Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]
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Antigo Testamento (324 dias)
Almeida Revista e Atualizada: 237 de 324 dias
| Isaías: 1 |
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| 1. Visão de Isaías, filho de Amoz, que ele teve a respeito de Judá e Jerusalém, nos dias de Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias, reis de Judá. |
| 2. Ouvi, ó céus, e dá ouvidos, ó terra, porque o SENHOR é quem fala: Criei filhos e os engrandeci, mas eles estão revoltados contra mim. |
| 3. O boi conhece o seu possuidor, e o jumento, o dono da sua manjedoura; mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende. |
| 4. Ai desta nação pecaminosa, povo carregado de iniquidade, raça de malignos, filhos corruptores; abandonaram o SENHOR, blasfemaram do Santo de Israel, voltaram para trás. |
| 5. Por que haveis de ainda ser feridos, visto que continuais em rebeldia? Toda a cabeça está doente, e todo o coração, enfermo. |
| 6. Desde a planta do pé até à cabeça não há nele coisa sã, senão feridas, contusões e chagas inflamadas, umas e outras não espremidas, nem atadas, nem amolecidas com óleo. |
| 7. A vossa terra está assolada, as vossas cidades, consumidas pelo fogo; a vossa lavoura os estranhos devoram em vossa presença; e a terra se acha devastada como numa subversão de estranhos. |
| 8. A filha de Sião é deixada como choça na vinha, como palhoça no pepinal, como cidade sitiada. |
| 9. Se o SENHOR dos Exércitos não nos tivesse deixado alguns sobreviventes, já nos teríamos tornado como Sodoma e semelhantes a Gomorra. |
| 10. Ouvi a palavra do SENHOR, vós, príncipes de Sodoma; prestai ouvidos à lei do nosso Deus, vós, povo de Gomorra. |
| 11. De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios? — diz o SENHOR. Estou farto dos holocaustos de carneiros e da gordura de animais cevados e não me agrado do sangue de novilhos, nem de cordeiros, nem de bodes. |
| 12. Quando vindes para comparecer perante mim, quem vos requereu o só pisardes os meus átrios? |
| 13. Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação, e também as Festas da Lua Nova, os sábados, e a convocação das congregações; não posso suportar iniquidade associada ao ajuntamento solene. |
| 14. As vossas Festas da Lua Nova e as vossas solenidades, a minha alma as aborrece; já me são pesadas; estou cansado de as sofrer. |
| 15. Pelo que, quando estendeis as mãos, escondo de vós os olhos; sim, quando multiplicais as vossas orações, não as ouço, porque as vossas mãos estão cheias de sangue. |
| 16. Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer o mal. |
| 17. Aprendei a fazer o bem; atendei à justiça, repreendei ao opressor; defendei o direito do órfão, pleiteai a causa das viúvas. |
| 18. Vinde, pois, e arrazoemos, diz o SENHOR; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã. |
| 19. Se quiserdes e me ouvirdes, comereis o melhor desta terra. |
| 20. Mas, se recusardes e fordes rebeldes, sereis devorados à espada; porque a boca do SENHOR o disse. |
| 21. Como se fez prostituta a cidade fiel! Ela, que estava cheia de justiça! Nela, habitava a retidão, mas, agora, homicidas. |
| 22. A tua prata se tornou em escórias, o teu licor se misturou com água. |
| 23. Os teus príncipes são rebeldes e companheiros de ladrões; cada um deles ama o suborno e corre atrás de recompensas. Não defendem o direito do órfão, e não chega perante eles a causa das viúvas. |
| 24. Portanto, diz o Senhor, o SENHOR dos Exércitos, o Poderoso de Israel: Ah! Tomarei satisfações aos meus adversários e vingar-me-ei dos meus inimigos. |
| 25. Voltarei contra ti a minha mão, purificar-te-ei como com potassa das tuas escórias e tirarei de ti todo metal impuro. |
| 26. Restituir-te-ei os teus juízes, como eram antigamente, os teus conselheiros, como no princípio; depois, te chamarão cidade de justiça, cidade fiel. |
| 27. Sião será redimida pelo direito, e os que se arrependem, pela justiça. |
| 28. Mas os transgressores e os pecadores serão juntamente destruídos; e os que deixarem o SENHOR perecerão. |
| 29. Porque vos envergonhareis dos carvalhos que cobiçastes e sereis confundidos por causa dos jardins que escolhestes. |
| 30. Porque sereis como o carvalho, cujas folhas murcham, e como a floresta que não tem água. |
| 31. O forte se tornará em estopa, e a sua obra, em faísca; ambos arderão juntamente, e não haverá quem os apague. |
| Isaías: 2 |
| 1. Palavra que, em visão, veio a Isaías, filho de Amoz, a respeito de Judá e Jerusalém. |
| 2. Nos últimos dias, acontecerá que o monte da Casa do SENHOR será estabelecido no cimo dos montes e se elevará sobre os outeiros, e para ele afluirão todos os povos. |
| 3. Irão muitas nações e dirão: Vinde, e subamos ao monte do SENHOR e à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos, e andemos pelas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e a palavra do SENHOR, de Jerusalém. |
| 4. Ele julgará entre os povos e corrigirá muitas nações; estas converterão as suas espadas em relhas de arados e suas lanças, em podadeiras; uma nação não levantará a espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra. |
| 5. Vinde, ó casa de Jacó, e andemos na luz do SENHOR. |
| 6. Pois, tu, SENHOR, desamparaste o teu povo, a casa de Jacó, porque os seus se encheram da corrupção do Oriente e são agoureiros como os filisteus e se associam com os filhos dos estranhos. |
| 7. A sua terra está cheia de prata e de ouro, e não têm conta os seus tesouros; também está cheia de cavalos, e os seus carros não têm fim. |
| 8. Também está cheia a sua terra de ídolos; adoram a obra das suas mãos, aquilo que os seus próprios dedos fizeram. |
| 9. Com isso, a gente se abate, e o homem se avilta; portanto, não lhes perdoarás. |
| 10. Vai, entra nas rochas e esconde-te no pó, ante o terror do SENHOR e a glória da sua majestade. |
| 11. Os olhos altivos dos homens serão abatidos, e a sua altivez será humilhada; só o SENHOR será exaltado naquele dia. |
| 12. Porque o Dia do SENHOR dos Exércitos será contra todo soberbo e altivo e contra todo aquele que se exalta, para que seja abatido; |
| 13. contra todos os cedros do Líbano, altos, mui elevados; e contra todos os carvalhos de Basã; |
| 14. contra todos os montes altos e contra todos os outeiros elevados; |
| 15. contra toda torre alta e contra toda muralha firme; |
| 16. contra todos os navios de Társis e contra tudo o que é belo à vista. |
| 17. A arrogância do homem será abatida, e a sua altivez será humilhada; só o SENHOR será exaltado naquele dia. |
| 18. Os ídolos serão de todo destruídos. |
| 19. Então, os homens se meterão nas cavernas das rochas e nos buracos da terra, ante o terror do SENHOR e a glória da sua majestade, quando ele se levantar para espantar a terra. |
| 20. Naquele dia, os homens lançarão às toupeiras e aos morcegos os seus ídolos de prata e os seus ídolos de ouro, que fizeram para ante eles se prostrarem, |
| 21. e meter-se-ão pelas fendas das rochas e pelas cavernas das penhas, ante o terror do SENHOR e a glória da sua majestade, quando ele se levantar para espantar a terra. |
| 22. Afastai-vos, pois, do homem cujo fôlego está no seu nariz. Pois em que é ele estimado? |
| Isaías: 3 |
| 1. Porque eis que o Senhor, o SENHOR dos Exércitos, tira de Jerusalém e de Judá o sustento e o apoio, todo sustento de pão e todo sustento de água; |
| 2. o valente, o guerreiro e o juiz; o profeta, o adivinho e o ancião; |
| 3. o capitão de cinquenta, o respeitável, o conselheiro, o hábil entre os artífices e o encantador perito. |
| 4. Dar-lhes-ei meninos por príncipes, e crianças governarão sobre eles. |
| 5. Entre o povo, oprimem uns aos outros, cada um, ao seu próximo; o menino se atreverá contra o ancião, e o vil, contra o nobre. |
| 6. Quando alguém se chegar a seu irmão e lhe disser, na casa de seu pai: Tu tens roupa, sê nosso príncipe e toma sob teu governo esta ruína; |
| 7. naquele dia, levantará este a sua voz, dizendo: Não sou médico, não há pão em minha casa, nem veste alguma; não me ponhais por príncipe do povo. |
| 8. Porque Jerusalém está arruinada, e Judá, caída; porquanto a sua língua e as suas obras são contra o SENHOR, para desafiarem a sua gloriosa presença. |
| 9. O aspecto do seu rosto testifica contra eles; e, como Sodoma, publicam o seu pecado e não o encobrem. Ai da sua alma! Porque fazem mal a si mesmos. |
| 10. Dizei aos justos que bem lhes irá; porque comerão do fruto das suas ações. |
| 11. Ai do perverso! Mal lhe irá; porque a sua paga será o que as suas próprias mãos fizeram. |
| 12. Os opressores do meu povo são crianças, e mulheres estão à testa do seu governo. Oh! Povo meu! Os que te guiam te enganam e destroem o caminho por onde deves seguir. |
| 13. O SENHOR se dispõe para pleitear e se apresenta para julgar os povos. |
| 14. O SENHOR entra em juízo contra os anciãos do seu povo e contra os seus príncipes. Vós sois os que consumistes esta vinha; o que roubastes do pobre está em vossa casa. |
| 15. Que há convosco que esmagais o meu povo e moeis a face dos pobres? — diz o Senhor, o SENHOR dos Exércitos. |
| 16. Diz ainda mais o SENHOR: Visto que são altivas as filhas de Sião e andam de pescoço emproado, de olhares impudentes, andam a passos curtos, fazendo tinir os ornamentos de seus pés, |
| 17. o Senhor fará tinhosa a cabeça das filhas de Sião, o SENHOR porá a descoberto as suas vergonhas. |
| 18. Naquele dia, tirará o Senhor o enfeite dos anéis dos tornozelos, e as toucas, e os ornamentos em forma de meia-lua; |
| 19. os pendentes, e os braceletes, e os véus esvoaçantes; |
| 20. os turbantes, as cadeiazinhas para os passos, as cintas, as caixinhas de perfumes e os amuletos; |
| 21. os sinetes e as joias pendentes do nariz; |
| 22. os vestidos de festa, os mantos, os xales e as bolsas; |
| 23. os espelhos, as camisas finíssimas, os atavios de cabeça e os véus grandes. |
| 24. Será que em lugar de perfume haverá podridão, e por cinta, corda; em lugar de encrespadura de cabelos, calvície; e em lugar de veste suntuosa, cilício; e marca de fogo, em lugar de formosura. |
| 25. Os teus homens cairão à espada, e os teus valentes, na guerra. |
| 26. As suas portas chorarão e estarão de luto; Sião, desolada, se assentará em terra. |
Almeida Revista e Atualizada: 237 de 324 dias