Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]
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Bíblia Completa (365 dias)
Almeida Corrigida Fiel: 41 de 365 dias
| Gênesis: 42 |
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| 1. Vendo então Jacó que havia mantimento no Egito, disse Jacó a seus filhos: Por que estais olhando uns para os outros? |
| 2. Disse mais: Eis que tenho ouvido que há mantimentos no Egito; descei para lá, e comprai-nos dali, para que vivamos e não morramos. |
| 3. Então desceram os dez irmãos de José, para comprarem trigo no Egito. |
| 4. A Benjamim, porém, irmão de José, não enviou Jacó com os seus irmãos, porque dizia: Para que lhe não suceda, porventura, algum desastre. |
| 5. Assim, entre os que iam lá foram os filhos de Israel para comprar, porque havia fome na terra de Canaã. |
| 6. José, pois, era o governador daquela terra; ele vendia a todo o povo da terra; e os irmãos de José chegaram e inclinaram-se a ele, com o rosto em terra. |
| 7. E José, vendo os seus irmãos, conheceu-os; porém mostrou-se estranho para com eles, e falou-lhes asperamente, e disse-lhes: De onde vindes? E eles disseram: Da terra de Canaã, para comprarmos mantimento. |
| 8. José, pois, conheceu os seus irmãos; mas eles não o conheceram. |
| 9. Então José lembrou-se dos sonhos que havia tido deles e disse-lhes: Vós sois espias, e viestes para ver a nudez da terra. |
| 10. E eles lhe disseram: Não, senhor meu; mas teus servos vieram comprar mantimento. |
| 11. Todos nós somos filhos de um mesmo homem; somos homens de retidão; os teus servos não são espias. |
| 12. E ele lhes disse: Não; antes viestes para ver a nudez da terra. |
| 13. E eles disseram: Nós, teus servos, somos doze irmãos, filhos de um homem na terra de Canaã; e eis que o mais novo está com nosso pai hoje; mas um já não existe. |
| 14. Então lhes disse José: Isso é o que vos tenho dito, sois espias; |
| 15. Nisto sereis provados; pela vida de Faraó, não saireis daqui senão quando vosso irmão mais novo vier aqui. |
| 16. Enviai um dentre vós, que traga vosso irmão, mas vós ficareis presos, e vossas palavras sejam provadas, se há verdade convosco; e se não, pela vida de Faraó, vós sois espias. |
| 17. E pô-los juntos, em prisão, três dias. |
| 18. E ao terceiro dia disse-lhes José: Fazei isso, e vivereis; porque eu temo a Deus. |
| 19. Se sois homens de retidão, que fique um de vossos irmãos preso na casa de vossa prisão; e vós ide, levai mantimento para a fome de vossa casa, |
| 20. E trazei-me o vosso irmão mais novo, e serão verificadas vossas palavras, e não morrereis. E eles assim fizeram. |
| 21. Então disseram uns aos outros: Na verdade, somos culpados acerca de nosso irmão, pois vimos a angústia da sua alma, quando nos rogava; nós porém não ouvimos, por isso vem sobre nós esta angústia. |
| 22. E Rúben respondeu-lhes, dizendo: Não vo-lo dizia eu: Não pequeis contra o menino; mas não ouvistes; e vedes aqui, o seu sangue também é requerido. |
| 23. E eles não sabiam que José os entendia, porque havia intérprete entre eles. |
| 24. E retirou-se deles e chorou. Depois tornou a eles, e falou-lhes, e tomou a Simeão dentre eles, e amarrou-o perante os seus olhos. |
| 25. E ordenou José, que enchessem os seus sacos de trigo, e que lhes restituíssem o seu dinheiro a cada um no seu saco, e lhes dessem comida para o caminho; e fizeram-lhes assim. |
| 26. E carregaram o seu trigo sobre os seus jumentos e partiram dali. |
| 27. E, abrindo um deles o seu saco, para dar pasto ao seu jumento na estalagem, viu o seu dinheiro; porque eis que estava na boca do seu saco. |
| 28. E disse a seus irmãos: Devolveram o meu dinheiro, e ei-lo também aqui no saco. Então lhes desfaleceu o coração, e pasmavam, dizendo um ao outro: Que é isto que Deus nos tem feito? |
| 29. E vieram para Jacó, seu pai, na terra de Canaã; e contaram-lhe tudo o que lhes aconteceu, dizendo: |
| 30. O homem, o senhor da terra, falou conosco asperamente, e tratou-nos como espias da terra; |
| 31. Mas dissemos-lhe: Somos homens de retidão; não somos espias; |
| 32. Somos doze irmãos, filhos de nosso pai; um não mais existe, e o mais novo está hoje com nosso pai na terra de Canaã. |
| 33. E aquele homem, o senhor da terra, nos disse: Nisto conhecerei que vós sois homens de retidão; deixai comigo um de vossos irmãos, e tomai para a fome de vossas casas, e parti, |
| 34. E trazei-me vosso irmão mais novo; assim saberei que não sois espias, mas homens de retidão; então vos darei o vosso irmão e negociareis na terra. |
| 35. E aconteceu que, despejando eles os seus sacos, eis que cada um tinha o pacote com seu dinheiro no seu saco; e viram os pacotes com seu dinheiro, eles e seu pai, e temeram. |
| 36. Então Jacó, seu pai, disse-lhes: Tendes-me desfilhado; José já não existe e Simeão não está aqui; agora levareis a Benjamim. Todas estas coisas vieram sobre mim. |
| 37. Mas Rúben falou a seu pai, dizendo: Mata os meus dois filhos, se eu não tornar a trazê-lo para ti; entrega-o em minha mão, e tornarei a trazê-lo. |
| 38. Ele porém disse: Não descerá meu filho convosco; porquanto o seu irmão é morto, e só ele ficou. Se lhe suceder algum desastre no caminho por onde fordes, fareis descer meus cabelos brancos com tristeza à sepultura. |
| Marcos: 13 |
| 1. E, saindo ele do templo, disse-lhe um dos seus discípulos: Mestre, olha que pedras, e que edifícios! |
| 2. E, respondendo Jesus, disse-lhe: Vês estes grandes edifícios? Não ficará pedra sobre pedra que não seja derrubada. |
| 3. E, assentando-se ele no Monte das Oliveiras, defronte do templo, Pedro, e Tiago, e João e André lhe perguntaram em particular: |
| 4. Dize-nos, quando serão essas coisas, e que sinal haverá quando todas elas estiverem para se cumprir. |
| 5. E Jesus, respondendo-lhes, começou a dizer: Olhai que ninguém vos engane; |
| 6. Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos. |
| 7. E, quando ouvirdes de guerras e de rumores de guerras, não vos perturbeis; porque assim deve acontecer; mas ainda não será o fim. |
| 8. Porque se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá terremotos em diversos lugares, e haverá fomes e tribulações. Estas coisas são os princípios das dores. |
| 9. Mas olhai por vós mesmos, porque vos entregarão aos concílios e às sinagogas; e sereis açoitados, e sereis apresentados perante presidentes e reis, por amor de mim, para lhes servir de testemunho. |
| 10. Mas importa que o evangelho seja primeiramente pregado entre todas as nações. |
| 11. Quando, pois, vos conduzirem e vos entregarem, não estejais ansiosos de antemão pelo que haveis de dizer, nem premediteis; mas, o que vos for dado naquela hora, isso falai, porque não sois vós os que falais, mas o Espírito Santo. |
| 12. E o irmão entregará à morte o irmão, e o pai ao filho; e levantar-se-ão os filhos contra os pais, e os farão morrer. |
| 13. E sereis odiados por todos por causa do meu nome; mas quem perseverar até ao fim, esse será salvo. |
| 14. Ora, quando vós virdes a abominação do assolamento, que foi predita por Daniel o profeta, estando aonde não deve estar (quem lê, entenda), então os que estiverem na Judeia fujam para os montes. |
| 15. E o que estiver sobre o telhado não desça para casa, nem entre a tomar coisa alguma de sua casa; |
| 16. E o que estiver no campo não volte atrás, para tomar as suas vestes. |
| 17. Mas ai das grávidas, e das que criarem naqueles dias! |
| 18. Orai, pois, para que a vossa fuga não suceda no inverno. |
| 19. Porque naqueles dias haverá uma aflição tal, qual nunca houve desde o princípio da criação, que Deus criou, até agora, nem jamais haverá. |
| 20. E, se o Senhor não abreviasse aqueles dias, nenhuma carne se salvaria; mas, por causa dos eleitos que escolheu, abreviou aqueles dias. |
| 21. E então, se alguém vos disser: Eis aqui o Cristo; ou: Ei-lo ali; não acrediteis. |
| 22. Porque se levantarão falsos cristos, e falsos profetas, e farão sinais e prodígios, para enganarem, se for possível, até os escolhidos. |
| 23. Mas vós vede; eis que de antemão vos tenho dito tudo. |
| 24. Ora, naqueles dias, depois daquela aflição, o sol se escurecerá, e a lua não dará a sua luz. |
| 25. E as estrelas cairão do céu, e as forças que estão nos céus serão abaladas. |
| 26. E então verão vir o Filho do homem nas nuvens, com grande poder e glória. |
| 27. E ele enviará os seus anjos, e ajuntará os seus escolhidos, desde os quatro ventos, da extremidade da terra até a extremidade do céu. |
| 28. Aprendei, pois, a parábola da figueira: Quando já o seu ramo se torna tenro, e brota folhas, bem sabeis que já está próximo o verão. |
| 29. Assim também vós, quando virdes sucederem estas coisas, sabei que já está perto, às portas. |
| 30. Na verdade vos digo que não passará esta geração, sem que todas estas coisas aconteçam. |
| 31. Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão. |
| 32. Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, senão o Pai. |
| 33. Olhai, vigiai e orai; porque não sabeis quando será o tempo. |
| 34. É como um homem que, partindo para fora da terra, deixou a sua casa, e deu autoridade aos seus servos, e a cada um a sua obra, e mandou ao porteiro que vigiasse. |
| 35. Vigiai, pois, porque não sabeis quando virá o senhor da casa; se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã, |
| 36. Para que, vindo de improviso, não vos ache dormindo. |
| 37. E as coisas que vos digo, digo-as a todos: Vigiai. |
| Jó: 9 |
| 1. Então Jó respondeu, dizendo: |
| 2. Na verdade sei que assim é; porque, como se justificaria o homem para com Deus? |
| 3. Se quiser contender com ele, nem a uma de mil coisas lhe poderá responder. |
| 4. Ele é sábio de coração, e forte em poder; quem se endureceu contra ele, e teve paz? |
| 5. Ele é o que remove os montes, sem que o saibam, e o que os transtorna no seu furor. |
| 6. O que sacode a terra do seu lugar, e as suas colunas estremecem. |
| 7. O que fala ao sol, e ele não nasce, e sela as estrelas. |
| 8. O que sozinho estende os céus, e anda sobre os altos do mar. |
| 9. O que fez a Ursa, o Órion, e o Sete-estrelo, e as recâmaras do sul. |
| 10. O que faz coisas grandes e inescrutáveis; e maravilhas sem número. |
| 11. Eis que ele passa por diante de mim, e não o vejo; e torna a passar perante mim, e não o sinto. |
| 12. Eis que arrebata a presa; quem lha fará restituir? Quem lhe dirá: Que é o que fazes? |
| 13. Deus não revogará a sua ira; debaixo dele se encurvam os auxiliadores soberbos. |
| 14. Quanto menos lhe responderia eu, ou escolheria diante dele as minhas palavras! |
| 15. Porque, ainda que eu fosse justo, não lhe responderia; antes ao meu Juiz pediria misericórdia. |
| 16. Ainda que chamasse, e ele me respondesse, nem por isso creria que desse ouvidos à minha voz. |
| 17. Porque me quebranta com uma tempestade, e multiplica as minhas chagas sem causa. |
| 18. Não me permite respirar, antes me farta de amarguras. |
| 19. Quanto às forças, eis que ele é o forte; e, quanto ao juízo, quem me citará com ele? |
| 20. Se eu me justificar, a minha boca me condenará; se for perfeito, então ela me declarará perverso. |
| 21. Se for perfeito, não estimo a minha alma; desprezo a minha vida. |
| 22. A coisa é esta; por isso eu digo que ele consome ao perfeito e ao ímpio. |
| 23. Quando o açoite mata de repente, então ele zomba da prova dos inocentes. |
| 24. A terra é entregue nas mãos do ímpio; ele cobre o rosto dos juízes; se não é ele, quem é, logo? |
| 25. E os meus dias são mais velozes do que um correio; fugiram, e não viram o bem. |
| 26. Passam como navios veleiros; como águia que se lança à comida. |
| 27. Se eu disser: Eu me esquecerei da minha queixa, e mudarei o meu aspecto e tomarei alento, |
| 28. Receio todas as minhas dores, porque bem sei que não me terás por inocente. |
| 29. E, sendo eu ímpio, por que trabalharei em vão? |
| 30. Ainda que me lave com água de neve, e purifique as minhas mãos com sabão, |
| 31. Ainda me submergirás no fosso, e as minhas próprias vestes me abominarão. |
| 32. Porque ele não é homem, como eu, a quem eu responda, vindo juntamente a juízo. |
| 33. Não há entre nós árbitro que ponha a mão sobre nós ambos. |
| 34. Tire ele a sua vara de cima de mim, e não me amedronte o seu terror. |
| 35. Então falarei, e não o temerei; porque não sou assim em mim mesmo. |
Almeida Corrigida Fiel: 41 de 365 dias