Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]
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Antigo Testamento (324 dias)
Almeida Corrigida Fiel: 192 de 324 dias
| Salmos: 76 |
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| 1. Conhecido é Deus em Judá; grande é o seu nome em Israel. |
| 2. E em Salém está o seu tabernáculo, e a sua morada em Sião. |
| 3. Ali quebrou as flechas do arco; o escudo, e a espada, e a guerra. (Selá.) |
| 4. Tu és mais ilustre e glorioso do que os montes de caça. |
| 5. Os que são ousados de coração são despojados; dormiram o seu sono; e nenhum dos homens de força achou as próprias mãos. |
| 6. À tua repreensão, ó Deus de Jacó, carros e cavalos são lançados num sono profundo. |
| 7. Tu, tu és temível; e quem subsistirá à tua vista, uma vez que te irares? |
| 8. Desde os céus fizeste ouvir o teu juízo; a terra tremeu e se aquietou, |
| 9. Quando Deus se levantou para fazer juízo, para livrar a todos os mansos da terra. (Selá.) |
| 10. Certamente a cólera do homem redundará em teu louvor; o restante da cólera tu o restringirás. |
| 11. Fazei votos, e pagai ao Senhor vosso Deus; tragam presentes, os que estão em redor dele, àquele que é temível. |
| 12. Ele ceifará o espírito dos príncipes; é tremendo para com os reis da terra. |
| Salmos: 77 |
| 1. Clamei a Deus com a minha voz, a Deus levantei a minha voz, e ele inclinou para mim os ouvidos. |
| 2. No dia da minha angústia busquei ao Senhor; a minha mão se estendeu de noite, e não cessava; a minha alma recusava ser consolada. |
| 3. Lembrava-me de Deus, e me perturbei; queixava-me, e o meu espírito desfalecia. (Selá.) |
| 4. Sustentaste os meus olhos acordados; estou tão perturbado que não posso falar. |
| 5. Considerava os dias da antiguidade, os anos dos tempos antigos. |
| 6. De noite chamei à lembrança o meu cântico; meditei em meu coração, e o meu espírito esquadrinhou. |
| 7. Rejeitará o Senhor para sempre e não tornará a ser favorável? |
| 8. Cessou para sempre a sua benignidade? Acabou-se já a promessa de geração em geração? |
| 9. Esqueceu-se Deus de ter misericórdia? Ou encerrou ele as suas misericórdias na sua ira? (Selá.) |
| 10. E eu disse: Isto é enfermidade minha; mas eu me lembrarei dos anos da destra do Altíssimo. |
| 11. Eu me lembrarei das obras do Senhor; certamente que eu me lembrarei das tuas maravilhas da antiguidade. |
| 12. Meditarei também em todas as tuas obras, e falarei dos teus feitos. |
| 13. O teu caminho, ó Deus, está no santuário. Quem é Deus tão grande como o nosso Deus? |
| 14. Tu és o Deus que fazes maravilhas; tu fizeste notória a tua força entre os povos. |
| 15. Com o teu braço remiste o teu povo, os filhos de Jacó e de José. (Selá.) |
| 16. As águas te viram, ó Deus, as águas te viram, e tremeram; os abismos também se abalaram. |
| 17. As nuvens lançaram água, os céus deram um som; as tuas flechas correram de uma para outra parte. |
| 18. A voz do teu trovão estava no céu; os relâmpagos iluminaram o mundo; a terra se abalou e tremeu. |
| 19. O teu caminho é no mar, e as tuas veredas nas águas grandes, e os teus passos não são conhecidos. |
| 20. Guiaste o teu povo, como a um rebanho, pela mão de Moisés e de Arão. |
| Salmos: 78 |
| 1. Escutai a minha lei, povo meu; inclinai os vossos ouvidos às palavras da minha boca. |
| 2. Abrirei a minha boca numa parábola; falarei enigmas da antiguidade. |
| 3. Os quais temos ouvido e sabido, e nossos pais no-los têm contado. |
| 4. Não os encobriremos aos seus filhos, mostrando à geração futura os louvores do Senhor, assim como a sua força e as maravilhas que fez. |
| 5. Porque ele estabeleceu um testemunho em Jacó, e pôs uma lei em Israel, a qual deu aos nossos pais para que a fizessem conhecer a seus filhos; |
| 6. Para que a geração vindoura a soubesse, os filhos que nascessem, os quais se levantassem e a contassem a seus filhos; |
| 7. Para que pusessem em Deus a sua esperança, e se não esquecessem das obras de Deus, mas guardassem os seus mandamentos. |
| 8. E não fossem como seus pais, geração obstinada e rebelde, geração que não regeu o seu coração, e cujo espírito não foi fiel a Deus. |
| 9. Os filhos de Efraim, armados e trazendo arcos, viraram as costas no dia da peleja. |
| 10. Não guardaram a aliança de Deus, e recusaram andar na sua lei; |
| 11. E esqueceram-se das suas obras e das maravilhas que lhes fizera ver. |
| 12. Maravilhas que ele fez à vista de seus pais na terra do Egito, no campo de Zoã. |
| 13. Dividiu o mar, e os fez passar por ele; fez com que as águas parassem como num montão. |
| 14. De dia os guiou por uma nuvem, e toda a noite por uma luz de fogo. |
| 15. Fendeu as penhas no deserto; e deu-lhes de beber como de grandes abismos. |
| 16. Fez sair fontes da rocha, e fez correr as águas como rios. |
| 17. E ainda prosseguiram em pecar contra ele, provocando ao Altíssimo na solidão. |
| 18. E tentaram a Deus nos seus corações, pedindo carne para o seu apetite. |
| 19. E falaram contra Deus, e disseram: Acaso pode Deus preparar-nos uma mesa no deserto? |
| 20. Eis que feriu a penha, e águas correram dela: rebentaram ribeiros em abundância. Poderá também dar-nos pão, ou preparar carne para o seu povo? |
| 21. Portanto o Senhor os ouviu, e se indignou; e acendeu um fogo contra Jacó, e furor também subiu contra Israel; |
| 22. Porquanto não creram em Deus, nem confiaram na sua salvação; |
| 23. Ainda que mandara às altas nuvens, e abriu as portas dos céus, |
| 24. E chovera sobre eles o maná para comerem, e lhes dera do trigo do céu. |
| 25. O homem comeu o pão dos anjos; ele lhes mandou comida a fartar. |
| 26. Fez soprar o vento do oriente nos céus, e o trouxe do sul com a sua força. |
| 27. E choveu sobre eles carne como pó, e aves de asas como a areia do mar. |
| 28. E as fez cair no meio do seu arraial, ao redor de suas habitações. |
| 29. Então comeram e se fartaram bem; pois lhes cumpriu o seu desejo. |
| 30. Não refrearam o seu apetite. Ainda lhes estava a comida na boca, |
| 31. Quando a ira de Deus desceu sobre eles, e matou os mais robustos deles, e feriu os escolhidos de Israel. |
| 32. Com tudo isto ainda pecaram, e não deram crédito às suas maravilhas. |
| 33. Por isso consumiu os seus dias na vaidade e os seus anos na angústia. |
| 34. Quando os matava, então o procuravam; e voltavam, e de madrugada buscavam a Deus. |
| 35. E se lembravam de que Deus era a sua rocha, e o Deus Altíssimo o seu Redentor. |
| 36. Todavia lisonjeavam-no com a boca, e com a língua lhe mentiam. |
| 37. Porque o seu coração não era reto para com ele, nem foram fiéis na sua aliança. |
| 38. Ele, porém, que é misericordioso, perdoou a sua iniquidade; e não os destruiu, antes muitas vezes desviou deles o seu furor, e não despertou toda a sua ira. |
| 39. Porque se lembrou de que eram de carne, vento que passa e não volta. |
| 40. Quantas vezes o provocaram no deserto, e o entristeceram na solidão! |
| 41. Voltaram atrás, e tentaram a Deus, e limitaram o Santo de Israel. |
| 42. Não se lembraram da sua mão, nem do dia em que os livrou do adversário; |
| 43. Como operou os seus sinais no Egito, e as suas maravilhas no campo de Zoã; |
| 44. E converteu os seus rios em sangue, e as suas correntes, para que não pudessem beber. |
| 45. Enviou entre eles enxames de moscas que os consumiram, e rãs que os destruíram. |
| 46. Deu também ao pulgão a sua novidade, e o seu trabalho aos gafanhotos. |
| 47. Destruiu as suas vinhas com saraiva, e os seus sicômoros com pedrisco. |
| 48. Também entregou o seu gado à saraiva, e os seus rebanhos aos coriscos. |
| 49. Lançou sobre eles o ardor da sua ira, furor, indignação, e angústia, mandando maus anjos contra eles. |
| 50. Preparou caminho à sua ira; não poupou as suas almas da morte, mas entregou à pestilência as suas vidas. |
| 51. E feriu a todo primogênito no Egito, primícias da sua força nas tendas de Cão. |
| 52. Mas fez com que o seu povo saísse como ovelhas, e os guiou pelo deserto como um rebanho. |
| 53. E os guiou com segurança, que não temeram; mas o mar cobriu os seus inimigos. |
| 54. E os trouxe até ao termo do seu santuário, até este monte que a sua destra adquiriu. |
| 55. E expulsou os gentios de diante deles, e lhes dividiu uma herança por linha, e fez habitar em suas tendas as tribos de Israel. |
| 56. Contudo tentaram e provocaram o Deus Altíssimo, e não guardaram os seus testemunhos. |
| 57. Mas retiraram-se para trás, e portaram-se infielmente como seus pais; viraram-se como um arco enganoso. |
| 58. Pois o provocaram à ira com os seus altos, e moveram o seu zelo com as suas imagens de escultura. |
| 59. Deus ouviu isto e se indignou; e aborreceu a Israel sobremodo. |
| 60. Por isso desamparou o tabernáculo em Siló, a tenda que estabeleceu entre os homens. |
| 61. E deu a sua força ao cativeiro, e a sua glória à mão do inimigo. |
| 62. E entregou o seu povo à espada, e se enfureceu contra a sua herança. |
| 63. O fogo consumiu os seus jovens, e as suas moças não foram dadas em casamento. |
| 64. Os seus sacerdotes caíram à espada, e as suas viúvas não fizeram lamentação. |
| 65. Então o Senhor despertou, como quem acaba de dormir, como um valente que se alegra com o vinho. |
| 66. E feriu os seus adversários por detrás, e pô-los em perpétuo desprezo. |
| 67. Além disto, recusou o tabernáculo de José, e não elegeu a tribo de Efraim. |
| 68. Antes elegeu a tribo de Judá; o monte Sião, que ele amava. |
| 69. E edificou o seu santuário como altos palácios, como a terra, que fundou para sempre. |
| 70. Também elegeu a Davi seu servo, e o tirou dos apriscos das ovelhas; |
| 71. E o tirou do cuidado das que se acharam prenhes; para apascentar a Jacó, seu povo, e a Israel, sua herança. |
| 72. Assim os apascentou, segundo a integridade do seu coração, e os guiou pela perícia de suas mãos. |
Almeida Corrigida Fiel: 192 de 324 dias