Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]
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Antigo Testamento (324 dias)
Almeida Revista e Atualizada: 155 de 324 dias
| Jó: 7 |
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| 1. Não é penosa a vida do homem sobre a terra? Não são os seus dias como os de um jornaleiro? |
| 2. Como o escravo que suspira pela sombra e como o jornaleiro que espera pela sua paga, |
| 3. assim me deram por herança meses de desengano e noites de aflição me proporcionaram. |
| 4. Ao deitar-me, digo: quando me levantarei? Mas comprida é a noite, e farto-me de me revolver na cama, até à alva. |
| 5. A minha carne está vestida de vermes e de crostas terrosas; a minha pele se encrosta e de novo supura. |
| 6. Os meus dias são mais velozes do que a lançadeira do tecelão e se findam sem esperança. |
| 7. Lembra-te de que a minha vida é um sopro; os meus olhos não tornarão a ver o bem. |
| 8. Os olhos dos que agora me veem não me verão mais; os teus olhos me procurarão, mas já não serei. |
| 9. Tal como a nuvem se desfaz e passa, aquele que desce à sepultura jamais tornará a subir. |
| 10. Nunca mais tornará à sua casa, nem o lugar onde habita o conhecerá jamais. |
| 11. Por isso, não reprimirei a boca, falarei na angústia do meu espírito, queixar-me-ei na amargura da minha alma. |
| 12. Acaso, sou eu o mar ou algum monstro marinho, para que me ponhas guarda? |
| 13. Dizendo eu: consolar-me-á o meu leito, a minha cama aliviará a minha queixa, |
| 14. então, me espantas com sonhos e com visões me assombras; |
| 15. pelo que a minha alma escolheria, antes, ser estrangulada; antes, a morte do que esta tortura. |
| 16. Estou farto da minha vida; não quero viver para sempre. Deixa-me, pois, porque os meus dias são um sopro. |
| 17. Que é o homem, para que tanto o estimes, e ponhas nele o teu cuidado, |
| 18. e cada manhã o visites, e cada momento o ponhas à prova? |
| 19. Até quando não apartarás de mim a tua vista? Até quando não me darás tempo de engolir a minha saliva? |
| 20. Se pequei, que mal te fiz a ti, ó Espreitador dos homens? Por que fizeste de mim um alvo para ti, para que a mim mesmo me seja pesado? |
| 21. Por que não perdoas a minha transgressão e não tiras a minha iniquidade? Pois agora me deitarei no pó; e, se me buscas, já não serei. |
| Jó: 8 |
| 1. Então, respondeu Bildade, o suíta: |
| 2. Até quando falarás tais coisas? E até quando as palavras da tua boca serão qual vento impetuoso? |
| 3. Perverteria Deus o direito ou perverteria o Todo-Poderoso a justiça? |
| 4. Se teus filhos pecaram contra ele, também ele os lançou no poder da sua transgressão. |
| 5. Mas, se tu buscares a Deus e ao Todo-Poderoso pedires misericórdia, |
| 6. se fores puro e reto, ele, sem demora, despertará em teu favor e restaurará a justiça da tua morada. |
| 7. O teu primeiro estado, na verdade, terá sido pequeno, mas o teu último crescerá sobremaneira. |
| 8. Pois, eu te peço, pergunta agora a gerações passadas e atenta para a experiência de seus pais; |
| 9. porque nós somos de ontem e nada sabemos; porquanto nossos dias sobre a terra são como a sombra. |
| 10. Porventura, não te ensinarão os pais, não haverão de falar-te e do próprio entendimento não proferirão estas palavras: |
| 11. Pode o papiro crescer sem lodo? Ou viça o junco sem água? |
| 12. Estando ainda na sua verdura e ainda não colhidos, todavia, antes de qualquer outra erva se secam. |
| 13. São assim as veredas de todos quantos se esquecem de Deus; e a esperança do ímpio perecerá. |
| 14. A sua firmeza será frustrada, e a sua confiança é teia de aranha. |
| 15. Encostar-se-á à sua casa, e ela não se manterá, agarrar-se-á a ela, e ela não ficará em pé. |
| 16. Ele é viçoso perante o sol, e os seus renovos irrompem no seu jardim; |
| 17. as suas raízes se entrelaçam num montão de pedras e penetram até às muralhas. |
| 18. Mas, se Deus o arranca do seu lugar, então, este o negará, dizendo: Nunca te vi. |
| 19. Eis em que deu a sua vida! E do pó brotarão outros. |
| 20. Eis que Deus não rejeita ao íntegro, nem toma pela mão os malfeitores. |
| 21. Ele te encherá a boca de riso e os teus lábios, de júbilo. |
| 22. Teus aborrecedores se vestirão de ignomínia, e a tenda dos perversos não subsistirá. |
| Jó: 9 |
| 1. Então, Jó respondeu e disse: |
| 2. Na verdade, sei que assim é; porque, como pode o homem ser justo para com Deus? |
| 3. Se quiser contender com ele, nem a uma de mil coisas lhe poderá responder. |
| 4. Ele é sábio de coração e grande em poder; quem porfiou com ele e teve paz? |
| 5. Ele é quem remove os montes, sem que saibam que ele na sua ira os transtorna; |
| 6. quem move a terra para fora do seu lugar, cujas colunas estremecem; |
| 7. quem fala ao sol, e este não sai, e sela as estrelas; |
| 8. quem sozinho estende os céus e anda sobre os altos do mar; |
| 9. quem fez a Ursa, o Órion, o Sete-estrelo e as recâmaras do Sul; |
| 10. quem faz grandes coisas, que se não podem esquadrinhar, e maravilhas tais, que se não podem contar. |
| 11. Eis que ele passa por mim, e não o vejo; segue perante mim, e não o percebo. |
| 12. Eis que arrebata a presa! Quem o pode impedir? Quem lhe dirá: Que fazes? |
| 13. Deus não revogará a sua própria ira; debaixo dele se encurvam os auxiliadores do Egito. |
| 14. Como, então, lhe poderei eu responder ou escolher as minhas palavras, para argumentar com ele? |
| 15. A ele, ainda que eu fosse justo, não lhe responderia; antes, ao meu Juiz pediria misericórdia. |
| 16. Ainda que o chamasse, e ele me respondesse, nem por isso creria eu que desse ouvidos à minha voz. |
| 17. Porque me esmaga com uma tempestade e multiplica as minhas chagas sem causa. |
| 18. Não me permite respirar; antes, me farta de amarguras. |
| 19. Se se trata da força do poderoso, ele dirá: Eis-me aqui; se, de justiça: Quem me citará? |
| 20. Ainda que eu seja justo, a minha boca me condenará; embora seja eu íntegro, ele me terá por culpado. |
| 21. Eu sou íntegro, não levo em conta a minha alma, não faço caso da minha vida. |
| 22. Para mim tudo é o mesmo; por isso, digo: tanto destrói ele o íntegro como o perverso. |
| 23. Se qualquer flagelo mata subitamente, então, se rirá do desespero do inocente. |
| 24. A terra está entregue nas mãos dos perversos; e Deus ainda cobre o rosto dos juízes dela; se não é ele o causador disso, quem é, logo? |
| 25. Os meus dias foram mais velozes do que um corredor; fugiram e não viram a felicidade. |
| 26. Passaram como barcos de junco; como a águia que se lança sobre a presa. |
| 27. Se eu disser: eu me esquecerei da minha queixa, deixarei o meu ar triste e ficarei contente; |
| 28. ainda assim todas as minhas dores me apavoram, porque bem sei que me não terás por inocente. |
| 29. Serei condenado; por que, pois, trabalho eu em vão? |
| 30. Ainda que me lave com água de neve e purifique as mãos com cáustico, |
| 31. mesmo assim me submergirás no lodo, e as minhas próprias vestes me abominarão. |
| 32. Porque ele não é homem, como eu, a quem eu responda, vindo juntamente a juízo. |
| 33. Não há entre nós árbitro que ponha a mão sobre nós ambos. |
| 34. Tire ele a sua vara de cima de mim, e não me amedronte o seu terror; |
| 35. então, falarei sem o temer; do contrário, não estaria em mim. |
Almeida Revista e Atualizada: 155 de 324 dias