Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]
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Antigo Testamento (324 dias)
Almeida Corrigida Fiel: 235 de 324 dias
| Cânticos: 4 |
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| 1. Eis que és formosa, meu amor, eis que és formosa; os teus olhos são como os das pombas entre as tuas tranças; o teu cabelo é como o rebanho de cabras que pastam no monte de Gileade. |
| 2. Os teus dentes são como o rebanho das ovelhas tosquiadas, que sobem do lavadouro, e das quais todas produzem gêmeos, e nenhuma há estéril entre elas. |
| 3. Os teus lábios são como um fio de escarlate, e o teu falar é agradável; a tua fronte é qual um pedaço de romã entre os teus cabelos. |
| 4. O teu pescoço é como a torre de Davi, edificada para pendurar armas; mil escudos pendem dela, todos broquéis de poderosos. |
| 5. Os teus dois seios são como dois filhos gêmeos da gazela, que se apascentam entre os lírios. |
| 6. Até que refresque o dia, e fujam as sombras, irei ao monte da mirra, e ao outeiro do incenso. |
| 7. Tu és toda formosa, meu amor, e em ti não há mancha. |
| 8. Vem comigo do Líbano, ó minha esposa, vem comigo do Líbano; olha desde o cume de Amana, desde o cume de Senir e de Hermom, desde os covis dos leões, desde os montes dos leopardos. |
| 9. Enlevaste-me o coração, minha irmã, minha esposa; enlevaste-me o coração com um dos teus olhares, com um colar do teu pescoço. |
| 10. Que belos são os teus amores, minha irmã, esposa minha! Quanto melhor é o teu amor do que o vinho! E o aroma dos teus unguentos do que o de todas as especiarias! |
| 11. Favos de mel manam dos teus lábios, minha esposa! Mel e leite estão debaixo da tua língua, e o cheiro dos teus vestidos é como o cheiro do Líbano. |
| 12. Jardim fechado és tu, minha irmã, esposa minha, manancial fechado, fonte selada. |
| 13. Os teus renovos são um pomar de romãs, com frutos excelentes, o cipreste com o nardo. |
| 14. O nardo, e o açafrão, o cálamo, e a canela, com toda a sorte de árvores de incenso, a mirra e aloés, com todas as principais especiarias. |
| 15. És a fonte dos jardins, poço das águas vivas, que correm do Líbano! |
| 16. Levanta-te, vento norte, e vem tu, vento sul; assopra no meu jardim, para que destilem os seus aromas. Ah! entre o meu amado no seu jardim, e coma os seus frutos excelentes! |
| Cânticos: 5 |
| 1. Já entrei no meu jardim, minha irmã, minha esposa; colhi a minha mirra com a minha especiaria, comi o meu favo com o meu mel, bebi o meu vinho com o meu leite; comei, amigos, bebei abundantemente, ó amados. |
| 2. Eu dormia, mas o meu coração velava; e eis a voz do meu amado que está batendo: abre-me, minha irmã, meu amor, pomba minha, imaculada minha, porque a minha cabeça está cheia de orvalho, os meus cabelos das gotas da noite. |
| 3. Já despi a minha roupa; como a tornarei a vestir? Já lavei os meus pés; como os tornarei a sujar? |
| 4. O meu amado pôs a sua mão pela fresta da porta, e as minhas entranhas estremeceram por amor dele. |
| 5. Eu me levantei para abrir ao meu amado, e as minhas mãos gotejavam mirra, e os meus dedos mirra com doce aroma, sobre as aldravas da fechadura. |
| 6. Eu abri ao meu amado, mas já o meu amado tinha se retirado, e tinha ido; a minha alma desfaleceu quando ele falou; busquei-o e não o achei, chamei-o e não me respondeu. |
| 7. Acharam-me os guardas que rondavam pela cidade; espancaram-me, feriram-me, tiraram-me o manto os guardas dos muros. |
| 8. Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, que, se achardes o meu amado, lhe digais que estou enferma de amor. |
| 9. Que é o teu amado mais do que outro amado, ó tu, a mais formosa entre as mulheres? Que é o teu amado mais do que outro amado, que tanto nos conjuras? |
| 10. O meu amado é branco e rosado; ele é o primeiro entre dez mil. |
| 11. A sua cabeça é como o ouro mais apurado, os seus cabelos são crespos, pretos como o corvo. |
| 12. Os seus olhos são como os das pombas junto às correntes das águas, lavados em leite, postos em engaste. |
| 13. As suas faces são como um canteiro de bálsamo, como flores perfumadas; os seus lábios são como lírios gotejando mirra com doce aroma. |
| 14. As suas mãos são como anéis de ouro engastados de berilo; o seu ventre como alvo marfim, coberto de safiras. |
| 15. As suas pernas como colunas de mármore, colocadas sobre bases de ouro puro; o seu aspecto como o Líbano, excelente como os cedros. |
| 16. A sua boca é muitíssimo suave; sim, ele é totalmente desejável. Tal é o meu amado, e tal o meu amigo, ó filhas de Jerusalém. |
| Cânticos: 6 |
| 1. Para onde foi o teu amado, ó mais formosa entre as mulheres? Para onde se retirou o teu amado, para que o busquemos contigo? |
| 2. O meu amado desceu ao seu jardim, aos canteiros de bálsamo, para apascentar nos jardins e para colher os lírios. |
| 3. Eu sou do meu amado, e o meu amado é meu; ele apascenta entre os lírios. |
| 4. Formosa és, meu amor, como Tirza, aprazível como Jerusalém, terrível como um exército com bandeiras. |
| 5. Desvia de mim os teus olhos, porque eles me dominam. O teu cabelo é como o rebanho das cabras que aparecem em Gileade. |
| 6. Os teus dentes são como o rebanho de ovelhas que sobem do lavadouro, e das quais todas produzem gêmeos, e não há estéril entre elas. |
| 7. Como um pedaço de romã, assim são as tuas faces entre os teus cabelos. |
| 8. Sessenta são as rainhas, e oitenta as concubinas, e as virgens sem número. |
| 9. Porém uma é a minha pomba, a minha imaculada, a única de sua mãe, e a mais querida daquela que a deu à luz; viram-na as filhas e chamaram-na bem-aventurada, as rainhas e as concubinas louvaram-na. |
| 10. Quem é esta que aparece como a alva do dia, formosa como a lua, brilhante como o sol, terrível como um exército com bandeiras? |
| 11. Desci ao jardim das nogueiras, para ver os frutos do vale, a ver se floresciam as vides e brotavam as romãzeiras. |
| 12. Antes de eu o sentir, me pôs a minha alma nos carros do meu nobre povo. |
| 13. Volta, volta, ó Sulamita, volta, volta, para que nós te vejamos. Por que olhais para a Sulamita como para as fileiras de dois exércitos? |
Almeida Corrigida Fiel: 235 de 324 dias