Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]
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Antigo Testamento (324 dias)
Almeida Revista e Atualizada: 285 de 324 dias
| Ezequiel: 19 |
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| 1. E tu levanta uma lamentação sobre os príncipes de Israel |
| 2. e dize: Quem é tua mãe? Uma leoa entre leões, a qual, deitada entre os leõezinhos, criou os seus filhotes. |
| 3. Criou um dos seus filhotinhos, o qual veio a ser leãozinho, e aprendeu a apanhar a presa, e devorou homens. |
| 4. As nações ouviram falar dele, e foi ele apanhado na cova que elas fizeram e levado com ganchos para a terra do Egito. |
| 5. Vendo a leoa frustrada e perdida a sua esperança, tomou outro dos seus filhotes e o fez leãozinho. |
| 6. Este, andando entre os leões, veio a ser um leãozinho, e aprendeu a apanhar a presa, e devorou homens. |
| 7. Aprendeu a fazer viúvas e a tornar desertas as cidades deles; ficaram estupefatos a terra e seus habitantes, ao ouvirem o seu rugido. |
| 8. Então, se ajuntaram contra ele as gentes das províncias em roda, estenderam sobre ele a rede, e foi apanhado na cova que elas fizeram. |
| 9. Com gancho, meteram-no em jaula, e o levaram ao rei da Babilônia, e fizeram-no entrar nos lugares fortes, para que se não ouvisse mais a sua voz nos montes de Israel. |
| 10. Tua mãe, de sua natureza, era qual videira plantada junto às águas; plantada à borda, ela frutificou e se encheu de ramos, por causa das muitas águas. |
| 11. Tinha galhos fortes para cetros de dominadores; elevou-se a sua estatura entre os espessos ramos, e foi vista na sua altura com a multidão deles. |
| 12. Mas foi arrancada com furor e lançada por terra, e o vento oriental secou-lhe o fruto; quebraram-se e secaram os seus fortes galhos, e o fogo os consumiu. |
| 13. Agora, está plantada no deserto, numa terra seca e sedenta. |
| 14. Dos galhos dos seus ramos saiu fogo que consumiu o seu fruto, de maneira que já não há nela galho forte que sirva de cetro para dominar. Esta é uma lamentação e ficará servindo de lamentação. |
| Ezequiel: 20 |
| 1. No quinto mês do sétimo ano, aos dez dias do mês, vieram alguns dos anciãos de Israel para consultar ao SENHOR; e assentaram-se diante de mim. |
| 2. Então, veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: |
| 3. Filho do homem, fala aos anciãos de Israel e dize-lhes: Assim diz o SENHOR Deus: Acaso, viestes consultar-me? Tão certo como eu vivo, diz o SENHOR Deus, vós não me consultareis. |
| 4. Julgá-los-ias tu, ó filho do homem, julgá-los-ias? Faze-lhes saber as abominações de seus pais |
| 5. e dize-lhes: Assim diz o SENHOR Deus: No dia em que escolhi a Israel, levantando a mão, jurei à descendência da casa de Jacó e me dei a conhecer a eles na terra do Egito; levantei-lhes a mão e jurei: Eu sou o SENHOR, vosso Deus. |
| 6. Naquele dia, levantei-lhes a mão e jurei tirá-los da terra do Egito para uma terra que lhes tinha previsto, a qual mana leite e mel, coroa de todas as terras. |
| 7. Então, lhes disse: Cada um lance de si as abominações de que se agradam os seus olhos, e não vos contamineis com os ídolos do Egito; eu sou o SENHOR, vosso Deus. |
| 8. Mas rebelaram-se contra mim e não me quiseram ouvir; ninguém lançava de si as abominações de que se agradavam os seus olhos, nem abandonava os ídolos do Egito. Então, eu disse que derramaria sobre eles o meu furor, para cumprir a minha ira contra eles, no meio da terra do Egito. |
| 9. O que fiz, porém, foi por amor do meu nome, para que não fosse profanado diante das nações no meio das quais eles estavam, diante das quais eu me dei a conhecer a eles, para os tirar da terra do Egito. |
| 10. Tirei-os da terra do Egito e os levei para o deserto. |
| 11. Dei-lhes os meus estatutos e lhes fiz conhecer os meus juízos, os quais, cumprindo-os o homem, viverá por eles. |
| 12. Também lhes dei os meus sábados, para servirem de sinal entre mim e eles, para que soubessem que eu sou o SENHOR que os santifica. |
| 13. Mas a casa de Israel se rebelou contra mim no deserto, não andando nos meus estatutos e rejeitando os meus juízos, os quais, cumprindo-os o homem, viverá por eles; e profanaram grandemente os meus sábados. Então, eu disse que derramaria sobre eles o meu furor no deserto, para os consumir. |
| 14. O que fiz, porém, foi por amor do meu nome, para que não fosse profanado diante das nações perante as quais os fiz sair. |
| 15. Demais, levantei-lhes no deserto a mão e jurei não deixá-los entrar na terra que lhes tinha dado, a qual mana leite e mel, coroa de todas as terras. |
| 16. Porque rejeitaram os meus juízos, e não andaram nos meus estatutos, e profanaram os meus sábados, pois o seu coração andava após os seus ídolos. |
| 17. Não obstante, os meus olhos lhes perdoaram, e eu não os destruí, nem os consumi de todo no deserto. |
| 18. Mas disse eu a seus filhos no deserto: Não andeis nos estatutos de vossos pais, nem guardeis os seus juízos, nem vos contamineis com os seus ídolos. |
| 19. Eu sou o SENHOR, vosso Deus; andai nos meus estatutos, e guardai os meus juízos, e praticai-os; |
| 20. santificai os meus sábados, pois servirão de sinal entre mim e vós, para que saibais que eu sou o SENHOR, vosso Deus. |
| 21. Mas também os filhos se rebelaram contra mim e não andaram nos meus estatutos, nem guardaram os meus juízos, os quais, cumprindo-os o homem, viverá por eles; antes, profanaram os meus sábados. Então, eu disse que derramaria sobre eles o meu furor, para cumprir contra eles a minha ira no deserto. |
| 22. Mas detive a mão e o fiz por amor do meu nome, para que não fosse profanado diante das nações perante as quais os fiz sair. |
| 23. Também levantei-lhes no deserto a mão e jurei espalhá-los entre as nações e derramá-los pelas terras; |
| 24. porque não executaram os meus juízos, rejeitaram os meus estatutos, profanaram os meus sábados, e os seus olhos se iam após os ídolos de seus pais; |
| 25. pelo que também lhes dei estatutos que não eram bons e juízos pelos quais não haviam de viver; |
| 26. e permiti que eles se contaminassem com seus dons sacrificiais, como quando queimavam tudo o que abre a madre, para horrorizá-los, a fim de que soubessem que eu sou o SENHOR. |
| 27. Portanto, fala à casa de Israel, ó filho do homem, e dize-lhes: Assim diz o SENHOR Deus: Ainda nisto me blasfemaram vossos pais e transgrediram contra mim. |
| 28. Porque, havendo-os eu introduzido na terra sobre a qual eu, levantando a mão, jurara dar-lha, onde quer que viam um outeiro alto e uma árvore frondosa, aí ofereciam os seus sacrifícios, apresentavam suas ofertas provocantes, punham os seus suaves aromas e derramavam as suas libações. |
| 29. Eu lhes disse: Que alto é este, aonde vós ides? O seu nome tem sido Lugar Alto, até ao dia de hoje. |
| 30. Portanto, dize à casa de Israel: Assim diz o SENHOR Deus: Vós vos contaminais a vós mesmos, à maneira de vossos pais, e vos prostituís com as suas abominações? |
| 31. Ao oferecerdes os vossos dons sacrificiais, como quando queimais os vossos filhos, vós vos contaminais com todos os vossos ídolos, até ao dia de hoje. Porventura, me consultaríeis, ó casa de Israel? Tão certo como eu vivo, diz o SENHOR Deus, vós não me consultareis. |
| 32. O que vos ocorre à mente de maneira nenhuma sucederá; isto que dizeis: Seremos como as nações, como as outras gerações da terra, servindo às árvores e às pedras. |
| 33. Tão certo como eu vivo, diz o SENHOR Deus, com mão poderosa, com braço estendido e derramado furor, hei de reinar sobre vós; |
| 34. tirar-vos-ei dentre os povos e vos congregarei das terras nas quais andais espalhados, com mão forte, com braço estendido e derramado furor. |
| 35. Levar-vos-ei ao deserto dos povos e ali entrarei em juízo convosco, face a face. |
| 36. Como entrei em juízo com vossos pais, no deserto da terra do Egito, assim entrarei em juízo convosco, diz o SENHOR Deus. |
| 37. Far-vos-ei passar debaixo do meu cajado e vos sujeitarei à disciplina da aliança; |
| 38. separarei dentre vós os rebeldes e os que transgrediram contra mim; da terra das suas moradas eu os farei sair, mas não entrarão na terra de Israel; e sabereis que eu sou o SENHOR. |
| 39. Quanto a vós outros, vós, ó casa de Israel, assim diz o SENHOR Deus: Ide; cada um sirva aos seus ídolos, agora e mais tarde, pois que a mim não me quereis ouvir; mas não profaneis mais o meu santo nome com as vossas dádivas e com os vossos ídolos. |
| 40. Porque no meu santo monte, no monte alto de Israel, diz o SENHOR Deus, ali toda a casa de Israel me servirá, toda, naquela terra; ali me agradarei deles, ali requererei as vossas ofertas e as primícias das vossas dádivas, com todas as vossas coisas santas. |
| 41. Agradar-me-ei de vós como de aroma suave, quando eu vos tirar dentre os povos e vos congregar das terras em que andais espalhados; e serei santificado em vós perante as nações. |
| 42. Sabereis que eu sou o SENHOR, quando eu vos der entrada na terra de Israel, na terra que, levantando a mão, jurei dar a vossos pais. |
| 43. Ali, vos lembrareis dos vossos caminhos e de todos os vossos feitos com que vos contaminastes e tereis nojo de vós mesmos, por todas as vossas iniquidades que tendes cometido. |
| 44. Sabereis que eu sou o SENHOR, quando eu proceder para convosco por amor do meu nome, não segundo os vossos maus caminhos, nem segundo os vossos feitos corruptos, ó casa de Israel, diz o SENHOR Deus. |
| 45. Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: |
| 46. Filho do homem, volve o rosto para o Sul e derrama as tuas palavras contra ele; profetiza contra o bosque do campo do Sul |
| 47. e dize ao bosque do Sul: Ouve a palavra do SENHOR: Assim diz o SENHOR Deus: Eis que acenderei em ti um fogo que consumirá em ti toda árvore verde e toda árvore seca; não se apagará a chama flamejante; antes, com ela se queimarão todos os rostos, desde o Sul até ao Norte. |
| 48. E todos os homens verão que eu, o SENHOR, o acendi; não se apagará. |
| 49. Então, disse eu: ah! SENHOR Deus! Eles dizem de mim: Não é ele proferidor de parábolas? |
| Ezequiel: 21 |
| 1. Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: |
| 2. Filho do homem, volve o rosto contra Jerusalém, derrama as tuas palavras contra os santuários e profetiza contra a terra de Israel. |
| 3. Dize à terra de Israel: Assim diz o SENHOR: Eis que sou contra ti, e tirarei a minha espada da bainha, e eliminarei do meio de ti tanto o justo como o perverso. |
| 4. Porque hei de eliminar do meio de ti o justo e o perverso, a minha espada sairá da bainha contra todo vivente, desde o Sul até ao Norte. |
| 5. Saberão todos os homens que eu, o SENHOR, tirei da bainha a minha espada; jamais voltará a ela. |
| 6. Tu, porém, ó filho do homem, suspira; à vista deles, suspira de coração quebrantado e com amargura. |
| 7. Quando te perguntarem: Por que suspiras tu? Então, dirás: Por causa das novas. Quando elas vêm, todo coração desmaia, todas as mãos se afrouxam, todo espírito se angustia, e todos os joelhos se desfazem em água; eis que elas vêm e se cumprirão, diz o SENHOR Deus. |
| 8. Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: |
| 9. Filho do homem, profetiza e dize: Assim diz o Senhor: A espada, a espada está afiada e polida; |
| 10. afiada para matança, polida para reluzir como relâmpago. Israel diz: Alegremo-nos! O cetro do meu filho despreza qualquer outra madeira. |
| 11. Mas Deus responde: Deu-se a espada a polir, para ser manejada; ela está afiada e polida, para ser posta na mão do matador. |
| 12. Grita e geme, ó filho do homem, porque ela será contra o meu povo, contra todos os príncipes de Israel. Estes, juntamente com o meu povo, estão entregues à espada; dá, pois, pancadas na tua coxa. |
| 13. Pois haverá uma prova; e que haverá, se o próprio cetro que desprezou a todos não vier a subsistir? — diz o SENHOR Deus. |
| 14. Tu, pois, ó filho do homem, profetiza e bate com as palmas uma na outra; duplique a espada o seu golpe, triplique-o a espada da matança, da grande matança, que os rodeia; |
| 15. para que desmaie o seu coração, e se multiplique o seu tropeçar junto a todas as portas. Faço reluzir a espada. Ah! Ela foi feita para ser raio e está afiada para matar. |
| 16. Ó espada, vira-te, com toda a força, para a direita, vira-te para a esquerda, para onde quer que o teu rosto se dirigir. |
| 17. Também eu baterei as minhas palmas uma na outra e desafogarei o meu furor; eu, o SENHOR, é que falei. |
| 18. Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: |
| 19. Tu, pois, ó filho do homem, propõe dois caminhos por onde venha a espada do rei da Babilônia; ambos procederão da mesma terra; põe neles marcos indicadores, põe-nos na entrada do caminho para a cidade. |
| 20. Indica o caminho para que a espada chegue à Rabá dos filhos de Amom, a Judá e a Jerusalém, a fortificada. |
| 21. Porque o rei da Babilônia para na encruzilhada, na entrada dos dois caminhos, para consultar os oráculos: sacode as flechas, interroga os ídolos do lar, examina o fígado. |
| 22. Caiu-lhe o oráculo para a direita, sobre Jerusalém, para dispor os aríetes, para abrir a boca com ordens de matar, para lançar gritos de guerra, para colocar os aríetes contra as portas, para levantar terraplenos, para edificar baluartes. |
| 23. Aos judeus, lhes parecerá isto oráculo enganador, pois têm em seu favor juramentos solenes; mas Deus se lembrará da iniquidade deles, para que sejam apreendidos. |
| 24. Portanto, assim diz o SENHOR Deus: Visto que me fazeis lembrar da vossa iniquidade, descobrindo-se as vossas transgressões, aparecendo os vossos pecados em todos os vossos atos, e visto que me viestes à memória, sereis apreendidos por causa disso. |
| 25. E tu, ó profano e perverso, príncipe de Israel, cujo dia virá no tempo do seu castigo final; |
| 26. assim diz o SENHOR Deus: Tira o diadema e remove a coroa; o que é já não será o mesmo; será exaltado o humilde e abatido o soberbo. |
| 27. Ruína! Ruína! A ruínas a reduzirei, e ela já não será, até que venha aquele a quem ela pertence de direito; a ele a darei. |
| 28. E tu, ó filho do homem, profetiza e dize: Assim diz o SENHOR Deus acerca dos filhos de Amom e acerca dos seus insultos; dize, pois: A espada, a espada está desembainhada, polida para a matança, para consumir, para reluzir como relâmpago; |
| 29. para ser posta no pescoço dos profanos, dos perversos, cujo dia virá no tempo do castigo final, ao passo que te pregam visões falsas e te adivinham mentiras. |
| 30. Torna a tua espada à sua bainha. No lugar em que foste formado, na terra do teu nascimento, te julgarei. |
| 31. Derramarei sobre ti a minha indignação, assoprarei contra ti o fogo do meu furor e te entregarei nas mãos de homens brutais, mestres de destruição. |
| 32. Servirás de pasto ao fogo, o teu sangue será derramado no meio da terra, já não serás lembrado; pois eu, o SENHOR, é que falei. |
Almeida Revista e Atualizada: 285 de 324 dias