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Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]

    Êxodo 15

  • 1. Então, entoou Moisés e os filhos de Israel este cântico ao SENHOR, e disseram: Cantarei ao SENHOR, porque triunfou gloriosamente; lançou no mar o cavalo e o seu cavaleiro.
  • 2. O SENHOR é a minha força e o meu cântico; ele me foi por salvação; este é o meu Deus; portanto, eu o louvarei; ele é o Deus de meu pai; por isso, o exaltarei.
  • 3. O SENHOR é homem de guerra; SENHOR é o seu nome.
  • 4. Lançou no mar os carros de Faraó e o seu exército; e os seus capitães afogaram-se no mar Vermelho.
  • 5. Os vagalhões os cobriram; desceram às profundezas como pedra.
  • 6. A tua destra, ó SENHOR, é gloriosa em poder; a tua destra, ó SENHOR, despedaça o inimigo.
  • 7. Na grandeza da tua excelência, derribas os que se levantam contra ti; envias o teu furor, que os consome como restolho.
  • 8. Com o resfolgar das tuas narinas, amontoaram-se as águas, as correntes pararam em montão; os vagalhões coalharam-se no coração do mar.
  • 9. O inimigo dizia: Perseguirei, alcançarei, repartirei os despojos; a minha alma se fartará deles, arrancarei a minha espada, e a minha mão os destruirá.
  • 10. Sopraste com o teu vento, e o mar os cobriu; afundaram-se como chumbo em águas impetuosas.
  • 11. Ó SENHOR, quem é como tu entre os deuses? Quem é como tu, glorificado em santidade, terrível em feitos gloriosos, que operas maravilhas?
  • 12. Estendeste a destra; e a terra os tragou.
  • 13. Com a tua beneficência guiaste o povo que salvaste; com a tua força o levaste à habitação da tua santidade.
  • 14. Os povos o ouviram, eles estremeceram; agonias apoderaram-se dos habitantes da Filístia.
  • 15. Ora, os príncipes de Edom se perturbam, dos poderosos de Moabe se apodera temor, esmorecem todos os habitantes de Canaã.
  • 16. Sobre eles cai espanto e pavor; pela grandeza do teu braço, emudecem como pedra; até que passe o teu povo, ó SENHOR, até que passe o povo que adquiriste.
  • 17. Tu o introduzirás e o plantarás no monte da tua herança, no lugar que aparelhaste, ó SENHOR, para a tua habitação, no santuário, ó Senhor, que as tuas mãos estabeleceram.
  • 18. O SENHOR reinará por todo o sempre.
  • 19. Porque os cavalos de Faraó, com os seus carros e com os seus cavalarianos, entraram no mar, e o SENHOR fez tornar sobre eles as águas do mar; mas os filhos de Israel passaram a pé enxuto pelo meio do mar.
  • 20. A profetisa Miriã, irmã de Arão, tomou um tamborim, e todas as mulheres saíram atrás dela com tamborins e com danças.
  • 21. E Miriã lhes respondia: Cantai ao SENHOR, porque gloriosamente triunfou e precipitou no mar o cavalo e o seu cavaleiro.
  • 22. Fez Moisés partir a Israel do mar Vermelho, e saíram para o deserto de Sur; caminharam três dias no deserto e não acharam água.
  • 23. Afinal, chegaram a Mara; todavia, não puderam beber as águas de Mara, porque eram amargas; por isso, chamou-se-lhe Mara.
  • 24. E o povo murmurou contra Moisés, dizendo: Que havemos de beber?
  • 25. Então, Moisés clamou ao SENHOR, e o SENHOR lhe mostrou uma árvore; lançou-a Moisés nas águas, e as águas se tornaram doces. Deu-lhes ali estatutos e uma ordenação, e ali os provou,
  • 26. e disse: Se ouvires atento a voz do SENHOR, teu Deus, e fizeres o que é reto diante dos seus olhos, e deres ouvido aos seus mandamentos, e guardares todos os seus estatutos, nenhuma enfermidade virá sobre ti, das que enviei sobre os egípcios; pois eu sou o SENHOR, que te sara.
  • 27. Então, chegaram a Elim, onde havia doze fontes de água e setenta palmeiras; e se acamparam junto das águas.
  • Lucas 19

  • 1. Entrando em Jericó, atravessava Jesus a cidade.
  • 2. Eis que um homem, chamado Zaqueu, maioral dos publicanos e rico,
  • 3. procurava ver quem era Jesus, mas não podia, por causa da multidão, por ser ele de pequena estatura.
  • 4. Então, correndo adiante, subiu a um sicômoro a fim de vê-lo, porque por ali havia de passar.
  • 5. Quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, pois me convém ficar hoje em tua casa.
  • 6. Ele desceu a toda a pressa e o recebeu com alegria.
  • 7. Todos os que viram isto murmuravam, dizendo que ele se hospedara com homem pecador.
  • 8. Entrementes, Zaqueu se levantou e disse ao Senhor: Senhor, resolvo dar aos pobres a metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, restituo quatro vezes mais.
  • 9. Então, Jesus lhe disse: Hoje, houve salvação nesta casa, pois que também este é filho de Abraão.
  • 10. Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido.
  • 11. Ouvindo eles estas coisas, Jesus propôs uma parábola, visto estar perto de Jerusalém e lhes parecer que o reino de Deus havia de manifestar-se imediatamente.
  • 12. Então, disse: Certo homem nobre partiu para uma terra distante, com o fim de tomar posse de um reino e voltar.
  • 13. Chamou dez servos seus, confiou-lhes dez minas e disse-lhes: Negociai até que eu volte.
  • 14. Mas os seus concidadãos o odiavam e enviaram após ele uma embaixada, dizendo: Não queremos que este reine sobre nós.
  • 15. Quando ele voltou, depois de haver tomado posse do reino, mandou chamar os servos a quem dera o dinheiro, a fim de saber que negócio cada um teria conseguido.
  • 16. Compareceu o primeiro e disse: Senhor, a tua mina rendeu dez.
  • 17. Respondeu-lhe o senhor: Muito bem, servo bom; porque foste fiel no pouco, terás autoridade sobre dez cidades.
  • 18. Veio o segundo, dizendo: Senhor, a tua mina rendeu cinco.
  • 19. A este disse: Terás autoridade sobre cinco cidades.
  • 20. Veio, então, outro, dizendo: Eis aqui, senhor, a tua mina, que eu guardei embrulhada num lenço.
  • 21. Pois tive medo de ti, que és homem rigoroso; tiras o que não puseste e ceifas o que não semeaste.
  • 22. Respondeu-lhe: Servo mau, por tua própria boca te condenarei. Sabias que eu sou homem rigoroso, que tiro o que não pus e ceifo o que não semeei;
  • 23. por que não puseste o meu dinheiro no banco? E, então, na minha vinda, o receberia com juros.
  • 24. E disse aos que o assistiam: Tirai-lhe a mina e dai-a ao que tem as dez.
  • 25. Eles ponderaram: Senhor, ele já tem dez.
  • 26. Pois eu vos declaro: a todo o que tem dar-se-lhe-á; mas ao que não tem, o que tem lhe será tirado.
  • 27. Quanto, porém, a esses meus inimigos, que não quiseram que eu reinasse sobre eles, trazei-os aqui e executai-os na minha presença.
  • 28. E, dito isto, prosseguia Jesus subindo para Jerusalém.
  • 29. Ora, aconteceu que, ao aproximar-se de Betfagé e de Betânia, junto ao monte das Oliveiras, enviou dois de seus discípulos,
  • 30. dizendo-lhes: Ide à aldeia fronteira e ali, ao entrardes, achareis preso um jumentinho que jamais homem algum montou; soltai-o e trazei-o.
  • 31. Se alguém vos perguntar: Por que o soltais? Respondereis assim: Porque o Senhor precisa dele.
  • 32. E, indo os que foram mandados, acharam segundo lhes dissera Jesus.
  • 33. Quando eles estavam soltando o jumentinho, seus donos lhes disseram: Por que o soltais?
  • 34. Responderam: Porque o Senhor precisa dele.
  • 35. Então, o trouxeram e, pondo as suas vestes sobre ele, ajudaram Jesus a montar.
  • 36. Indo ele, estendiam no caminho as suas vestes.
  • 37. E, quando se aproximava da descida do monte das Oliveiras, toda a multidão dos discípulos passou, jubilosa, a louvar a Deus em alta voz, por todos os milagres que tinham visto,
  • 38. dizendo: Bendito é o Rei que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória nas maiores alturas!
  • 39. Ora, alguns dos fariseus lhe disseram em meio à multidão: Mestre, repreende os teus discípulos!
  • 40. Mas ele lhes respondeu: Asseguro-vos que, se eles se calarem, as próprias pedras clamarão.
  • 41. Quando ia chegando, vendo a cidade, chorou
  • 42. e dizia: Ah! Se conheceras por ti mesma, ainda hoje, o que é devido à paz! Mas isto está agora oculto aos teus olhos.
  • 43. Pois sobre ti virão dias em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras e, por todos os lados, te apertarão o cerco;
  • 44. e te arrasarão e aos teus filhos dentro de ti; não deixarão em ti pedra sobre pedra, porque não reconheceste a oportunidade da tua visitação.
  • 45. Depois, entrando no templo, expulsou os que ali vendiam,
  • 46. dizendo-lhes: Está escrito: A minha casa será casa de oração. Mas vós a transformastes em covil de salteadores.
  • 47. Diariamente, Jesus ensinava no templo; mas os principais sacerdotes, os escribas e os maiorais do povo procuravam eliminá-lo;
  • 48. contudo, não atinavam em como fazê-lo, porque todo o povo, ao ouvi-lo, ficava dominado por ele.
  • Jó 34

  • 1. Disse mais Eliú:
  • 2. Ouvi, ó sábios, as minhas razões; vós, instruídos, inclinai os ouvidos para mim.
  • 3. Porque o ouvido prova as palavras, como o paladar, a comida.
  • 4. O que é direito escolhamos para nós; conheçamos entre nós o que é bom.
  • 5. Porque Jó disse: Sou justo, e Deus tirou o meu direito.
  • 6. Apesar do meu direito, sou tido por mentiroso; a minha ferida é incurável, sem que haja pecado em mim.
  • 7. Que homem há como Jó, que bebe a zombaria como água?
  • 8. E anda em companhia dos que praticam a iniquidade e caminha com homens perversos?
  • 9. Pois disse: De nada aproveita ao homem o comprazer-se em Deus.
  • 10. Pelo que vós, homens sensatos, escutai-me: longe de Deus o praticar ele a perversidade, e do Todo-Poderoso o cometer injustiça.
  • 11. Pois retribui ao homem segundo as suas obras e faz que a cada um toque segundo o seu caminho.
  • 12. Na verdade, Deus não procede maliciosamente; nem o Todo-Poderoso perverte o juízo.
  • 13. Quem lhe entregou o governo da terra? Quem lhe confiou o universo?
  • 14. Se Deus pensasse apenas em si mesmo e para si recolhesse o seu espírito e o seu sopro,
  • 15. toda a carne juntamente expiraria, e o homem voltaria para o pó.
  • 16. Se, pois, há em ti entendimento, ouve isto; inclina os ouvidos ao som das minhas palavras.
  • 17. Acaso, governaria o que aborrecesse o direito? E quererás tu condenar aquele que é justo e poderoso?
  • 18. Dir-se-á a um rei: Oh! Vil? Ou aos príncipes: Oh! Perversos?
  • 19. Quanto menos àquele que não faz acepção das pessoas de príncipes, nem estima ao rico mais do que ao pobre; porque todos são obra de suas mãos.
  • 20. De repente, morrem; à meia-noite, os povos são perturbados e passam, e os poderosos são tomados por força invisível.
  • 21. Os olhos de Deus estão sobre os caminhos do homem e veem todos os seus passos.
  • 22. Não há trevas nem sombra assaz profunda, onde se escondam os que praticam a iniquidade.
  • 23. Pois Deus não precisa observar por muito tempo o homem antes de o fazer ir a juízo perante ele.
  • 24. Quebranta os fortes, sem os inquirir, e põe outros em seu lugar.
  • 25. Ele conhece, pois, as suas obras; de noite, os transtorna, e ficam moídos.
  • 26. Ele os fere como a perversos, à vista de todos;
  • 27. porque dele se desviaram, e não quiseram compreender nenhum de seus caminhos,
  • 28. e, assim, fizeram que o clamor do pobre subisse até Deus, e este ouviu o lamento dos aflitos.
  • 29. Se ele aquietar-se, quem o condenará? Se encobrir o rosto, quem o poderá contemplar, seja um povo, seja um homem?
  • 30. Para que o ímpio não reine, e não haja quem iluda o povo.
  • 31. Se alguém diz a Deus: Sofri, não pecarei mais;
  • 32. o que não vejo, ensina-mo tu; se cometi injustiça, jamais a tornarei a praticar,
  • 33. acaso, deve ele recompensar-te segundo tu queres ou não queres? Acaso, deve ele dizer-te: Escolhe tu, e não eu; declara o que sabes, fala?
  • 34. Os homens sensatos dir-me-ão, dir-me-á o sábio que me ouve:
  • 35. Jó falou sem conhecimento, e nas suas palavras não há sabedoria.
  • 36. Tomara fosse Jó provado até ao fim, porque ele respondeu como homem de iniquidade.
  • 37. Pois ao seu pecado acrescenta rebelião, entre nós, com desprezo, bate ele palmas e multiplica as suas palavras contra Deus.

Almeida Revista e Atualizada

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