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Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]

    1 Samuel 20

  • 1. Então, fugiu Davi da casa dos profetas, em Ramá, e veio, e disse a Jônatas: Que fiz eu? Qual é a minha culpa? E qual é o meu pecado diante de teu pai, que procura tirar-me a vida?
  • 2. Ele lhe respondeu: Tal não suceda; não serás morto. Meu pai não faz coisa nenhuma, nem grande nem pequena, sem primeiro me dizer; por que, pois, meu pai me ocultaria isso? Não há nada disso.
  • 3. Então, Davi respondeu enfaticamente: Mui bem sabe teu pai que da tua parte achei mercê; pelo que disse consigo: Não saiba isto Jônatas, para que não se entristeça. Tão certo como vive o SENHOR, e tu vives, Jônatas, apenas há um passo entre mim e a morte.
  • 4. Disse Jônatas a Davi: O que tu desejares eu te farei.
  • 5. Disse Davi a Jônatas: Amanhã é a Festa da Lua Nova, em que sem falta deveria assentar-me com o rei para comer; mas deixa-me ir, e esconder-me-ei no campo, até à terceira tarde.
  • 6. Se teu pai notar a minha ausência, dirás: Davi me pediu muito que o deixasse ir a toda pressa a Belém, sua cidade; porquanto se faz lá o sacrifício anual para toda a família.
  • 7. Se disser assim: Está bem! Então, teu servo terá paz. Porém, se muito se indignar, sabe que já o mal está, de fato, determinado por ele.
  • 8. Usa, pois, de misericórdia para com o teu servo, porque lhe fizeste entrar contigo em aliança no SENHOR; se, porém, há em mim culpa, mata-me tu mesmo; por que me levarias a teu pai?
  • 9. Então, disse Jônatas: Longe de ti tal coisa; porém, se dalguma sorte soubesse que já este mal estava, de fato, determinado por meu pai, para que viesse sobre ti, não to declararia eu?
  • 10. Perguntou Davi a Jônatas: Quem tal me fará saber, se, por acaso, teu pai te responder asperamente?
  • 11. Então, disse Jônatas a Davi: Vem, e saiamos ao campo. E saíram.
  • 12. E disse Jônatas a Davi: O SENHOR, Deus de Israel, seja testemunha. Amanhã ou depois de amanhã, a estas horas sondarei meu pai; se algo houver favorável a Davi, eu to mandarei dizer.
  • 13. Mas, se meu pai quiser fazer-te mal, faça com Jônatas o SENHOR o que a este aprouver, se não to fizer saber eu e não te deixar ir embora, para que sigas em paz. E seja o SENHOR contigo, como tem sido com meu pai.
  • 14. Se eu, então, ainda viver, porventura, não usarás para comigo da bondade do SENHOR, para que não morra?
  • 15. Nem tampouco cortarás jamais da minha casa a tua bondade; nem ainda quando o SENHOR desarraigar da terra todos os inimigos de Davi.
  • 16. Assim, fez Jônatas aliança com a casa de Davi, dizendo: Vingue o SENHOR os inimigos de Davi.
  • 17. Jônatas fez jurar a Davi de novo, pelo amor que este lhe tinha, porque Jônatas o amava com todo o amor da sua alma.
  • 18. Disse-lhe Jônatas: Amanhã é a Festa da Lua Nova; perguntar-se-á por ti, porque o teu lugar estará vazio.
  • 19. Ao terceiro dia, descerás apressadamente e irás para o lugar em que te escondeste no dia do ajuste; e fica junto à pedra de Ezel.
  • 20. Atirarei três flechas para aquele lado, como quem atira ao alvo.
  • 21. Eis que mandarei o moço e lhe direi: Vai, procura as flechas; se eu disser ao moço: Olha que as flechas estão para cá de ti, traze-as; então, vem, Davi, porque, tão certo como vive o SENHOR, terás paz, e nada há que temer.
  • 22. Porém, se disser ao moço: Olha que as flechas estão para lá de ti. Vai-te embora, porque o SENHOR te manda ir.
  • 23. Quanto àquilo de que eu e tu falamos, eis que o SENHOR está entre mim e ti, para sempre.
  • 24. Escondeu-se, pois, Davi no campo; e, sendo a Festa da Lua Nova, pôs-se o rei à mesa para comer.
  • 25. Assentou-se o rei na sua cadeira, segundo o costume, no lugar junto à parede; Jônatas, defronte dele, e Abner, ao lado de Saul; mas o lugar de Davi estava desocupado.
  • 26. Porém, naquele dia, não disse Saul nada, pois pensava: Aconteceu-lhe alguma coisa, pela qual não está limpo; talvez esteja contaminado.
  • 27. Sucedeu também ao outro dia, o segundo da Festa da Lua Nova, que o lugar de Davi continuava desocupado; disse, pois, Saul a Jônatas, seu filho: Por que não veio a comer o filho de Jessé, nem ontem nem hoje?
  • 28. Respondeu Jônatas a Saul: Davi me pediu, encarecidamente, que o deixasse ir a Belém.
  • 29. Ele me disse: Peço-te que me deixes ir, porque a nossa família tem um sacrifício na cidade, e um de meus irmãos insiste comigo para que eu vá. Se, pois, agora, achei mercê aos teus olhos, peço-te que me deixes partir, para que veja meus irmãos. Por isso, não veio à mesa do rei.
  • 30. Então, se acendeu a ira de Saul contra Jônatas, e disse-lhe: Filho de mulher perversa e rebelde; não sei eu que elegeste o filho de Jessé, para vergonha tua e para vergonha do recato de tua mãe?
  • 31. Pois, enquanto o filho de Jessé viver sobre a terra, nem tu estarás seguro, nem seguro o teu reino; pelo que manda buscá-lo, agora, porque deve morrer.
  • 32. Então, respondeu Jônatas a Saul, seu pai, e lhe disse: Por que há de ele morrer? Que fez ele?
  • 33. Então, Saul atirou-lhe com a lança para o ferir; com isso entendeu Jônatas que, de fato, seu pai já determinara matar a Davi.
  • 34. Pelo que Jônatas, todo encolerizado, se levantou da mesa e, neste segundo dia da Festa da Lua Nova, não comeu pão, pois ficara muito sentido por causa de Davi, a quem seu pai havia ultrajado.
  • 35. Na manhã seguinte, saiu Jônatas ao campo, no tempo ajustado com Davi, e levou consigo um rapaz.
  • 36. Então, disse ao seu rapaz: Corre a buscar as flechas que eu atirar. Este correu, e ele atirou uma flecha, que fez passar além do rapaz.
  • 37. Chegando o rapaz ao lugar da flecha que Jônatas havia atirado, gritou Jônatas atrás dele e disse: Não está a flecha mais para lá de ti?
  • 38. Tornou Jônatas a gritar: Apressa-te, não te demores. O rapaz de Jônatas apanhou as flechas e voltou ao seu senhor.
  • 39. O rapaz não entendeu coisa alguma; só Jônatas e Davi sabiam deste ajuste.
  • 40. Então, Jônatas deu as suas armas ao rapaz que o acompanhava e disse-lhe: Anda, leva-as à cidade.
  • 41. Indo-se o rapaz, levantou-se Davi do lado do sul e prostrou-se rosto em terra três vezes; e beijaram-se um ao outro e choraram juntos; Davi, porém, muito mais.
  • 42. Disse Jônatas a Davi: Vai-te em paz, porquanto juramos ambos em nome do SENHOR, dizendo: O SENHOR seja para sempre entre mim e ti e entre a minha descendência e a tua.
  • 43. Então, se levantou Davi e se foi; e Jônatas entrou na cidade.
  • 1 Coríntios 2

  • 1. Eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não o fiz com ostentação de linguagem ou de sabedoria.
  • 2. Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado.
  • 3. E foi em fraqueza, temor e grande tremor que eu estive entre vós.
  • 4. A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder,
  • 5. para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus.
  • 6. Entretanto, expomos sabedoria entre os experimentados; não, porém, a sabedoria deste século, nem a dos poderosos desta época, que se reduzem a nada;
  • 7. mas falamos a sabedoria de Deus em mistério, outrora oculta, a qual Deus preordenou desde a eternidade para a nossa glória;
  • 8. sabedoria essa que nenhum dos poderosos deste século conheceu; porque, se a tivessem conhecido, jamais teriam crucificado o Senhor da glória;
  • 9. mas, como está escrito: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam.
  • 10. Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito; porque o Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus.
  • 11. Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o seu próprio espírito, que nele está? Assim, também as coisas de Deus, ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus.
  • 12. Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, e sim o Espírito que vem de Deus, para que conheçamos o que por Deus nos foi dado gratuitamente.
  • 13. Disto também falamos, não em palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas ensinadas pelo Espírito, conferindo coisas espirituais com espirituais.
  • 14. Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.
  • 15. Porém o homem espiritual julga todas as coisas, mas ele mesmo não é julgado por ninguém.
  • 16. Pois quem conheceu a mente do Senhor, que o possa instruir? Nós, porém, temos a mente de Cristo.
  • Lamentações 5

  • 1. Lembra-te, SENHOR, do que nos tem sucedido; considera e olha para o nosso opróbrio.
  • 2. A nossa herança passou a estranhos, e as nossas casas, a estrangeiros;
  • 3. somos órfãos, já não temos pai, nossas mães são como viúvas.
  • 4. A nossa água, por dinheiro a bebemos, por preço vem a nossa lenha.
  • 5. Os nossos perseguidores estão sobre o nosso pescoço; estamos exaustos e não temos descanso.
  • 6. Submetemo-nos aos egípcios e aos assírios, para nos fartarem de pão.
  • 7. Nossos pais pecaram e já não existem; nós é que levamos o castigo das suas iniquidades.
  • 8. Escravos dominam sobre nós; ninguém há que nos livre das suas mãos.
  • 9. Com perigo de nossa vida, providenciamos o nosso pão, por causa da espada do deserto.
  • 10. Nossa pele se esbraseia como um forno, por causa do ardor da fome.
  • 11. Forçaram as mulheres em Sião; as virgens, nas cidades de Judá.
  • 12. Os príncipes foram por eles enforcados, as faces dos velhos não foram reverenciadas.
  • 13. Os jovens levaram a mó, os meninos tropeçaram debaixo das cargas de lenha;
  • 14. os anciãos já não se assentam na porta, os jovens já não cantam.
  • 15. Cessou o júbilo de nosso coração, converteu-se em lamentações a nossa dança.
  • 16. Caiu a coroa da nossa cabeça; ai de nós, porque pecamos!
  • 17. Por isso, caiu doente o nosso coração; por isso, se escureceram os nossos olhos.
  • 18. Pelo monte Sião, que está assolado, andam as raposas.
  • 19. Tu, SENHOR, reinas eternamente, o teu trono subsiste de geração em geração.
  • 20. Por que te esquecerias de nós para sempre? Por que nos desampararias por tanto tempo?
  • 21. Converte-nos a ti, SENHOR, e seremos convertidos; renova os nossos dias como dantes.
  • 22. Por que nos rejeitarias totalmente? Por que te enfurecerias sobremaneira contra nós outros?

Almeida Revista e Atualizada

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