Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]
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Antigo Testamento (324 dias)
Almeida Revista e Atualizada: 196 de 324 dias
| Salmos: 88 |
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| 1. Ó SENHOR, Deus da minha salvação, dia e noite clamo diante de ti. |
| 2. Chegue à tua presença a minha oração, inclina os ouvidos ao meu clamor. |
| 3. Pois a minha alma está farta de males, e a minha vida já se abeira da morte. |
| 4. Sou contado com os que baixam à cova; sou como um homem sem força, |
| 5. atirado entre os mortos; como os feridos de morte que jazem na sepultura, dos quais já não te lembras; são desamparados de tuas mãos. |
| 6. Puseste-me na mais profunda cova, nos lugares tenebrosos, nos abismos. |
| 7. Sobre mim pesa a tua ira; tu me abates com todas as tuas ondas. |
| 8. Apartaste de mim os meus conhecidos e me fizeste objeto de abominação para com eles; estou preso e não vejo como sair. |
| 9. Os meus olhos desfalecem de aflição; dia após dia, venho clamando a ti, SENHOR, e te levanto as minhas mãos. |
| 10. Mostrarás tu prodígios aos mortos ou os finados se levantarão para te louvar? |
| 11. Será referida a tua bondade na sepultura? A tua fidelidade, nos abismos? |
| 12. Acaso, nas trevas se manifestam as tuas maravilhas? E a tua justiça, na terra do esquecimento? |
| 13. Mas eu, SENHOR, clamo a ti por socorro, e antemanhã já se antecipa diante de ti a minha oração. |
| 14. Por que rejeitas, SENHOR, a minha alma e ocultas de mim o rosto? |
| 15. Ando aflito e prestes a expirar desde moço; sob o peso dos teus terrores, estou desorientado. |
| 16. Por sobre mim passaram as tuas iras, os teus terrores deram cabo de mim. |
| 17. Eles me rodeiam como água, de contínuo; a um tempo me circundam. |
| 18. Para longe de mim afastaste amigo e companheiro; os meus conhecidos são trevas. |
| Salmos: 89 |
| 1. Cantarei para sempre as tuas misericórdias, ó SENHOR; os meus lábios proclamarão a todas as gerações a tua fidelidade. |
| 2. Pois disse eu: a benignidade está fundada para sempre; a tua fidelidade, tu a confirmarás nos céus, dizendo: |
| 3. Fiz aliança com o meu escolhido e jurei a Davi, meu servo: |
| 4. Para sempre estabelecerei a tua posteridade e firmarei o teu trono de geração em geração. |
| 5. Celebram os céus as tuas maravilhas, ó SENHOR, e, na assembleia dos santos, a tua fidelidade. |
| 6. Pois quem nos céus é comparável ao SENHOR? Entre os seres celestiais, quem é semelhante ao SENHOR? |
| 7. Deus é sobremodo tremendo na assembleia dos santos e temível sobre todos os que o rodeiam. |
| 8. Ó SENHOR, Deus dos Exércitos, quem é poderoso como tu és, SENHOR, com a tua fidelidade ao redor de ti?! |
| 9. Dominas a fúria do mar; quando as suas ondas se levantam, tu as amainas. |
| 10. Calcaste a Raabe, como um ferido de morte; com o teu poderoso braço dispersaste os teus inimigos. |
| 11. Teus são os céus, tua, a terra; o mundo e a sua plenitude, tu os fundaste. |
| 12. O Norte e o Sul, tu os criaste; o Tabor e o Hermom exultam em teu nome. |
| 13. O teu braço é armado de poder, forte é a tua mão, e elevada, a tua destra. |
| 14. Justiça e direito são o fundamento do teu trono; graça e verdade te precedem. |
| 15. Bem-aventurado o povo que conhece os vivas de júbilo, que anda, ó SENHOR, na luz da tua presença. |
| 16. Em teu nome, de contínuo se alegra e na tua justiça se exalta, |
| 17. porquanto tu és a glória de sua força; no teu favor avulta o nosso poder. |
| 18. Pois ao SENHOR pertence o nosso escudo, e ao Santo de Israel, o nosso rei. |
| 19. Outrora, falaste em visão aos teus santos e disseste: A um herói concedi o poder de socorrer; do meio do povo, exaltei um escolhido. |
| 20. Encontrei Davi, meu servo; com o meu santo óleo o ungi. |
| 21. A minha mão será firme com ele, o meu braço o fortalecerá. |
| 22. O inimigo jamais o surpreenderá, nem o há de afligir o filho da perversidade. |
| 23. Esmagarei diante dele os seus adversários e ferirei os que o odeiam. |
| 24. A minha fidelidade e a minha bondade o hão de acompanhar, e em meu nome crescerá o seu poder. |
| 25. Porei a sua mão sobre o mar e a sua direita, sobre os rios. |
| 26. Ele me invocará, dizendo: Tu és meu pai, meu Deus e a rocha da minha salvação. |
| 27. Fá-lo-ei, por isso, meu primogênito, o mais elevado entre os reis da terra. |
| 28. Conservar-lhe-ei para sempre a minha graça e, firme com ele, a minha aliança. |
| 29. Farei durar para sempre a sua descendência; e, o seu trono, como os dias do céu. |
| 30. Se os seus filhos desprezarem a minha lei e não andarem nos meus juízos, |
| 31. se violarem os meus preceitos e não guardarem os meus mandamentos, |
| 32. então, punirei com vara as suas transgressões e com açoites, a sua iniquidade. |
| 33. Mas jamais retirarei dele a minha bondade, nem desmentirei a minha fidelidade. |
| 34. Não violarei a minha aliança, nem modificarei o que os meus lábios proferiram. |
| 35. Uma vez jurei por minha santidade (e serei eu falso a Davi?): |
| 36. A sua posteridade durará para sempre, e o seu trono, como o sol perante mim. |
| 37. Ele será estabelecido para sempre como a lua e fiel como a testemunha no espaço. |
| 38. Tu, porém, o repudiaste e o rejeitaste; e te indignaste com o teu ungido. |
| 39. Aborreceste a aliança com o teu servo; profanaste-lhe a coroa, arrojando-a para a terra. |
| 40. Arrasaste os seus muros todos; reduziste a ruínas as suas fortificações. |
| 41. Despojam-no todos os que passam pelo caminho; e os vizinhos o escarnecem. |
| 42. Exaltaste a destra dos seus adversários e deste regozijo a todos os seus inimigos. |
| 43. Também viraste o fio da sua espada e não o sustentaste na batalha. |
| 44. Fizeste cessar o seu esplendor e deitaste por terra o seu trono. |
| 45. Abreviaste os dias da sua mocidade e o cobriste de ignomínia. |
| 46. Até quando, SENHOR? Esconder-te-ás para sempre? Arderá a tua ira como fogo? |
| 47. Lembra-te de como é breve a minha existência! Pois criarias em vão todos os filhos dos homens! |
| 48. Que homem há, que viva e não veja a morte? Ou que livre a sua alma das garras do sepulcro? |
| 49. Que é feito, Senhor, das tuas benignidades de outrora, juradas a Davi por tua fidelidade? |
| 50. Lembra-te, Senhor, do opróbrio dos teus servos e de como trago no peito a injúria de muitos povos, |
| 51. com que, SENHOR, os teus inimigos têm vilipendiado, sim, vilipendiado os passos do teu ungido. |
| 52. Bendito seja o SENHOR para sempre! Amém e amém! |
| Salmos: 90 |
| 1. Senhor, tu tens sido o nosso refúgio, de geração em geração. |
| 2. Antes que os montes nascessem e se formassem a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus. |
| 3. Tu reduzes o homem ao pó e dizes: Tornai, filhos dos homens. |
| 4. Pois mil anos, aos teus olhos, são como o dia de ontem que se foi e como a vigília da noite. |
| 5. Tu os arrastas na torrente, são como um sono, como a relva que floresce de madrugada; |
| 6. de madrugada, viceja e floresce; à tarde, murcha e seca. |
| 7. Pois somos consumidos pela tua ira e pelo teu furor, conturbados. |
| 8. Diante de ti puseste as nossas iniquidades e, sob a luz do teu rosto, os nossos pecados ocultos. |
| 9. Pois todos os nossos dias se passam na tua ira; acabam-se os nossos anos como um breve pensamento. |
| 10. Os dias da nossa vida sobem a setenta anos ou, em havendo vigor, a oitenta; neste caso, o melhor deles é canseira e enfado, porque tudo passa rapidamente, e nós voamos. |
| 11. Quem conhece o poder da tua ira? E a tua cólera, segundo o temor que te é devido? |
| 12. Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio. |
| 13. Volta-te, SENHOR! Até quando? Tem compaixão dos teus servos. |
| 14. Sacia-nos de manhã com a tua benignidade, para que cantemos de júbilo e nos alegremos todos os nossos dias. |
| 15. Alegra-nos por tantos dias quantos nos tens afligido, por tantos anos quantos suportamos a adversidade. |
| 16. Aos teus servos apareçam as tuas obras, e a seus filhos, a tua glória. |
| 17. Seja sobre nós a graça do Senhor, nosso Deus; confirma sobre nós as obras das nossas mãos, sim, confirma a obra das nossas mãos. |
Almeida Revista e Atualizada: 196 de 324 dias