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Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]

    Êxodo 16

  • 1. Partiram de Elim, e toda a congregação dos filhos de Israel veio para o deserto de Sim, que está entre Elim e Sinai, aos quinze dias do segundo mês, depois que saíram da terra do Egito.
  • 2. Toda a congregação dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e Arão no deserto;
  • 3. disseram-lhes os filhos de Israel: Quem nos dera tivéssemos morrido pela mão do SENHOR, na terra do Egito, quando estávamos sentados junto às panelas de carne e comíamos pão a fartar! Pois nos trouxestes a este deserto, para matardes de fome toda esta multidão.
  • 4. Então, disse o SENHOR a Moisés: Eis que vos farei chover do céu pão, e o povo sairá e colherá diariamente a porção para cada dia, para que eu ponha à prova se anda na minha lei ou não.
  • 5. Dar-se-á que, ao sexto dia, prepararão o que colherem; e será o dobro do que colhem cada dia.
  • 6. Então, disse Moisés e Arão a todos os filhos de Israel: à tarde, sabereis que foi o SENHOR quem vos tirou da terra do Egito,
  • 7. e, pela manhã, vereis a glória do SENHOR, porquanto ouviu as vossas murmurações; pois quem somos nós, para que murmureis contra nós?
  • 8. Prosseguiu Moisés: Será isso quando o SENHOR, à tarde, vos der carne para comer e, pela manhã, pão que vos farte, porquanto o SENHOR ouviu as vossas murmurações, com que vos queixais contra ele; pois quem somos nós? As vossas murmurações não são contra nós, e sim contra o SENHOR.
  • 9. Disse Moisés a Arão: Dize a toda a congregação dos filhos de Israel: Chegai-vos à presença do SENHOR, pois ouviu as vossas murmurações.
  • 10. Quando Arão falava a toda a congregação dos filhos de Israel, olharam para o deserto, e eis que a glória do SENHOR apareceu na nuvem.
  • 11. E o SENHOR disse a Moisés:
  • 12. Tenho ouvido as murmurações dos filhos de Israel; dize-lhes: Ao crepúsculo da tarde, comereis carne, e, pela manhã, vos fartareis de pão, e sabereis que eu sou o SENHOR, vosso Deus.
  • 13. À tarde, subiram codornizes e cobriram o arraial; pela manhã, jazia o orvalho ao redor do arraial.
  • 14. E, quando se evaporou o orvalho que caíra, na superfície do deserto restava uma coisa fina e semelhante a escamas, fina como a geada sobre a terra.
  • 15. Vendo-a os filhos de Israel, disseram uns aos outros: Que é isto? Pois não sabiam o que era. Disse-lhes Moisés: Isto é o pão que o SENHOR vos dá para vosso alimento.
  • 16. Eis o que o SENHOR vos ordenou: Colhei disso cada um segundo o que pode comer, um gômer por cabeça, segundo o número de vossas pessoas; cada um tomará para os que se acharem na sua tenda.
  • 17. Assim o fizeram os filhos de Israel; e colheram, uns, mais, outros, menos.
  • 18. Porém, medindo-o com o gômer, não sobejava ao que colhera muito, nem faltava ao que colhera pouco, pois colheram cada um quanto podia comer.
  • 19. Disse-lhes Moisés: Ninguém deixe dele para a manhã seguinte.
  • 20. Eles, porém, não deram ouvidos a Moisés, e alguns deixaram do maná para a manhã seguinte; porém deu bichos e cheirava mal. E Moisés se indignou contra eles.
  • 21. Colhiam-no, pois, manhã após manhã, cada um quanto podia comer; porque, em vindo o calor, se derretia.
  • 22. Ao sexto dia, colheram pão em dobro, dois gômeres para cada um; e os principais da congregação vieram e contaram-no a Moisés.
  • 23. Respondeu-lhes ele: Isto é o que disse o SENHOR: Amanhã é repouso, o santo sábado do SENHOR; o que quiserdes cozer no forno, cozei-o, e o que quiserdes cozer em água, cozei-o em água; e tudo o que sobrar separai, guardando para a manhã seguinte.
  • 24. E guardaram-no até pela manhã seguinte, como Moisés ordenara; e não cheirou mal, nem deu bichos.
  • 25. Então, disse Moisés: Comei-o hoje, porquanto o sábado é do SENHOR; hoje, não o achareis no campo.
  • 26. Seis dias o colhereis, mas o sétimo dia é o sábado; nele, não haverá.
  • 27. Ao sétimo dia, saíram alguns do povo para o colher, porém não o acharam.
  • 28. Então, disse o SENHOR a Moisés: Até quando recusareis guardar os meus mandamentos e as minhas leis?
  • 29. Considerai que o SENHOR vos deu o sábado; por isso, ele, no sexto dia, vos dá pão para dois dias; cada um fique onde está, ninguém saia do seu lugar no sétimo dia.
  • 30. Assim, descansou o povo no sétimo dia.
  • 31. Deu-lhe a casa de Israel o nome de maná; era como semente de coentro, branco e de sabor como bolos de mel.
  • 32. Disse Moisés: Esta é a palavra que o SENHOR ordenou: Dele encherás um gômer e o guardarás para as vossas gerações, para que vejam o pão com que vos sustentei no deserto, quando vos tirei do Egito.
  • 33. Disse também Moisés a Arão: Toma um vaso, mete nele um gômer cheio de maná e coloca-o diante do SENHOR, para guardar-se às vossas gerações.
  • 34. Como o SENHOR ordenara a Moisés, assim Arão o colocou diante do Testemunho para o guardar.
  • 35. E comeram os filhos de Israel maná quarenta anos, até que entraram em terra habitada; comeram maná até que chegaram aos limites da terra de Canaã.
  • 36. Gômer é a décima parte do efa.
  • Lucas 20

  • 1. Aconteceu que, num daqueles dias, estando Jesus a ensinar o povo no templo e a evangelizar, sobrevieram os principais sacerdotes e os escribas, juntamente com os anciãos,
  • 2. e o arguiram nestes termos: Dize-nos: com que autoridade fazes estas coisas? Ou quem te deu esta autoridade?
  • 3. Respondeu-lhes: Também eu vos farei uma pergunta; dizei-me:
  • 4. o batismo de João era dos céus ou dos homens?
  • 5. Então, eles arrazoavam entre si: Se dissermos: do céu, ele dirá: Por que não acreditastes nele?
  • 6. Mas, se dissermos: dos homens, o povo todo nos apedrejará; porque está convicto de ser João um profeta.
  • 7. Por fim, responderam que não sabiam.
  • 8. Então, Jesus lhes replicou: Pois nem eu vos digo com que autoridade faço estas coisas.
  • 9. A seguir, passou Jesus a proferir ao povo esta parábola: Certo homem plantou uma vinha, arrendou-a a lavradores e ausentou-se do país por prazo considerável.
  • 10. No devido tempo, mandou um servo aos lavradores para que lhe dessem do fruto da vinha; os lavradores, porém, depois de o espancarem, o despacharam vazio.
  • 11. Em vista disso, enviou-lhes outro servo; mas eles também a este espancaram e, depois de o ultrajarem, o despacharam vazio.
  • 12. Mandou ainda um terceiro; também a este, depois de o ferirem, expulsaram.
  • 13. Então, disse o dono da vinha: Que farei? Enviarei o meu filho amado; talvez o respeitem.
  • 14. Vendo-o, porém, os lavradores, arrazoavam entre si, dizendo: Este é o herdeiro; matemo-lo, para que a herança venha a ser nossa.
  • 15. E, lançando-o fora da vinha, o mataram. Que lhes fará, pois, o dono da vinha?
  • 16. Virá, exterminará aqueles lavradores e passará a vinha a outros. Ao ouvirem isto, disseram: Tal não aconteça!
  • 17. Mas Jesus, fitando-os, disse: Que quer dizer, pois, o que está escrito: A pedra que os construtores rejeitaram, esta veio a ser a principal pedra, angular?
  • 18. Todo o que cair sobre esta pedra ficará em pedaços; e aquele sobre quem ela cair ficará reduzido a pó.
  • 19. Naquela mesma hora, os escribas e os principais sacerdotes procuravam lançar-lhe as mãos, pois perceberam que, em referência a eles, dissera esta parábola; mas temiam o povo.
  • 20. Observando-o, subornaram emissários que se fingiam de justos para verem se o apanhavam em alguma palavra, a fim de entregá-lo à jurisdição e à autoridade do governador.
  • 21. Então, o consultaram, dizendo: Mestre, sabemos que falas e ensinas retamente e não te deixas levar de respeitos humanos, porém ensinas o caminho de Deus segundo a verdade;
  • 22. é lícito pagar tributo a César ou não?
  • 23. Mas Jesus, percebendo-lhes o ardil, respondeu:
  • 24. Mostrai-me um denário. De quem é a efígie e a inscrição? Prontamente disseram: De César. Então, lhes recomendou Jesus:
  • 25. Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.
  • 26. Não puderam apanhá-lo em palavra alguma diante do povo; e, admirados da sua resposta, calaram-se.
  • 27. Chegando alguns dos saduceus, homens que dizem não haver ressurreição,
  • 28. perguntaram-lhe: Mestre, Moisés nos deixou escrito que, se morrer o irmão de alguém, sendo aquele casado e não deixando filhos, seu irmão deve casar com a viúva e suscitar descendência ao falecido.
  • 29. Ora, havia sete irmãos: o primeiro casou e morreu sem filhos;
  • 30. o segundo e o terceiro também desposaram a viúva;
  • 31. igualmente os sete não tiveram filhos e morreram.
  • 32. Por fim, morreu também a mulher.
  • 33. Esta mulher, pois, no dia da ressurreição, de qual deles será esposa? Porque os sete a desposaram.
  • 34. Então, lhes acrescentou Jesus: Os filhos deste mundo casam-se e dão-se em casamento;
  • 35. mas os que são havidos por dignos de alcançar a era vindoura e a ressurreição dentre os mortos não casam, nem se dão em casamento.
  • 36. Pois não podem mais morrer, porque são iguais aos anjos e são filhos de Deus, sendo filhos da ressurreição.
  • 37. E que os mortos hão de ressuscitar, Moisés o indicou no trecho referente à sarça, quando chama ao Senhor o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó.
  • 38. Ora, Deus não é Deus de mortos, e sim de vivos; porque para ele todos vivem.
  • 39. Então, disseram alguns dos escribas: Mestre, respondeste bem!
  • 40. Dali por diante, não ousaram mais interrogá-lo.
  • 41. Mas Jesus lhes perguntou: Como podem dizer que o Cristo é filho de Davi?
  • 42. Visto como o próprio Davi afirma no livro dos Salmos: Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita,
  • 43. até que eu ponha os teus inimigos por estrado dos teus pés.
  • 44. Assim, pois, Davi lhe chama Senhor, e como pode ser ele seu filho?
  • 45. Ouvindo-o todo o povo, recomendou Jesus a seus discípulos:
  • 46. Guardai-vos dos escribas, que gostam de andar com vestes talares e muito apreciam as saudações nas praças, as primeiras cadeiras nas sinagogas e os primeiros lugares nos banquetes;
  • 47. os quais devoram as casas das viúvas e, para o justificar, fazem longas orações; estes sofrerão juízo muito mais severo.
  • Jó 35

  • 1. Disse mais Eliú:
  • 2. Achas que é justo dizeres: Maior é a minha justiça do que a de Deus?
  • 3. Porque dizes: De que me serviria ela? Que proveito tiraria dela mais do que do meu pecado?
  • 4. Dar-te-ei resposta, a ti e aos teus amigos contigo.
  • 5. Atenta para os céus e vê; contempla as altas nuvens acima de ti.
  • 6. Se pecas, que mal lhe causas tu? Se as tuas transgressões se multiplicam, que lhe fazes?
  • 7. Se és justo, que lhe dás ou que recebe ele da tua mão?
  • 8. A tua impiedade só pode fazer o mal ao homem como tu mesmo; e a tua justiça, dar proveito ao filho do homem.
  • 9. Por causa das muitas opressões, os homens clamam, clamam por socorro contra o braço dos poderosos.
  • 10. Mas ninguém diz: Onde está Deus, que me fez, que inspira canções de louvor durante a noite,
  • 11. que nos ensina mais do que aos animais da terra e nos faz mais sábios do que as aves dos céus?
  • 12. Clamam, porém ele não responde, por causa da arrogância dos maus.
  • 13. Só gritos vazios Deus não ouvirá, nem atentará para eles o Todo-Poderoso.
  • 14. Jó, ainda que dizes que não o vês, a tua causa está diante dele; por isso, espera nele.
  • 15. Mas agora, porque Deus na sua ira não está punindo, nem fazendo muito caso das transgressões,
  • 16. abres a tua boca, com palavras vãs, amontoando frases de ignorante.

Almeida Revista e Atualizada

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