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Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]

    Gênesis 37

  • 1. Habitou Jacó na terra das peregrinações de seu pai, na terra de Canaã.
  • 2. Esta é a história de Jacó. Tendo José dezessete anos, apascentava os rebanhos com seus irmãos; sendo ainda jovem, acompanhava os filhos de Bila e os filhos de Zilpa, mulheres de seu pai; e trazia más notícias deles a seu pai.
  • 3. Ora, Israel amava mais a José que a todos os seus filhos, porque era filho da sua velhice; e fez-lhe uma túnica talar de mangas compridas.
  • 4. Vendo, pois, seus irmãos que o pai o amava mais que a todos os outros filhos, odiaram-no e já não lhe podiam falar pacificamente.
  • 5. Teve José um sonho e o relatou a seus irmãos; por isso, o odiaram ainda mais.
  • 6. Pois lhes disse: Rogo-vos, ouvi este sonho que tive:
  • 7. Atávamos feixes no campo, e eis que o meu feixe se levantou e ficou em pé; e os vossos feixes o rodeavam e se inclinavam perante o meu.
  • 8. Então, lhe disseram seus irmãos: Reinarás, com efeito, sobre nós? E sobre nós dominarás realmente? E com isso tanto mais o odiavam, por causa dos seus sonhos e de suas palavras.
  • 9. Teve ainda outro sonho e o referiu a seus irmãos, dizendo: Sonhei também que o sol, a lua e onze estrelas se inclinavam perante mim.
  • 10. Contando-o a seu pai e a seus irmãos, repreendeu-o o pai e lhe disse: Que sonho é esse que tiveste? Acaso, viremos, eu e tua mãe e teus irmãos, a inclinar-nos perante ti em terra?
  • 11. Seus irmãos lhe tinham ciúmes; o pai, no entanto, considerava o caso consigo mesmo.
  • 12. E, como foram os irmãos apascentar o rebanho do pai, em Siquém,
  • 13. perguntou Israel a José: Não apascentam teus irmãos o rebanho em Siquém? Vem, enviar-te-ei a eles. Respondeu-lhe José: Eis-me aqui.
  • 14. Disse-lhe Israel: Vai, agora, e vê se vão bem teus irmãos e o rebanho; e traze-me notícias. Assim, o enviou do vale de Hebrom, e ele foi a Siquém.
  • 15. E um homem encontrou a José, que andava errante pelo campo, e lhe perguntou: Que procuras?
  • 16. Respondeu: Procuro meus irmãos; dize-me: Onde apascentam eles o rebanho?
  • 17. Disse-lhe o homem: Foram-se daqui, pois ouvi-os dizer: Vamos a Dotã. Então, seguiu José atrás dos irmãos e os achou em Dotã.
  • 18. De longe o viram e, antes que chegasse, conspiraram contra ele para o matar.
  • 19. E dizia um ao outro: Vem lá o tal sonhador!
  • 20. Vinde, pois, agora, matemo-lo e lancemo-lo numa destas cisternas; e diremos: Um animal selvagem o comeu; e vejamos em que lhe darão os sonhos.
  • 21. Mas Rúben, ouvindo isso, livrou-o das mãos deles e disse: Não lhe tiremos a vida.
  • 22. Também lhes disse Rúben: Não derrameis sangue; lançai-o nesta cisterna que está no deserto, e não ponhais mão sobre ele; isto disse para o livrar deles, a fim de o restituir ao pai.
  • 23. Mas, logo que chegou José a seus irmãos, despiram-no da túnica, a túnica talar de mangas compridas que trazia.
  • 24. E, tomando-o, o lançaram na cisterna, vazia, sem água.
  • 25. Ora, sentando-se para comer pão, olharam e viram que uma caravana de ismaelitas vinha de Gileade; seus camelos traziam arômatas, bálsamo e mirra, que levavam para o Egito.
  • 26. Então, disse Judá a seus irmãos: De que nos aproveita matar o nosso irmão e esconder-lhe o sangue?
  • 27. Vinde, vendamo-lo aos ismaelitas; não ponhamos sobre ele a mão, pois é nosso irmão e nossa carne. Seus irmãos concordaram.
  • 28. E, passando os mercadores midianitas, os irmãos de José o alçaram, e o tiraram da cisterna, e o venderam por vinte siclos de prata aos ismaelitas; estes levaram José ao Egito.
  • 29. Tendo Rúben voltado à cisterna, eis que José não estava nela; então, rasgou as suas vestes.
  • 30. E, voltando a seus irmãos, disse: Não está lá o menino; e, eu, para onde irei?
  • 31. Então, tomaram a túnica de José, mataram um bode e a molharam no sangue.
  • 32. E enviaram a túnica talar de mangas compridas, fizeram-na levar a seu pai e lhe disseram: Achamos isto; vê se é ou não a túnica de teu filho.
  • 33. Ele a reconheceu e disse: É a túnica de meu filho; um animal selvagem o terá comido, certamente José foi despedaçado.
  • 34. Então, Jacó rasgou as suas vestes, e se cingiu de pano de saco, e lamentou o filho por muitos dias.
  • 35. Levantaram-se todos os seus filhos e todas as suas filhas, para o consolarem; ele, porém, recusou ser consolado e disse: Chorando, descerei a meu filho até à sepultura. E de fato o chorou seu pai.
  • 36. Entrementes, os midianitas venderam José no Egito a Potifar, oficial de Faraó, comandante da guarda.
  • Marcos 8

  • 1. Naqueles dias, quando outra vez se reuniu grande multidão, e não tendo eles o que comer, chamou Jesus os discípulos e lhes disse:
  • 2. Tenho compaixão desta gente, porque há três dias que permanecem comigo e não têm o que comer.
  • 3. Se eu os despedir para suas casas, em jejum, desfalecerão pelo caminho; e alguns deles vieram de longe.
  • 4. Mas os seus discípulos lhe responderam: Donde poderá alguém fartá-los de pão neste deserto?
  • 5. E Jesus lhes perguntou: Quantos pães tendes? Responderam eles: Sete.
  • 6. Ordenou ao povo que se assentasse no chão. E, tomando os sete pães, partiu-os, após ter dado graças, e os deu a seus discípulos, para que estes os distribuíssem, repartindo entre o povo.
  • 7. Tinham também alguns peixinhos; e, abençoando-os, mandou que estes igualmente fossem distribuídos.
  • 8. Comeram e se fartaram; e dos pedaços restantes recolheram sete cestos.
  • 9. Eram cerca de quatro mil homens. Então, Jesus os despediu.
  • 10. Logo a seguir, tendo embarcado juntamente com seus discípulos, partiu para as regiões de Dalmanuta.
  • 11. E, saindo os fariseus, puseram-se a discutir com ele; e, tentando-o, pediram-lhe um sinal do céu.
  • 12. Jesus, porém, arrancou do íntimo do seu espírito um gemido e disse: Por que pede esta geração um sinal? Em verdade vos digo que a esta geração não se lhe dará sinal algum.
  • 13. E, deixando-os, tornou a embarcar e foi para o outro lado.
  • 14. Ora, aconteceu que eles se esqueceram de levar pães e, no barco, não tinham consigo senão um só.
  • 15. Preveniu-os Jesus, dizendo: Vede, guardai-vos do fermento dos fariseus e do fermento de Herodes.
  • 16. E eles discorriam entre si: É que não temos pão.
  • 17. Jesus, percebendo-o, lhes perguntou: Por que discorreis sobre o não terdes pão? Ainda não considerastes, nem compreendestes? Tendes o coração endurecido?
  • 18. Tendo olhos, não vedes? E, tendo ouvidos, não ouvis? Não vos lembrais
  • 19. de quando parti os cinco pães para os cinco mil, quantos cestos cheios de pedaços recolhestes? Responderam eles: Doze!
  • 20. E de quando parti os sete pães para os quatro mil, quantos cestos cheios de pedaços recolhestes? Responderam: Sete!
  • 21. Ao que lhes disse Jesus: Não compreendeis ainda?
  • 22. Então, chegaram a Betsaida; e lhe trouxeram um cego, rogando-lhe que o tocasse.
  • 23. Jesus, tomando o cego pela mão, levou-o para fora da aldeia e, aplicando-lhe saliva aos olhos e impondo-lhe as mãos, perguntou-lhe: Vês alguma coisa?
  • 24. Este, recobrando a vista, respondeu: Vejo os homens, porque como árvores os vejo, andando.
  • 25. Então, novamente lhe pôs as mãos nos olhos, e ele, passando a ver claramente, ficou restabelecido; e tudo distinguia de modo perfeito.
  • 26. E mandou-o Jesus embora para casa, recomendando-lhe: Não entres na aldeia.
  • 27. Então, Jesus e os seus discípulos partiram para as aldeias de Cesareia de Filipe; e, no caminho, perguntou-lhes: Quem dizem os homens que sou eu?
  • 28. E responderam: João Batista; outros: Elias; mas outros: Algum dos profetas.
  • 29. Então, lhes perguntou: Mas vós, quem dizeis que eu sou? Respondendo, Pedro lhe disse: Tu és o Cristo.
  • 30. Advertiu-os Jesus de que a ninguém dissessem tal coisa a seu respeito.
  • 31. Então, começou ele a ensinar-lhes que era necessário que o Filho do Homem sofresse muitas coisas, fosse rejeitado pelos anciãos, pelos principais sacerdotes e pelos escribas, fosse morto e que, depois de três dias, ressuscitasse.
  • 32. E isto ele expunha claramente. Mas Pedro, chamando-o à parte, começou a reprová-lo.
  • 33. Jesus, porém, voltou-se e, fitando os seus discípulos, repreendeu a Pedro e disse: Arreda, Satanás! Porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens.
  • 34. Então, convocando a multidão e juntamente os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me.
  • 35. Quem quiser, pois, salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por causa de mim e do evangelho salvá-la-á.
  • 36. Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?
  • 37. Que daria um homem em troca de sua alma?
  • 38. Porque qualquer que, nesta geração adúltera e pecadora, se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do Homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai com os santos anjos.
  • Jó 3

  • 1. Depois disto, passou Jó a falar e amaldiçoou o seu dia natalício.
  • 2. Disse Jó:
  • 3. Pereça o dia em que nasci e a noite em que se disse: Foi concebido um homem!
  • 4. Converta-se aquele dia em trevas; e Deus, lá de cima, não tenha cuidado dele, nem resplandeça sobre ele a luz.
  • 5. Reclamem-no as trevas e a sombra de morte; habitem sobre ele nuvens; espante-o tudo o que pode enegrecer o dia.
  • 6. Aquela noite, que dela se apoderem densas trevas; não se regozije ela entre os dias do ano, não entre na conta dos meses.
  • 7. Seja estéril aquela noite, e dela sejam banidos os sons de júbilo.
  • 8. Amaldiçoem-na aqueles que sabem amaldiçoar o dia e sabem excitar o monstro marinho.
  • 9. Escureçam-se as estrelas do crepúsculo matutino dessa noite; que ela espere a luz, e a luz não venha; que não veja as pálpebras dos olhos da alva,
  • 10. pois não fechou as portas do ventre de minha mãe, nem escondeu dos meus olhos o sofrimento.
  • 11. Por que não morri eu na madre? Por que não expirei ao sair dela?
  • 12. Por que houve regaço que me acolhesse? E por que peitos, para que eu mamasse?
  • 13. Porque já agora repousaria tranquilo; dormiria, e, então, haveria para mim descanso,
  • 14. com os reis e conselheiros da terra que para si edificaram mausoléus;
  • 15. ou com os príncipes que tinham ouro e encheram de prata as suas casas;
  • 16. ou, como aborto oculto, eu não existiria, como crianças que nunca viram a luz.
  • 17. Ali, os maus cessam de perturbar, e, ali, repousam os cansados.
  • 18. Ali, os presos juntamente repousam e não ouvem a voz do feitor.
  • 19. Ali, está tanto o pequeno como o grande e o servo livre de seu senhor.
  • 20. Por que se concede luz ao miserável e vida aos amargurados de ânimo,
  • 21. que esperam a morte, e ela não vem? Eles cavam em procura dela mais do que tesouros ocultos.
  • 22. Eles se regozijariam por um túmulo e exultariam se achassem a sepultura.
  • 23. Por que se concede luz ao homem, cujo caminho é oculto, e a quem Deus cercou de todos os lados?
  • 24. Por que em vez do meu pão me vêm gemidos, e os meus lamentos se derramam como água?
  • 25. Aquilo que temo me sobrevém, e o que receio me acontece.
  • 26. Não tenho descanso, nem sossego, nem repouso, e já me vem grande perturbação.
  • Jó 4

  • 1. Então, respondeu Elifaz, o temanita, e disse:
  • 2. Se intentar alguém falar-te, enfadar-te-ás? Quem, todavia, poderá conter as palavras?
  • 3. Eis que tens ensinado a muitos e tens fortalecido mãos fracas.
  • 4. As tuas palavras têm sustentado aos que tropeçavam, e os joelhos vacilantes tens fortificado.
  • 5. Mas agora, em chegando a tua vez, tu te enfadas; sendo tu atingido, te perturbas.
  • 6. Porventura, não é o teu temor de Deus aquilo em que confias, e a tua esperança, a retidão dos teus caminhos?
  • 7. Lembra-te: acaso, já pereceu algum inocente? E onde foram os retos destruídos?
  • 8. Segundo eu tenho visto, os que lavram a iniquidade e semeiam o mal, isso mesmo eles segam.
  • 9. Com o hálito de Deus perecem; e com o assopro da sua ira se consomem.
  • 10. Cessa o bramido do leão e a voz do leão feroz, e os dentes dos leõezinhos se quebram.
  • 11. Perece o leão, porque não há presa, e os filhos da leoa andam dispersos.
  • 12. Uma palavra se me disse em segredo; e os meus ouvidos perceberam um sussurro dela.
  • 13. Entre pensamentos de visões noturnas, quando profundo sono cai sobre os homens,
  • 14. sobrevieram-me o espanto e o tremor, e todos os meus ossos estremeceram.
  • 15. Então, um espírito passou por diante de mim; fez-me arrepiar os cabelos do meu corpo;
  • 16. parou ele, mas não lhe discerni a aparência; um vulto estava diante dos meus olhos; houve silêncio, e ouvi uma voz:
  • 17. Seria, porventura, o mortal justo diante de Deus? Seria, acaso, o homem puro diante do seu Criador?
  • 18. Eis que Deus não confia nos seus servos e aos seus anjos atribui imperfeições;
  • 19. quanto mais àqueles que habitam em casas de barro, cujo fundamento está no pó, e são esmagados como a traça!
  • 20. Nascem de manhã e à tarde são destruídos; perecem para sempre, sem que disso se faça caso.
  • 21. Se se lhes corta o fio da vida, morrem e não atingem a sabedoria.

Almeida Revista e Atualizada

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