Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]
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Antigo Testamento (324 dias)
Almeida Corrigida Fiel: 100 de 324 dias
| 2 Samuel: 22 |
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| 1. E falou Davi ao Senhor as palavras deste cântico, no dia em que o Senhor o livrou das mãos de todos os seus inimigos e das mãos de Saul. |
| 2. Disse pois: O Senhor é o meu rochedo, e o meu lugar forte, e o meu libertador. |
| 3. Deus é o meu rochedo, nele confiarei; o meu escudo, e a força da minha salvação, o meu alto retiro, e o meu refúgio. Ó meu Salvador, da violência me salvas. |
| 4. O Senhor, digno de louvor, invocarei, e de meus inimigos ficarei livre, |
| 5. Porque me cercaram as ondas de morte; as torrentes dos homens ímpios me assombraram. |
| 6. Cordas do inferno me cingiram; encontraram-me laços de morte. |
| 7. Estando em angústia, invoquei ao Senhor, e a meu Deus clamei; do seu templo ouviu ele a minha voz, e o meu clamor chegou aos seus ouvidos. |
| 8. Então se abalou e tremeu a terra, os fundamentos dos céus se moveram e abalaram, porque ele se irou. |
| 9. Subiu fumaça de suas narinas, e da sua boca um fogo devorador; carvões se incenderam dele. |
| 10. E abaixou os céus, e desceu; e uma escuridão havia debaixo de seus pés. |
| 11. E subiu sobre um querubim, e voou; e foi visto sobre as asas do vento. |
| 12. E por tendas pôs as trevas ao redor de si; ajuntamento de águas, nuvens dos céus. |
| 13. Pelo resplendor da sua presença brasas de fogo se acenderam. |
| 14. Trovejou desde os céus o Senhor; e o Altíssimo fez soar a sua voz. |
| 15. E disparou flechas, e os dissipou; raios, e os perturbou. |
| 16. E apareceram as profundezas do mar, e os fundamentos do mundo se descobriram; pela repreensão do Senhor, pelo sopro do vento das suas narinas. |
| 17. Desde o alto enviou, e me tomou; tirou-me das muitas águas. |
| 18. Livrou-me do meu poderoso inimigo, e daqueles que me tinham ódio, porque eram mais fortes do que eu. |
| 19. Encontraram-me no dia da minha calamidade; porém o Senhor se fez o meu amparo. |
| 20. E tirou-me para um lugar espaçoso, e livrou-me, porque tinha prazer em mim. |
| 21. Recompensou-me o Senhor conforme a minha justiça; conforme a pureza de minhas mãos me retribuiu. |
| 22. Porque guardei os caminhos do Senhor; e não me apartei impiamente do meu Deus. |
| 23. Porque todos os seus juízos estavam diante de mim; e de seus estatutos não me desviei. |
| 24. Porém fui sincero perante ele; e guardei-me da minha iniquidade. |
| 25. E me retribuiu o Senhor conforme a minha justiça, conforme a minha pureza diante dos seus olhos. |
| 26. Com o benigno te mostras benigno; com o homem íntegro te mostras perfeito. |
| 27. Com o puro te mostras puro; mas com o perverso te mostras rígido. |
| 28. E o povo aflito livras; mas teus olhos são contra os altivos, e tu os abaterás. |
| 29. Porque tu, Senhor, és a minha lâmpada; e o Senhor ilumina as minhas trevas. |
| 30. Porque contigo passo pelo meio de um esquadrão; pelo meu Deus salto um muro. |
| 31. O caminho de Deus é perfeito, e a palavra do Senhor refinada; e é o escudo de todos os que nele confiam. |
| 32. Por que, quem é Deus, senão o Senhor? E quem é rochedo, senão o nosso Deus? |
| 33. Deus é a minha fortaleza e a minha força, e ele perfeitamente desembaraça o meu caminho. |
| 34. Faz ele os meus pés como os das cervas, e me põe sobre as minhas alturas. |
| 35. Instrui as minhas mãos para a peleja, de maneira que um arco de cobre se quebra pelos meus braços. |
| 36. Também me deste o escudo da tua salvação, e pela tua brandura me vieste a engrandecer. |
| 37. Alargaste os meus passos debaixo de mim, e não vacilaram os meus pés. |
| 38. Persegui os meus inimigos, e os derrotei, e nunca me tornei até que os consumisse. |
| 39. E os consumi, e os atravessei, de modo que nunca mais se levantaram, mas caíram debaixo dos meus pés. |
| 40. Porque me cingiste de força para a peleja; fizeste abater-se debaixo de mim os que se levantaram contra mim, |
| 41. E deste-me o pescoço de meus inimigos, daqueles que me tinham ódio, e os destruí. |
| 42. Olharam, porém não houve libertador; sim, para o Senhor, porém não lhes respondeu. |
| 43. Então os moí como o pó da terra; como a lama das ruas os trilhei e dissipei. |
| 44. Também me livraste das contendas do meu povo; guardaste-me para cabeça das nações; o povo que não conhecia me servirá. |
| 45. Os filhos de estranhos se me sujeitaram; ouvindo a minha voz, me obedeceram. |
| 46. Os filhos de estranhos desfaleceram; e, cingindo-se, saíram dos seus esconderijos. |
| 47. Vive o Senhor, e bendito seja o meu rochedo; e exaltado seja Deus, a rocha da minha salvação, |
| 48. O Deus que me dá inteira vingança, e sujeita os povos debaixo de mim. |
| 49. E o que me tira dentre os meus inimigos; e tu me exaltas sobre os que contra mim se levantam; do homem violento me livras. |
| 50. Por isso, ó Senhor, te louvarei entre os gentios, e entoarei louvores ao teu nome. |
| 51. Ele é a torre das salvações do seu rei, e usa de benignidade com o seu ungido, com Davi, e com a sua descendência para sempre. |
| 2 Samuel: 23 |
| 1. E estas são as últimas palavras de Davi: Diz Davi, filho de Jessé, e diz o homem que foi levantado em altura, o ungido do Deus de Jacó, e o suave em salmos de Israel. |
| 2. O Espírito do Senhor falou por mim, e a sua palavra está na minha boca. |
| 3. Disse o Deus de Israel, a Rocha de Israel a mim me falou: Haverá um justo que domine sobre os homens, que domine no temor de Deus. |
| 4. E será como a luz da manhã, quando sai o sol, da manhã sem nuvens, quando pelo seu resplendor e pela chuva a erva brota da terra. |
| 5. Ainda que a minha casa não seja tal para com Deus, contudo estabeleceu comigo uma aliança eterna, que em tudo será bem ordenado e guardado, pois toda a minha salvação e todo o meu prazer está nele, apesar de que ainda não o faz brotar. |
| 6. Porém os filhos de Belial todos serão como os espinhos que se lançam fora, porque não podem ser tocados com a mão. |
| 7. Mas qualquer que os tocar se armará de ferro e da haste de uma lança; e a fogo serão totalmente queimados no mesmo lugar. |
| 8. Estes são os nomes dos poderosos que Davi teve: Josebe-Bassebete, filho de Taquemoni, o principal dos capitães; este era Adino, o eznita, que se opusera a oitocentos, e os feriu de uma vez. |
| 9. E depois dele Eleazar, filho de Dodó, filho de Aoí, entre os três valentes que estavam com Davi quando provocaram os filisteus que ali se ajuntaram à peleja, e quando se retiraram os homens de Israel. |
| 10. Este se levantou, e feriu os filisteus, até lhe cansar a mão e ficar a mão pegada à espada; e naquele dia o Senhor efetuou um grande livramento; e o povo voltou junto dele, somente a tomar o despojo. |
| 11. E depois dele Samá, filho de Agé, o hararita, quando os filisteus se ajuntaram numa multidão, onde havia um pedaço de terra cheio de lentilhas, e o povo fugira de diante dos filisteus. |
| 12. Este, pois, se pôs no meio daquele pedaço de terra, e o defendeu, e feriu os filisteus; e o Senhor efetuou um grande livramento. |
| 13. Também três dos trinta chefes desceram, e no tempo da sega foram a Davi, à caverna de Adulão; e a multidão dos filisteus acampara no vale de Refaim. |
| 14. Davi estava então num lugar forte, e a guarnição dos filisteus em Belém. |
| 15. E teve Davi desejo, e disse: Quem me dera beber da água da cisterna de Belém, que está junto à porta! |
| 16. Então aqueles três poderosos romperam pelo arraial dos filisteus, e tiraram água da cisterna de Belém, que está junto à porta, e a tomaram, e a trouxeram a Davi; porém ele não a quis beber, mas derramou-a perante o Senhor. |
| 17. E disse: Guarda-me, ó Senhor, de que tal faça; beberia eu o sangue dos homens que foram com risco da sua vida? De maneira que não a quis beber; isto fizeram aqueles três poderosos. |
| 18. Também Abisai, irmão de Joabe, filho de Zeruia, era chefe de três; e este alçou a sua lança contra trezentos e os feriu; e tinha nome entre os três. |
| 19. Porventura este não era o mais nobre dentre estes três? Pois era o primeiro deles; porém aos primeiros três não chegou. |
| 20. Também Benaia, filho de Joiada, filho de um homem valoroso de Cabzeel, grande em obras, este feriu dois fortes heróis de Moabe; e desceu ele, e feriu um leão no meio de uma cova, no tempo da neve. |
| 21. Também este feriu um egípcio, homem de respeito; e na mão do egípcio havia uma lança, porém ele desceu a ele com um cajado, e arrancou a lança da mão do egípcio, e o matou com a própria lança dele. |
| 22. Estas coisas fez Benaia, filho de Joiada, pelo que teve nome entre três poderosos. |
| 23. Dentre os trinta ele era o mais nobre, porém aos três primeiros não chegou; e Davi o pôs sobre os seus guardas. |
| 24. Asael, irmão de Joabe, estava entre os trinta; El-Hanã, filho de Dodó, de Belém; |
| 25. Samá, harodita; Elica, harodita; |
| 26. Helez, paltita; Ira, filho de Iques, tecoíta; |
| 27. Abiezer, anatotita; Mebunai, husatita; |
| 28. Zalmom, aoíta; Maarai, netofatita; |
| 29. Elebe, filho de Baaná, netofatita; Itai, filho de Ribai, de Gibeá dos filhos de Benjamim; |
| 30. Benaia, piratonita; Hidai, do ribeiro de Gaás; |
| 31. Abi-Albom, arbatita; Azmavete, barumita; |
| 32. Eliaba, saalbonita; os filhos de Jásen e Jônatas; |
| 33. Samá, hararita, Aião, filho de Sarar, ararita; |
| 34. Elifelete, filho de Aasbai, filho de um maacatita; Eliã, filho de Aitofel, gilonita; |
| 35. Hesrai, carmelita; Paarai, arbita; |
| 36. Igal, filho de Natã, de Zobá; Bani, gadita; |
| 37. Zeleque, amonita; Naarai, beerotita, o que trazia as armas de Joabe, filho de Zeruia; |
| 38. Ira, itrita; Garebe, itrita; |
| 39. Urias, heteu; trinta e sete ao todo. |
| 2 Samuel: 24 |
| 1. E a ira do Senhor se tornou a acender contra Israel; e incitou a Davi contra eles, dizendo: Vai, numera a Israel e a Judá. |
| 2. Disse, pois, o rei a Joabe, capitão do exército, o qual tinha consigo: Agora percorre todas as tribos de Israel, desde Dã até Berseba, e numera o povo, para que eu saiba o número do povo. |
| 3. Então disse Joabe ao rei: Ora, multiplique o Senhor teu Deus a este povo cem vezes tanto quanto agora é, e os olhos do rei meu senhor o vejam; mas, por que deseja o rei meu senhor este negócio? |
| 4. Porém a palavra do rei prevaleceu contra Joabe, e contra os capitães do exército; Joabe, pois, saiu com os capitães do exército da presença do rei, para numerar o povo de Israel. |
| 5. E passaram o Jordão; e acamparam-se em Aroer, à direita da cidade que está no meio do ribeiro de Gade, junto a Jazer. |
| 6. E foram a Gileade, e à terra baixa de Hodsi; também foram até Dã-Jaã, e ao redor de Sidom. |
| 7. E foram à fortaleza de Tiro, e a todas as cidades dos heveus e dos cananeus; e saíram para o lado do sul de Judá, a Berseba. |
| 8. Assim percorreram toda a terra; e ao cabo de nove meses e vinte dias voltaram a Jerusalém. |
| 9. E Joabe deu ao rei a soma do número do povo contado; e havia em Israel oitocentos mil homens de guerra, que arrancavam da espada; e os homens de Judá eram quinhentos mil homens. |
| 10. E pesou o coração de Davi, depois de haver numerado o povo; e disse Davi ao Senhor: Muito pequei no que fiz; porém agora ó Senhor, peço-te que perdoes a iniquidade do teu servo; porque tenho procedido mui loucamente. |
| 11. Levantando-se, pois, Davi pela manhã, veio a palavra do Senhor ao profeta Gade, vidente de Davi, dizendo: |
| 12. Vai, e dize a Davi: Assim diz o Senhor: Três coisas te ofereço; escolhe uma delas, para que ta faça. |
| 13. Foi, pois, Gade a Davi, e fez-lho saber; e disse-lhe: Queres que sete anos de fome te venham à tua terra; ou que por três meses fujas de teus inimigos, e eles te persigam; ou que por três dias haja peste na tua terra? Delibera agora, e vê que resposta hei de dar ao que me enviou. |
| 14. Então disse Davi a Gade: Estou em grande angústia; porém caiamos nas mãos do Senhor, porque muitas são as suas misericórdias; mas nas mãos dos homens não caia eu. |
| 15. Então enviou o Senhor a peste a Israel, desde a manhã até ao tempo determinado; e desde Dã até Berseba, morreram setenta mil homens do povo. |
| 16. Estendendo, pois, o anjo a sua mão sobre Jerusalém, para a destruir, o Senhor se arrependeu daquele mal; e disse ao anjo que fazia a destruição entre o povo: Basta, agora retira a tua mão. E o anjo do Senhor estava junto à eira de Araúna, o jebuseu. |
| 17. E, vendo Davi ao anjo que feria o povo, falou ao Senhor, dizendo: Eis que eu sou o que pequei, e eu que iniquamente procedi; porém estas ovelhas que fizeram? Seja, pois, a tua mão contra mim, e contra a casa de meu pai. |
| 18. E Gade veio naquele mesmo dia a Davi, e disse-lhe: Sobe, levanta ao Senhor um altar na eira de Araúna, o jebuseu. |
| 19. Davi subiu conforme à palavra de Gade, como o Senhor lhe tinha ordenado. |
| 20. E olhou Araúna, e viu que vinham para ele o rei e os seus servos; saiu, pois, Araúna e inclinou-se diante do rei com o rosto em terra. |
| 21. E disse Araúna: Por que vem o rei meu senhor ao seu servo? E disse Davi: Para comprar de ti esta eira, a fim de edificar nela um altar ao Senhor, para que este castigo cesse de sobre o povo. |
| 22. Então disse Araúna a Davi: Tome, e ofereça o rei meu senhor o que bem parecer aos seus olhos; eis aí bois para o holocausto, e os trilhos, e o aparelho dos bois para a lenha. |
| 23. Tudo isto deu Araúna, como um rei ao rei; disse mais Araúna ao rei: O Senhor teu Deus tome prazer em ti. |
| 24. Porém o rei disse a Araúna: Não, mas por preço justo to comprarei, porque não oferecerei ao Senhor meu Deus holocaustos que não me custem nada. Assim Davi comprou a eira e os bois por cinquenta siclos de prata. |
| 25. E edificou ali Davi ao Senhor um altar, e ofereceu holocaustos, e ofertas pacíficas. Assim o Senhor se aplacou para com a terra e cessou aquele castigo de sobre Israel. |
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