Porventura não chorei sobre aquele que estava aflito, ou não se angustiou a minha alma pelo necessitado? |
| 26. Todavia aguardando eu o bem, então me veio o mal, esperando eu a luz, veio a escuridão. |
| 27. As minhas entranhas fervem e não estão quietas; os dias da aflição me surpreendem. |
| 28. Denegrido ando, porém não do sol; levantando-me na congregação, clamo por socorro. |
| 29. Irmão me fiz dos chacais, e companheiro dos avestruzes. |
| 30. Enegreceu-se a minha pele sobre mim, e os meus ossos estão queimados do calor. |
| 31. A minha harpa se tornou em luto, e o meu órgão em voz dos que choram. |
Almeida Corrigida Fiel: 60 de 365 dias