Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]
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Bíblia Completa (365 dias)
Almeida Corrigida Fiel: 187 de 365 dias
| Josué: 8 |
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| 1. Então disse o Senhor a Josué: Não temas, e não te espantes; toma contigo toda a gente de guerra, e levanta-te, sobe a Ai; olha que te tenho dado na tua mão o rei de Ai e o seu povo, e a sua cidade, e a sua terra. |
| 2. Farás, pois, a Ai e a seu rei, como fizeste a Jericó, e a seu rei; salvo que, para vós, tomareis os seus despojos, e o seu gado; põe emboscadas à cidade, por detrás dela. |
| 3. Então Josué levantou-se, e toda a gente de guerra, para subir contra Ai; e escolheu Josué trinta mil homens valorosos, e enviou-os de noite. |
| 4. E deu-lhes ordem, dizendo: Olhai! Ponde-vos de emboscadas contra a cidade, por detrás dela; não vos alongueis muito da cidade; e estai todos vós atentos. |
| 5. Porém eu e todo o povo que está comigo nos aproximaremos da cidade; e será que, quando nos saírem ao encontro, como antes, fugiremos diante deles. |
| 6. Deixai-os, pois, sair atrás de nós, até que os tiremos da cidade; porque dirão: Fogem diante de nós como antes. Assim fugiremos diante deles. |
| 7. Então saireis vós da emboscada, e tomareis a cidade; porque o Senhor vosso Deus vo-la dará nas vossas mãos. |
| 8. E será que tomando vós a cidade, pôr-lhe-eis fogo; conforme a palavra do Senhor fareis; olhai que vo-lo tenho mandado. |
| 9. Assim Josué os enviou, e eles se foram à emboscada; e ficaram entre Betel e Ai, ao ocidente de Ai; porém Josué passou aquela noite no meio do povo. |
| 10. E levantou-se Josué de madrugada, e contou o povo; e subiram ele e os anciãos de Israel adiante do povo contra Ai. |
| 11. E subiram também todos os homens de guerra, que estavam com ele; e aproximaram-se, e chegaram defronte da cidade; e alojaram-se do lado norte de Ai, e havia um vale entre eles e Ai. |
| 12. Tomou também uns cinco mil homens, e pô-los de emboscada entre Betel e Ai, ao ocidente da cidade. |
| 13. E puseram o povo, todo o arraial que estava ao norte da cidade, e a emboscada ao ocidente da cidade; e foi Josué aquela noite até ao meio do vale. |
| 14. E sucedeu que, vendo-o o rei de Ai, ele e todo o seu povo se apressaram, e se levantaram de madrugada, e os homens da cidade saíram ao encontro de Israel ao combate, ao tempo determinado, defronte das campinas; porém ele não sabia que se achava uma emboscada contra ele atrás da cidade. |
| 15. Josué, pois, e todo o Israel se houveram como feridos diante deles, e fugiram pelo caminho do deserto. |
| 16. Por isso todo o povo, que estava na cidade, foi convocado para os seguir; e seguiram a Josué e foram afastados da cidade. |
| 17. E nem um só homem ficou em Ai, nem em Betel, que não saísse após Israel; e deixaram a cidade aberta, e seguiram a Israel. |
| 18. Então o Senhor disse a Josué: Estende a lança que tens na tua mão, para Ai, porque a darei na tua mão. E Josué estendeu a lança, que estava na sua mão, para a cidade. |
| 19. Então a emboscada se levantou apressadamente do seu lugar, e, estendendo ele a sua mão, correram e entraram na cidade, e a tomaram; e apressando-se, puseram fogo na cidade. |
| 20. E virando-se os homens de Ai para trás, olharam, e eis que a fumaça da cidade subia ao céu, e não puderam fugir nem para uma parte nem para outra, porque o povo, que fugia para o deserto, se tornou contra os que os seguiam. |
| 21. E vendo Josué e todo o Israel que a emboscada tomara a cidade, e que a fumaça da cidade subia, voltaram, e feriram os homens de Ai. |
| 22. Também aqueles da cidade lhes saíram ao encontro, e assim ficaram no meio dos israelitas, uns de uma, e outros de outra parte; e feriram-nos, até que nenhum deles sobreviveu nem escapou. |
| 23. Porém ao rei de Ai tomaram vivo, e o trouxeram a Josué. |
| 24. E sucedeu que, acabando os israelitas de matar todos os moradores de Ai no campo, no deserto, onde os tinham seguido, e havendo todos caído ao fio da espada, até serem consumidos, todo o Israel se tornou a Ai e a feriu ao fio de espada. |
| 25. E todos os que caíram aquele dia, assim homens como mulheres, foram doze mil, todos moradores de Ai. |
| 26. Porque Josué não retirou a sua mão, que estendera com a lança, até destruir totalmente a todos os moradores de Ai. |
| 27. Tão somente os israelitas tomaram para si o gado e os despojos da cidade, conforme à palavra do Senhor, que tinha ordenado a Josué. |
| 28. Queimou, pois, Josué a Ai e a tornou num montão perpétuo, em ruínas, até ao dia de hoje. |
| 29. E ao rei de Ai enforcou num madeiro, até à tarde; e ao pôr do sol ordenou Josué que o seu corpo fosse tirado do madeiro; e o lançaram à porta da cidade, e levantaram sobre ele um grande montão de pedras, até o dia de hoje. |
| 30. Então Josué edificou um altar ao Senhor Deus de Israel, no monte Ebal. |
| 31. Como Moisés, servo do Senhor, ordenara aos filhos de Israel, conforme ao que está escrito no livro da lei de Moisés, a saber: um altar de pedras inteiras, sobre o qual não se moverá instrumento de ferro; e ofereceram sobre ele holocaustos ao Senhor, e sacrificaram ofertas pacíficas. |
| 32. Também escreveu ali, em pedras, uma cópia da lei de Moisés, que este havia escrito diante dos filhos de Israel. |
| 33. E todo o Israel, com os seus anciãos, e os seus príncipes, e os seus juízes, estavam de um e de outro lado da arca, perante os sacerdotes levitas, que levavam a arca da aliança do Senhor, assim estrangeiros como naturais; metade deles em frente do monte Gerizim, e a outra metade em frente do monte Ebal, como Moisés, servo do Senhor, ordenara, para abençoar primeiramente o povo de Israel. |
| 34. E depois leu em alta voz todas as palavras da lei, a bênção e a maldição, conforme a tudo o que está escrito no livro da lei. |
| 35. Palavra nenhuma houve, de tudo o que Moisés ordenara, que Josué não lesse perante toda a congregação de Israel, e as mulheres, e os meninos, e os estrangeiros, que andavam no meio deles. |
| Salmos: 139 |
| 1. Senhor, tu me sondaste, e me conheces. |
| 2. Tu sabes o meu assentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento. |
| 3. Cercas o meu andar, e o meu deitar; e conheces todos os meus caminhos. |
| 4. Não havendo ainda palavra alguma na minha língua, eis que logo, ó Senhor, tudo conheces. |
| 5. Tu me cercaste por detrás e por diante, e puseste sobre mim a tua mão. |
| 6. Tal conhecimento é para mim maravilhosíssimo; tão alto que não o posso atingir. |
| 7. Para onde me irei do teu espírito, ou para onde fugirei da tua face? |
| 8. Se subir ao céu, lá tu estás; se fizer no inferno a minha cama, eis que tu ali estás também. |
| 9. Se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar, |
| 10. Até ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá. |
| 11. Se disser: Decerto que as trevas me encobrirão; então a noite será luz à roda de mim. |
| 12. Nem ainda as trevas me encobrem de ti; mas a noite resplandece como o dia; as trevas e a luz são para ti a mesma coisa; |
| 13. Pois possuíste as minhas entranhas; cobriste-me no ventre de minha mãe. |
| 14. Eu te louvarei, porque de um modo assombroso, e tão maravilhoso fui feito; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem. |
| 15. Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui feito, e entretecido nas profundezas da terra. |
| 16. Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe; e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais em continuação foram formadas, quando nem ainda uma delas havia. |
| 17. E quão preciosos me são, ó Deus, os teus pensamentos! Quão grandes são as somas deles! |
| 18. Se as contasse, seriam em maior número do que a areia; quando acordo ainda estou contigo. |
| 19. Ó Deus, tu matarás decerto o ímpio; apartai-vos portanto de mim, homens de sangue. |
| 20. Pois falam malvadamente contra ti; e os teus inimigos tomam o teu nome em vão. |
| 21. Não odeio eu, ó Senhor, aqueles que te odeiam, e não me aflijo por causa dos que se levantam contra ti? |
| 22. Odeio-os com ódio perfeito; tenho-os por inimigos. |
| 23. Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos. |
| 24. E vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno. |
| Salmos: 140 |
| 1. Livra-me, ó Senhor, do homem mau; guarda-me do homem violento, |
| 2. Que pensa o mal no coração; continuamente se ajuntam para a guerra. |
| 3. Aguçaram as línguas como a serpente; o veneno das víboras está debaixo dos seus lábios. (Selá.) |
| 4. Guarda-me, ó Senhor, das mãos do ímpio; guarda-me do homem violento; os quais se propuseram transtornar os meus passos. |
| 5. Os soberbos armaram-me laços e cordas; estenderam a rede ao lado do caminho; armaram-me laços corrediços. (Selá.) |
| 6. Eu disse ao Senhor: Tu és o meu Deus; ouve a voz das minhas súplicas, ó Senhor. |
| 7. Ó Deus o Senhor, fortaleza da minha salvação, tu cobriste a minha cabeça no dia da batalha. |
| 8. Não concedas, ó Senhor, ao ímpio os seus desejos; não promovas o seu mau propósito, para que não se exalte. (Selá.) |
| 9. Quanto à cabeça dos que me cercam, cubra-os a maldade dos seus lábios. |
| 10. Caiam sobre eles brasas vivas; sejam lançados no fogo, em covas profundas, para que se não tornem a levantar. |
| 11. Não terá firmeza na terra o homem de má língua; o mal perseguirá o homem violento até que seja desterrado. |
| 12. Sei que o Senhor sustentará a causa do oprimido, e o direito do necessitado. |
| 13. Assim os justos louvarão o teu nome; os retos habitarão na tua presença. |
| Jeremias: 2 |
| 1. E veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: |
| 2. Vai, e clama aos ouvidos de Jerusalém, dizendo: Assim diz o Senhor: Lembro-me de ti, da piedade da tua mocidade, e do amor do teu noivado, quando me seguias no deserto, numa terra que não se semeava. |
| 3. Então Israel era santidade para o Senhor, e as primícias da sua novidade; todos os que o devoravam eram tidos por culpados; o mal vinha sobre eles, diz o Senhor. |
| 4. Ouvi a palavra do Senhor, ó casa de Jacó, e todas as famílias da casa de Israel; |
| 5. Assim diz o Senhor: Que injustiça acharam vossos pais em mim, para se afastarem de mim, indo após a vaidade, e tornando-se levianos? |
| 6. E não disseram: Onde está o Senhor, que nos fez subir da terra do Egito, que nos guiou através do deserto, por uma terra árida, e de covas, por uma terra de sequidão e sombra de morte, por uma terra pela qual ninguém transitava, e na qual não morava homem algum? |
| 7. E eu vos introduzi numa terra fértil, para comerdes o seu fruto e o seu bem; mas quando nela entrastes contaminastes a minha terra, e da minha herança fizestes uma abominação. |
| 8. Os sacerdotes não disseram: Onde está o Senhor? E os que tratavam da lei não me conheciam, e os pastores prevaricavam contra mim, e os profetas profetizavam por Baal, e andaram após o que é de nenhum proveito. |
| 9. Portanto ainda contenderei convosco, diz o Senhor; e até com os filhos de vossos filhos contenderei. |
| 10. Pois, passai às ilhas de Quitim, e vede; e enviai a Quedar, e atentai bem, e vede se jamais sucedeu coisa semelhante. |
| 11. Houve alguma nação que trocasse os seus deuses, ainda que não fossem deuses? Todavia o meu povo trocou a sua glória por aquilo que é de nenhum proveito. |
| 12. Espantai-vos disto, ó céus, e horrorizai-vos! Ficai verdadeiramente desolados, diz o Senhor. |
| 13. Porque o meu povo fez duas maldades: a mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas, cisternas rotas, que não retêm águas. |
| 14. Acaso é Israel um servo? É ele um escravo nascido em casa? Por que, pois, veio a ser presa? |
| 15. Os filhos de leão rugiram sobre ele, levantaram a sua voz; e fizeram da sua terra uma desolação; as suas cidades se queimaram, e ninguém habita nelas. |
| 16. Até os filhos de Nofe e de Tafnes te quebraram o alto da cabeça. |
| 17. Porventura não fizeste isto a ti mesmo, deixando o Senhor teu Deus, no tempo em que ele te guiava pelo caminho? |
| 18. Agora, pois, que te importa a ti o caminho do Egito, para beberes as águas de Sior? E que te importa a ti o caminho da Assíria, para beberes as águas do rio? |
| 19. A tua malícia te castigará, e as tuas apostasias te repreenderão; sabe, pois, e vê, que mal e quão amargo é deixares ao Senhor teu Deus, e não teres em ti o meu temor, diz o Senhor Deus dos Exércitos. |
| 20. Quando eu já há muito quebrava o teu jugo, e rompia as tuas ataduras, dizias tu: Nunca mais transgredirei; contudo em todo o outeiro alto e debaixo de toda a árvore verde te andas encurvando e prostituindo-te. |
| 21. Eu mesmo te plantei como vide excelente, uma semente inteiramente fiel; como, pois, te tornaste para mim uma planta degenerada como vide estranha? |
| 22. Por isso, ainda que te laves com salitre, e amontoes sabão, a tua iniquidade está gravada diante de mim, diz o Senhor Deus. |
| 23. Como dizes logo: Não estou contaminada nem andei após os baalins? Vê o teu caminho no vale, conhece o que fizeste; dromedária ligeira és, que anda torcendo os seus caminhos. |
| 24. Jumenta montês, acostumada ao deserto, que, conforme o desejo da sua alma, sorve o vento, quem a deteria no seu cio? Todos os que a buscarem não se cansarão; no mês dela a acharão. |
| 25. Evita que o teu pé ande descalço, e a tua garganta tenha sede. Mas tu dizes: Não há esperança; porque amo os estranhos, após eles andarei. |
| 26. Como fica confundido o ladrão quando o apanham, assim se confundem os da casa de Israel; eles, os seus reis, os seus príncipes, e os seus sacerdotes, e os seus profetas, |
| 27. Que dizem ao pau: Tu és meu pai; e à pedra: Tu me geraste; porque me viraram as costas, e não o rosto; mas no tempo da sua angústia dirão: Levanta-te, e livra-nos. |
| 28. Onde, pois, estão os teus deuses, que fizeste para ti? Que se levantem, se te podem livrar no tempo da tua angústia; porque os teus deuses, ó Judá, são tão numerosos como as tuas cidades. |
| 29. Por que contendeis comigo? Todos vós transgredistes contra mim, diz o Senhor. |
| 30. Em vão castiguei os vossos filhos; eles não aceitaram a correção; a vossa espada devorou os vossos profetas como um leão destruidor. |
| 31. Oh geração! Considerai vós a palavra do Senhor: Porventura tenho eu sido para Israel um deserto? Ou uma terra da mais espessa escuridão? Por que, pois, diz o meu povo: Temos determinado; não viremos mais a ti? |
| 32. Porventura esquece-se a virgem dos seus enfeites, ou a noiva dos seus adornos? Todavia o meu povo se esqueceu de mim por inumeráveis dias. |
| 33. Por que ornamentas o teu caminho, para buscares o amor? Pois até às malignas ensinaste os teus caminhos. |
| 34. Até nas orlas dos teus vestidos se achou o sangue das almas dos inocentes e necessitados; não cavei para achar, pois se vê em todas estas coisas. |
| 35. E ainda dizes: Eu estou inocente; certamente a sua ira se desviou de mim. Eis que entrarei em juízo contigo, porquanto dizes: Não pequei. |
| 36. Por que te desvias tanto, mudando o teu caminho? Também do Egito serás envergonhada, como foste envergonhada da Assíria. |
| 37. Também daquele sairás com as mãos sobre a tua cabeça; porque o Senhor rejeitou a tua confiança, e não prosperarás com eles. |
Almeida Corrigida Fiel: 187 de 365 dias