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Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]

    Êxodo 12

  • 1. E falou o Senhor a Moisés e a Arão na terra do Egito, dizendo:
  • 2. Este mesmo mês vos será o princípio dos meses; este vos será o primeiro dos meses do ano.
  • 3. Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Aos dez deste mês tome cada um para si um cordeiro, segundo as casas dos pais, um cordeiro para cada família.
  • 4. Mas se a família for pequena para um cordeiro, então tome um só com seu vizinho perto de sua casa, conforme o número das almas; cada um conforme ao seu comer, fareis a conta conforme ao cordeiro.
  • 5. O cordeiro, ou cabrito, será sem mácula, um macho de um ano, o qual tomareis das ovelhas ou das cabras.
  • 6. E o guardareis até ao décimo quarto dia deste mês, e todo o ajuntamento da congregação de Israel o sacrificará à tarde.
  • 7. E tomarão do sangue, e pô-lo-ão em ambas as ombreiras, e na verga da porta, nas casas em que o comerem.
  • 8. E naquela noite comerão a carne assada no fogo, com pães ázimos; com ervas amargosas a comerão.
  • 9. Não comereis dele cru, nem cozido em água, senão assado no fogo, a sua cabeça com os seus pés e com a sua fressura.
  • 10. E nada dele deixareis até a manhã; mas o que dele ficar até a manhã, queimareis no fogo.
  • 11. Assim pois o comereis: Os vossos lombos cingidos, os vossos sapatos nos pés, e o vosso cajado na mão; e o comereis apressadamente; esta é a páscoa do Senhor.
  • 12. E eu passarei pela terra do Egito esta noite, e ferirei todo o primogênito na terra do Egito, desde os homens até aos animais; e em todos os deuses do Egito farei juízos. Eu sou o Senhor.
  • 13. E aquele sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; vendo eu sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga de mortandade, quando eu ferir a terra do Egito.
  • 14. E este dia vos será por memória, e celebrá-lo-eis por festa ao Senhor; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo.
  • 15. Sete dias comereis pães ázimos; ao primeiro dia tirareis o fermento das vossas casas; porque qualquer que comer pão levedado, desde o primeiro até ao sétimo dia, aquela alma será cortada de Israel.
  • 16. E ao primeiro dia haverá santa convocação; também ao sétimo dia tereis santa convocação; nenhuma obra se fará neles, senão o que cada alma houver de comer; isso somente aprontareis para vós.
  • 17. Guardai pois a festa dos pães ázimos, porque naquele mesmo dia tirei vossos exércitos da terra do Egito; pelo que guardareis a este dia nas vossas gerações por estatuto perpétuo.
  • 18. No primeiro mês, aos catorze dias do mês, à tarde, comereis pães ázimos até vinte e um do mês à tarde.
  • 19. Por sete dias não se ache nenhum fermento nas vossas casas; porque qualquer que comer pão levedado, aquela alma será cortada da congregação de Israel, assim o estrangeiro como o natural da terra.
  • 20. Nenhuma coisa levedada comereis; em todas as vossas habitações comereis pães ázimos.
  • 21. Chamou pois Moisés a todos os anciãos de Israel, e disse-lhes: Escolhei e tomai vós cordeiros para vossas famílias, e sacrificai a páscoa.
  • 22. Então tomai um molho de hissopo, e molhai-o no sangue que estiver na bacia, e passai-o na verga da porta, e em ambas as ombreiras, do sangue que estiver na bacia; porém nenhum de vós saia da porta da sua casa até à manhã.
  • 23. Porque o Senhor passará para ferir aos egípcios, porém quando vir o sangue na verga da porta, e em ambas as ombreiras, o Senhor passará aquela porta, e não deixará o destruidor entrar em vossas casas, para vos ferir.
  • 24. Portanto guardai isto por estatuto para vós, e para vossos filhos para sempre.
  • 25. E acontecerá que, quando entrardes na terra que o Senhor vos dará, como tem dito, guardareis este culto.
  • 26. E acontecerá que, quando vossos filhos vos disserem: Que culto é este?
  • 27. Então direis: Este é o sacrifício da páscoa ao Senhor, que passou as casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu aos egípcios, e livrou as nossas casas. Então o povo inclinou-se, e adorou.
  • 28. E foram os filhos de Israel, e fizeram isso como o Senhor ordenara a Moisés e a Arão, assim fizeram.
  • 29. E aconteceu, à meia-noite, que o Senhor feriu a todos os primogênitos na terra do Egito, desde o primogênito de Faraó, que se sentava em seu trono, até ao primogênito do cativo que estava no cárcere, e todos os primogênitos dos animais.
  • 30. E Faraó levantou-se de noite, ele e todos os seus servos, e todos os egípcios; e havia grande clamor no Egito, porque não havia casa em que não houvesse um morto.
  • 31. Então chamou a Moisés e a Arão de noite, e disse: Levantai-vos, saí do meio do meu povo, tanto vós como os filhos de Israel; e ide, servi ao Senhor, como tendes dito.
  • 32. Levai também convosco vossas ovelhas e vossas vacas, como tendes dito; e ide, e abençoai-me também a mim.
  • 33. E os egípcios apertavam ao povo, apressando-se para lançá-los da terra; porque diziam: Todos seremos mortos.
  • 34. E o povo tomou a sua massa, antes que levedasse, e as suas amassadeiras atadas em suas roupas sobre seus ombros.
  • 35. Fizeram, pois, os filhos de Israel conforme à palavra de Moisés, e pediram aos egípcios joias de prata, e joias de ouro, e roupas.
  • 36. E o Senhor deu ao povo graça aos olhos dos egípcios, e estes lhe davam o que pediam; e despojaram aos egípcios.
  • 37. Assim partiram os filhos de Israel de Ramessés para Sucote, cerca de seiscentos mil a pé, somente de homens, sem contar os meninos.
  • 38. E subiu também com eles muita mistura de gente, e ovelhas, e bois, uma grande quantidade de gado.
  • 39. E cozeram bolos ázimos da massa que levaram do Egito, porque não se tinha levedado, porquanto foram lançados do Egito; e não se puderam deter, nem prepararam comida.
  • 40. O tempo que os filhos de Israel habitaram no Egito foi de quatrocentos e trinta anos.
  • 41. E aconteceu que, ao fim dos quatrocentos e trinta anos, naquele mesmo dia, todos os exércitos do Senhor saíram da terra do Egito.
  • 42. Esta noite é de vigília ao Senhor, porque nela os tirou da terra do Egito; esta é a noite do Senhor, que devem guardar todos os filhos de Israel nas suas gerações.
  • 43. Disse mais o Senhor a Moisés e a Arão: Esta é a ordenança da páscoa: nenhum filho do estrangeiro comerá dela.
  • 44. Porém todo o servo comprado por dinheiro, depois que o houveres circuncidado, então comerá dela.
  • 45. O estrangeiro e o assalariado não comerão dela.
  • 46. Numa casa se comerá; não levarás daquela carne fora da casa, nem dela quebrareis osso.
  • 47. Toda a congregação de Israel o fará.
  • 48. Porém se algum estrangeiro se hospedar contigo e quiser celebrar a páscoa ao Senhor, seja-lhe circuncidado todo o homem, e então chegará a celebrá-la, e será como o natural da terra; mas nenhum incircunciso comerá dela.
  • 49. Uma mesma lei haja para o natural e para o estrangeiro que peregrinar entre vós.
  • 50. E todos os filhos de Israel o fizeram; como o Senhor ordenara a Moisés e a Arão, assim fizeram.
  • 51. E aconteceu naquele mesmo dia que o Senhor tirou os filhos de Israel da terra do Egito, segundo os seus exércitos.
  • Lucas 16

  • 1. E dizia também aos seus discípulos: Havia um certo homem rico, o qual tinha um mordomo; e este foi acusado perante ele de dissipar os seus bens.
  • 2. E ele, chamando-o, disse-lhe: Que é isto que ouço de ti? Dá contas da tua mordomia, porque já não poderás ser mais meu mordomo.
  • 3. E o mordomo disse consigo: Que farei, pois que o meu senhor me tira a mordomia? Cavar, não posso; de mendigar, tenho vergonha.
  • 4. Eu sei o que hei de fazer, para que, quando for desapossado da mordomia, me recebam em suas casas.
  • 5. E, chamando a si cada um dos devedores do seu senhor, disse ao primeiro: Quanto deves ao meu senhor?
  • 6. E ele respondeu: Cem medidas de azeite. E disse-lhe: Toma a tua obrigação, e assentando-te já, escreve cinquenta.
  • 7. Disse depois a outro: E tu, quanto deves? E ele respondeu: Cem alqueires de trigo. E disse-lhe: Toma a tua obrigação, e escreve oitenta.
  • 8. E louvou aquele senhor o injusto mordomo por haver procedido prudentemente, porque os filhos deste mundo são mais prudentes na sua geração do que os filhos da luz.
  • 9. E eu vos digo: Fazei para vós amigos das riquezas da injustiça; para que, quando vos faltarem, vos recebam eles nos tabernáculos eternos.
  • 10. Quem é fiel no mínimo, também é fiel no muito; quem é injusto no mínimo, também é injusto no muito.
  • 11. Pois, se nas riquezas injustas não fostes fiéis, quem vos confiará as verdadeiras?
  • 12. E, se no alheio não fostes fiéis, quem vos dará o que é vosso?
  • 13. Nenhum servo pode servir dois senhores; porque, ou há de odiar um e amar o outro, ou se há de chegar a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.
  • 14. E os fariseus, que eram avarentos, ouviam todas estas coisas, e zombavam dele.
  • 15. E disse-lhes: Vós sois os que vos justificais a vós mesmos diante dos homens, mas Deus conhece os vossos corações, porque o que entre os homens é elevado, perante Deus é abominação.
  • 16. A lei e os profetas duraram até João; desde então é anunciado o reino de Deus, e todo o homem emprega força para entrar nele.
  • 17. E é mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til da lei.
  • 18. Qualquer que deixa sua mulher, e casa com outra, adultera; e aquele que casa com a repudiada pelo marido, adultera também.
  • 19. Ora, havia um homem rico, e vestia-se de púrpura e de linho finíssimo, e vivia todos os dias regalada e esplendidamente.
  • 20. Havia também um certo mendigo, chamado Lázaro, que jazia cheio de chagas à porta daquele;
  • 21. E desejava alimentar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico; e os próprios cães vinham lamber-lhe as chagas.
  • 22. E aconteceu que o mendigo morreu, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico, e foi sepultado.
  • 23. E no inferno, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão, e Lázaro no seu seio.
  • 24. E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro, que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama.
  • 25. Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro somente males; e agora este é consolado e tu atormentado.
  • 26. E, além de tudo isto, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá passar para cá.
  • 27. E disse ele: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai,
  • 28. Pois tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também para este lugar de tormento.
  • 29. Disse-lhe Abraão: Têm Moisés e os profetas; ouçam-nos.
  • 30. E disse ele: Não, pai Abraão; mas, se algum dentre os mortos fosse ter com eles, arrepender-se-iam.
  • 31. Porém, ele lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco serão persuadidos, ainda que algum dos mortos ressuscite.
  • Jó 31

  • 1. Fiz aliança com os meus olhos; como, pois, os fixaria numa virgem?
  • 2. Que porção teria eu do Deus lá de cima, ou que herança do Todo-Poderoso desde as alturas?
  • 3. Porventura não é a perdição para o perverso, o desastre para os que praticam iniquidade?
  • 4. Ou não vê ele os meus caminhos, e não conta todos os meus passos?
  • 5. Se andei com falsidade, e se o meu pé se apressou para o engano
  • 6. (Pese-me em balanças fiéis, e saberá Deus a minha sinceridade),
  • 7. Se os meus passos se desviaram do caminho, e se o meu coração segue os meus olhos, e se às minhas mãos se apegou qualquer coisa,
  • 8. Então semeie eu e outro coma, e seja a minha descendência arrancada até à raiz.
  • 9. Se o meu coração se deixou seduzir por uma mulher, ou se eu armei traições à porta do meu próximo,
  • 10. Então moa minha mulher para outro, e outros se encurvem sobre ela,
  • 11. Porque é uma infâmia, e é delito pertencente aos juízes.
  • 12. Porque é fogo que consome até à perdição, e desarraigaria toda a minha renda.
  • 13. Se desprezei o direito do meu servo ou da minha serva, quando eles contendiam comigo;
  • 14. Então que faria eu quando Deus se levantasse? E, inquirindo a causa, que lhe responderia?
  • 15. Aquele que me formou no ventre não o fez também a ele? Ou não nos formou do mesmo modo na madre?
  • 16. Se retive o que os pobres desejavam, ou fiz desfalecer os olhos da viúva,
  • 17. Ou se, sozinho comi o meu bocado, e o órfão não comeu dele
  • 18. (Porque desde a minha mocidade cresceu comigo como com seu pai, e fui o guia da viúva desde o ventre de minha mãe),
  • 19. Se alguém vi perecer por falta de roupa, e ao necessitado por não ter coberta,
  • 20. Se os seus lombos não me abençoaram, se ele não se aquentava com as peles dos meus cordeiros,
  • 21. Se eu levantei a minha mão contra o órfão, porquanto na porta via a minha ajuda,
  • 22. Então caia do ombro a minha espádua, e separe-se o meu braço do osso.
  • 23. Porque o castigo de Deus era para mim um assombro, e eu não podia suportar a sua grandeza.
  • 24. Se no ouro pus a minha esperança, ou disse ao ouro fino: Tu és a minha confiança;
  • 25. Se me alegrei de que era muita a minha riqueza, e de que a minha mão tinha alcançado muito;
  • 26. Se olhei para o sol, quando resplandecia, ou para a lua, caminhando gloriosa,
  • 27. E o meu coração se deixou enganar em oculto, e a minha boca beijou a minha mão,
  • 28. Também isto seria delito à punição de juízes; pois assim negaria a Deus que está lá em cima.
  • 29. Se me alegrei da desgraça do que me tem ódio, e se exultei quando o mal o atingiu
  • 30. (Também não deixei pecar a minha boca, desejando a sua morte com maldição);
  • 31. Se a gente da minha tenda não disse: Ah! quem nos dará da sua carne? Nunca nos fartaríamos dela.
  • 32. O estrangeiro não passava a noite na rua; as minhas portas abria ao viandante.
  • 33. Se, como Adão, encobri as minhas transgressões, ocultando o meu delito no meu seio;
  • 34. Porque eu temia a grande multidão, e o desprezo das famílias me apavorava, e eu me calei, e não saí da porta;
  • 35. Ah! quem me dera um que me ouvisse! Eis que o meu desejo é que o Todo-Poderoso me responda, e que o meu adversário escreva um livro.
  • 36. Por certo que o levaria sobre o meu ombro, sobre mim o ataria por coroa.
  • 37. O número dos meus passos lhe mostraria; como príncipe me chegaria a ele.
  • 38. Se a minha terra clamar contra mim, e se os seus sulcos juntamente chorarem,
  • 39. Se comi os seus frutos sem dinheiro, e sufoquei a alma dos seus donos,
  • 40. Por trigo me produza cardos, e por cevada joio. Acabaram-se as palavras de Jó.

Almeida Corrigida Fiel

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