Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]
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Antigo Testamento (324 dias)
Almeida Corrigida Fiel: 221 de 324 dias
| Provérbios: 7 |
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| 1. Filho meu, guarda as minhas palavras, e esconde dentro de ti os meus mandamentos. |
| 2. Guarda os meus mandamentos e vive; e a minha lei, como a menina dos teus olhos. |
| 3. Ata-os aos teus dedos, escreve-os na tábua do teu coração. |
| 4. Dize à sabedoria: Tu és minha irmã; e à prudência chama de tua parenta, |
| 5. Para que elas te guardem da mulher alheia, da estranha que lisonjeia com as suas palavras. |
| 6. Porque da janela da minha casa, olhando eu por minhas frestas, |
| 7. Vi entre os simples, descobri entre os moços, um moço falto de juízo, |
| 8. Que passava pela rua junto à sua esquina, e seguia o caminho da sua casa; |
| 9. No crepúsculo, à tarde do dia, na tenebrosa noite e na escuridão. |
| 10. E eis que uma mulher lhe saiu ao encontro com enfeites de prostituta, e astúcia de coração. |
| 11. Estava alvoroçada e irrequieta; não paravam em sua casa os seus pés. |
| 12. Foi para fora, depois pelas ruas, e ia espreitando por todos os cantos; |
| 13. E chegou-se para ele e o beijou. Com face impudente lhe disse: |
| 14. Sacrifícios pacíficos tenho comigo; hoje paguei os meus votos. |
| 15. Por isto saí ao teu encontro a buscar diligentemente a tua face, e te achei. |
| 16. Já cobri a minha cama com cobertas de tapeçaria, com obras lavradas, com linho fino do Egito. |
| 17. Já perfumei o meu leito com mirra, aloés e canela. |
| 18. Vem, saciemo-nos de amores até à manhã; alegremo-nos com amores. |
| 19. Porque o marido não está em casa; foi fazer uma longa viagem; |
| 20. Levou na sua mão um saquitel de dinheiro; voltará para casa só no dia marcado. |
| 21. Assim, o seduziu com palavras muito suaves e o persuadiu com as lisonjas dos seus lábios. |
| 22. E ele logo a segue, como o boi que vai para o matadouro, e como vai o insensato para o castigo das prisões; |
| 23. Até que a flecha lhe atravesse o fígado; ou como a ave que se apressa para o laço, e não sabe que está armado contra a sua vida. |
| 24. Agora pois, filhos, dai-me ouvidos, e estai atentos às palavras da minha boca. |
| 25. Não se desvie para os caminhos dela o teu coração, e não te deixes perder nas suas veredas. |
| 26. Porque a muitos feridos derrubou; e são muitíssimos os que por causa dela foram mortos. |
| 27. A sua casa é caminho do inferno que desce para as câmaras da morte. |
| Provérbios: 8 |
| 1. Não clama porventura a sabedoria, e a inteligência não faz ouvir a sua voz? |
| 2. No cume das alturas, junto ao caminho, nas encruzilhadas das veredas se posta. |
| 3. Do lado das portas da cidade, à entrada da cidade, e à entrada das portas está gritando: |
| 4. A vós, ó homens, clamo; e a minha voz se dirige aos filhos dos homens. |
| 5. Entendei, ó simples, a prudência; e vós, insensatos, entendei de coração. |
| 6. Ouvi, porque falarei coisas excelentes; os meus lábios se abrirão para a equidade. |
| 7. Porque a minha boca proferirá a verdade, e os meus lábios abominam a impiedade. |
| 8. São justas todas as palavras da minha boca: não há nelas nenhuma coisa tortuosa nem pervertida. |
| 9. Todas elas são retas para aquele que as entende bem, e justas para os que acham o conhecimento. |
| 10. Aceitai a minha correção, e não a prata; e o conhecimento, mais do que o ouro fino escolhido. |
| 11. Porque melhor é a sabedoria do que os rubis; e tudo o que mais se deseja não se pode comparar com ela. |
| 12. Eu, a sabedoria, habito com a prudência, e acho o conhecimento dos conselhos. |
| 13. O temor do Senhor é odiar o mal; a soberba e a arrogância, o mau caminho e a boca perversa, eu odeio. |
| 14. Meu é o conselho e a verdadeira sabedoria; eu sou o entendimento; minha é a fortaleza. |
| 15. Por mim reinam os reis e os príncipes decretam justiça. |
| 16. Por mim governam príncipes e nobres; sim, todos os juízes da terra. |
| 17. Eu amo aos que me amam, e os que cedo me buscarem, me acharão. |
| 18. Riquezas e honra estão comigo; assim como os bens duráveis e a justiça. |
| 19. Melhor é o meu fruto do que o ouro, do que o ouro refinado, e os meus ganhos mais do que a prata escolhida. |
| 20. Faço andar pelo caminho da justiça, no meio das veredas do juízo. |
| 21. Para que faça herdar bens permanentes aos que me amam, e eu encha os seus tesouros. |
| 22. O Senhor me possuiu no princípio de seus caminhos, desde então, e antes de suas obras. |
| 23. Desde a eternidade fui ungida, desde o princípio, antes do começo da terra. |
| 24. Quando ainda não havia abismos, fui gerada, quando ainda não havia fontes carregadas de águas. |
| 25. Antes que os montes se houvessem assentado, antes dos outeiros, eu fui gerada. |
| 26. Ainda ele não tinha feito a terra, nem os campos, nem o princípio do pó do mundo. |
| 27. Quando ele preparava os céus, aí estava eu, quando traçava o horizonte sobre a face do abismo; |
| 28. Quando firmava as nuvens acima, quando fortificava as fontes do abismo, |
| 29. Quando fixava ao mar o seu termo, para que as águas não traspassassem o seu mando, quando compunha os fundamentos da terra. |
| 30. Então eu estava com ele, e era seu arquiteto; era cada dia as suas delícias, alegrando-me perante ele em todo o tempo; |
| 31. Regozijando-me no seu mundo habitável e enchendo-me de prazer com os filhos dos homens. |
| 32. Agora, pois, filhos, ouvi-me, porque bem-aventurados serão os que guardarem os meus caminhos. |
| 33. Ouvi a instrução, e sede sábios, não a rejeiteis. |
| 34. Bem-aventurado o homem que me dá ouvidos, velando às minhas portas cada dia, esperando às ombreiras da minha entrada. |
| 35. Porque o que me achar, achará a vida, e alcançará o favor do Senhor. |
| 36. Mas o que pecar contra mim violentará a sua própria alma; todos os que me odeiam amam a morte. |
| Provérbios: 9 |
| 1. A sabedoria já edificou a sua casa, já lavrou as suas sete colunas. |
| 2. Já abateu os seus animais e misturou o seu vinho, e já preparou a sua mesa. |
| 3. Já ordenou às suas criadas, e está convidando desde as alturas da cidade, dizendo: |
| 4. Quem é simples, volte-se para cá. Aos faltos de senso diz: |
| 5. Vinde, comei do meu pão, e bebei do vinho que tenho misturado. |
| 6. Deixai os insensatos e vivei; e andai pelo caminho do entendimento. |
| 7. O que repreende o escarnecedor, toma afronta para si; e o que censura o ímpio recebe a sua mancha. |
| 8. Não repreendas o escarnecedor, para que não te odeie; repreende o sábio, e ele te amará. |
| 9. Dá instrução ao sábio, e ele se fará mais sábio; ensina o justo e ele aumentará em doutrina. |
| 10. O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo a prudência. |
| 11. Porque por meu intermédio se multiplicam os teus dias, e anos de vida se te aumentarão. |
| 12. Se fores sábio, para ti serás sábio; e, se fores escarnecedor, só tu o suportarás. |
| 13. A mulher louca é alvoroçadora; é simples e nada sabe. |
| 14. Assenta-se à porta da sua casa numa cadeira, nas alturas da cidade, |
| 15. E põe-se a chamar aos que vão pelo caminho, e que passam reto pelas veredas, dizendo: |
| 16. Quem é simples, volte-se para cá. E aos faltos de entendimento ela diz: |
| 17. As águas roubadas são doces, e o pão tomado às escondidas é agradável. |
| 18. Mas não sabem que ali estão os mortos; os seus convidados estão nas profundezas do inferno. |
Almeida Corrigida Fiel: 221 de 324 dias