Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]
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Antigo Testamento (324 dias)
Almeida Revista e Atualizada: 185 de 324 dias
| Salmos: 55 |
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| 1. Dá ouvidos, ó Deus, à minha oração; não te escondas da minha súplica. |
| 2. Atende-me e responde-me; sinto-me perplexo em minha queixa e ando perturbado, |
| 3. por causa do clamor do inimigo e da opressão do ímpio; pois sobre mim lançam calamidade e furiosamente me hostilizam. |
| 4. Estremece-me no peito o coração, terrores de morte me salteiam; |
| 5. temor e tremor me sobrevêm, e o horror se apodera de mim. |
| 6. Então, disse eu: quem me dera asas como de pomba! Voaria e acharia pouso. |
| 7. Eis que fugiria para longe e ficaria no deserto. |
| 8. Dar-me-ia pressa em abrigar-me do vendaval e da procela. |
| 9. Destrói, Senhor, e confunde os seus conselhos, porque vejo violência e contenda na cidade. |
| 10. Dia e noite giram nas suas muralhas, e, muros a dentro, campeia a perversidade e a malícia; |
| 11. há destruição no meio dela; das suas praças não se apartam a opressão e o engano. |
| 12. Com efeito, não é inimigo que me afronta; se o fosse, eu o suportaria; nem é o que me odeia quem se exalta contra mim, pois dele eu me esconderia; |
| 13. mas és tu, homem meu igual, meu companheiro e meu íntimo amigo. |
| 14. Juntos andávamos, juntos nos entretínhamos e íamos com a multidão à Casa de Deus. |
| 15. A morte os assalte, e vivos desçam à cova! Porque há maldade nas suas moradas e no seu íntimo. |
| 16. Eu, porém, invocarei a Deus, e o SENHOR me salvará. |
| 17. À tarde, pela manhã e ao meio-dia, farei as minhas queixas e lamentarei; e ele ouvirá a minha voz. |
| 18. Livra-me a alma, em paz, dos que me perseguem; pois são muitos contra mim. |
| 19. Deus ouvirá e lhes responderá, ele, que preside desde a eternidade, porque não há neles mudança nenhuma, e não temem a Deus. |
| 20. Tal homem estendeu as mãos contra os que tinham paz com ele; corrompeu a sua aliança. |
| 21. A sua boca era mais macia que a manteiga, porém no coração havia guerra; as suas palavras eram mais brandas que o azeite; contudo, eram espadas desembainhadas. |
| 22. Confia os teus cuidados ao SENHOR, e ele te susterá; jamais permitirá que o justo seja abalado. |
| 23. Tu, porém, ó Deus, os precipitarás à cova profunda; homens sanguinários e fraudulentos não chegarão à metade dos seus dias; eu, todavia, confiarei em ti. |
| Salmos: 56 |
| 1. Tem misericórdia de mim, ó Deus, porque o homem procura ferir-me; e me oprime pelejando todo o dia. |
| 2. Os que me espreitam continuamente querem ferir-me; e são muitos os que atrevidamente me combatem. |
| 3. Em me vindo o temor, hei de confiar em ti. |
| 4. Em Deus, cuja palavra eu exalto, neste Deus ponho a minha confiança e nada temerei. Que me pode fazer um mortal? |
| 5. Todo o dia torcem as minhas palavras; os seus pensamentos são todos contra mim para o mal. |
| 6. Ajuntam-se, escondem-se, espionam os meus passos, como aguardando a hora de me darem cabo da vida. |
| 7. Dá-lhes a retribuição segundo a sua iniquidade. Derriba os povos, ó Deus, na tua ira! |
| 8. Contaste os meus passos quando sofri perseguições; recolheste as minhas lágrimas no teu odre; não estão elas inscritas no teu livro? |
| 9. No dia em que eu te invocar, baterão em retirada os meus inimigos; bem sei isto: que Deus é por mim. |
| 10. Em Deus, cuja palavra eu louvo, no SENHOR, cuja palavra eu louvo, |
| 11. neste Deus ponho a minha confiança e nada temerei. Que me pode fazer o homem? |
| 12. Os votos que fiz, eu os manterei, ó Deus; render-te-ei ações de graças. |
| 13. Pois da morte me livraste a alma, sim, livraste da queda os meus pés, para que eu ande na presença de Deus, na luz da vida. |
| Salmos: 57 |
| 1. Tem misericórdia de mim, ó Deus, tem misericórdia, pois em ti a minha alma se refugia; à sombra das tuas asas me abrigo, até que passem as calamidades. |
| 2. Clamarei ao Deus Altíssimo, ao Deus que por mim tudo executa. |
| 3. Ele dos céus me envia o seu auxílio e me livra; cobre de vergonha os que me ferem. Envia a sua misericórdia e a sua fidelidade. |
| 4. Acha-se a minha alma entre leões, ávidos de devorar os filhos dos homens; lanças e flechas são os seus dentes, espada afiada, a sua língua. |
| 5. Sê exaltado, ó Deus, acima dos céus; e em toda a terra esplenda a tua glória. |
| 6. Armaram rede aos meus passos, a minha alma está abatida; abriram cova diante de mim, mas eles mesmos caíram nela. |
| 7. Firme está o meu coração, ó Deus, o meu coração está firme; cantarei e entoarei louvores. |
| 8. Desperta, ó minha alma! Despertai, lira e harpa! Quero acordar a alva. |
| 9. Render-te-ei graças entre os povos; cantar-te-ei louvores entre as nações. |
| 10. Pois a tua misericórdia se eleva até aos céus, e a tua fidelidade, até às nuvens. |
| 11. Sê exaltado, ó Deus, acima dos céus; e em toda a terra esplenda a tua glória. |
Almeida Revista e Atualizada: 185 de 324 dias