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Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]

    Êxodo 11

  • 1. E o Senhor disse a Moisés: Ainda uma praga trarei sobre Faraó, e sobre o Egito; depois vos deixará ir daqui; e, quando vos deixar ir totalmente, a toda a pressa vos lançará daqui.
  • 2. Fala agora aos ouvidos do povo, que cada homem peça ao seu vizinho, e cada mulher à sua vizinha, joias de prata e joias de ouro.
  • 3. E o Senhor deu ao povo graça aos olhos dos egípcios; também o homem Moisés era mui grande na terra do Egito, aos olhos dos servos de Faraó e aos olhos do povo.
  • 4. Disse mais Moisés: Assim o Senhor tem dito: À meia-noite eu sairei pelo meio do Egito;
  • 5. E todo o primogênito na terra do Egito morrerá, desde o primogênito de Faraó, que haveria de assentar-se sobre o seu trono, até ao primogênito da serva que está detrás da mó, e todo o primogênito dos animais.
  • 6. E haverá grande clamor em toda a terra do Egito, como nunca houve semelhante e nunca haverá;
  • 7. Mas entre todos os filhos de Israel nem mesmo um cão moverá a sua língua, desde os homens até aos animais, para que saibais que o Senhor fez diferença entre os egípcios e os israelitas.
  • 8. Então todos estes teus servos descerão a mim, e se inclinarão diante de mim, dizendo: Sai tu, e todo o povo que te segue as pisadas; e depois eu sairei. E saiu da presença de Faraó ardendo em ira.
  • 9. O Senhor dissera a Moisés: Faraó não vos ouvirá, para que as minhas maravilhas se multipliquem na terra do Egito.
  • 10. E Moisés e Arão fizeram todas estas maravilhas diante de Faraó; mas o Senhor endureceu o coração de Faraó, que não deixou ir os filhos de Israel da sua terra.
  • Lucas 15

  • 1. E chegavam-se a ele todos os publicanos e pecadores para o ouvir.
  • 2. E os fariseus e os escribas murmuravam, dizendo: Este recebe pecadores, e come com eles.
  • 3. E ele lhes propôs esta parábola, dizendo:
  • 4. Que homem dentre vós, tendo cem ovelhas, e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove, e vai após a perdida até que venha a achá-la?
  • 5. E achando-a, a põe sobre os seus ombros, rejubilando;
  • 6. E, chegando a casa, convoca os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida.
  • 7. Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende, mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.
  • 8. Ou qual a mulher que, tendo dez dracmas, se perder uma dracma, não acende a candeia, e varre a casa, e busca com diligência até a achar?
  • 9. E achando-a, convoca as amigas e vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque já achei a dracma perdida.
  • 10. Assim vos digo que há alegria diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende.
  • 11. E disse: Um certo homem tinha dois filhos;
  • 12. E o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me pertence. E ele repartiu por eles a fazenda.
  • 13. E, poucos dias depois, o filho mais novo, ajuntando tudo, partiu para uma terra longínqua, e ali desperdiçou os seus bens, vivendo dissolutamente.
  • 14. E, havendo ele gastado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e começou a padecer necessidades.
  • 15. E foi, e chegou-se a um dos cidadãos daquela terra, o qual o mandou para os seus campos, a apascentar porcos.
  • 16. E desejava encher o seu estômago com as bolotas que os porcos comiam, e ninguém lhe dava nada.
  • 17. E, tornando em si, disse: Quantos jornaleiros de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome!
  • 18. Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti;
  • 19. Já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus jornaleiros.
  • 20. E, levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou.
  • 21. E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e perante ti, e já não sou digno de ser chamado teu filho.
  • 22. Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa; e vesti-lho, e ponde-lhe um anel na mão, e sandálias nos pés;
  • 23. E trazei o bezerro cevado, e matai-o; e comamos, e alegremo-nos;
  • 24. Porque este meu filho estava morto, e reviveu, tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a alegrar-se.
  • 25. E o seu filho mais velho estava no campo; e quando veio, e chegou perto de casa, ouviu a música e as danças.
  • 26. E, chamando um dos servos, perguntou-lhe que era aquilo.
  • 27. E ele lhe disse: Veio teu irmão; e teu pai matou o bezerro cevado, porque o recebeu são e salvo.
  • 28. Mas ele se indignou, e não queria entrar.
  • 29. E saindo o seu pai, rogava-lhe que entrasse com ele. Mas, respondendo ele, disse ao pai: Eis que te sirvo há tantos anos, sem nunca transgredir o teu mandamento, e nunca me deste um cabrito para alegrar-me com os meus amigos;
  • 30. Vindo, porém, este teu filho, que desperdiçou os teus bens com as meretrizes, mataste-lhe o bezerro cevado.
  • 31. E ele lhe disse: Filho, tu sempre estás comigo, e todas as minhas coisas são tuas;
  • 32. Mas era justo alegrarmo-nos e folgarmos, porque este teu irmão estava morto, e reviveu; e tinha-se perdido, e achou-se.
  • Jó 30

  • 1. Agora, porém, se riem de mim os de menos idade do que eu, cujos pais eu teria desdenhado de pôr com os cães do meu rebanho.
  • 2. De que também me serviria a força das mãos daqueles, cujo vigor se tinha esgotado?
  • 3. De míngua e fome se debilitaram; e recolhiam-se para os lugares secos, tenebrosos, assolados e desertos.
  • 4. Apanhavam malvas junto aos arbustos, e o seu mantimento eram as raízes dos zimbros.
  • 5. Do meio dos homens eram expulsos, e gritavam contra eles, como contra o ladrão;
  • 6. Para habitarem nos barrancos dos vales, e nas cavernas da terra e das rochas.
  • 7. Bramavam entre os arbustos, e ajuntavam-se debaixo das urtigas.
  • 8. Eram filhos de doidos, e filhos de gente sem nome, e da terra foram expulsos.
  • 9. Agora, porém, sou a sua canção, e lhes sirvo de provérbio.
  • 10. Abominam-me, e fogem para longe de mim, e no meu rosto não se privam de cuspir.
  • 11. Porque Deus desatou a sua corda, e me oprimiu, por isso sacudiram de si o freio perante o meu rosto.
  • 12. À direita se levantam os moços; empurram os meus pés, e preparam contra mim os seus caminhos de destruição.
  • 13. Desbaratam-me o caminho; promovem a minha miséria; contra eles não há ajudador.
  • 14. Vêm contra mim como por uma grande brecha, e revolvem-se entre a assolação.
  • 15. Sobrevieram-me pavores; como vento perseguem a minha honra, e como nuvem passou a minha felicidade.
  • 16. E agora derrama-se em mim a minha alma; os dias da aflição se apoderaram de mim.
  • 17. De noite se me traspassam os meus ossos, e os meus nervos não descansam.
  • 18. Pela grandeza do meu mal está desfigurada a minha veste, que, como a gola da minha túnica, me cinge.
  • 19. Lançou-me na lama, e fiquei semelhante ao pó e à cinza.
  • 20. Clamo a ti, porém, tu não me respondes; estou em pé, porém, para mim não atentas.
  • 21. Tornaste-te cruel contra mim; com a força da tua mão resistes violentamente.
  • 22. Levantas-me sobre o vento, fazes-me cavalgar sobre ele, e derretes-me o ser.
  • 23. Porque eu sei que me levarás à morte e à casa do ajuntamento determinada a todos os viventes.
  • 24. Porém não estenderá a mão para o túmulo, ainda que eles clamem na sua destruição.
  • 25. Porventura não chorei sobre aquele que estava aflito, ou não se angustiou a minha alma pelo necessitado?
  • 26. Todavia aguardando eu o bem, então me veio o mal, esperando eu a luz, veio a escuridão.
  • 27. As minhas entranhas fervem e não estão quietas; os dias da aflição me surpreendem.
  • 28. Denegrido ando, porém não do sol; levantando-me na congregação, clamo por socorro.
  • 29. Irmão me fiz dos chacais, e companheiro dos avestruzes.
  • 30. Enegreceu-se a minha pele sobre mim, e os meus ossos estão queimados do calor.
  • 31. A minha harpa se tornou em luto, e o meu órgão em voz dos que choram.

Almeida Corrigida Fiel

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