Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]
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Antigo Testamento (324 dias)
Almeida Revista e Atualizada: 278 de 324 dias
| Lamentações: 4 |
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| 1. Como se escureceu o ouro! Como se mudou o ouro refinado! Como estão espalhadas as pedras do santuário pelas esquinas de todas as ruas! |
| 2. Os nobres filhos de Sião, comparáveis a puro ouro, como são agora reputados por objetos de barro, obra das mãos de oleiro! |
| 3. Até os chacais dão o peito, dão de mamar a seus filhos; mas a filha do meu povo tornou-se cruel como os avestruzes no deserto. |
| 4. A língua da criança que mama fica pegada, pela sede, ao céu da boca; os meninos pedem pão, e ninguém há que lho dê. |
| 5. Os que se alimentavam de comidas finas desfalecem nas ruas; os que se criaram entre escarlata se apegam aos monturos. |
| 6. Porque maior é a maldade da filha do meu povo do que o pecado de Sodoma, que foi subvertida como num momento, sem o emprego de mãos nenhumas. |
| 7. Os seus príncipes eram mais alvos do que a neve, mais brancos do que o leite; eram mais ruivos de corpo do que os corais e tinham a formosura da safira. |
| 8. Mas, agora, escureceu-se-lhes o aspecto mais do que a fuligem; não são conhecidos nas ruas; a sua pele se lhes pegou aos ossos, secou-se como uma madeira. |
| 9. Mais felizes foram as vítimas da espada do que as vítimas da fome; porque estas se definham atingidas mortalmente pela falta do produto dos campos. |
| 10. As mãos das mulheres outrora compassivas cozeram seus próprios filhos; estes lhes serviram de alimento na destruição da filha do meu povo. |
| 11. Deu o SENHOR cumprimento à sua indignação, derramou o ardor da sua ira; acendeu fogo em Sião, que consumiu os seus fundamentos. |
| 12. Não creram os reis da terra, nem todos os moradores do mundo, que entrasse o adversário e o inimigo pelas portas de Jerusalém. |
| 13. Foi por causa dos pecados dos seus profetas, das maldades dos seus sacerdotes que se derramou no meio dela o sangue dos justos. |
| 14. Erram como cegos nas ruas, andam contaminados de sangue, de tal sorte que ninguém lhes pode tocar nas roupas. |
| 15. Apartai-vos, imundos! — gritavam-lhes; apartai-vos, apartai-vos, não toqueis! Quando fugiram errantes, dizia-se entre as nações: Jamais habitarão aqui. |
| 16. A ira do SENHOR os espalhou; ele jamais atentará para eles; o inimigo não honra os sacerdotes, nem se compadece dos anciãos. |
| 17. Os nossos olhos ainda desfalecem, esperando vão socorro; temos olhado das vigias para um povo que não pode livrar. |
| 18. Espreitavam os nossos passos, de maneira que não podíamos andar pelas nossas praças; aproximava-se o nosso fim, os nossos dias se cumpriam, era chegado o nosso fim. |
| 19. Os nossos perseguidores foram mais ligeiros do que as aves dos céus; sobre os montes nos perseguiram, no deserto nos armaram ciladas. |
| 20. O fôlego da nossa vida, o ungido do SENHOR, foi preso nos forjes deles; dele dizíamos: debaixo da sua sombra, viveremos entre as nações. |
| 21. Regozija-te e alegra-te, ó filha de Edom, que habitas na terra de Uz; o cálice se passará também a ti; embebedar-te-ás e te desnudarás. |
| 22. O castigo da tua maldade está consumado, ó filha de Sião; o SENHOR nunca mais te levará para o exílio; a tua maldade, ó filha de Edom, descobrirá os teus pecados. |
| Lamentações: 5 |
| 1. Lembra-te, SENHOR, do que nos tem sucedido; considera e olha para o nosso opróbrio. |
| 2. A nossa herança passou a estranhos, e as nossas casas, a estrangeiros; |
| 3. somos órfãos, já não temos pai, nossas mães são como viúvas. |
| 4. A nossa água, por dinheiro a bebemos, por preço vem a nossa lenha. |
| 5. Os nossos perseguidores estão sobre o nosso pescoço; estamos exaustos e não temos descanso. |
| 6. Submetemo-nos aos egípcios e aos assírios, para nos fartarem de pão. |
| 7. Nossos pais pecaram e já não existem; nós é que levamos o castigo das suas iniquidades. |
| 8. Escravos dominam sobre nós; ninguém há que nos livre das suas mãos. |
| 9. Com perigo de nossa vida, providenciamos o nosso pão, por causa da espada do deserto. |
| 10. Nossa pele se esbraseia como um forno, por causa do ardor da fome. |
| 11. Forçaram as mulheres em Sião; as virgens, nas cidades de Judá. |
| 12. Os príncipes foram por eles enforcados, as faces dos velhos não foram reverenciadas. |
| 13. Os jovens levaram a mó, os meninos tropeçaram debaixo das cargas de lenha; |
| 14. os anciãos já não se assentam na porta, os jovens já não cantam. |
| 15. Cessou o júbilo de nosso coração, converteu-se em lamentações a nossa dança. |
| 16. Caiu a coroa da nossa cabeça; ai de nós, porque pecamos! |
| 17. Por isso, caiu doente o nosso coração; por isso, se escureceram os nossos olhos. |
| 18. Pelo monte Sião, que está assolado, andam as raposas. |
| 19. Tu, SENHOR, reinas eternamente, o teu trono subsiste de geração em geração. |
| 20. Por que te esquecerias de nós para sempre? Por que nos desampararias por tanto tempo? |
| 21. Converte-nos a ti, SENHOR, e seremos convertidos; renova os nossos dias como dantes. |
| 22. Por que nos rejeitarias totalmente? Por que te enfurecerias sobremaneira contra nós outros? |
Almeida Revista e Atualizada: 278 de 324 dias