Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]
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Antigo Testamento (324 dias)
Almeida Corrigida Fiel: 166 de 324 dias
| Jó: 40 |
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| 1. Respondeu mais o Senhor a Jó, dizendo: |
| 2. Porventura o contender contra o Todo-Poderoso é sabedoria? Quem repreende assim a Deus, responda por isso. |
| 3. Então Jó respondeu ao Senhor, dizendo: |
| 4. Eis que sou vil; que te responderia eu? A minha mão ponho à boca. |
| 5. Uma vez tenho falado, e não replicarei; ou ainda duas vezes, porém não prosseguirei. |
| 6. Então o Senhor respondeu a Jó de um redemoinho, dizendo: |
| 7. Cinge agora os teus lombos como homem; eu te perguntarei, e tu me explicarás. |
| 8. Porventura também tornarás tu vão o meu juízo, ou tu me condenarás, para te justificares? |
| 9. Ou tens braço como Deus, ou podes trovejar com voz como ele o faz? |
| 10. Orna-te, pois, de excelência e alteza; e veste-te de majestade e de glória. |
| 11. Derrama os furores da tua ira, e atenta para todo o soberbo, e abate-o. |
| 12. Olha para todo o soberbo, e humilha-o, e atropela os ímpios no seu lugar. |
| 13. Esconde-os juntamente no pó; ata-lhes os rostos em oculto. |
| 14. Então também eu a ti confessarei que a tua mão direita te poderá salvar. |
| 15. Contemplas agora o beemote, que eu fiz contigo, que come a erva como o boi. |
| 16. Eis que a sua força está nos seus lombos, e o seu poder nos músculos do seu ventre. |
| 17. Quando quer, move a sua cauda como cedro; os nervos das suas coxas estão entretecidos. |
| 18. Os seus ossos são como tubos de bronze; a sua ossada é como barras de ferro. |
| 19. Ele é obra-prima dos caminhos de Deus; o que o fez o proveu da sua espada. |
| 20. Em verdade os montes lhe produzem pastos, onde todos os animais do campo folgam. |
| 21. Deita-se debaixo das árvores sombrias, no esconderijo das canas e da lama. |
| 22. As árvores sombrias o cobrem, com sua sombra; os salgueiros do ribeiro o cercam. |
| 23. Eis que um rio transborda, e ele não se apressa, confiando ainda que o Jordão se levante até à sua boca. |
| 24. Podê-lo-iam porventura caçar à vista de seus olhos, ou com laços lhe furar o nariz? |
| Jó: 41 |
| 1. Poderás tirar com anzol o leviatã, ou ligarás a sua língua com uma corda? |
| 2. Podes pôr um anzol no seu nariz, ou com um gancho furar a sua queixada? |
| 3. Porventura multiplicará as súplicas para contigo, ou brandamente falará? |
| 4. Fará ele aliança contigo, ou o tomarás tu por servo para sempre? |
| 5. Brincarás com ele, como se fora um passarinho, ou o prenderás para tuas meninas? |
| 6. Os teus companheiros farão dele um banquete, ou o repartirão entre os negociantes? |
| 7. Encherás a sua pele de ganchos, ou a sua cabeça com arpões de pescadores? |
| 8. Põe a tua mão sobre ele, lembra-te da peleja, e nunca mais tal intentarás. |
| 9. Eis que é vã a esperança de apanhá-lo; pois não será o homem derrubado só ao vê-lo? |
| 10. Ninguém há tão atrevido, que a despertá-lo se atreva; quem, pois, é aquele que ousa erguer-se diante de mim? |
| 11. Quem primeiro me deu, para que eu haja de retribuir-lhe? Pois o que está debaixo de todos os céus é meu. |
| 12. Não me calarei a respeito dos seus membros, nem da sua grande força, nem a graça da sua compostura. |
| 13. Quem descobrirá a face da sua roupa? Quem entrará na sua couraça dobrada? |
| 14. Quem abrirá as portas do seu rosto? Pois ao redor dos seus dentes está o terror. |
| 15. As suas fortes escamas são o seu orgulho, cada uma fechada como com selo apertado. |
| 16. Uma à outra se chega tão perto, que nem o ar passa por entre elas. |
| 17. Umas às outras se ligam; tanto aderem entre si, que não se podem separar. |
| 18. Cada um dos seus espirros faz resplandecer a luz, e os seus olhos são como as pálpebras da alva. |
| 19. Da sua boca saem tochas; faíscas de fogo saltam dela. |
| 20. Das suas narinas procede fumaça, como de uma panela fervente, ou de uma grande caldeira. |
| 21. O seu hálito faz incender os carvões; e da sua boca sai chama. |
| 22. No seu pescoço reside a força; diante dele até a tristeza salta de prazer. |
| 23. Os músculos da sua carne estão pegados entre si; cada um está firme nele, e nenhum se move. |
| 24. O seu coração é firme como uma pedra e firme como a mó de baixo. |
| 25. Levantando-se ele, tremem os valentes; em razão dos seus abalos se purificam. |
| 26. Se alguém lhe tocar com a espada, essa não poderá penetrar, nem lança, dardo ou flecha. |
| 27. Ele considera o ferro como palha, e o cobre como pau podre. |
| 28. A seta o não fará fugir; as pedras das fundas se lhe tornam em restolho. |
| 29. As pedras atiradas são para ele como arestas, e ri-se do brandir da lança; |
| 30. Debaixo de si tem conchas pontiagudas; estende-se sobre coisas pontiagudas como na lama. |
| 31. As profundezas faz ferver, como uma panela; torna o mar como uma vasilha de unguento. |
| 32. Após si deixa uma vereda luminosa; parece o abismo tornado em brancura de cabelos. |
| 33. Na terra não há coisa que se lhe possa comparar, pois foi feito para estar sem pavor. |
| 34. Ele vê tudo que é alto; é rei sobre todos os filhos da soberba. |
| Jó: 42 |
| 1. Então respondeu Jó ao Senhor, dizendo: |
| 2. Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido. |
| 3. Quem é este, que sem conhecimento encobre o conselho? Por isso relatei o que não entendia; coisas que para mim eram inescrutáveis, e que eu não entendia. |
| 4. Escuta-me, pois, e eu falarei; eu te perguntarei, e tu me ensinarás. |
| 5. Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi, mas agora te veem os meus olhos. |
| 6. Por isso me abomino e me arrependo no pó e na cinza. |
| 7. Sucedeu que, acabando o Senhor de falar a Jó aquelas palavras, o Senhor disse a Elifaz, o temanita: A minha ira se acendeu contra ti, e contra os teus dois amigos, porque não falastes de mim o que era reto, como o meu servo Jó. |
| 8. Tomai, pois, sete bezerros e sete carneiros, e ide ao meu servo Jó, e oferecei holocaustos por vós, e o meu servo Jó orará por vós; porque deveras a ele aceitarei, para que eu não vos trate conforme a vossa loucura; porque vós não falastes de mim o que era reto como o meu servo Jó. |
| 9. Então foram Elifaz, o temanita, e Bildade, o suíta, e Zofar, o naamatita, e fizeram como o Senhor lhes dissera; e o Senhor aceitou a face de Jó. |
| 10. E o Senhor virou o cativeiro de Jó, quando orava pelos seus amigos; e o Senhor acrescentou, em dobro, a tudo quanto Jó antes possuía. |
| 11. Então vieram a ele todos os seus irmãos, e todas as suas irmãs, e todos quantos dantes o conheceram, e comeram com ele pão em sua casa, e se condoeram dele, e o consolaram acerca de todo o mal que o Senhor lhe havia enviado; e cada um deles lhe deu uma peça de dinheiro, e um pendente de ouro. |
| 12. E assim abençoou o Senhor o último estado de Jó, mais do que o primeiro; pois teve catorze mil ovelhas, e seis mil camelos, e mil juntas de bois, e mil jumentas. |
| 13. Também teve sete filhos e três filhas. |
| 14. E chamou o nome da primeira Jemima, e o nome da segunda Quezia, e o nome da terceira Quéren-Hapuque. |
| 15. E em toda a terra não se acharam mulheres tão formosas como as filhas de Jó; e seu pai lhes deu herança entre seus irmãos. |
| 16. E depois disto viveu Jó cento e quarenta anos; e viu a seus filhos, e aos filhos de seus filhos, até à quarta geração. |
| 17. Então morreu Jó, velho e farto de dias. |
Almeida Corrigida Fiel: 166 de 324 dias