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Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]

    Êxodo 2

  • 1. E foi um homem da casa de Levi e casou com uma filha de Levi.
  • 2. E a mulher concebeu e deu à luz um filho; e, vendo que ele era formoso, escondeu-o três meses.
  • 3. Não podendo, porém, mais escondê-lo, tomou uma arca de juncos, e a revestiu com barro e betume; e, pondo nela o menino, a pôs nos juncos à margem do rio.
  • 4. E sua irmã postou-se de longe, para saber o que lhe havia de acontecer.
  • 5. E a filha de Faraó desceu a lavar-se no rio, e as suas donzelas passeavam, pela margem do rio; e ela viu a arca no meio dos juncos, e enviou a sua criada, que a tomou.
  • 6. E abrindo-a, viu ao menino e eis que o menino chorava; e moveu-se de compaixão dele, e disse: Dos meninos dos hebreus é este.
  • 7. Então disse sua irmã à filha de Faraó: Irei chamar uma ama das hebreias, que crie este menino para ti?
  • 8. E a filha de Faraó disse-lhe: Vai. Foi, pois, a moça, e chamou a mãe do menino.
  • 9. Então lhe disse a filha de Faraó: Leva este menino, e cria-mo; eu te darei teu salário. E a mulher tomou o menino, e criou-o.
  • 10. E, quando o menino já era grande, ela o trouxe à filha de Faraó, a qual o adotou; e chamou o seu nome Moisés, e disse: Porque das águas o tenho tirado.
  • 11. E aconteceu naqueles dias que, sendo Moisés já homem, saiu a seus irmãos, e atentou para as suas cargas; e viu que um egípcio feria a um hebreu, homem de seus irmãos.
  • 12. E olhou a um e a outro lado e, vendo que não havia ninguém ali, matou ao egípcio, e escondeu-o na areia.
  • 13. E tornou a sair no dia seguinte, e eis que dois homens hebreus contendiam; e disse ao injusto: Por que feres a teu próximo?
  • 14. O qual disse: Quem te tem posto a ti por maioral e juiz sobre nós? Pensas matar-me, como mataste o egípcio? Então temeu Moisés, e disse: Certamente este negócio foi descoberto.
  • 15. Ouvindo, pois, Faraó este caso, procurou matar a Moisés; mas Moisés fugiu de diante da face de Faraó, e habitou na terra de Midiã, e assentou-se junto a um poço.
  • 16. E o sacerdote de Midiã tinha sete filhas, as quais vieram tirar água, e encheram os bebedouros, para dar de beber ao rebanho de seu pai.
  • 17. Então vieram os pastores, e expulsaram-nas dali; Moisés, porém, levantou-se e defendeu-as, e deu de beber ao rebanho.
  • 18. E voltando elas a Reuel seu pai, ele disse: Por que hoje tornastes tão depressa?
  • 19. E elas disseram: Um homem egípcio nos livrou da mão dos pastores; e também nos tirou água em abundância, e deu de beber ao rebanho.
  • 20. E disse a suas filhas: E onde está ele? Por que deixastes o homem? Chamai-o para que coma pão.
  • 21. E Moisés consentiu em morar com aquele homem; e ele deu a Moisés sua filha Zípora,
  • 22. A qual deu à luz um filho, e ele chamou o seu nome Gérson, porque disse: Peregrino fui em terra estranha.
  • 23. E aconteceu, depois de muitos dias, que morrendo o rei do Egito, os filhos de Israel suspiraram por causa da servidão, e clamaram; e o seu clamor subiu a Deus por causa de sua servidão.
  • 24. E ouviu Deus o seu gemido, e lembrou-se Deus da sua aliança com Abraão, com Isaque, e com Jacó;
  • 25. E viu Deus os filhos de Israel, e atentou Deus para a sua condição.
  • Lucas 7

  • 1. E, depois de concluir todos estes discursos para a audiência do povo, entrou em Cafarnaum.
  • 2. E o servo de um certo centurião, o qual era muito estimado por ele, estava doente, e à morte.
  • 3. E, quando ouviu falar de Jesus, enviou-lhe uns anciãos dos judeus, rogando-lhe que viesse curar o seu servo.
  • 4. E, chegando eles junto de Jesus, rogaram-lhe muito, dizendo: É digno de que lhe concedas isto,
  • 5. Porque ama a nossa nação, e ele mesmo nos edificou a sinagoga.
  • 6. E foi Jesus com eles; mas, quando já estava perto da casa, enviou-lhe o centurião uns amigos, dizendo-lhe: Senhor, não te incomodes, porque não sou digno de que entres debaixo do meu telhado.
  • 7. E por isso nem ainda me julguei digno de ir ter contigo; dize, porém, uma palavra, e o meu criado sarará.
  • 8. Porque também eu sou homem sujeito à autoridade, e tenho soldados sob o meu poder, e digo a este: Vai, e ele vai; e a outro: Vem, e ele vem; e ao meu servo: Faze isto, e ele o faz.
  • 9. E, ouvindo isto Jesus, maravilhou-se dele, e voltando-se, disse à multidão que o seguia: Digo-vos que nem ainda em Israel tenho achado tanta fé.
  • 10. E, voltando para casa os que foram enviados, acharam são o servo enfermo.
  • 11. E aconteceu que, no dia seguinte, ele foi à cidade chamada Naim, e com ele iam muitos dos seus discípulos, e uma grande multidão;
  • 12. E, quando chegou perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva; e com ela ia uma grande multidão da cidade.
  • 13. E, vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela, e disse-lhe: Não chores.
  • 14. E, chegando-se, tocou o esquife (e os que o levavam pararam), e disse: Jovem, a ti te digo: Levanta-te. E o que fora defunto assentou-se, e começou a falar.
  • 15. E entregou-o à sua mãe.
  • 16. E de todos se apoderou o temor, e glorificavam a Deus, dizendo: Um grande profeta se levantou entre nós, e Deus visitou o seu povo.
  • 17. E correu dele esta fama por toda a Judeia e por toda a terra circunvizinha.
  • 18. E os discípulos de João anunciaram-lhe todas estas coisas.
  • 19. E João, chamando dois dos seus discípulos, enviou-os a Jesus, dizendo: És tu aquele que havia de vir, ou esperamos outro?
  • 20. E, quando aqueles homens chegaram junto dele, disseram: João o Batista enviou-nos a perguntar-te: És tu aquele que havia de vir, ou esperamos outro?
  • 21. E, na mesma hora, curou muitos de enfermidades, e males, e espíritos maus, e deu vista a muitos cegos.
  • 22. Respondendo, então, Jesus, disse-lhes: Ide, e anunciai a João o que tendes visto e ouvido: Que os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados e aos pobres anuncia-se o evangelho.
  • 23. E bem-aventurado é aquele que em mim não se escandalizar.
  • 24. E, tendo-se retirado os mensageiros de João, começou a dizer à multidão acerca de João: Que saístes a ver no deserto? Uma cana abalada pelo vento?
  • 25. Mas que saístes a ver? Um homem trajado de vestes delicadas? Eis que os que andam com preciosas vestiduras, e em delícias, estão nos paços reais.
  • 26. Mas que saístes a ver? Um profeta? Sim, vos digo, e muito mais do que profeta.
  • 27. Este é aquele de quem está escrito: Eis que envio o meu anjo diante da tua face, o qual preparará diante de ti o teu caminho.
  • 28. E eu vos digo que, entre os nascidos de mulheres, não há maior profeta do que João o Batista; mas o menor no reino de Deus é maior do que ele.
  • 29. E todo o povo que o ouviu e os publicanos, tendo sido batizados com o batismo de João, justificaram a Deus.
  • 30. Mas os fariseus e os doutores da lei rejeitaram o conselho de Deus contra si mesmos, não tendo sido batizados por ele.
  • 31. E disse o Senhor: A quem, pois, compararei os homens desta geração, e a quem são semelhantes?
  • 32. São semelhantes aos meninos que, assentados nas praças, clamam uns aos outros, e dizem: Tocamo-vos flauta, e não dançastes; cantamo-vos lamentações, e não chorastes.
  • 33. Porque veio João o Batista, que não comia pão nem bebia vinho, e dizeis: Tem demônio;
  • 34. Veio o Filho do homem, que come e bebe, e dizeis: Eis aí um homem comilão e bebedor de vinho, amigo dos publicanos e pecadores.
  • 35. Mas a sabedoria é justificada por todos os seus filhos.
  • 36. E rogou-lhe um dos fariseus que comesse com ele; e, entrando em casa do fariseu, assentou-se à mesa.
  • 37. E eis que uma mulher na cidade, que era uma pecadora, sabendo que ele estava à mesa em casa do fariseu, levou um vaso de alabastro com unguento;
  • 38. E, estando por detrás, aos seus pés, chorando, começou a regar seus pés com lágrimas, e os enxugava com os cabelos da sua cabeça; e beijava seus pés, e os ungia com o unguento.
  • 39. Quando isto viu o fariseu que o tinha convidado, falava consigo, dizendo: Se este fosse profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que lhe toca, pois é uma pecadora.
  • 40. E respondendo, Jesus disse-lhe: Simão, uma coisa tenho a dizer-te. E ele disse: Dize-a, Mestre.
  • 41. Um certo credor tinha dois devedores: um devia-lhe quinhentos dinheiros, e outro cinquenta.
  • 42. E, não tendo eles com que pagar, perdoou-lhes a ambos. Dize, pois, qual deles o amará mais?
  • 43. E Simão, respondendo, disse: Tenho para mim que é aquele a quem mais perdoou. E ele lhe disse: Julgaste bem.
  • 44. E, voltando-se para a mulher, disse a Simão: Vês tu esta mulher? Entrei em tua casa, e não me deste água para meus pés; mas esta regou meus pés com lágrimas, e os enxugou com os cabelos de sua cabeça.
  • 45. Não me deste ósculo, mas esta, desde que entrou, não tem cessado de me beijar os pés.
  • 46. Não me ungiste a cabeça com óleo, mas esta ungiu meus pés com unguento.
  • 47. Por isso te digo que os seus muitos pecados lhe são perdoados, porque muito amou; mas aquele a quem pouco é perdoado pouco ama.
  • 48. E disse a ela: Os teus pecados te são perdoados.
  • 49. E os que estavam à mesa começaram a dizer entre si: Quem é este, que até perdoa pecados?
  • 50. E disse à mulher: A tua fé te salvou; vai-te em paz.
  • Jó 20

  • 1. Então respondeu Zofar, o naamatita, e disse:
  • 2. Visto que os meus pensamentos me fazem responder, eu me apresso.
  • 3. Eu ouvi a repreensão, que me envergonha, mas o espírito do meu entendimento responderá por mim.
  • 4. Porventura não sabes tu que desde a antiguidade, desde que o homem foi posto sobre a terra,
  • 5. O júbilo dos ímpios é breve, e a alegria dos hipócritas momentânea?
  • 6. Ainda que a sua altivez suba até ao céu, e a sua cabeça chegue até às nuvens.
  • 7. Contudo, como o seu próprio esterco, perecerá para sempre; e os que o viam dirão: Onde está?
  • 8. Como um sonho voará, e não será achado, e será afugentado como uma visão da noite.
  • 9. O olho, que já o viu, jamais o verá, nem o seu lugar o verá mais.
  • 10. Os seus filhos procurarão agradar aos pobres, e as suas mãos restituirão os seus bens.
  • 11. Os seus ossos estão cheios do vigor da sua mocidade, mas este se deitará com ele no pó.
  • 12. Ainda que o mal lhe seja doce na boca, e ele o esconda debaixo da sua língua,
  • 13. E o guarde, e não o deixe, antes o retenha no seu paladar,
  • 14. Contudo a sua comida se mudará nas suas entranhas; fel de áspides será interiormente.
  • 15. Engoliu riquezas, porém vomitá-las-á; do seu ventre Deus as lançará.
  • 16. Veneno de áspides sorverá; língua de víbora o matará.
  • 17. Não verá as correntes, os rios e os ribeiros de mel e manteiga.
  • 18. Restituirá o seu trabalho, e não o engolirá; conforme ao poder de sua mudança, e não saltará de gozo.
  • 19. Porquanto oprimiu e desamparou os pobres, e roubou a casa que não edificou.
  • 20. Porquanto não sentiu sossego no seu ventre; nada salvará das coisas por ele desejadas.
  • 21. Nada lhe sobejará do que coma; por isso as suas riquezas não durarão.
  • 22. Sendo plena a sua abastança, estará angustiado; toda a força da miséria virá sobre ele.
  • 23. Mesmo estando ele a encher a sua barriga, Deus mandará sobre ele o ardor da sua ira, e a fará chover sobre ele quando for comer.
  • 24. Ainda que fuja das armas de ferro, o arco de bronze o atravessará.
  • 25. Desembainhará a espada que sairá do seu corpo, e resplandecendo virá do seu fel; e haverá sobre ele assombros.
  • 26. Toda a escuridão se ocultará nos seus esconderijos; um fogo não assoprado o consumirá, irá mal com o que ficar na sua tenda.
  • 27. Os céus manifestarão a sua iniquidade; e a terra se levantará contra ele.
  • 28. As riquezas de sua casa serão transportadas; no dia da sua ira todas se derramarão.
  • 29. Esta, da parte de Deus, é a porção do homem ímpio; esta é a herança que Deus lhe decretou.

Almeida Corrigida Fiel

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